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UE impõe multas milionárias a 11 companhias aéreas por formação de cartel

A União Europeia (UE) aplicou nesta terça-feira (9) uma multa de 799 milhões de euros contra a Air France-KLM, British Airways e outras nove companhias aéreas, incluindo a chilena LAN, por fixar preços no segmento de cargas. 

Ao grupo Air France-KLM foi imposta a multa mais alta, de 340 milhões de euros. A companhia chilena terá de pagar 8,2 milhões de euros.

A alemã Lufthansa a sua subidiária suíça Swiss foram consideradas culpadas por fazer parte do grupo, mas não foram penalizadas por terem alertado a Comissão Europeia sobre a existência do cartel.

Por outro lado, a Comissão aumentou a multa para a SAS em 50%, devido ao seu envolvimento anterior em um cartel com a Maersk Air, na rota Copenhague-Estocolmo.

As demais empresas multadas por desrespeitar a lei de concorrências são a Air Canada, a Cathay Pacific, a Cargolux, a Japan Airlines, a Martinair, a SAS, a Singapore Airlines e a australiana Qantas.

Segundo a Comissão, as empresas estabeleceram um cartel mundial no transporte de mercadorias, ao imporem sobretaxas no preço do combustível ou na segurança durante seis anos, entre 1999 e 2006.

Fontes: RW/lusa/rtd - Revisão: Alexandre Schossler via Deutsche Welle

Acordo deve ampliar voos entre Brasil e Europa

O número de voos entre o Brasil e a Europa poderá ser ampliado a partir de um acordo que começará a ser negociado entre autoridades brasileiras e da União Europeia (UE).

Em reunião em Bruxelas, os ministros dos Transportes dos países integrantes do bloco europeu autorizaram a Comissão da União Europeia a iniciar negociações com o Brasil para estender a todos os países da comunidade os acordos para aprovação de novas rotas.

"Hoje o Brasil tem acordos aéreos com 13 ou 14 Estados-membros da União Europeia. Quando fizermos o acordo, todos os países terão acesso", disse o ministro-conselheiro Juan Victor Monfort, da delegação da União Europeia no Brasil. Segundo ele, uma vez aprovado por ambas as partes, o acordo ampliará o mercado para empresas aéreas brasileiras e europeias.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que, pelos termos do que está em discussão, a abertura de novas rotas será negociada em bloco com a UE, e não mais caso a caso com os países-membros. A agência reguladora da aviação no Brasil ressalta que isso não significa que as empresas europeias poderão operar voos domésticos no Brasil. Os acessos referem-se apenas a rotas unindo o Brasil à Europa.

Monfort disse que ainda não há uma estimativa de quantos novos voos poderão ser abertos com o eventual sucesso das negociações. Mas, segundo ele, já se calcula que a ampliação dos acessos aéreos pode aumentar em cerca de 350 mil pessoas por ano o fluxo de passageiros entre Brasil e Europa. Em 2008, cerca de 4,7 milhões de pessoas voaram entre esses dois destinos.

"O mercado aéreo brasileiro está crescendo muito rapidamente, tanto nos voos nacionais quanto nos internacionais", disse Monfort. Em nota à imprensa, a delegação da União Europeia destaca que o volume de passageiros entre Brasil e os países da Europa deverá crescer muito nos próximos anos com a Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no País, e a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

Além da abertura de novas rotas, o acordo a ser negociado prevê buscar uma equalização entre a regulamentação do setor aéreo aplicada no Brasil e os padrões europeus, de modo a facilitar a integração. Segundo Monfort, trata-se da "convergência regulatória na área ambiental, de segurança e proteção ao consumidor".

Em julho passado, Brasil e União Europeia já haviam assinado um acordo de cooperação técnica na área de segurança para o setor aéreo. A expectativa da delegação da UE é de que as negociações sobre a ampliação do acesso a novos voos comecem nas próximas semanas.

