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Aeroviários descartam greve no Ano Novo

A paralisação dos trabalhadores do setor aéreo durante o período do Ano-Novo está descartada. 

A decisão foi tomada na tarde de ontem (29), após reunião entre Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) e Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), no Rio de Janeiro.

O secretário-geral do SNA, Marcelo Schmidt, afirmou que houve avanços nas propostas discutidas, permitindo uma aproximação entre os percentuais reivindicados pelos trabalhadores e o índice de reajuste oferecido pelas empresas.

“Foram retomadas as negociações com as empresas. Isso afasta o risco de uma paralisação [no Ano-Novo]. O sindicato patronal cedeu de uma parte e nós cedemos de outra. Vamos avaliar as propostas e buscar um meio termo”, afirmou Schmidt.

Segundo ele, se houver problemas nos aeroportos durante o feriado do Ano-Novo será por questões ligadas ao excesso de carga horária das tripulações, que são obrigadas por lei a não ultrapassar o limite, ou por eventual desorganização do sistema.

“Os problemas estruturais da aviação continuam. A sujeira não pode ser varrida para baixo do tapete. Não existe política de aviação no Brasil e as empresas aéreas continuam sem contratar funcionários.”

A próxima rodada de negociações deverá ocorrer até o dia 12 de janeiro.

Fonte: Agência Brasil

Cias aéreas negociam amanhã com os aeroviários

Divergências sobre o reajuste salarial marcam quebra de braço entre sindicalistas

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas deve se reunir nesta quarta-feira (29) para tentar uma negociação com os funcionários, que devem cruzar os braços a partir de 1º de janeiro. Segundo Jorge Honório, porta voz do Sindicato Nacional dos Aeronautas (os comissários de bordo e pilotos) já teria aceitado o aumento de 8% nos salários.

Segundo Selma Balbino, presidente do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), o comando nacional de greve dos aeroviários (pessoal que trabalha em terra) não aceita a proposta e vai reivindicar um reajuste de 13%, mais mudanças nos pisos salariais e licença-maternidade.

Apesar dos funcionários já terem fixado uma data para a paralisação, uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), da última quarta-feira (22), determina que pelo menos 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários continuem trabalhando entre 23 de dezembro de 2010 e 2 de janeiro de 2011. Caso haja descumprimento da ordem, a Justiça fixou multa diária de R$ 100 mil.

Entenda o que está em discussão

No início das negociações, aeronautas e os aeroviários reivindicavam 15% de reajuste salarial e melhores condições de trabalho, incluindo a contratação de mais profissionais. As companhias aéreas, entretanto, ofereciam apenas a correção do salário pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de pouco mais de 6% até dezembro.

Para pressionar os patrões, aeroviários e aeronautas realizaram uma operação padrão nos aeroportos do país no dia 1º de dezembro. A iniciativa tinha o objetivo de mudar a rotina dos trabalhadores, incluindo o modo de dirigir veículos dentro das pistas, com velocidade restrita a 20km/h, pausa de 15 minutos para lanche, possibilidade de recusar jornada dupla de trabalho e alteração no horário de trabalho. Segundo os sindicalistas, os patrões não respeitam os trabalhadores.

Em meio a protestos nos principais aeroportos brasileiros e diante das dificuldades de negociação com as empresas aéreas, aeroviários e aeronautas reduziram a proposta de aumento de 15% para 13% no fim de dezembro.

No mesmo dia, as companhias aéreas elevaram a proposta de reajuste para 8% - valor que foi recusado pelos trabalhadores. Em seguida, a categoria programou uma greve para a antevéspera de Natal - 23 de dezembro.

Fonte: R7

Justiça cassa decisão que impedia greve em aeroportos

Permanece decisão do TST que determinou atividade de 80% da categoria. Defesa dos aeroviários pretende recorrer para viabilizar greve.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Olindo Menezes, suspendeu a decisão da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal que impedia greves de aeronautas e aeroviários em todo o país, até 10 de janeiro. Cabe recurso à decisão, assinada na noite desta quinta-feira (23).

Permanece, no entanto, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TST) que determinou a atividade de 80% dos trabalhadores das categorias nos aeroportos brasileiros até o dia 3 de janeiro.

Em sua decisão, o presidente do TRF afirmou que a Justiça Federal não tem competência para julgar questões de greve. Além de proibir movimentos de greve, a determinação cassada amentava de R$ 100 mil por dia para R$ 3 milhões a multa pelo descumprimento da decisão.

A defesa do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) entrou com recurso, que gerou a suspensão da decisão da 4ª Vara. Segundo o advogado do sindicato, Gengizcan Brito Simões, o processo deverá ser remetido a uma das varas de trabalho.


"A decisão do desembargador é coerente. Por enquanto, vale a decisão do TST, mas estamos analisando recorrer dessa também. Nossa intenção é tentar aumentar o percentual da greve para reduzir o efetivo que necessariamente teria de permanecer trabalhando", afirmou o advogado.

