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EUA afirmam ter desativado suposta bomba a ser usada em avião

Presidente Barack Obama foi informado do plano terrorista, segundo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden

 Terrorista planejava derrubar avião americano/ AP

O FBI está investigando um explosivo que poderia ter sido usado num atentado suicida contra um avião comercial, e que foi apreendido numa operação realizada por autoridades dos Estados Unidos e de países aliados, disseram autoridades norte-americanas nesta segunda-feira, 7.
 Um funcionário graduado disse que aparentemente o explosivo foi produzido pela Al Qaeda da Península Arábica, que opera a partir do Iêmen.
Separadamente, no entanto, o Departamento de Segurança Doméstica disse que não haver nenhum plano de atentado contra os EUA em estágio ativo no momento.

De acordo com as autoridades, nenhum avião chegou a estar em risco. A bomba, disseram elas, seria um modelo modernizado do dispositivo usado pelo chamado "terrorista da cueca", que tentou sem sucesso explodir um avião com destino a Detroit no Dia de Natal de 2009. Aquele plano havia sido preparado no Iêmen.

O presidente Barack Obama foi informado sobre o novo caso em abril, e recebeu atualizações regulares, segundo Caitlin Hayden, porta-voz adjunta do Conselho de Segurança Nacional.

Sob anonimato, um funcionário de contraterrorismo disse que "esse dispositivo tem todas as marcas de tentativas anteriores de explosões da AQPA (Al Qaeda na Península Arábica)".

"O complô foi desbaratado bem antes de ameaçar aliados dos EUA", acrescentou a fonte.  O FBI disse estar de posse da suposta bomba, realizando análises técnicas e forenses.

"A exploração inicial indica que o dispositivo é muito similar aos IED (explosivos improvisados) usados previamente pela AQAP em tentativas de ataques terroristas, inclusive contra aviões e em assassinatos dirigidos", disse o FBI em nota.

 Fontes: AP - O ESTADO DE S PAULO

Ataque de avião não tripulado deixa 10 mortos no Paquistão

Drone faz novas vítimas

 Um ataque de um avião americano não tripulado (drone) matou neste sábado pelo menos dez insurgentes em um distrito tribal no Paquistão próximo à fronteira com o Afeganistão, informaram fontes dos serviços de segurança.

De acordo com fontes oficiais, dois mísseis atingiram um complexo em Shawal, 70 km a oeste de Miranshah, principal cidade do Waziristão do Norte, perto da fronteira afegã.

O Waziristão é o mais importante reduto insurgente na região noroeste semi-autônoma do Paquistão. Washington considera a área o principal foco da atuação do talibã e da Al-Qaeda, onde os ataques ao Ocidente e ao Afeganistão seriam planejados.

"O número de vítimas no ataque do drone americano subiu para dez. O avião disparou dois mísseis contra o acampamento", disse à AFP uma fonte policial da cidade de Peshawar. O balanço inicial registrava seis vítimas fatais.

Este foi o segundo ataque desde que o Parlamento do Paquistão aprovou em março novas pautas para as relações com os Estados Unidos, que incluem um enérgico pedido de fim dos ataques com drones americanos em território paquistanês.

Dois oficiais em Miranshah confirmaram o ataque e o número de mortos. Eles acrescentaram que os insurgentes usavam o complexo como centro de treinamento e afirmaram que o acampamento com casas de barro ficou completamente destruído.

VIOLAÇÃO DA SOBERANIA 

A chancelaria paquistanesa condenou energicamente o último ataque e afirmou que tais ações "ilegais são uma violação da soberania e integridade territorial, além de contrárias à lei internacional".

A frequência dos ataques diminuiu nos últimos meses, mas o governo americano parece considerá-los muito úteis para pensar em uma interrupção completa.

Em janeiro, o presidente americano, Barack Obama, admitiu pela primeira vez que drones dos Estados Unidos atacavam militantes em território paquistanês, mas os dirigentes não discutem oficialmente detalhes do programa.

De acordo com uma contagem da AFP, 45 ataques americanos com mísseis foram registrados na área tribal do Paquistão em 2009, ano em que Obama chegou ao poder, 101 ataques aconteceram em 2010 e outros 64 em 2011.

Paquistão e Estados Unidos tentam reparar uma séria crise em suas relações após o controverso ataque americano no ano passado que matou Osama Bin Laden e outro que matou 24 soldados paquistaneses.

Fonte: FOLHA DE S PAULO

Nigeriano que tentou detonar bomba em avião americano , declara-se culpado.

Umar Farouk Abdulmutallab assumiu todas as acusações diante de juiz. Ele é acusado de tentar explodir avião com bomba na cueca em 2009.

Umar Farouk Abdulmutallab, em imagem de arquivo após sua prisão em dezembro de 2009 (Foto: AP/U.S. Marshals Service)

O nigeriano acusado de tentar explodir um avião de linha comercial no Natal de 2009 com uma bomba escondida na cueca nos EUA se declarou culpado de todas as acusações diante do juíz nesta quarta-feira (12).

