Avião cai no Afeganistão com 43 pessoas a bordo

Um avião de passageiros que voava de Kunduz, norte do Afeganistão, a Cabul caiu nesta segunda-feira (17) com 43 pessoas a bordo, 38 passageiros e cinco tripulantes, anunciou o ministério afegão do Interior.

O avião da companhia local Pamir Airways desapareceu por volta das 8 horas da manhã (horário local) desta segunda-feira. Em geral, os aviões dessa rota atravessam a região montanhosa de Hindu Kush.


"Eu posso confirmar que o avião levava 38 passageiros e mais cinco tripulantes quando caiu em algum lugar do desfiladeiro de Salang", disse o porta-voz do ministério do Interior, Zemarai Bashary, à agência de notícias Reuters.

A região de Salang está localizada a cerca de 100 km a norte de Cabul e tem cerca de 4.070 metros de altitude. A causa do acidente não é conhecida.

A companhia aérea Pamir Airways afirmou que estrangeiros estavam entre os passageiros à bordo. Um representante do ministério para a aviação civil e transportes, Raaz Mohammad Alami, disse à agência de notícias Reuters que o avião era um Antonov 24 e que seis passageiros estrangeiros estavam à bordo. Ele não deu detalhes sobre a identidade dos passageiros.

O ministério do Interior solicitou ajuda às forças da Otan para as buscas na região do acidente. Segundo uma nota oficial da Otan, dois helicópteros foram enviados para o local e outros dois estão de prontidão na base aérea de Bagram.


"O mau tempo na região dificulta as buscas aéreas", disse a Força de Assistência de Segurança Internacional em um comunicado. O terreno e o clima nas montanhas em torno de Cabul são extremamente inóspitas e pode levar algum tempo até que o avião seja encontrado. "Está nevando e há inundações", disse Mohammad Alami.

A Pamir Airways, que iniciou suas operações em 1995, é uma das três maiores companhia aérea privada do Afeganistão e opera a maior parte das rotas domésticas no país e também voos para Dubai e Arábia Saudita para a peregrinação do Hajj.

De acordo com seu site na internet, a companhia afegã usa um Antonov 24 para os voos entre Kunduz e Cabul. O avião tem capacidade para até 52 passageiros e deixou de ser produzido em 1979, segundo a Aviation Safety Network.

Embaixada confirma três britânicos no avião que caiu no Afeganistão

A Embaixada do Reino Unido em Cabul, no Afeganistão, confirmou nesta segunda-feira que havia ao menos três britânicos na aeronave da Pamir Airways que caiu em uma região montanhosa do norte do país.

O avião levava 43 pessoas a bordo, incluindo alguns estrangeiros. O mau tempo impede a chegada de equipes ao local e, até o momento, não há confirmação de vítimas ou sobreviventes.

A porta-voz da embaixada Melanie Scarlett disse não ter autorização para informar onde os britânicos trabalhavam ou qualquer outro detalhe.

Segundo a agência de notícias Associated Press, havia seis estrangeiros no avião da Pamir Airways, que desapareceu na manhã desta segunda-feira a cerca de cem quilômetros de Cabul.

O voo fazia a rota entre Kunduz, no norte do país, e a capital Cabul e caiu nas montanhas Salang, a uma altitude de cerca de 4.000 metros.

As equipes de resgate tentam chegar ao local do acidente na passagem de Salang, mas a forte neblina impede a aproximação.

A pedido do governo afegão, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) chegou a disponibilizar um avião não tripulado para a última localização conhecida do avião, mas o mau tempo impediu a operação.

O capitão Robert Leese, porta-voz da unidade da Otan que assiste na busca, disse que a aeronave americana chegou a sete quilômetros do local, até ter que abortar.


"Todos os olhos estavam procurando o avião, mas a névoa estava tão intensa que você não conseguia dizer onde a montanha começava e a névoa acabava', disse Leese.

Em comunicado, a Otan afirmou que mantém helicópteros no aguardo em sua base aérea de Bagram e no aeroporto de Cabul. O Ministério de Defesa afegão também ordenou que a Força Aérea do país deve permanecer em alerta para auxiliar nas operações de resgate.

Segundo a Associated Press, a aeronave era uma Antonov An-24 de 60 anos, construída na então União Soviética dos anos 50 até 68. Apesar de sua produção ter sido encerrada há mais de três décadas, uma versão modernizada ainda é produzida na China.

A aeronave é amplamente usada por companhias em países pobres por sua facilidade de manutenção e baixos custos operacionais. Ela é desenhada para operar em rotas em locais remotos, com pouca ajuda de navegação.



Fontes: UOL - Agências - TV Globo - FOLHA

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