
Grupo espera notícias sobre vítimas de queda de avião iemenita em frente ao principal hospital de Moroni, a capital das ilhas Comores
Um membro da comunidade comorense na França, citando informações das autoridades aeroportuárias de Moroni, afirmou nesta terça-feira, à agência de notícias France Presse, que a adolescente de 14 anos que sobreviveu à queda de um Airbus da companhia aérea Yemenia Airways no Oceano Índico, na noite desta segunda-feira (29), perto de Comores (costa africana), vive na cidade de Marselha, na França, e viajava na companhia da mãe.
De acordo com informações da associação Comores Solidariedade e do Crescente Vermelho e governo comorenses, a sobrevivente é Bakari Baya e, após ser resgatada por socorristas, foi internada no hospital El Maarouf. Ela passa bem.
Inicialmente, o único sobrevivente do acidente havia sido identificado como um menino de 5 anos. Depois, a informação foi corrigida, e o porta-voz do governo comorense, Kamaleddin Afraitane, explicou que a adolescente é "oriunda da aldeia de Niumadzaha", que é localizada no sudeste de Comores, na costa africana.
Segundo uma fonte aeroportuária, a adolescente embarcou no aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em Paris.
Os representantes diplomáticos do Iêmen em Washington ouvidos pela agência de notícias Associated Press confirmaram também o resgate de cinco corpos.
O avião, um Airbus A310-300, transportava 142 passageiros e 11 tripulantes quando caiu no Oceano Índico, à 1h50 (19h50 de segunda-feira em Brasília), poucos minutos antes do pouso. O avião tinha saído da capital do Iêmen, Sanaa, com destino às Comores. Como o aeroporto original do voo era na França, é grande o número de cidadãos franceses entre as vítimas, 66.
Conforme o porta-voz das Forças Armadas da França, Christophe Prazuck, um barco e um navio de reconhecimento foram enviados para o local do acidente para apoiar os trabalhos de recolhimento dos escombros. Equipes de mergulhadores e médicos também irão colaborar.
Mau tempo
O vice-chefe de aviação civil do Iêmen, Mohammed Abdul Qader, disse que a caixa-preta da aeronave ainda está desaparecida e que é cedo para especular sobre as razões do acidente. Há, porém, suspeitas de que o mau tempo influenciou. Conforme o próprio Qader, os ventos estavam a 61 km/h quando o avião se preparava para pousar, no meio da noite.
O avião decolou pouco depois das 21h30 desta segunda-feira (15h30 no horário de Brasília), em Sanaa, e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, a capital comorense.
Nesta terça-feira, o mau tempo ainda prejudicava as operações no local do acidente. "O mar agitado e o vento forte prejudicam as operações de busca e resgate", explicou o diretor-geral adjunto da Yemenia Airways, Mohamed al Sumairi.
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Fontes: France Presse - Folha
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