Sete pessoas ficaram feridas pela forte turbulência durante voo QF68, entre Hong Kong e a cidade australiana de Perth, na noite deste domingo, 21. A aeronave, um Airbus A330-300 com 206 passageiros e 13 tripulantes da empresa australiana Qantas sofreu o impacto ao sobrevoar a ilha de Bornéu, cerca de quatro horas depois da decolagem.Em comunicado, a empresa aérea afirmou que o avião sofreu apenas pequenos danos em dois painéis da cabine.
Os sete feridos - seis passageiros e um tripulante - foram medicados no próprio avião e não precisaram ser levados para um hospital após o desembarque. O avião aterrissou em segurança em Perth, como previsto.
Um passageiro descreveu um estrondo antes do avião perder altitude e vários passageiros terem sido “atirados ao ar”. Dois painéis por cima dos assentos ficaram ligeiramente danificados e duas máscaras de oxigénio abriram durante a turbulência.
“Durante o voo sentimos a turbulência normal, mas neste caso foi uma queda abrupta”, explicou um dos passageiros, identificado como John.
“Eu estava sentado junto à saída de emergência e estava uma senhora esperando sua vez para utilizar o banheiro. Quando o avião perdeu altitude, ela bateu com a cabeça no teto e caiu outra vez no chão”, explicou o mesmo passageiro ao salientar que tudo aconteceu “de repente”.
Técnicos no aeroporto de Peth, inspecionando a aeronaveA Qantas e o Australian Transport Safety Bureau (ATSB) já iniciaram uma investigação sobre o incidente de hoje. A empresa nega qualquer relação com outros casos envolvendo os Airbus A330.
No final do ano passado, a segurança da empresa australiana foi colocada em dúvida após vários incidentes e falhas técnicas seguidas. No mais grave deles foi aberto um buraco na fuselagem de uma aeronave que teve que fazer um pouso de emergência em Manila.
Atualização 11:47 Zulu
"Muito provavelmente, a aeronave encontrou o que é chamado de turbulência convectiva, o que a levou a ganhar rapidamente cerca de 800 pés [243 m] de altitude, antes de retornar a sua altitude de cruzeiro, a 38 mil pés [11.500 metros]", afirmou a Qantas em um comunicado divulgado à imprensa.
O incidente ocorreu quando o avião sobrevoava a ilha de Bornéu, quatro horas após a decolagem. Depois de aconselhamento com médicos a bordo e em solo, o comandante seguiu normalmente até Perth, onde aterrissou às 7h30 desta segunda-feira (21h30 deste domingo no horário Brasília).
De acordo com David Epstein, diretor de assuntos corporativos da Qantas, não há motivos para relacionar este incidente com os recentes problemas enfrentados por outros Airbus A330, inclusive o que fazia o voo AF447 entre o Rio de Janeiro e Paris e que caiu no Oceano Atlântico na madrugada do último dia 31 de maio.
"Continuamos confiantes nos aviões A330 e vamos trabalhar junto com a Autoridade em Segurança Aérea da Austrália para determinar o que pode ser aprendido após este incidente", disse.
Voando
A companhia aérea informou também que os seis passageiros e um tripulante atingidos sofreram "ferimentos leves" e receberam tratamento médico a bordo. Logo após a aterrissagem, eles foram transferidos de ambulância a hospitais de Perth, e foram liberados pouco depois.
Em entrevista ao jornal "The West Australian", passageiros disseram ter visto pessoas "voando" dentro da cabine e que algumas bateram a cabeça no teto do avião.
"Agora sei o que os passageiros da Air France sentiram", afirmou o australiano Chris Rose, que estava a bordo.
Segundo a Qantas, o comandante do voo e a tripulação são "experientes" e explicaram aos passageiros que a turbulência convectiva não é normalmente detectada pelo radar meteorológico, já que ele é projetado para perceber umidade mas não cristais de gelo.
Foto mostrando parte avariada do jatoA companhia aérea, no entanto, negou informações divulgadas pela imprensa australiana de que o avião tenha entrado em uma área de raios e trovões. "É possível que houvesse tempestades nas proximidades, mas não há provas de que a aeronave estivesse atravessando uma", afirmou o comunicado da Qantas.
O avião também sofreu danos em painéis no teto e em máscaras de oxigênio da cabine.
Fontes: Agência Lusa (Portugal) / EFE via Estadão.com.br / NEWS.com.au
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