Menino de nove anos que sobreviveu à queda de avião está "estável', diz médico

Estado de saúde do único sobrevivente do acidente aéreo é estável



Criança holandesa foi o único sobrevivente da queda de um avião na Líbia; os outros 92 passageiros e 11 tripulantes morreram/AP

O menino holandês de nove anos, único sobrevivente da queda de um avião com 104 a bordo, em Trípoli, na Líbia, permanece hospitalizado nesta quinta-feira, em situação estável.

O menino foi identificado como Ruben van Assouw pelo jornal holandês "Brabants Dagblad", que cita a chancelaria da Holanda e a avó do garoto.


"Ele foi submetido a várias operações nas pernas. Ele teve fraturas simples, mas também fraturas múltiplas", declarou um médico que supervisionou as cirurgias, entrevistado pelo canal estatal líbio, que exibiu imagens do menino com as pernas engessadas.


"Ele acordou e a situação é estável. Mas não reage muito aos cuidados da equipe médica", completou.

Ruben é natural de Tilburg (sul da Holanda), segundo o Ministério holandês das Relações Exteriores. "Quando o estado de saúde permitir será repatriado para a Holanda", afirma um comunicado da chancelaria holandesa.

O menino voltava de um safari na África do Sul com o irmão Enzo, 11, a mãe Trudy, 41, e o pai Patrick, 40, de acordo com o "Brabants Dagblad".

O Ministério de Relações Exteriores disse que uma tia e um tio haviam chegado a Trípoli e visitariam o menino no hospital. Seis autoridades holandesas, inclusive especialistas na identificação de pessoas e na investigação de acidentes aéreos, também chegaram à cidade.

O governo da Holanda informou nesta quinta-feira que 70 cidadãos do país morreram na tragédia. Um primeiro balanço registrava 61 vítimas holandesas.

O Airbus 330/200 da companhia caiu aproximadamente às 6h10 desta quarta-feira (1h10 em Brasília), quando se preparava para aterrissar no Aeroporto Internacional de Trípoli, na Líbia. O avião havia decolado de Johannesburgo, na África do Sul.

A principal pista do aeroporto tem 3.600 metros. Segundo guias de aeroportos internacionais, ela não está equipada com o Sistema de Aterrissagem Instrumental, que guia os aviões em decolagem pela pista, sob qualquer condição meteorológica.

O aeroporto conta, contudo, com dois outros sistemas que muitos aeroportos usam em todo o mundo, um rádio ominidirecional de alta frequência que os pilotos usam para navegar as aeronaves e um farol não direcional que também ajuda a guiar os aviões pelo aeroporto.

As condições do tempo perto de Trípoli estavam boas nesta quarta-feira, com visibilidade de 4,8 quilômetros e poucas nuvens em uma altitude de 10 mil pés. Os ventos eram de apenas três milhas por hora.

Segurança

Daniel Hoeltgen, porta-voz da Agência Europeia de Segurança em Aviação disse que a Afriqiyah passou por dez recentes inspeções de segurança nos aeroportos europeus, sem grandes problemas encontrados. Ele disse ainda que uma equipe de investigadores franceses já foi deslocado para Trípoli, para investigação.


"Nós estamos atualmente falando com a Airbus e com a agência de investigação de acidentes aéreos BEA, que estará envolvida no processo", disse Hoeltgen. "Nós daremos nosso apoio se for pedido pelas autoridades no comando".

A Afriqiyah Airways não estava na lista de companhias aéreas vetadas pela União Europeia. Esta lista tem cerca de 300 empresas proibidas de voar sobre o continente por não manter padrões internacionais de segurança.

A companhia opera apenas aviões da Airbus. Ela foi fundada em abril de 2001 e é de posse do governo líbio.

A Airbus afirmou que vai ajudar as autoridades a investigar as causas do acidente. A polícia ainda não tem pistas do que poderia ter causado a queda do voo 8u 771.

"Airbus providenciará total assistência técnica às autoridades responsáveis pela investigação do acidente", disse.

Zidan, contudo, já descartou a hipótese de um atentado terrorista. 'Nós descartamos de forma definitiva a hipótese de que o acidente seja o resultado de um ato terrorista', declarou, em uma entrevista coletiva no aeroporto.


Fontes: FOLHA - Agências

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