
Os cadáveres começaram a aparecer na segunda-feira passada, nos arredores de Máfia - situada a 120 quilômetros ao sul de Zanzibar e cerca de 500 quilômetros a leste de Comores - e foram retirados do mar por submarinos militares tanzanianos e franceses, que continuam as buscas por outros corpos.
O porta-voz da Polícia tanzaniana Abdullah Msika disse a jornalistas em Dar es Salam, que dois helicópteros militares tanzanianos e um francês foram utilizados para transferir os corpos até a cidade e que foram levados posteriormente para hospitais das cidades de Muhimbili, Lugalo, Temeke e Ukonga.
"Acreditamos que mais corpos poderão ser recuperados (nos arredores de Máfia) já que os ventos continuam fortes e sopram em direção à Tanzânia", acrescentou Msika.
As equipes de resgate no lugar do acidente acreditam, por sua parte, que a maioria dos corpos permanecem próximos aos restos do avião, um Airbus 310.
O vice-presidente comorense, Idi Nadhoim, se encontra em Dar es Salam e esteve hoje com os familiares das vítimas do avião, que esperavam a chegada dos corpos no aeroporto internacional Julius Nyerere, da cidade.
O Airbus da Yemenia Airway, procedente inicialmente de Paris, voava com 153 passageiros de Sana, no Iêmen, para Moroni, capital das ilhas Comores.
Uma menina de 12 anos, Bahia Bakari, foi a única sobrevivente do acidente, cujas causas ainda não foram esclarecidas, embora tudo indique que o mau tempo registrado na regição no momento da queda tenha sido o motivo principal.
A França já advertiu a Yemenia Airway que a incluirá na lista de companhias aéreas que não podem operar na União Europeia (UE), por falhas na segurança, se não fizer "grandes esforços" para melhorar.
Fontes: Efe - G1
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