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Boeing chega a Araraquara (SP)


 Carcaça de Boeing da rodovia Washington Luís, em Araraquara; viagem durou aproximadamente 42 horas/ Márcia Ribeiro/Folhapress

Chegou a Araraquara (273 km de SP) no final da tarde deste sábado (12) o Boeing da Vasp arrematado por R$ 140 mil por Edinei Capistrano da Silva, 57, comandante de jatos executivos e morador local.

A viagem de caminhão do avião da capital até a cidade do interior demorou aproximadamente 42 horas, ou seja, a carga deslocou-se na velocidade média inferior a 7 km/h.

Logo na saída do aeroporto de Congonhas, a nova atração turística de Araraquara enfrentou problemas, ainda na madrugada de quinta-feira (10), quando o corpo do avião, que tem mais de 5 m de altura, enroscava com os fios de eletricidade, dentro da cidade de São Paulo. O avião, que se tornará um salão de festas, teve que ser desmontado em três partes - asas, corpo e turbinas - para seguir viagem.

 Só para percorrer os primeiros 100 metros foi preciso quase uma hora. O trabalho envolveu mais de 15 homens, contando funcionários da transportadora, da CET, da Eletropaulo e também de empresas de telefonia e TV.

ESCALAS

Além da velocidade controlada, o Boeing precisou parar em oito terminais da Polícia Rodoviária para vistoria. Tempo também foi perdido na passagem pelos postos de pedágio que precisaram ser adaptados às pressas para a passagem da carga.

A Polícia Rodoviária também optou por deixar o avião parado no início da manhã de sábado para não correr o risco de congestionar o trânsito na rodovia Bandeirantes.

Segundo a transportadora responsável pela entrega da encomenda, foi possível passar na lateral direita dos postos de pedágio após a retirada de cones de sinalização, onde normalmente, é usado como corredor para as motos.

'PAIXÃO'

Somente o transporte do avião custará para Edinei o dobro do preço de arremate. "Ainda precisarei fazer uma boa limpeza e uns ajustes antes de promover eventos nele", comenta o piloto que diz ter agido mais por paixão a aviação do que por qualquer espirito empreendedor. "É claro que quero lucrar, mas não tenho pressa e nem esse é o principal objetivo", diz.

A avião só chegará ao seu destino definitivo no domingo (13). No sábado, a companhia responsável pelo transporte do avião preferiu manter o Boeing na entrada da cidade pela Washington Luiz por motivo de segurança, pois a chuva que durou quase o dia todo deixou o terreno de cerca de 13 m² na zona norte de Araraquara com lama e escorregadio para a fixação da aeronave.

Fonte: FOLHA DE S PAULO /  WOLFGANG PISTORI

Carcaça de Boeing da Vasp é transportada pelas ruas de São Paulo

O transporte da carcaça de um antigo Boeing da Vasp, que será a principal atração de um espaço de eventos em Araraquara (273 km de SP), começou mal na madrugada de ontem (10). 

 Avião Boeing 737-200 da Vasp sendo retirado do aeroporto de Congonhas; viagem será retomada nesta noite/Moacyr Lopes Junior-10.mai.12/Folhapress

Logo na saída do aeroporto de Congonhas, perto da 0h30, os fios da rede elétrica se enroscavam a todo tempo na fuselagem do avião, que tem mais de 5 m de altura.

A saída já havia atrasado uma hora e meia para que os técnicos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) avaliassem as medidas da aeronave. "Imagina São Paulo amanhecendo com um avião no trânsito", disse um curioso.

Só para percorrer os primeiros 100 metros foi preciso quase uma hora. Uma trabalheira envolvendo mais de 15 homens, contando funcionários da transportadora, da CET, da Eletropaulo e também de empresas de telefonia e TV.


Por volta das 3h, quando já deveria estar fora da cidade, a carreta com o avião foi estacionada às margens da avenida dos Bandeirantes, ainda perto do aeroporto, num ponto que não afeta o trânsito --mesmo assim, alguns motoristas reduziam a velocidade para "conferir" a cena inusitada.