Fonte: Leonardo Goy/Agência Estado

Brasileiros são os mais barrados em aeroportos da Europa no 1º trimestre

Segundo os dados mais recentes da agência de controle de fronteiras, 1.842 pessoas tiveram de voltar ao País só entre janeiro e março

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manual Barroso, não perdem a oportunidade de declarar que Brasil e União Europeia (UE) são aliados. Mas, nas fronteiras, a realidade é diferente. Dados da Frontex - agência europeia de controle de fronteiras - mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da Europa.
 
Segundo a agência, 25.400 estrangeiros tiveram entrada rejeitada entre janeiro e março - número menor que o de trimestres anteriores, provavelmente pela crise na zona do euro. Deles, 1.842 eram brasileiros - 6,3% a mais que no final de 2009. O volume só perde para o total de ucranianos barrados, que chega a 5 mil. Estes, porém, não são obrigados a tomar aviões - até andando podem tentar cruzar a fronteira de seu país com a UE.

Para os europeus, os brasileiros barrados não deram garantias de que voltariam ao País e eram suspeitos de tentar entrar de forma irregular. Muitos deportados, no entanto, têm versões diferentes.

Assim como outras nacionalidades, os brasileiros também reduziram suas viagens à Europa no auge da crise. Há um ano, eram 2,2 mil detidos. Mas, naquele momento, cidadãos russos e georgianos, além dos ucranianos, eram em maior número.

Segundo a Frontex, os dados se justificam pela distância entre Brasil e Europa. Se africanos podem tentar entrar por barco e a cidadãos do leste europeu basta pegar um carro, os brasileiros precisam do avião. Mesmo assim, os vetos a brasileiros superam os de nigerianos, chineses e indianos.

Sem visto. 

Oficialmente, não é preciso visto para um brasileiro entrar na Europa. Mas, com políticas imigratórias cada vez mais restritas, a UE e seus 27 países vêm endurecendo os controles em fronteiras e aeroportos. No caso dos brasileiros, a instrução dada aos policiais aduaneiros é a de pedir provas de que têm dinheiro, hotel para ficar e, principalmente, passagem de volta.

Nos últimos anos, a diplomacia brasileira tem se queixado da situação e solicitado que cidadãos sejam tratados com dignidade até a deportação. Fontes do Itamaraty contaram ao Estado que a pressão continua sendo feita. "O tema de imigração sempre surge nas reuniões com a UE", resume um experiente negociador brasileiro na Europa.

Comentário

Fontes do Itamaraty teriam contado que "O tema de imigração sempre surge nas reuniões com a UE". Ora, ficar suplicando mudança de atitude por parte da União Européia, não resolve.  O que resolve são ações de reciprocidade de tratamento ou até mesmo algumas medidas retaliatórias.




Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Jamil Chade

Órgão da UE quer negociação com Brasil para abrir mercado aéreo

União Européia busca acordo com o Brasil

A Comissão Europeia (CE), órgão Executivo da União Europeia, recomendou nesta quinta-feira que o bloco inicie negociações com o Brasil para a abertura dos mercados de transporte aéreo dos dois lados, com o qual espera aumentar em 335 mil pessoas o fluxo de passageiros entre ambas as partes.

Acredita-se que a liberalização de setor aéreo resultaria em um aumento na oferta de voos - e uma de suas consequências disso seria a redução dos preços das passagens.

Em linhas gerais, o tratado consistiria em estabelecer para as companhias aéreas europeias e brasileiras regras comuns de segurança, direitos de passageiros, utilização de rotas e frequências, e permitir que operem em iguais condições em todo o espaço aéreo da UE e do Brasil.

O acordo também poderia remover restrições a investimentos estrangeiros em companhias nacionais.

Só no primeiro ano isso poderia render uma economia de 460 milhões de euros (mais de R$ 1 bilhão) para os consumidores, de acordo com um estudo de impacto econômico realizado pela CE.

'Melhores serviços'

"Além dessa economia para os consumidores, a qualidade dos serviços também melhoraria. Com mais voos diretos, a duração das viagens poderia diminuir e o conforto aumentaria para muitos passageiros", explicou à BBC Brasil o porta-voz de Transportes da CE, Dale Kidd.