Fonte: Debora Santos/G1

Sem greve, aeroportos têm movimento tranquilo na véspera do Natal

Por enquanto tudo tranquilo nos aeroportos nesta véspera de natal

Dos 414 voos programados para até as 8h desta sexta-feira, véspera de Natal, nos aeroportos do país, 121 atrasaram mais de meia hora --22,7% do total-- e 16 foram cancelados (3%). A informação é da Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros).

Na manhã da última quinta-feira (23), quando foi anunciada a suspensão da greve dos trabalhadores do setor aéreo, o índice de voos atrasados era de 30,1% e o de cancelados, 5,5%.

Entre os aeroportos mais movimentados na manhã de hoje está o de Guarulhos (Grande São Paulo). Dos 40 voos previstos, 12 (30%) estão com atrasos de mais de meia hora, mas nenhum foi cancelado.

Em Congonhas (zona sul de SP), dos 30 programados, 4 (13,3%) sofreram atrasos e seis (20%) foram cancelados.

No Galeão (Rio de Janeiro), dos 25 voos previstos, 4 (16%) estão atrasados e 6 (20%) foram cancelados. No Santos Dumont, também no Rio, dos 26 previstos, 1 (3,8%) voo está atrasado e dois cancelados (7,7%).

Já no aeroporto de Brasília, dos 17 voos previstos até as 8h de hoje, 5 (29,4%) sofreram atrasos e 1 (5,9%) foi cancelado.

PARALISAÇÃO

Ontem os aeroviários fizeram um protesto no Galeão. Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, o objetivo era fazer uma paralisação de 20% dos funcionários.

O protesto leva em conta a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), diz Balbino, que obriga a manutenção de um efetivo de 80% dos trabalhadores do setor aéreo.

Uma outra decisão, da Justiça Federal do Distrito Federal, proibiu a organização de qualquer greve em todo o país até 10 de janeiro, sob pena de multa de R$ 3 milhões por dia no caso de descumprimento. Balbino disse que não havia sido notificada de qualquer decisão judicial.

GREVE

A ameaça de greve dos funcionários começou após impasse nas negociações do reajuste salarial. No início da negociação, as empresas queriam apenas repor a inflação --calculada em 6% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)-- e oferecer ganhos reais somente a partir de abril. Os aeroviários (trabalhadores em terra) pediram reajuste de salários de 13% e um percentual ainda maior, de 30%, para os que recebem o piso. Os aeronautas aeronautas (pilotos e comissários) queriam aumento de 15%.

Após reunião na manhã de ontem, o sindicato patronal apresentou proposta de reajuste de 8% e desistiu, por enquanto, de mudar o dissídio (negociação de reajuste salarial) de dezembro para abril. A greve foi suspensa pelos funcionários, mas um acordo ainda não foi fechado.

Fonte: FOLHA

Índice de atrasos nos voos sobe para 37,1%, segundo Infraero

Entre os voos internacionais, 49 estão atrasados. Greve dos funcionários prevista para esta quinta foi suspensa.

Movimento no aeroporto de Guarulhos, onde 48% dos voos atrasaram nesta quinta, segundo a Infraero (Foto: Eliária Andrade / Agência O Globo )

Dos 1.944 voos domésticos programados até as 18h desta quinta-feira (23) nos principais aeroportos do país, 722 sofreram atrasos de mais de meia hora (37,1% do total) e 89 foram cancelados (4,6%), segundo balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Às 17h, o índice era 36%; e às 16h, 34,8%.

Entre os 143 voos internacionais, 49 atrasaram (34,3%) e quatro foram cancelados (2,8%).

A paralisação dos aeronautas e aeroviários estava prevista para começar nesta quinta e foi suspensa até, pelo menos, o próximo mês. A decisão foi tomada em assembleia realizada às 5h, na sede do Sindicato Nacional dos Aeronautas, em São Paulo.

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse que "está aliviada" com a decisão. “Levantei às 5h30 com grande expectativa. Mas no fim aconteceu o que esperávamos: apenas pontos localizados [de paralisação].”

De acordo com os sindicalistas, os trabalhadores estão "atendendo a um pedido da sociedade". "Os passageiros não serão prejudicados durante as festas. Em janeiro, vamos avaliar se haverá uma paralisação", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Dagmar Fochesato.

Mas os funcionários também estão seguindo uma decisão judicial. Na noite de quarta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários continuem em atividade para viabilizar o transporte aéreo em todo o território nacional, no período entre 23 de dezembro e 2 de janeiro. Em caso de descumprimento da ordem, a multa diária seria de R$ 100 mil.

Insatisfeitos com a suspensão da greve, em Brasília, funcinários fizeram uma manifestação, por volta das 8h. O protesto causou lentidão no trânsito das vias de acesso ao aeroporto. O grupo percorreu o saguão do aeroporto, gritando palavras de ordem e pedindo reposição salarial e a “divisão” do lucro das companhias aéreas com os empregados. Em Guarulhos, sindicalistas discutiram com empregados de aéreas no início do dia.

Atrasos

No Rio de Janeiro, no aeroporto Santos Dumont, dos 123 voos previstos até as 18h, 24 atrasaram (19,5%) e 28 foram cancelados (22,8%). No Galeão, dos 87 voos, 46 atrasaram (52,9%) e dois foram cancelados (2,3%).

No aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, dos 163 voos programados, 78 atrasaram (47,9%) e quatro foram cancelados (2,5%). Em Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, dos 185 voos, 79 atrasaram (42,7%) e 28 foram cancelados (15,28%).

Em Brasília, dos 138 voos, 68 atrasaram (49,3%) e dois foram cancelados (1,4%).

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os passageiros não encontram dificuldades para embarcar. No aeroporto da Pampulha, dos 27 voos, quatro atrasaram (14,8%) e nenhum foi cancelado. No aeroporto de Confins, dos 98 voos, 33 atrasaram (33,7%) e três foram cancelados (3,1%).

Empresas

A Gol e a TAM divulgaram notas informando que estão "empenhadas" em garantir a tranquilidade nos aeroportos durante as festas de fim de ano.

A TAM informou que os "atrasos e poucos cancelamentos registrados até o momento se devem principalmente a problemas meteorológicos em algumas cidades, a manutenções não programadas ou a ajustes na malha". A empresa cita o fato de que os aeroportos do Rio fechamaram na noite de quarta, devido ao mau tempo.

Ainda de acordo com o balanço da Infraero, até as 14h, 53,9% dos voos domésticos da TAM atrasaram e 30,4% da Gol. Entre os voos internacionais, 50% dos voos da TAM e 30,4% da Gol atrasaram.

Propostas

Gelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, disse que os funcionários das aéreas foram surpreendido pelas decisões judiciais e afirmou que, mesmo sem a greve, é possível haver atrasos em aeroportos porque os aeronautas e aeroviários estão trabalhando acima do limite.

O presidente do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias (Snea), José Marcio Mollo, disse em entrevista à rádio CBN que a entidade fez nesta madrugada uma proposta de reajuste de 8% aos trabalhadores, elevando a proposta inicial de 6,05% e aguarda uma nova posição dos trabalhadores. Os aeroviários solicitam aumento de 13%.


Fontes: G1- TV Globo
 Post: Alex

Greve no setor aéreo está suspensa até dia 7 de janeiro, diz federação

Mesmo com a suspensão da greve, os aeroviários realizaram, às 5h30 desta manhã, uma passeata no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos.
A greve dos trabalhadores do setor aéreo (aeronautas e aeroviários), programada para ter início na madrugada desta quinta-feira (23), foi suspensa até o dia 7 de janeiro, após uma decisão da Justiça Federal que impôs multa de R$ 3 milhões por dia para os trabalhadores da categoria que optassem por aderir ao movimento.

Segundo Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Aéreo, a decisão determina que seja mantido 90% do efetivo das categorias em atividade entre os dias 23 de dezembro e 7 de janeiro e, por isso, “não haverá qualquer movimentação ou paralisação” até a data estabelecida. "Está suspenso qualquer movimento de greve até o dia 7 de janeiro em solidariedade a população e em respeito a decisão judicial", disse ele.

Na decisão da Justiça Federal, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª vara, afirmou que os trabalhadores estariam sendo “oportunistas” caso optassem pela greve na semana do Natal.

Outra decisão na Justiça, dessa vez da Delegacia Regional do Trabalho do Distrito Federal, também determinou que 90% do efetivo das categorias permanecesse em atividade entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, estabelecendo uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

O presidente da Federação disse ainda que as empresas mantiveram a oferta de aumento salarial de 6,5%, enquanto as categorias reivindicam um aumento entre 13% e 15%, mas que houve uma “abertura para conversa” com as empresas TAM e Gol.

Hoje mais cedo, a suspensão da greve já havia sido confirmada pelo comandante Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, após uma assembleia com os trabalhadores da categoria, realizada nesta quinta-feira (23), às 5h, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.


"Nós sentimos que a sociedade já vem há alguns dias muito preocupada com a questão [da greve] e, atendendo a este anseio, a categoria decidiu cumprir a decisão judicial e suspender a greve", explicou, referindo-se à decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que concedeu ontem uma liminar (decisão provisória) determinando que fossem mantidos em atividade 80% dos funcionários das companhias aéreas entre esta quinta-feira (23) e o dia 2 de janeiro.


"Entretanto, nós voltaremos a discutir a greve no início de janeiro, após esta época de Natal e Ano Novo", completou o comandante. Fochesato garantiu que, por parte de aeroviários e aeronautas, a população não terá problemas para viajar nesta época de festas de final do ano. "Mas acreditamos que enfrentarão, sim, problemas no geral, já que as companhias aéreas estão negligenciando o desgaste da tripulação, que está trabalhando acima do limite e em condições adversas", explicou o presidente do sindicato.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas representa hoje 10 mil profissionais, entre pilotos, comissários e engenheiros de voo. A reportagem está tentando contato com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, para comentar a decisão.

Ontem (22), antes da decisão judicial, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) recomendou aos passageiros que confirmem o voo com a empresa aérea antes de ir ao aeroporto. Já no aeroporto, havendo atraso ou cancelamento do voo, o passageiro deve procurar a empresa aérea e um representante da Agência nacional de Aviação Civil (Anac) ou o Juizado Especial.

