UE deve debater alertas de viagem devido risco de terrorismo

Japão e EUA advertiram seus cidadãos sobre os riscos de atentados

Ministros do Interior da União Europeia (UE) devem discutir os recentes alertas sobre os riscos de viagens emitidos pelos Estados Unidos e pelo Japão diante da ameaça de ataques terrorista da Al Qaeda na Europa. A reunião deve contar ainda com um integrante do governo americano. "Estamos em contato permanente com as autoridades americanas e vigiamos a situação", explicou uma porta-voz da Comissão Europeia, órgão executivo da UE.

A comissária do Interior do bloco, Cecilia Malmström, soube do alerta de atentados pela secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano. A UE e os EUA cooperam estreitamente na luta contra o terrorismo desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com acordos como o de registro de dados de passageiros (PNR) e o de informação bancária de supostos terroristas (Swift).

Alertas

O ministério japonês das Relações Exteriores advertiu seus cidadãos que viajam ou moram na Europa sobre o risco de atentados terroristas, um dia depois de um alerta similar feito pelos Estados Unidos. As autoridades japonesas pediram aos seus cidadãos que tenham precaução na Europa, principalmente nas proximidades de possíveis alvos de atentados, como edifícios públicos, os transportes públicos ou os locais turísticos.

No domingo, o Departamento de Estado americano já havia alertado sobre o "potencial de ataques terroristas" na Europa. Os serviços de inteligência ocidentais descobriram projetos de atentados relacionados com a Al Qaeda nas grandes cidades da Grã-Bretanha, França e Alemanha. O governo americano lembra que os terroristas atacaram no passado ferrovias e metrôs, bem como sistemas de aviação e marítimos.

Napolitano disse há poucos dias que o Ocidente enfrenta "um aumento da atividade" de grupos terroristas filiados à Al Qaeda que poderiam realizar ataques com "armas pequenas". O alerta americano - que não desaconselha viajar à Europa, mas sim reforçar as precauções - poderia ter impacto negativo no setor turístico europeu e desencorajar as viagens de negócio à região.


Fontes: Veja - Agências

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