O grande imprevisto foi que uma lâmpada, em cima do avião, segurava os fios. Como está corroída pelo tempo, não foi possível retirá-la na desmontagem da aeronave.

O gerente comercial da transportadora, Rodrigo Ambrósio, afirmou que, antes do reinício da viagem na madrugada de hoje, seriam feitos ajustes para que o avião passasse pelos fios sem tropeço.

Os ajustes parecem ter funcionado, já que o avião conseguiu passar pelas ruas da cidade, como a avenida Brasil, e chegar até a rodovia dos Bandeirantes. O comboio parou em um posto e deve retomar a viagem à noite.

COMANDANTE
 
A movimentação toda partiu de Edinei Capistrano, 57, comandante de jatos executivos. Ele arrematou o avião por R$ 140 mil, em fevereiro.

O projeto é colocar a carcaça dentro de um terreno de 13 mil m² na área rural de Araraquara, onde mora, e construir um espaço para eventos, como casamentos e festas de 15 anos.

O comandante estima que deve gastar o dobro do preço da aeronave com despesas de desmontagem e transporte.


PLANEJAMENTO
 
Uma carga tão grande assim só pode circular na cidade das 23h às 4h. Também é preciso pagar uma taxa e ter o trajeto aprovado pela CET. Só o planejamento do trajeto para remover a aeronave durou cerca de 45 dias.

Para fazer o transporte, foram necessárias três carretas e uma picape. O avião foi desmembrado em corpo, asas e turbinas.  A expectativa é que chegue a Araraquara na tarde de amanhã.


Fonte: FOLHA DE S PAULO / (LILO BARROS, MOACYR LOPES JR. E LUCCA ROSSI)

Fazenda de Wagner Canhedo (Vasp) vai a leilão dia 12

Há dois anos a Justiça do Trabalho disputa a competência do processo com a vara de falência.
A juíza Elisa Maria Secco Andreoni, da 14ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou que o leilão da Fazenda Piratininga, do empresário Wagner Canhedo Azevedo, ex-dono da Vasp, seja feito no dia 12 de abril.

Avaliada em R$ 615 milhões com todos os seus ativos móveis, o leilão da propriedade saldaria parte da dívida trabalhista deixada pela companhia aérea.

Há dois anos a Justiça do Trabalho disputa a competência do processo com a vara de falência. Na semana passada, o ministro corregedor Carlos Alberto Reis de Paula, do Tribunal Superior do Trabalho, suspendeu liminar contrária ao leilão, expedida pelo Superior Tribunal de Justiça, e determinou que a 14ª Vara do Trabalho de São Paulo desse andamento ao processo.

Fonte: Portal Panrotas

STJ suspende leilão de fazenda de R$ 615 milhões para quitar dívidas da Vasp


Venda judicial havia sido marcada pelo TRT de SP para quarta (10). Há 5 mil ações trabalhistas contra a VASP que somam R$ 1 bilhão.

Uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedida na noite desta terça-feira (9) suspendeu a venda judicial de uma fazenda no valor de R$ 615 milhões para quitar dívidas trabalhistas da companhia aérea Vasp, que teve falência decretada em setembro de 2008, segundo informações do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que iria realizar a venda na quarta (10).

O G1 procurou a assessoria de imprensa do STJ para confirmar a informação, mas não localizou os assessores.

O pedido de suspensão foi feito pela Agropecuária Vale do Araguaia, dona da fazenda. A liminar foi concedida pelo ministro Fernando Gonçalves, segundo o TRT. Para o ministro, o processo tem "inúmeros vícios a macular a adjudicação da fazenda".

"Nesse contexto, diante da definitividade do procedimento de venda pública e da existência de argumentos carentes de apreciação, parece de bom governo suspender a realização do leilão da Fazenda Piratininga até que se definam plenamente os contornos do presente conflito de competência", diz decisão do STJ enviada pelo tribunal trabalhista.