Umar Farouk Abdulmutallab é alvo de nove acusações, incluindo de conspiração em ato de terrorismo, tentativa de homicídio e uso de arma de destruição em massa. Se condenado, ele pode receber sentença de prisão perpétua.

As sessõe iniciais do julgamento começaram nesta terça-feira (11).

À época, o braço da al-Qaeda no Iêmen - onde Abdulmutallab teria sido treinado - assumiu a responsabilidade pela tentativa de atentado, que também foi celebrado por Osama bin Laden em uma gravação apenas meses antes de sua morte no início de maio.


Fontes: G1 - Agências

O uso de drones está decepando as lideranças terroristas da al-Qaeda.

O estrago causado pelos drones



O uso persistente e crescente de ataques por drones, pelos Estados Unidos, contra suspeitos de terrorismo em áreas remotas do Paquistão, continua anti-popular naquele país. Os ataques com a utlização de drones incitam a fúria popular , até mais que a eliminação de Bin Laden. Os paquistaneses vêem sua soberania nacional violada repetidamente e civis sem sorte acabam morrendo neste processo. O governo paquistanês, embora permitindo o uso de drones, vez ou outra faz condenações públicas deste tipo de ação. Diplomatas americanos, costumam negar que exista tal operação, mas ela é de conhecimento público.

A persistência americana no uso dos drones tem seu motivo: eles funcionam muito bem e cumprem as missões. No dia 3 passado, um drone matou Ilyas Kashmiri, um importante líder da al-Qaeda e vários de seus homens, enquanto tomavam chá em um pomar no sul do Wazaristão. Os governos dos EUA e Paquistão, ainda não confirmaram a morte de Kashimri. A morte dele ja fora atribuída a um ataque de um drone americano em setembro de 2009,e logo depois ele reapareceu vivo ao estilo de Lázaro, concedendo uma entrevista ao jornalista paquistanês, Saleem Shahzad, ( que em uma coincidência trágica, foi morto dias atrás). A morte de Kashmiri, caso confirmada, significaria que os americanos deram outro duro golpe contra a al-Queda.


A lenda de Ilyas Kashmiri fora cuidadosamente cultivada. Ele usava óculos escuros elegantes e dizem que mudava a cor de sua barba, de branco, para vermelho ou preto, como parte de um disfarce. Assim como Bin Laden, ele também, tomava medidas para criar uma imagem pública que lhe fosse favorável e assim fortalecer sua posição pessoal perante outros militantes e apoiadores espalhados pelo mundo.Treinado pelo Diretorado de Inteligência Inter Serviços do Paquistão,o ISI, ele foi logo empregado no combate aos soviéticos no Afeganistão nos anos 80s, (onde ele perdeu um olho) e então nos anos 90s, foi encorajado a atacar alvos indianos, especialmente, em sua região natal, a Cashemira. Ele formou um grupo de militantes chamado Brigada 313, que se tornou famosa no Paquistão por sua habilidade em criar problermas para as forças militares indianas. Bruce Rieder que assessora o govenro americano no Paquistão, sugere que Kashmiri era considerado um ´´ herói do ISI´´, já pelos idos do ano 2000, especialmente quando segundo afirmam, ele teria invadido a sede do orgão, segurando a cabeça decepada de um soldado indiano.


Depois do 11 de setembro, contudo, após o governo do Paquistão se aliar ao governo americano em sua luta anti-terrorista contra a al-Qaeda, Kashmiri e seus miltantes acabaram se separando. Nos últimos 10 anos,o nome dele foi envolvido em muitos rumores, entre os quais, que teria feito ataques contra alvos estratégicos do governo paquistanês.Um relatório da ONU chegou a sugerir que ele teria sido o idealizador do assassinato de Benazir Bhutto, ex primeira-ministra, em 2007. Sabe-se que ele tentou assassinar o General Pervez Musharraf, ao menos duas vezes, anos atrás. Fontes dizem que é quase certo que ele tenha tido algum papel no devastador ataque a uma base naval paquistanesa, em maio passado. No atentado, morreram 10 pessoas e cre-se que houve envolvimento interno na ação. O efeito do ataque, especialmente, considerando-se o uso contínuo de drones pelos EUA, afora o ataque americano a Bin Laden, em uma cidade militar, acabou por humilhar ainda mais os militares paquistaneses.

A importância de Kashmiri, neste momento, nunca será conhecida efetivamente. Os amricanos o consideravam um importante líder terrorista, juntamente com Ayman al-Zawahari, por exemplo. Ambos, foram apontados como potenciais sucessores de Bin Laden, dentro da organização al-Qaeda. O nome de Kashmiri havia ganhado proerminência, recentemente, em função do julgamento de um cidadão americano acusado de prestar apoio aos terroristas baseados no Paquistão , os quais atacaram Mumbai, em 2008, matando 170 pessoas. Kashmiri era considerado o homem por de trás de David Headly, um americano de origem paquistanesa que ajudou a preparar os ataques a Mumbai e que planejava fazer algo parecido em Copenhagen, Dinamarca. Fontes informaram que Kashimiri estava recrutando jihadistas para executar ataques em nome da al-Qaeda, contra a cidade de Westemers.

