
Corpos de vítimas do voo 447 chegam a Fernando de Noronha; após análise inicial eles serão encaminhados ao IML de Recife
Quinta-feira, 11/06/2009
Os cadáveres estavam na fragata Bosisio e foram levados para terra firme por um helicóptero militar. Peritos iniciam imediatamente o trabalho de reconhecimento dos corpos.
Os corpos de mais 12 vítimas do voo 447 da Air France chegaram por volta das 8h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira a Fernando de Noronha (PE). Eles estavam na embarcação Bosísio, da Marinha, a cerca de 40 km do arquipélago.
Os trabalhos de buscas dos corpos prossegue na manhã desta quinta. O Airbus A330 da Air France caiu no oceano Atlântico no dia 31 do último mês após decolar do Rio rumo a Paris com um total de 228 ocupantes.
Entre sábado (6) e terça-feira foram resgatados 41 corpos. No final da noite de quarta, 16 corpos levados inicialmente a Fernando de Noronha chegaram em Recife, onde serão identificados no IML (Instituto Médico Legal).
Os 12 corpos levados hoje ao arquipélago foram transportados da fragata Bosísio em um helicóptero Super Puma da Aeronáutica. O trabalho demorou cerca de uma hora e meia. Ele decolou por volta da 7h e chegou antes das 8h30. Após abastecimento, ele decolou por volta das 10h15 rumo à fragata Bosísio para resgatar outros 13 corpos que permanecem na embarcação.
Em Fernando de Noronha os corpos passarão por uma análise inicial --que inclui coleta de material genético e digitais. Ainda não se sabe quando eles serão trasladados para Recife, onde a perícia será feita.
Marinha e Aeronáutica determinaram ontem que as buscas devem seguir até o dia 19 de junho, pelo menos. Segundo os militares, a partir deste prazo, as chances de encontrar corpos são muito pequenas. Apesar da data-limite imposta, ela tem possibilidade de ser expandida, caso as buscas ainda rendam frutos que possam ajudar na perícia.
Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.
As primeiras suspeitas sobre o acidente recaem sobre os sensores de velocidade e a força do vento. Aparentemente, os sensores falharam nos minutos imediatamente anteriores ao acidente, segundo 24 alertas automáticos enviados pelo avião.
A identificação dos 16 corpos que chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) do Recife na noite de quarta-feira (10) deve começar só no começo da tarde desta quinta-feira (11). O motivo, de acordo com instituto, é que esses corpos precisam ser descongelados, o que leva em torno de 12 horas. Sem isso, não é possível fazer os exames.
A equipe da perícia é formada por 40 profissionais, entre eles um francês e 20 pernambucanos, que vão trabalhar na identificação desses corpos para não haver prejuízo para a população pernambucana de um modo geral.
O atendimento das vítimas do acidente aéreo será feito de maneira descentralizada, tanto no centro do Recife como em bairros mais afastados.
Foi montado um esquema especial de segurança para a chegada dos 16 corpos ao Recife e envolveu as polícias Civil, Militar, Federal e começou ainda no arquipélago de Fernando de Noronha por volta das 21h de quarta. O avião pousou na base aérea do Recife uma hora depois e esses corpos foram colocados em carros e trazidos para o IML no Recife.
Fontes: FOLHA - G1- Efe
Nenhum comentário:
Postar um comentário