A Anac ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suspensão da greve, mas sua assessoria informa que o monitoramento da agência continua hoje nos 11 principais aeroportos do país (Galeão, Guarulhos, Congonhas, Brasília, Confins, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória e Manaus), por meio de inspetores que usam um colete azul e podem ser abordados pela população em caso de dúvidas.

Atrasos

Próximo do Natal, os aeroportos do país apresentam atrasos superiores a 30 minutos nesta quinta-feira (23); 28,7% dos voos domésticos tiveram a partida adiada até 9h, segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros). Dos 696 voos programados, 200 partiram fora do horário e 39 (5,6%) foram cancelados.

Em relação aos voos internacionais, dos 50 voos programados, 11 estão atrasados (22%).

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, das 54 partidas nacionais programadas até as 9h, 20 (37%) atrasaram; das internacionais, das 21 agendadas, duas atrasaram (9,5%).

No Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, dos 51 voos domésticos programados, 8 (15,7%) estão atrasados e 11 foram cancelados (21,6%).

Segundo a Infraero, cerca de 480 mil passageiros devem circular nos aeroportos brasileiros nesta quinta-feira (23).

Fonte: Andréia Martins/UOL Notícias
 Post: Alex

Jobim diz que fracasso de negociações contra greve é culpa das companhias aéreas

Para Jobim, cias aéreas deveriam negociar

Em carta endereçada nesta quarta-feira às companhias aéreas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o fracasso das negociações com os aeronautas e os aeroviários se deve, principalmente, à "postura dos representantes do sindicato patronal" e que, se fosse outra a postura tomada, "poderíamos, a essa altura, estar a assegurar aos brasileiros a tranquilidade em relação a suas viagens".

Antes de enviar a carta, Jobim ouviu dos representantes das empresas que seria aberta uma mesa de negociações no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para dar uma solução à greve. Não apenas a promessa foi descumprida, como as empresas retornaram ao ministro pedindo "medidas necessárias" do governo para a "manutenção da ordem".

Jobim, que esteve pessoalmente com o presidente da TAM, Líbano Barroso, e falou por telefone com o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, não gostou nada da reação e jogou a culpa da greve para os empresários.

Apesar das conversas, o ministério não tem nenhum plano emergencial para evitar mais transtornos aos passageiros devido à ameaça de greve nesta quinta-feira (23), antevéspera de Natal.

Vai apenas intensificar o plano anunciado em novembro para as férias, que inclui proibição de venda de passagens em maior número que o de assentos, usar aeronaves reservas e ampliar os postos de check-in nos horários de pico.

Passageiros enfrentam atrasos em voos no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo/Rodrigo Capote/Folhapress

GREVE

Com dissídio (negociação de reajuste salarial) marcado para dezembro, os sindicatos de aeroviários (trabalhadores em terra) e aeronautas (pilotos e comissários) ameaçam entrar em greve a partir desta quinta-feira. As companhias querem mudar a data de dissídio para abril.

As empresas ofereceram inicialmente um reajuste de 6,08% que representa apenas a inflação do período de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Após reunião ontem com o Ministério Público do Trabalho em Brasília, revisaram a proposta para 6,5%, mas não houve acordo.

O patamar ainda é bastante abaixo do percentual que os funcionários reivindicam, de 13% a 30%, dependendo da faixa salarial.

Lula,condena greve


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite desta quarta-feira (22) a possibilidade de os funcionários do setor aéreo entrarem em greve na manhã de quinta-feira. Lula fez o comentário após participar, em Brasília, da cerimônia de sanção da lei que cria o Regime de Partilha do pré-sal e Fundo Social do pré-sal.

"Acho que os empresários podem flexibilizar um pouco, que os empregados podem flexibilizar um pouco. O que não pode é qualquer atitude de irresponsabilidade que leve o povo brasileiro sofrer", disse. Lula afirmou que, na quinta-feira (23), vai se reunir com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para debater o tema.

Depois de condenar a ameaça de greve às vésperas do Natal, o presidente defendeu o direito de greve, mas disse que espera maturidade de empresários e trabalhadores do setor aéreo. Segundo Lula, a negociação poderia ter sido feita antes das festas de fim de ano.

“Todo mundo sabe que eu passei minha vida inteira brigando pela liberdade de negociação e pelos direitos dos trabalhadores, o que não pode é nem os empresários, nem os trabalhadores terem qualquer atitude de irresponsabilidade. Eu espero e estou convencido que deva haver maturidade entre trabalhadores e empresários para que o povo não seja vítima da insensatez”, afirmou Lula.


Atrasos

Dos 176 voos domésticos programados até as 19h desta quarta-feira, em Cumbica, em Guarulhos, 90 atrasaram meia hora (51,1%) e três foram cancelados (1,7%), segundo boletim da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em Congonhas, o atraso ocorreu em 58 voos (29,1%), outros 22 foram cancelados (11,1%).

No total, dos 2.093 voos domésticos programados até as 19h em todo o país, 677 (32,3%) atrasaram e 82 foram cancelados (3,9%). Entre os voos internacionais, 44 atrasaram (31,7%) e dois foram cancelados (1,4%).

