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Avião da TAM desviou de colisão com bimotor

Avião que entrou em rota de colisão com aeronave da TAM era um Bandeirante de propriedade particular

A "manobra evasiva" feita por um piloto da TAM , sexta,  à noite, minutos antes de pousar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, se deu porque um bimotor modelo Bandeirante entrou em rota de colisão com o jato A320 da empresa. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, abriu investigação para apurar as causas do incidente.

O voo JJ 3717 da TAM fazia o trecho entre Brasília e São Paulo quando, às 18h30, o sistema anticolisão (TCAS, na sigla em inglês) soou, indicando situação de risco. O avião teria feito duas descidas bruscas. Houve gritos e pânico entre os 171 passageiros.

O Bandeirante, segundo o Cenipa, decolou da cabeceira 09 do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

Para descobrir o que levou as aeronaves a entrarem em rota de colisão, os militares vão reconstituir os procedimentos adotados pelos dois pilotos. Tudo será analisado, desde a rota das aeronaves até a conversa dos pilotos com os controladores de voo. Inicialmente, a apuração deve se concentrar na análise das imagens de radar e na degravação dos diálogos. Caberá ao chefe da investigação decidir se os pilotos serão chamados para prestar depoimento.

As apurações aeronáuticas não têm caráter punitivo. Mesmo que se chegue à conclusão de que um dos pilotos errou, o objetivo do Cenipa não é penalizá-los, mas verificar quais recomendações devem ser emitidas os operadores e autoridades do setor aéreo para evitar que determinada situação de risco volte a ocorrer.

Fonte: Agência Estado

Incidente em Congonhas: “O avião imbicou de repente. Foi tudo rápido, brusco e com muita gritaria”, diz ex-ministro

 Passageiros ficam revoltados com explicações dadas pela cia aérea

O ex-ministro de Minas e Energia e ex-senador Rodolpho Tourinho, hoje vice-presidente da Claro, era um dos 171 passageiros que estavam no voo 3717 da TAM, que vinha de Brasília para São Paulo, e teve de fazer uma manobra brusca para desviar de outra aeronave momentos antes de chegar à capital.

“O avião imbicou de repente. Difícil calcular o ângulo, mas era nítido que não se tratava de turbulência”, contou Tourinho. Segundo ele, não houve tempo nem para que os alertas de apertar os cintos fossem acesos.

“Houve muita gritaria, principalmente, das mulheres e crianças que estava no avião”, disse.

Para Tourinho, a revolta dos passageiros ocorreu pelas explicações dadas pela TAM. De acordo com o relato, o comandante limitou-se a dizer que se tratava de um tráfego vindo do terminal.

“O próprio comandante não foi explícito. Depois, na saída, uma aeromoça chegou a dizer que poderia ser um balão. Claro que não era”, afirmou.

Fonte: IG/Guilherme Barros

Aeronáutica investiga manobra arriscada da TAM

Gravação de conversas entre piloto e co-piloto serão analisadas

A Força Aérea Brasileira (FAB) quer saber por que havia duas aeronaves voando na mesma rota no fim da tarde desta quinta-feira, 24, como informou o piloto do voo 3717 da TAM.

De acordo com nota divulgada pela empresa, o avião com 171 passageiros fez uma manobra brusca quando se aproximava do aeroporto de Congonhas para evitar uma colisão com outra aeronave, detectada no mesmo sentido pelos equipamentos de bordo .

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB já iniciou a investigação e deve, além de checar a gravação das conversas entre o piloto e o co-piloto do avião da TAM, analisar os dados da aeronave e do controle de tráfego aéreo. O piloto e o controlador que trabalhavam no momento do incidente devem ser ouvidos. De acordo com a Aeronáutica, a apuração será minuciosa e não tem prazo para acabar.


Fonte: Veja/Adriana Caitano

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