"O valor desses fatores de qualidade e conforto para os passageiros são claramente positivos, mas não foram quantificados", disse Kidd.

Bruxelas estima que esses fatores estimulariam a demanda e contribuiriam para um aumento no turismo tanto na UE como no Brasil, criando empregos e melhorando ambas as economias.

"O momento é de especial importância se consideramos que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016", lembrou o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas.

Outro benefício direto da abertura do setor seria a redução dos custos de exportações e importações, que poderiam resultar em um aumento nos intercâmbios comerciais e nos investimentos estrangeiros diretos, argumenta a CE.

A negociação do acordo com o Brasil é também uma reivindicação dos aeroportos europeus, que consideram que a liberalização desse e de outros mercados estratégicos pode ajudá-los a se recuperar da crise, segundo as autoridades de Bruxelas.

Para que comece a ser negociada, a proposta de Bruxelas tem que ser aprovada pelos ministros de Transportes dos 27 países-membros da União Europeia.


Fonte: O Globo - BBC

Mais de 100 companhias aéreas africanas proibidas de voar na Europa

A União Europeia tem em sua lista negra mais de 100 companhias aéreas africanas proibidas ou com restrições em voar na Europa por motivos de segurança, o que provocou protestos das companhias aéreas do continente africano.

Liberalização do tráfego aéreo: UE e EUA chegaram a acordo

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) fecharam um acordo na segunda fase das negociações para a liberalização do tráfego aéreo dos dois lados do Atlântico.

O comissário dos Transportes da União Europeia, Siim Kallas, considerou que o consenso alcançado foi "um grande passo" com vista a eliminar as barreiras que, acrescentou, "têm impedido o desenvolvimento do mercado da aviação mais importante do mundo".

O objetivo das duas potências é fechar ainda este ano a segunda parte do acordo, iniciado em 2007, quando a UE e os EUA decidiram iniciar a liberalização dos serviços aéreos transatlânticos, o que, segundo a Comissão Europeia, poderá representar lucros de 12 milhões de euros e a criação de 80.000 postos de trabalho.

O acordo prevê que, quando os EUA alterarem a legislação para permitir que os cidadãos da UE possam deter a maioria das linhas aéreas norte-americanas, a UE atuará da mesma forma.

Fonte: Opção turismo

OMC: Airbus recebeu subsídios indevidos para superjumbo

A OMC também analisa uma queixa europeia de que a Boeing se beneficiou indevidamente de subsídios de seus negócios militares.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu na terça-feira que a fabricante de aviões europeia Airbus recebeu subsídios indevidos para seu superjumbo A380, de US$ 13 bilhões, e várias outras aeronaves, prejudicando a Boeing, sua rival americana, anunciaram integrantes do setor nos Estados Unidos e Europa.

A decisão confirma o veredicto provisório de setembro de uma queixa de longa data dos Estados Unidos sobre o apoio europeu à Airbus.

A Boeing sustenta que os subsídios ajudaram a Airbus a superá-la em 2003, tornando-se a maior fabricante de aviões do mundo. A Boeing espera que a decisão possa ajudá-la a se recuperar quando seu 787 Dreamliner chegar ao mercado.

A decisão ocorreu em meio à tensão crescente de queixas europeias de protecionismo na competição do Pentágono por um contrato de cerca de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões para aviões-tanque de reabastecimento da Força Aérea americana, o mais recente atrito entre as companhias.

Os líderes europeus se irritaram quando a Northrop Grumman, parceira da empresa que controla a Airbus, abandonou a licitação do avião-tanque, deixando a Boeing como aparente vencedora.

A empresa que controla a Airbus, a European Aeronautic Defense and Space Co., anunciou inicialmente que se retiraria, mas depois pediu ao Pentágono mais tempo para estudar a licitação.