Entre os aeroportos com maiores índices de atrasos de voos domésticos até as 19h, além de Cumbica, em São Paulo, estão Acre (66,7%), Amapá (57,1%), Belém (55,6%), Natal (47,1%), Bahia (44,4%) e Brasília (40,4%).

Nesta tarde, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, afirmou que os passageiros que viajarão nos próximos dias deverão se informar antes de sair de casa. “Os passageiros devem se informar se há um movimento de greve significativo e se os voos estão sendo impedidos”, declarou. Pela manhã, Jobim se reuniu com representantes de empresas aéreas, da Anac e Infraero.

Ameaça de greve

Na terça-feira (21), representantes dos aeronautas e aeroviários, dos patrões e do Ministério Público do Trabalho (MPT) se reuniram para discutir reajuste salarial, mas não fecharam acordo. Os trabalhadores dizem que devem cruzar os braços nesta quinta-feira.


Fontes: Gustavo Patu /FOLHA - Débora Santos/G1 - TV Globo
 Post: Alex

Liminar determina que 80% dos trabalhadores aéreos não parem

Aeronautas e aeroviários anunciaram greve para amanhã (23) Ministro fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Milton de Moura França, concedeu na noite desta quarta-feira (22) uma liminar determinando que sejam mantidos em atividade 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários, de forma a viabilizar o transporte aéreo em todo o território nacional, no período entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro de 2011.

A liminar também fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da ordem. A liminar atende ação cautelar movida pelo procurador-geral do Trabalho, Otavio Brito Lopes.

De acordo com nota divulgada no site do TST, o ministro Moura França ressaltou, em seu despacho, que o direito de greve está garantido pela Constituição Federal, mas que, igualmente, “decorre de preceito constitucional que todos os cidadãos têm o direito de livre locomoção em todo o território nacional, por todos os meios de transportes disponíveis, salvo restrições, em casos específicos, que a própria Constituição Federal disciplina”.

Para o ministro, por se tratar de atividade considerada essencial, é imprescindível que os grevistas assegurem o atendimento das necessidades da comunidade e chamou a atenção para o fato de o movimento ter sido deflagrado a dois dias do Natal.

O presidente do Sindicato dos Aeroviários do Aeroporto Internacional de Guarulhos, Orisson Melo, disse na noite desta quarta-feira (22) que os trabalhadores foram pegos de surpresa pela liminar. “Ainda não fomos notificados sobre esta liminar”, disse Melo. “Até sabermos oficialmente o que está acontecendo, a greve será mantida.”

Um panfleto distribuído pelo sindicato aos funcionários do aeroporto confirma o início da greve para esta quinta-feira, dizendo que “as empresas não acreditam na greve e serão surpreendidas pelo movimento.”

Atrasos

Dos 225 voos domésticos programados até as 23h desta quarta-feira, em Cumbica, em Guarulhos, 115 atrasaram pelo menos meia hora (51,1%) e seis foram cancelados (2,7%), segundo boletim da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em Congonhas, o atraso ocorreu em 83 voos (33,5%), outros 22 foram cancelados (8,9%).

No total, dos 2.580 voos domésticos programados até as 23h em todo o país, 930 (36%) atrasaram e 95 foram cancelados (3,7%). Entre os voos internacionais, 71 atrasaram (36,2%) e cinco foram cancelados (2,6%).

Entre os aeroportos com maiores índices de atrasos de voos domésticos até as 23h, além de Cumbica, em São Paulo, estão Amapá (71,4%), Acre (66,7%), Belém (59%), Natal (47,2%), Rio de Janeiro (Galeão) (45,4%), Brasília (44,9%) e Recife (41,2%).

Previsão de greve

Na terça-feira (21), representantes dos aeronautas e aeroviários, dos patrões e do Ministério Público do Trabalho (MPT) se reuniram em Brasília para discutir reajuste salarial, mas não fecharam acordo. Com o fracasso da reunião, os trabalhadores anunciaram que cruzariam os braços a partir de quinta-feira (23).

De acordo com os representantes, as empresas oferecem reajuste de 6% e os trabalhadores querem aumento de 13% para aeroviários e de 15% para aeronautas. Segundo o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Marcelo Schmidt, houve esforço do MPT para que houvesse acordo sobre as reivindicações. Além de um reajuste que represente ganho real no salário, a categoria pede a criação de piso salarial para categorias com salários abaixo de R$ 700.

Em nota divulgada após a reunião no MPT, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) declarou que as duas categorias já receberam este ano reajuste salarial de 6,08%, referente à inflação do período medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). “Esse reajuste já está sendo pago às duas categorias, no 13º e no salário de dezembro.” Ainda de acordo com o representante das empresas, a indústria de transporte aéreo concedeu, nos últimos cinco anos, 6% de ganho real (33,8% de reajuste para uma inflação de 26,7%).

Sindicato prevê que greve será realizada 'aos poucos'

Marcelo Schmidt, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, informou que as paralisações dos aeroviários e aeronautas previstas para ocorrer nesta quinta-feira (23) serão realizadas aos poucos, em cada um dos principais aeroportos do país. “O que pode acontecer amanhã é [parar] um pouco no Rio, um pouco em São Paulo, um pouco em Brasília, em Belo Horizonte, em Recife, vai pipocando, a categoria é grande, não será concentrada no mesmo local para não prejudicar o passageiro, vamos usar de inteligência, não queremos o passageiro contra a gente”, disse.