A fazenda Piratininga, que seria vendida, pertence à Agropecuária Vale do Araguaia, de Goiás, ligada ao Grupo Canhedo, do empresário Wagner Canhedo, um dos acionistas da Vasp. Canhedo também é dono da empresa de ônibus Viplan, de Brasília.

Além do imóvel em si, o tribunal havia determinado a venda judicial de tudo o que há dentro da fazenda, com isso, o valor estimado foi de R$ 615,375 milhões. O lance mínimo era de R$ 370 milhões.

Entre os itens descritos estavam 47 mil vacas da raça nelore, mil bezerros, 1,6 mil touros, tratores e outros equipamentos, além de veículos, como 20 caminhões, dois ônibus e caminhonetes - confira lista completa.

Processo

A venda da fazenda Piratininga foi pedida por meio de ação civil pública pelo Ministério Público do Trabalho e Sindicato dos Aeronautas e Aeroviários, para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas após a falência. Segundo o tribunal, o empresário Wagner Canhedo havia se comprometido a quitar os débitos, mas descumpriu o acordo.

A ação civil não faz parte do processo de falência da Vasp e foi aberta para que os trabalhadores possam receber seus direitos mais rapidamente. "Como autores da ação, os sindicatos puderam adjudicar a fazenda para que se concretizasse o objetivo da ação coletiva, que é, justamente, garantir e, por que não, pagar, sem esperar o demorado processo de falência, os créditos trabalhistas, cuja natureza alimentar não pode aguardar longos anos", explicou o tribunal em nota.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia autorizado a venda judicial, mas suspendido os efeitos práticos da venda, ou seja, o repasse de dinheiro aos ex-funcionários até que se julgasse eventual recurso dos donos da fazenda.

Segundo o TRT, há cerca de 5 mil ações trabalhistas contra a Vasp em fase de execução somente no tribunal. Significa que os trabalhadores já conquistaram o direito de receber a indenização e aguardam o pagamento. Há ainda processos contra a Vasp no Rio, Recife e Brasília. A dívida trabalhista da Vasp supera R$ 1 bilhão, informou o TRT paulista.

Fonte: G1 - Foto: Monalisa Lins/Agência Estado

Justiça vai vender fazenda de R$ 615 milhões para quitar dívidas da Vasp

Venda judicial funciona como leilão e está marcada para quarta (10). Há 5 mil ações trabalhistas que aguardam pagamento de R$ 1 bilhão.

O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (10) a venda judicial de uma fazenda no valor de R$ 615 milhões para quitar dívidas trabalhistas da companhia aérea Vasp, que teve falência decretada em setembro de 2008.


Aeronaves da companhia aérea Vasp, que teve falência decretada em 2008/Monalisa Lins/Agência Estado

Apesar de autorizada a venda judicial, os efeitos práticos da venda, ou seja, o repasse de dinheiro aos ex-funcionários, foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) até que se julgue um eventual recurso dos donos da fazenda. Até a tarde desta sexta (5), segundo o tribunal, a defesa ainda não tinha protocolado recurso.

Segundo o tribunal, há cerca de 5 mil ações trabalhistas contra a Vasp em fase de execução somente no TRT-SP. Significa que os trabalhadores já conquistaram o direito de receber a indenização e aguardam o pagamento. Há ainda processos contra a Vasp no Rio, Recife e Brasília. A dívida trabalhista da Vasp supera R$ 1 bilhão, informou o TRT paulista.

A fazenda Piratininga pertencia até então à Agropecuária Vale do Araguaia, de Goiás, ligada ao Grupo Canhedo, do empresário Wagner Canhedo, dono da Vasp. Canhedo também é dono da empresa de ônibus Viplan, de Brasília.

Além do imóvel em si, o tribunal determinou a venda judicial de tudo o que há dentro da fazenda, com isso, o valor estimado é de R$ 615,375 milhões. O lance mínimo é de R$ 370 milhões.