Do lado americano, a descoberta mais crucial foi que a maioria dos empréstimos dos governos europeus para o desenvolvimento do jato de passageiros A380 configurava subsídios proibidos. Os empréstimos, chamados de "auxílio de lançamento", são considerados indevidos se fornecidos a taxas inferiores às de mercado.

O deputado democrata Norm Dicks (Washington) disse que a organização de comércio também havia descoberto que a Europa forneceu subsídios indevidos para todas as grandes aeronaves comerciais da Airbus, inclusive cinco outras séries de jatos - A300, A310, A330 e A340.

Em nota na terça-feira, a Airbus confirmou que o painel da OMC havia entendido que os empréstimos continham "um certo elemento de subsídio". A Airbus disse que não vai deixar de usar empréstimos de governos em geral.

Mas advogados comerciais disseram que o auxílio de lançamento é legal apenas se os empréstimos forem feitos a taxas de mercado.

A organização de comércio também descobriu que o auxílio para o A380 tinha o objetivo de incentivar as exportações. Sob as regras da OMC, tais subsídios precisam ser encerrados "sem demora".

Os europeus terão mais tempo para interromper qualquer auxílio sendo pago para modelos antigos. A Airbus pode entrar com recurso, e o caso, iniciado há quase seis anos, vai provavelmente se arrastar por muitos meses ainda.

A OMC também analisa uma queixa europeia de que a Boeing se beneficiou indevidamente de subsídios de seus negócios militares. A Airbus disse na nota que "a resolução será finalmente descoberta apenas em negociações transatlânticas".

A Airbus também declarou que a OMC havia rejeitado 70% dos argumentos específicos feitos pelos Estados Unidos. Mas a Boeing disse no passado que, nos pontos cruciais, apenas um dos vários argumentos precisaria ser aceito para o painel entender que houve subsídio injusto.

A Boeing espera que uma vitória nesse caso pressione a Europa a eliminar os subsídios ao A350, um grande jato de passageiros sendo desenvolvido para competir com o avião mais importante da Boeing, o novo 787 Dreamliner, feito de compostos de carbono.

A decisão da organização não se aplica formalmente aos cerca de US$ 4,3 bilhões de empréstimos europeus prometidos para o desenvolvimento do A350, já que os trabalhos na aeronave não haviam começado quando a queixa foi formalizada. A Airbus disse na terça-feira que a decisão não afetaria esse financiamento.

"É muito difícil fazer governos mudarem seus métodos", disse Richard L. Aboulafia, analista de aviação do Teal Group. "Você pode condená-los por uma coisa e eles acham um jeito diferente de alcançar o mesmo objetivo."

Mas a decisão pode armar os apoiadores da Boeing que tentam impedir no Congresso americano que o Pentágono dê mais tempo à companhia europeia na licitação do avião-tanque.

A senadora Patty Murray, democrata de Washington que liderou os esforços para iniciar o caso, disse na terça-feira que, devido à decisão, "agora não é a hora de atrasar ainda mais essa competição".

A decisão pode significar que a Airbus deverá ser obrigada a refinanciar alguns de seus empréstimos a juros baixos em termos comerciais. Sob os atuais termos, a Airbus faz pagamentos à medida que entrega os aviões aos compradores.

Brasil, Canadá, China e Japão

Todos membros da Organização Mundial do Comércio com indústrias de aeronaves - observam o caso para ver se serão afetados por algum precedente estabelecido pelo julgamento. Assim como a Rússia, que negocia para entrar na organização desde 1995.

Os cinco países investiram quantias significativas de dinheiro público e alguns esperam competir com a Boeing e a Airbus no mercado de jatos de 150 a 200 assentos.

Fonte: Christopher Drew e Nicola Clark (The New York Times) - Amy Traduções via Terra

Norma da UE dá duas horas às companhias aéreas para darem lista de passageiros em caso de acidente

A União Europeia vai obrigar companhias aéreas a entregar as listas de passageiros no prazo de duas horas em caso de acidente.

