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Aeroportos na Espanha retomam atividade entre prejuízo e alguns cancelamentos

O tráfego aéreo entre a Espanha o Brasil começou a se normalizar neste domingo (5).

 Pessoas fizeram filas para decolar logo pela manhã do aeroporto de Barajas, que serve Madri/Javier Lizón/04.12.2010/EFE

O “apagão aéreo” vivido pela Espanha após um protesto dos controladores aéreos, que só voltaram ao trabalho diante da ameaça de prisão, deve terminar em menos de 48 horas, informou o governo do país. No entanto, cancelamentos ainda atormentam a vida de alguns cidadãos e os prejuízos a das companhias.

O jornal espanhol El País informou que as aéreas deixaram de faturar R$ 180,3 milhões (80 milhões de euros) diários. No entanto, os prejuízos totais ainda não são sequer estimados. O próprio vice-primeiro-ministro da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que não tem uma ideia das perdas econômicas, informou o jornal.

Os controladores não chegaram a estabelecer uma greve formal, eles passaram a se ausentar do trabalho “por problemas de saúde” ou “pessoais” em massa. O governo então colocou os militares para operar os aeroportos e anunciou pouco depois o “estado de alerta”.

A declaração de alerta foi a primeira em 35 anos e suscitou críticas pelo país. Os jornais El Mundo e o País publicaram artigos contra e a favor à medida radical, que equipara o status dos controladores ao dos militares. Desta forma, caso faltassem ao trabalho, os controladores poderiam ser presos.

Diante da ameaça, a categoria voltou ao trabalho na tarde deste sábado (4) e não houve problemas na troca de turno na madrugada deste domingo (5). O “estado de alerta” é válido por 15 dias.

A estatal aeroportuária Aena e os controladores há meses travam uma disputa que envolve salários e condições de trabalho.

Esta semana, o primeiro-ministro da Espanha, José Luís Rodríguez Zapatero, anunciou a privatização de 49% da Aena, uma medida que foi criticada pelos sindicatos.

Aviões chegam da Espanha normalmente a São Paulo

O tráfego aéreo entre a Espanha o Brasil começou a se normalizar neste domingo (5). Chegou do país europeu, da cidade de Madri, o primeiro voo após o caos às 7h02, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O voo era da companhia aérea TAM.

A primeira partida para a Madri está marcada para o período noturno. A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) informou que o voo sairá às 19h55. Há também uma chegada neste período, às 20h05, também pela companhia Iberia e de número 06821.

Fontes: R7 - Efe

Espanha estuda declarar estado de alarme devido ao caos nos aeroportos

A atitude dos controladores, que abandonaram seus postos de trabalho sem prévio aviso no fim da tarde de sexta-feira, causou o fechamento de todo o espaço aéreo espanhol
O Governo espanhol avalia em reunião extraordinária uma eventual declaração do estado de alarme pela greve dos controladores de voo, que causou o fechamento do espaço aéreo do país e levou o caos aos aeroportos, com dezenas de milhares de pessoas afetadas.

A reunião, presidida pelo chefe do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, começou às 9h da hora local (6h de Brasília) e nela se analisam todos os dados compilados durante a noite acerca da evolução da situação nos aeroportos, que permanecerão fora de operação até pelo menos as 10h (de Brasília).

Se o Executivo decidir declarar o estado de alarme, será a primeira vez que uma situação dessas características acontece na Espanha democrática.

A atitude dos controladores, que abandonaram seus postos de trabalho sem prévio aviso no fim da tarde de sexta-feira, causou o fechamento de todo o espaço aéreo espanhol, exceto a Andaluzia, no sul.

O Governo decretou que a Aeronáutica passasse a exercer a direção do controle da navegação aérea.

Segundo o primeiro vice-presidente do Governo, Alfredo Pérez Rubalcaba, se os controladores não reassumirem seus postos poderão ser acusados de um delito suscetível de pena de prisão.

Rubalcaba também assegurou que o Governo está decidido a atuar com todos os instrumentos à sua disposição "para impedir que um conjunto de trabalhadores defendam alguns de seus privilégios perturbando gravemente a vida nacional".

Segundo fontes da AENA, o organismo gerente aeroportuário, 330 mil pessoas sofrem com a greve dos controladores, que ocorre no início de um "feriadão" na Espanha, com milhares de deslocamentos.

No aeroporto de Madri, metade dos controladores do turno da manhã acudiram a seus postos mas "se negam a trabalhar", segundo fontes da AENA, que detalharam que o espaço aéreo de Madri, Barcelona, Ilhas Canárias e Ilhas Baleares está fechado até as 13h do horário local.

Fontes: Terra - Efe

Paralisação de controladores afeta aviação na Espanha

Caos aéreo na Espanha

Uma paralisação de controladores aéreos que reivindicam melhores salários interditou na sexta-feira o espaço aéreo em torno de Madri e das ilhas Baleares e Canárias, no início de um dos mais movimentados fins de semana do ano, disseram autoridades e empresas aéreas.

A estatal aeroportuária Aena e os controladores há meses travam uma disputa envolvendo salários e condições de trabalho. Os controladores não declararam greve oficialmente, mas vários deles se disseram doentes e começaram a abandonar seus postos por volta de 14h (hora de Brasília), segundo nota da Aena, que pede aos passageiros que evitem os aeroportos afetados.


"Acho que as pessoas já estão fartas", disse ao canal CNN+ Daniel Zamit, porta-voz da USCA, entidade que congrega os controladores. A USCA disse à Reuters que oficialmente não há greve.

Um passageiro que ficou retido num avião com escala em Palma, nas Canárias, disse à Rádio Nacional da Espanha que "o capitão veio dizer que o espaço aéreo espanhol fechou repentinamente, sem aviso prévio".


Militares assumem controle aéreo em Espanha

De acordo com o "site" do "El País", Zapatero esperou até à mudança de turno dos controladores aéreos (que teve lugar às 22h00, hora local) para saber se a greve terminava. Como a situação se manteve, o governo decidiu colocar os militares a controlar o espaço aéreo espanhol.

O Ministério da Defesa já anunciou três medidas urgentes com efeitos imediatos: em primeiro lugar, os efectivos militares vão ser transferidos para os aeroportos de Sevilha, Madrid, Barcelona e Canárias.

Em segundo, o Ministério da Defesa vai reforçar o pessoal civil e militar em outros 10 aeroportos. A terceira medida passa por enviar membros da Força Aérea para as torres de controlo de 10 aeroportos.

O "abandono maciço ou falta de controladores aéreos" começou às 17h00 (hora local) e levou ao encerramento de todo o espaço aéreo espanhol, informou a AENA - Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea, segundo o diário "El País".

A decisão do controladores ocorreu pouco tempo depois do Conselho de Ministros ter aprovado um decreto-Lei que regula a lei laboral. A nova lei impede que sejam incluídas nas horas de trabalho as baixas por doença.

Pelo menos 250 mil pessoas já foram afectadas pela greve dos controladores aéreos. Em consequência desta greve, os aviões que estavam próximos dos aeroportos ainda aterraram mas todos os outros tiveram que desviar a rota. Neste momento, nenhum avião pode levantar voo nos aeroportos espanhóis e todos os aviões que tenham como destino os aeroportos encerrados podem iniciar a viagem.

A greve afecta também as rotas que sobrevoam o espaço aéreo espanhol.

Fontes: Sonya Dowsett (Reuters) via O Globoe Ana Luísa Marqyue/Jornal de Negócios

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