Na terça-feira (21), terminou sem acordo a reunião realizada entre representantes dos funcionários das empresas aéreas, dos patrões e do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília. Apesar de estar prevista uma assembleia às 5h desta quinta, Schmidt dá a greve como certa.

Às 5h desta quinta, está prevista a assembleia que contará com as diretorias dos sindicatos dos aeronautas e dos aeroviários, no Sindicatos dos Aeroviários do Estado de São Paulo, na Avenida Washington Luís, 6.979, perto do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. A decisão que sair dessa assembleia servirá de referência para o país todo, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos.

De acordo com o Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, diretores da entidade estarão no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a partir da 0h desta quinta-feira, mas a greve está prevista para começar no aeroporto às 5h.

Para Schmidt, é impossível prever quais setores deverão ser os mais afetados durante a greve. “Todas as funções estão insatisfeitas, sem exceção. Há a questão do aumento real de salário e do piso de operadores de equipamentos [que trabalham no pátio, junto às aeronaves] e do piso do pessoal do check-in”, cita.

No entanto, o secretário-geral afirma que pode ser que as paralisações dos funcionários ocorram simultaneamente em alguns momentos do dia, pois podem ocorrer manifestações espontâneas. “Só que não será o dia inteiro, o passageiro vai chegar no seu destino, mas atrasado. A gente quer parar todos os grandes aeroportos e [os passageiros] podem ser surpreendidos nos pequenos também. Os trabalhadores têm autonomia de parar”, diz.

O sindicalista afirma que a orientação do sindicato é apenas parar na quinta e trabalhar nos dias 24 e 25. “Vamos parar amanhã, amanhã não é Natal, mas podem haver greves espontâneas dos trabalhadores [nos dias 24 e 25]”, diz. No entanto, o sindicalista diz que se a situação [com as empresas] não for resolvida no dia 23, a greve vai continuar.

Focos de insatisfação

Uébio Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos, diz que as áreas com maior descontentamento em relação a escalas e salários são os funcionários dos setores de carga e descarga de aeronave e os que fazem manobras nos pátios dos aeroportos, além dos comissários. “Mas não dá para prever onde haverá maior adesão, o que se sabe é onde estão os maiores focos de insatisfação”, afirma.

Os trabalhadores do setor aéreo dividem-se em duas categorias: aeroviários e aeronautas. Aeroviários são todos os funcionários que ficam em terra, como os que fazem check-in e cuidam do raio X; já a categoria dos aeronautas é formada pela tripulação, ou seja, piloto, copiloto e comissários de voo.

Ele acha que a greve pode se espalhar entre os funcionários do setor administrativo, check-in, embarque e desembarque de aeronave, despachantes operacionais de carga, mecânicos e pilotos, copilotos e comissário.

Silva acha que há espaço para negociação com as empresas. “Os patrões mostraram a disposição de negociar após o natal e o ano novo”, diz.


“Não fecharam as negociações, as empresas querem voltar a conversar a partir de janeiro, os trabalhadores querem greve agora porque assim eles podem forçar as empresas”, diz.

“A greve é um instrumento que precisa ser muito bem utilizado, somente em último caso e quando há pelo menos 70% de participação da categoria, que é o que não ocorre hoje, há movimentos isolados como dos terceirizados”, diz.

Bom senso

Jorge Onório, diretor de comunicação do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), afirma que as empresas aéreas não estão contando que haverá greve, mas sim que haverá bom senso por parte dos empregados para não afetar os passageiros, portanto, não pensaram ainda em esquemas de emergência.

“Amanhã, como todos os dias, deixaremos os aviões prontos e abastecidos, e esperaremos que os funcionários compareçam para trabalhar”, diz Onório.

Reivindicações

Os aeronautas pedem reajuste salarial de 15%; a definição de três pisos salariais, sendo um para comissários (R$ 2 mil), outro para mecânicos de vôo (R$ 3 mil) e um terceiro para pilotos (R$ 4 mil); reajuste nas diárias de alimentação; reajuste do seguro por morte e invalidez de R$ 9.159,00 para R$ 20 mil; entre outras reivindicações. Já os aeroviários lutam por um reajuste salarial de 13%.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias declarou que as duas categorias já receberam este ano reajuste salarial de 6,08%, referente à inflação do período medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). “Esse reajuste já está sendo pago às duas categorias, no 13º e no salário de dezembro.” Ainda de acordo com o representante das empresas, a indústria de transporte aéreo concedeu, nos últimos cinco anos, 6% de ganho real (33,8% de reajuste para uma inflação de 26,7%).

Para o SNEA, aceitar a reivindicação de reajustes de 15% e 13% para os aeronautas e aeroviários, respectivamente, poderia colocar em risco o emprego de milhares de profissionais.