Os ministros de transporte dos 27 países chegaram hoje a acordo para uma nova norma que pretende melhorar a investigação dos acidentes aéreos e que irá obrigar as companhias aéreas a entregar a lista de passageiros às entidades competentes nas duas horas seguintes à notificação de acidente sendo esta divulgada após informação a todos os familiares ou mantida confidencial caso os Estados Membros o decidam, diz a imprensa internacional.

A nova norma irá criar uma Rede Europeia de Autoridades de Investigação sobre a Segurança na Aviação Civil que irá coordenar e consolidar a cooperação entre os Estados-membros, a Comissão e a Agência Europeia de Segurança Aérea e desempenhar tarefas como a harmonização de acções de formação.

As investigações dos acidentes irão continuar a ser da competência nacional mas o país poderá pedir apoio à Rede para questões especializadas.

O novo regulamento vai obrigar as autoridades civis e judiciais encarregadas de investigar um acidente aéreo a fazerem acordos prévios de coordenação entre si.

A norma está dependente de ratificação, devendo a aprovação final e votação no Parlamento acontecer em Julho e pretende reforçar o cumprimento das recomendações de segurança resultantes das investigações sobre acidentes e vai estabelecer como obrigatório a avaliação de cada recomendação, responder num prazo máximo de 90 dias e justificar qualquer negação à sua aplicação, bem como propõe-se criar uma base de dados europeia de recomendações de segurança.

No que diz respeito às vítimas a norma vai assegurar os seus direitos através de normas comuns de prestação de ajuda rápida e organizada, devendo as vítimas e famílias ter informação fidedigna sobre o decurso da investigação.

Fonte: Presstur

Disputa por aviões cisterna entre EUA e França poderá ter consequências

Relação azeda entre EUA e França

A França advertiu nesta terça-feira que a Europa examinará as "possíveis consequências" da decisão do Pentágono de lançar uma nova licitação para o fornecimento de aviões cisterna que favoreceria a americana Boeing em detrimento da europeia Airbus.

"A França, com a Comissão Europeia e seus sócios europeus envolvidos, vai examinar este novo acontecimento e suas possíveis implicações", declarou à imprensa o porta-voz do ministério, Bernard Valero.

"Constatamos com grande decepção que a licitação apresentada pelo Pentágono no dia 25 de fevereiro de fato promove um diálogo das autoridades americanas com apenas um fornecedor, em detrimento de um processo competitivo que garanta a aquisição das melhores capacidades pelo melhor preço", indicou.

A Comissão Europeia, por sua vez, considerou "lamentável" que a construtora aeronáutica EADS tenha desistido de um processo de licitação para o fornecimento de aviões-tanque aos Estados Unidos, e manifestou preocupação com as modificações no contrato para prejudicar a empresa.

"É muito lamentável que uma potência se sinta incapaz de apresentar sua candidatura para um contrato deste tipo", comentou o comissário europeu do Comércio, Karel De Gucht, em referência a EADS, fabricante do Airbus.

"A Comissão Europeia ficaria extremamente preocupada se os termos da licitação estivessem formulados de tal modo para impedir uma concorrência aberta pelo contrato", completou.

O Executivo europeu, que representa os 27 países da União Europeia (UE) em questões comerciais, advertiu que acompanhará de perto os futuros passos do caso.

A Airbus, filial do grupo EADS, anunciou que desistia de uma licitação para um grande contrato para o fornecimento de aviões cisterna para a Força Aérea americana em colaboração com seu sócio americano Northrop Grumman.

A decisão da Airbus deixa o caminho livre para a sua rival americana Boeing para que obtenha esse contrato de cerca de 35 bilhões de dólares.

A EADS anunciou nesta terça-feira um prejuízo de 763 milhões de euros (1,03 bilhão de dólares) em 2009, após um lucro de 1,5 bilhão um ano antes, em consequência principalmente das medidas para cobrir os problemas com o avião militar A400M e com o Airbus A380.