Entretanto, por ser um asiático, ao invés de um árabe, não está claro quanta influência Kashmiri teria sobre os outros líderes da al-Qaeda, e nem quão forte sua influência poderia crescer fora de sua região natal. Ele temia por sua vida, principalmente após os americanos conseguirem muitos dados novos de Inteligência, obtidos no esconderijo de Bin Laden, em Abbottabad. Dias atrás ele havia acabado de chegar ao Waziristão do Sul, após deixar uma região mais ao norte do país.

Outros líderes da militãncia, também devem estar nervosos com este ataque americano, e com toda a razão. A eliminação de Kashimiri, poderia ser um sinal que os americanos estão a fazer uso dos dados novos obtidos pela Inteligência, com respeito aos alvos ou então que o exército paquistanês (talvez ultrajado pelo ataque a Karachi), e ainda sob pressão americana e ameaças de iniciar uma ação militar no norte do país, esteja cooperando mais estreitamente com os EUA. De qualquer forma, a utilização de drones vai continuar, mesmo sendo impopular no Paquistão.

Fonte: THE ECONOMIST
Tradução: AIRKRANE

Operação que matou Bin Laden era planejada pelos EUA desde agosto

Após um tiroteio no domingo (1º), Bin Laden teria sido baleado na cabeça. Obama disse ter autorizado a execução na sexta-feira.

Obama conversa com equipe de segurança nacional (Foto: AP/Casa Branca)

O ataque das forças norte-americanas que resultou na morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, no domingo (1º), estava sendo planejado desde agosto do ano passado, quando os americanos conseguiram uma pista segura sobre seu paradeiro, após mais de quatro anos de investigações.

A operação teria sido feita com helicópteros e durado cerca de 40 minutos, relataram funcionários do governo americano, sob condição de anonimato. Após um tiroteio, Bin Laden teria sido baleado na cabeça. Obama autorizou a execução na sexta-feira.

De acordo com os oficiais dos EUA, ao todo foram usados quatro helicópteros na operação, que aconteceu em uma fortaleza do líder terrorista na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão. O ataque foi feito exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistantesa.

Oficiais dos Estados Unidos disseram que rastrearam Bin Laden até chegarem a sua localização.

O ataque teria sido realizado pela força de elite da marinha, a SEAL, que teria chegado até a Fortaleza nos helicópteros, dando início a um tiroteio. Na troca de tiros, Bin Laden teria sido baleado na cabeça, disseram oficiais do governo dos EUA, acrescentando que os militares americanos resistiram aos ataques dos oponentes.

Poucas horas após o anúncio do ataque pelo presidente dos EUA Barack Obama, autoridades paquistanesas e uma testemunha disseram que os guardas de Bin Laden abriram fogo a partir do telhado do edifício e, nessa hora, um dos helicópteros teria caído.

Bin Laden foi identificado por reconhecimento facial, afirmou um oficial, que se recusou a dizer se também foi feita análise de DNA.

Funcionários do governo americano também afirmaram que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.

Um dos homens seria um dos filhos do terrorista. Outros dois trabalhavam como mensageiros para Osama. Já a mulher teria sido morta ao ser usada como escudo humano por uma das vítimas. Ainda não havia confirmação oficial destas informações.

Funcionários disseram que a operação era tão secreta que nenhum funcionário estrangeiro foi informado com antecedência, apenas um pequeno grupo sabia a repeito do que se desenrolava a meio mundo de distância.

O esconderijo de Bin Laden ficava a 730 metros da academia militar Abbottabads Kakul, a principal do Paquistão.


Em foto divulgada nesta segunda-feira (2) pela Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton participam de discussão sobre a operação que culminou na morte de Osama bin Laden (Foto: AP/Casa Branca)


Explosões

O som de pelo menos duas explosões teria abalado a região. Chamas eram visíveis após o ataque ao edifício. De acordo com uma testemunha, o ataque militar foi realizado no escuro.

"Ouvi um som de um trovão, seguido de uma forte disparada. De repente, os disparos foram interrompidos. Depois, houve um novo som de trovão e, em seguida, uma grande explosão", disse Mohammad Haroon Rasheed.

"De manhã, quando saímos para ver o que aconteceu, alguns destroços do helicóptero estavam caídos em um campo aberto."

Um oficial paquistanês na cidade disse que os combatentes abriram fogo no telhado contra os helicópteros com lança-granadas. Outro oficial disse que os quatro helicópteros decolaram da base aérea de Ghazi, no noroeste do Paquistão.

O local do esconderijo

A CIA, agência de espionagem dos Estados Unidos, divulgou imagens sobre a localização da casa de Osama Bin Laden em Abbotabad, um povoado próximo da capital paquistanesa, Islamabad, onde tropas especiais norte-americanas mataram o líder terrorista em uma operação no domingo (1).

Nas imagens, há também uma planta da divisão do local onde vivia Bin Laden com informações sobre a altura dos muros que cercavam a residência. A casa tinha apenas um portão principal e em uma área lateral era queimado o lixo da casa.




Fontes: G1 - Agências

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