Entre os itens descritos estão 47 mil vacas da raça nelore, mil bezerros, 1,6 mil touros, tratores e outros equipamentos, além de veículos, como 20 caminhões, dois ônibus e caminhonetes - confira lista completa.

O G1 entrou em contato com o Grupo Canhedo, mas o departamento jurídico informou que somente Wagner Canhedo poderia falar sobre o assunto e que ele só retornaria à empresa na próxima segunda-feira (8).

Além da fazenda que já teve a venda judicial marcada, os trabalhadores tentam obter vitória em outro processo, que prevê a venda de uma propriedade no valor de R$ 400 mil.

A venda da fazenda Piratininga foi pedida por meio de ação civil pública pelo Ministério Público do Trabalho e Sindicato dos Aeronautas e Aeroviários, para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas após a falência. Segundo o tribunal, o empresário Wagner Canhedo havia se comprometido a quitar os débitos, mas descumpriu o acordo.

A ação civil não faz parte do processo de falência da Vasp e foi aberta para que os trabalhadores possam receber seus direitos mais rapidamente. "Como autores da ação, os sindicatos puderam adjudicar a fazenda para que se concretizasse o objetivo da ação coletiva, que é, justamente, garantir e, por que não, pagar, sem esperar o demorado processo de falência, os créditos trabalhistas, cuja natureza alimentar não pode aguardar longos anos", explicou o tribunal em nota.

Após a venda da fazenda pelo TRT, o próprio tribunal e o Ministério Público farão os pagamentos, segundo o tribunal. Os critérios para prioridade de recebimento, porém, ainda não foram divulgados.

A venda judicial funciona como um leilão e está marcada para o dia 10 de março, às 10h, no Fórum Ruy Barbosa, na capital paulista.

Fonte: G1/Mariana Oliveira

Bens do Grupo Canhedo quitarão parte de dívida da Vasp

A decisão deferiu a adjudicação da Fazenda Santa Luzia, avaliada em R$ 100 milhões

Os trabalhadores da Vasp (aeronautas e aeroviários) deram mais um passo para assegurar a quitação de seus créditos trabalhistas junto à Vasp. No último dia 9 a juíza da 14ª Vara do Trabalho de São Paulo, Elisa Andreonni, julgou o pedido de adjudicação (ou transferência) da Fazenda Santa Luzia, formulado pelo Sindicato Estadual dos Aeroviários de São Paulo, um dos co-autores, juntamente com o Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Ministério Público do Trabalho, da Ação Civil Pública que executa as empresas do Grupo Vasp.

A decisão deferiu a adjudicação da Fazenda Santa Luzia, avaliada em R$ 100 milhões, para os dois sindicatos co-autores (SNA e Saesp), determinando um prazo de 48 horas para que os sindicatos assinem o auto de Adjudicação. Seguindo a determinação da juíza, o SNA já assinou o auto. Com isso, os trabalhadores já adjudicaram bens que somados ultrapassam a quantia de R$ 500 milhões, considerando também a Fazenda Piratininga, avaliada em R$ 421 milhões (incluindo benfeitorias, maquinário e semoventes).

No entanto, esse valor não cobre toda a dívida trabalhista que ultrapassa R$ 1 bilhão. Por outro lado, permite que os sindicatos co-autores e o MPT prossigam com a execução de outros bens do Grupo Vasp, até a quitação integral dos créditos. Para tal, está em andamento penhora de créditos do Banco Rural, em virtude de negócios iniciados entre esta empresa e a companhia aérea, que foram considerados fraude a credores. A 14ª Vara do Trabalho de São Paulo anulou o negócio e determinou o retorno dos valores para o pagamento dos trabalhadores.

É importante destacar que cabe recurso à decisão que deferiu a adjudicação da Fazenda Santa Luzia. Assim como, será julgado, provavelmente amanhã (dia 18), o recurso contra a adjudicação da Fazenda Piratininga para os trabalhadores, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo)

Fonte: Panrotas

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