Fonte: AFP

Cúpula discutirá relações aéreas entre Brasil e UE

O objetivo da cúpula é adotar novas medidas nas relações aéreas entre a UE e a América Latina

Em uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da União Europeia (UE) e da Comissão Latinoamericana de Aviação Civil (Clac), será realizada a primeira Cúpula União Europeia - América Latina de Aviação Civil, de 24 a 26 de maio de 2010, no hotel Sheraton Rio, no Rio de Janeiro.

O objetivo da cúpula é adotar novas medidas nas relações aéreas entre a UE e a América Latina no século 21 e reunir representantes das autoridades aeronáuticas de todos os setores da aviação civil, facilitando os intercâmbios comerciais e reforçando a cooperação entre as duas regiões no campo da aviação.

Assuntos como a infraestrutura aeroportuária e políticas para aeroportos; os impactos ambientais do transporte aéreo; os progressos na indústria de transporte aéreo na América Latina e na UE e gestão do tráfego aéreo e novas tecnologias serão alguns dos temas discutidos na cúpula. Mais informações podem ser obtidas acessando o link:

www.anac.gov.br/arquivos/pdf/cupula.pdf


Fonte: Panrotas

Setor aéreo europeu sofre em meio a greves

Caos aéreo na França

Os controladores de tráfego aéreo da França entraram em greve nesta terça-feira, exatamente como o pilotos da Lufthansa fizeram no dia anterior na Alemanha, apesar destes últimos terem concordado em suspender a paralisação até o dia 8 de março.

Na França, as companhias aéreas tiveram que cancelar metade dos voos de curta e média distância no aeroporto de Orly e um quarto das rotas do internacional Charles de Gaulle. Os aeroportos de Grenoble, La Rochelle, Chambéry e Biarritz tiveram de ser completamente fechados.

A Air France, maior companhia aérea francesa, garante que seus voos de longa distância não serão afetados no mundo inteiro, incluindo os que partem e chegam a São Paulo e Rio de Janeiro.

Já a TAM, maior companhia aérea brasileira, informou que os voos JJ8055, JJ8099 e JJ8097 operados pela companhia com destino a São Paulo e Rio de Janeiro, poderão sofrer atrasos no horário de partida. Para mais informações, os clientes TAM no Brasil devem ligar para a 4002-5700 (capitais) ou 0800-570-5700 (demais localidades). Para atendimento na França, os telefones são (1) 42 25 17 17 (Paris).

Os sindicatos franceses convocaram uma paralisação de cinco dias em protesto contra um plano de modernização assinado pela Alemanha, Bélgica, França, Luxemburgo, Holanda e Suíça. Os trabalhadores temem que as reformas levem a demissões.

Atualmente, a região conta com 27 sistemas de controle de tráfego aéreo diferentes. A iniciativa visa simplificar esses sistemas, reduzindo o custo em cerca de 20%, e deve entrar em prática a partir de 2012. Quatro sindicatos franceses de controladores de voo, porém, dizem que o projeto pode afetar os empregos dos 4,4 mil funcionários do setor no país.

No entanto, o maior sindicato do ramo no país, que responde por 54% dos trabalhadores de controle do tráfego, não aderiu ao protesto.

Quanto à greve da Lufthansa, o porta-voz da empresa, Klaus Walther, explicou nesta terça-feira que a situação ainda não está normalizada.

- É claro que leva algum tempo para que os aviões voltem a 200 locações da rede da Lufthansa ao redor do mundo e as tripulações precisam ser posicionadas novamente - disse.

Os viajantes também estão de olho nas notícias sobre a British Airways, já que seus funcionários votaram por uma paralisação nesta segunda-feira, em protesto contra os cortes de custo. A empresa deseja que três quartos do seu quadro aceitem um congelamento de salários este ano, junto com outras medidas de corte de gastos.

Esta é a segunda tentativa de ação dos sindicatos depois que a Justiça obrigou os trabalhadores a abandonarem um plano de 12 dias greve no Natal, que teriam afetado milhões de passageiros.

Fontes: O Globo - Reuters

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