Fonte: Marta Cavallini/G1
 Post: Alex

Ministério da Defesa pede que Procuradoria do Trabalho tente impedir greve do setor áereo no Natal

Possibilidade de greve no natal preocupa governo

O medo de que o próximo dia 23, véspera do Natal, transforme os aeroportos num verdadeiro caos diante do indicativo de greve dos trabalhadores do setor levou o governo a solicitar ontem que o Ministério Público do Trabalho intervenha no conflito entre a categoria e as companhias aéreas.

As autoridades e as empresas temem ainda o crescimento vertiginoso do movimento de passageiros na quinta-feira, que será o pico da semana, por concentrar as vendas de bilhetes do período. Os atrasos começaram a crescer já no último fim de semana. Segundo dados da Infraero, somando destinos nacionais e internacionais, entre sábado e até às 18h de ontem, o percentual atingiu 20,88%. Das 7.011 partidas previstas, 1.464 atrasaram e outras 261 foram canceladas.

O volume de passageiros sobe na véspera do Natal, mas este ano mais gente viajará de avião. As duas maiores companhias nacionais, Gol e TAM, informaram que venderam 10% mais passagens com partidas previstas para quinta-feira, na comparação com igual período do ano passado.

Diante da demanda e das deficiências na infraestrutura aeroportuária, já são esperadas longas filas e atrasos, ainda que não haja paralisação ou problemas meteorológicos - outra ameaça concreta ao transporte aéreo esta semana. A orientação aos passageiros é fazer o check-in antecipado (por telefone, internet ou terminal de autoatendimento nos saguões) e chegar com antecedência mínima de duas horas para despachar bagagens.

O pedido de intermediação do Ministério Público junto aos sindicatos das companhias e dos trabalhadores foi feito pela Secretaria de Aviação Civil por determinação do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O ministro também delegou à presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, a tarefa de conversar com as empresas para encerrar o impasse.

Executivos das empresas admitiram ontem que a ameaça de greve é real e que, se os aeroviários (trabalhadores de solo) e aeronautas (pilotos e comissários) decidirem cruzar os braços, não há muito o que fazer para evitar transtornos aos passageiros. Hoje, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) publica nos jornais uma nota para esclarecer aos usuários os motivos do impasse. "As duas categorias já receberam este ano o reajuste salarial de 6,08%, referente à inflação do período medida pelo INPC. Esse reajuste já está sendo pago às duas categorias, no 13 e no salário de dezembro", cita o texto.

Do índice total de atrasos registrados desde sábado, a Webjet respondeu por 51,54%. A TAM, que sofreu as consequências da nevasca na Europa, registrou índice de 25,72%. A companhia chegou a cancelou voos para Europa nesta durante o fim de semana e na segunda-feira, mas começou a retomar as decolagens na noite.

Na Europa, as viagens aéreas continuaram sofrendo com atrasos e cancelamentos pelo terceiro dia seguido, ao mesmo tempo em que agentes de viagens alertavam os passageiros a ficarem em casa, diante da nevasca e das baixas temperaturas em Reino Unido, França e Alemanha.

Fonte: Geralda Doca e Wagner Gomes/ O Globo

Aeronautas fazem assembleias nesta quinta para tratar da greve no Natal

Greve no natal causaria um verdadeiro caos

Após o fracasso nas negociações com o sindicato que representa as companhias aéreas, aeronautas realizam nesta quinta-feira (16) assembleias para tratar da greve nacional convocada para o dia 23 de dezembro, antevéspera do Natal.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), haverá assembleias no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife, Belém e em outras representações do sindicato.

A paralisação foi convocada conjuntamente entre aeronautas (que trabalham em voo) e aeroviários (funcionários que atuam em solo). As categorias reivindicam, respectivamente, aumento salarial de 15% e 13%, enquanto as empresas oferecem 6,08%. “A participação nas assembleias de hoje é que vai definir se a greve vai acontecer de fato. A categoria está muito descontente”, afirma Carlos Camacho, diretor do SNA.

O indicativo de entrar em greve já havia sido decidido em assembleias anteriores das categorias. Se realmente ocorrer, será a primeira vez que aeronautas e aeroviários paralisam conjuntamente, em nível nacional. De acordo com Camacho, as categorias respeitarão a legislação que prevê pelo menos 30% do pessoal trabalhando.

Além do reajuste salarial, os trabalhadores reivindicam um aumento de 30% sobre o piso. O percentual oferecido pelas empresas tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a proposta não será aumentada. As empresas querem ainda alterar a data-base das categorias de 1º de dezembro para 1º de abril, o que os trabalhadores rejeitam.

Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, afirmou que a categoria não planeja fazer manifestações públicas como a do dia 8 de dezembro, que chegou a fechar totalmente a avenida Vinte de Janeiro, via de acesso ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, o que causou enorme congestionamento na região.

"Quando se define uma greve, não há razão para organizar manifestações. Vamos cumprir o que manda a lei. Organizar tudo e comunicar as empresas aéreas com 72 horas de antecedência", disse. Os aeroviários também realizarão assembleias nos Estados para tratar da greve convocada.

De acordo com o Snea, as companhias aéreas não trabalham com a hipótese de haver uma greve de fato. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que as empresas precisam informar em tempo hábil os passageiros sobre eventuais cancelamentos decorrentes da greve e reembolsar o valor integral da passagem.

Caso não consiga entrar em contato com o usuário, as companhias aéreas são obrigadas a garantir alimentação, meios de comunicação, transporte e hospedagem aos clientes prejudicados.

Fonte: Guilherme Balza /UOL

Aeroviários e aeronautas ameaçam com paralisação no próximo dia 23

Funcionários e empresas têm novo envontro marcado para hoje no RJ

Trabalhadores de companhias aéreas do país decidiram no final desta terça-feira (14) entrar em estado de greve, diante de impasse nas negociações de reajuste salarial com as empresas. Segundo a Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil), além do estado de greve, os trabalhadores aprovaram em assembleias indicativo de paralisação no próximo dia 23.

Os aeroviários aprovaram mudança na proposta de reajuste salarial de 15% para 13% e mantêm exigência de alta de 30% no piso. Já os aeronautas cobram índice de reajuste de 15%, segundo a Fentac. Aeronautas são os profissionais que tripulam os voos - comissários, pilotos e copilotos - e aeroviários são aqueles que atuam em solo - como mecânicos e pessoal de check-in.

Uma nova rodada de negociação com as empresas acontece nesta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro. Em comunicado, a Fentac afirma que as entidades sindicais que representam os trabalhadores esperam que as empresas apresentem nova proposta na reunião marcada para a tarde de hoje,a na sede do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), no Rio de Janeiro.

Empresas

Segundo o Snea, as empresas não registraram reflexo das manifestações realizadas neste mês nos aeroportos de Congonhas (SP) e do Galeão (RJ) em suas atividades.

As companhias também não trabalham com a possibilidade de paralisação no próximo dia 23, segundo o porta-voz do Snea, Jorge Honório.

Segundo ele, as companhias já estão pagando os salários deste mês, incluindo o 13º, com reajuste de 6,8%, referentes ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Fonte: R7

BPChoque reforça policiamento em protesto de aeroviários no Rio

Manifestantes ocupam meia pista de acesso ao Aeroporto Tom Jobim. Infraero diz que não há atraso nas operações de pouso e decolagem.

Quatro equipes do Batalhão de Choque (BPCchoque) foram chamadas para manter o trânsito fluindo na Avenida Vinte de Janeiro, acesso ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio e controlar a manifestação dos aeroviários. Segundo os manifestantes, a polícia teria usado gás de pimenta para conter cerca de cem pessoas que estão parando os ônibus de transporte de funcionários para impedir que eles cheguem ao aeroporto.

De acordo com o 17º BPM (Ilha do Governador), o protesto ocupa meia pista da avenida, no sentido aeroporto. O trânsito está engarrafado na avenida, mas segundo a CET-Rio ainda não atinge o fluxo na Linha Vermelha.

Nesta quarta-feira (8), representantes do Sindicato dos Aeroviários e das empresas vão se reunir para negociar o aumento de salário. De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, as empresa oferecem 6% de reajuste e querem a mudança da data-base da categoria de dezembro para abril. Os aeroviários pedem um reajuste de 15% nos salários. O horário da reunião ainda não foi decidido.

Infraero informa que os serviços foram mantidos e todos os voos estão dentro do horário previsto.

Protesto no acesso ao Galeão

Funcionários que trabalham para as companhias aéreas em terra – em serviços como check-in, manutenção e assistência técnica, entre outros - fazem um protesto, desde as 5h desta quarta-feira (8), na Avenida Vinte de Janeiro, via de acesso ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio. Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, a intenção é atrasar os voos e paralisar os serviços no aeroporto e chamar a atenção para o impasse nas negociações salariais da categoria.

No Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, segundo a Infraero, houve uma pequena movimentação de manifestantes na porta do terminal. No entanto, o movimento de partida e chegada das aeronaves está normal, sem atrasos.


Fontes: G1 - TV Globo

Aeroportuários realizam primeiro congresso nacional

Vários sindicatos foram representados no evento

Sergio Dias, diretor do SNA, fala no I Congresso Nacional dos Aeroportuários

Com o lema “O Futuro é agora!” o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) realizou o seu I Congresso Nacional, em Tamandaré, Pernambuco, de 9 a 14 de março.Participaram do encontro mais de 100 pessoas, entre dirigentes sindicais, convidados e autoridades.

Os paineis realizados durante o congresso abordaram temas relativos ao cotidiano do trabalho da categoria, como formação sindical e assédio moral, e também debates sobre a conjuntura nacional e internacional, como as eleições em 2010, a abertura de capital da Infraero e a crise financeira mundial.

Os representantes da Fentac/CUT, Celso Klafke e Sergio Dias, o último também diretor do SNA, foram painelistas do evento. Além deles, também participaram como convidados o secretário regional da ITF Antonio Rodríguez Fritz, o diretor do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, Orisson de Souza Melo, o presidente da CNTT/CUT Paulo João Estausia e o secretário nacional de Organização da CUT, Jaci Afonso.

Outros sindicatos como o Sindiviários e o Sindicato dos Condutores de Guarulhos também prestigiram o I Congresso do Sina.

Fonte: SNA

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