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Cinco bandeiras dos EUA continuam inteiras na Lua após 40 anos

Missões Apollo fincaram seis bandeiras na superfície lunar. Uma delas, a primeira, caiu durante a decolagem da Apollo 11.


 Imagem de arquivo da Nasa, feita em 1972, mostra o astronauta John W. Young, comandante da missão 16, na superfície lunar, saudando a bandeira dos EUA. (Foto: Nasa / Charles M. Duke Jr / AFP Photo)

Cinco das seis bandeiras americanas fincadas na superfície lunar pelas missões tripuladas Apollo há quatro décadas continuam de pé, segundo as últimas fotos feitas por uma sonda da Nasa, a Agência Espacial dos Estados Unidos.

A partir das imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) pode-se afirmar que "é certo que as bandeiras dos Estados Unidos ainda continuam de pé e projetam sombras", escreveu o pesquisador da Nasa Mark Robinson em seu blog, segundo publicou nesta segunda-feira (30) a publicação especializada Space.com.

A única que não está de pé - porque foi "derrubada" durante a decolagem -, é a do Apollo 11, que pousou sobre a superfície do satélite em 20 de julho de 1969 e deu ao americano Neil Armstrong a honra de ser o primeiro humano a pisar na Lua.

O mítico projeto Apollo (1968-1972) enviou várias missões tripuladas à Lua que colocaram um total de seis bandeiras americanas em sua superfície.



 
 Imagem feita pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) em 27 de julho de 2012 mostra a zona de pouso da Apollo 16. Uma marca, segundo a Nasa, é a sombra da bandeira deixada pela missão. (Foto: Nasa/ GSFC / Arizona State University / AFP Photo)

Robinson admitiu estar "surpreso" de que as bandeiras tenham sobrevivido aos efeitos da luz ultravioleta e às temperaturas da superfície lunar.

Falta esclarecer agora o estado em que estão as bandeiras, segundo Robinson.

A LRO foi lançada em junho de 2009 e capturou pela primeira vez imagens em primeiro plano dos lugares de alunissagem em julho desse mesmo ano.

A sonda capturou as imagens mais nítidas já tomadas do espaço das marcas que deixaram as missões Apollo 12, 14 e 17 nos lugares em que pousaram, assim como as pegadas dos astronautas que exploraram a superfície lunar.

Fontes: G1 - NASA - Efe

Cargueiro russo Progress M-15M não consegue reacoplar-se à ISS

Acoplamento falhou. Nova tentativa será feita dia 28


A nave de carga russa Progress M-15M não conseguiu nesta terça-feira reengatar-se à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) durante o teste de um novo sistema de aproximação e acoplamento automático, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.  "São desconhecidas as causas da falha", disse um porta-voz do CCVE citado pela agência Interfax.

O porta-voz explicou que o novo sistema de aproximação e engate automático do cargueiro, que na véspera fora desenganchado da plataforma orbital, alertou do risco de uma avaria e abortou a manobra quando o Progress se encontrava a uma distância de 15 quilômetros da ISS.

Segundo a fonte do CCVE, os especialistas trabalham atualmente para esclarecer as causas da falha, enquanto a segunda tentativa de acoplamento foi programada para as 22h de 28 de julho (horário de Brasília).

Atualmente, a bordo da plataforma se encontra uma expedição integrada por seis tripulantes: os russos Yuri Malenchenko, Gennady Padalka e Sergei Revin, os americanos Sunita Williams e Joe Acaba e o japonês Akihiko Hoshide.

Fontes: FOLHA DE S PAULO - AFP

NASA hires SpaceX for science satellite launch

NASA hired Space Exploration Technologies to launch an ocean monitoring satellite, a key win for the start-up rocket company that also wants to break into the U.S. military's launch business, NASA officials said on Thursday.


The $82 million contract covers launch, payload processing and other services for the National Oceanic and Atmospheric Administration's ocean-measuring Jason-3 satellite, which is slated to fly in December 2014.

Launch would take place from SpaceX's new complex at Vandenberg Air Force Base in California.

NASA, which handles procurements for NOAA, also awarded three launch contracts, worth $412 million for Delta 2 rockets built by United Launch Alliance, a joint venture of Lockheed Martin Corp and Boeing Co.

One of the satellites earmarked for a Delta 2 flight is the replacement for a carbon dioxide tracking satellite lost in February 2009 after a failed launch on an Orbital Sciences Corp Taurus rocket.

The launches, slated for July 2014, October 2014 and November 2016, also will take place at Vandenberg.

SpaceX, which is owned and operated by internet entrepreneur Elon Musk, already holds NASA contracts worth $1.6 billion to fly cargo to the International Space Station, a $100 billion laboratory that orbits about 240 miles above Earth.

The company in May successfully flew a demonstration mission to the station, a key milestone in its efforts to win U.S. military launch contracts as well.

ULA currently has a monopoly on U.S. military launch business. But in an attempt to certify more launchers, the Air Force is expected to award a non-ULA launch services contract this year for the Deep Space Climate Observatory (DSCOVR), a former NASA Earth-monitoring satellite being repurposed by NOAA into a solar observatory. A request for bids under the Air Force's Orbital/Suborbital Program (OSP-3) was released May 11.

The criteria for new launchers was jointly developed by the Air Force, the National Reconnaissance Office and NASA.

The new NASA contract is the first evidence that Falcon 9 meets the new launcher criteria.

SpaceX will have plenty of chances to build Falcon's flight history. The rocket's launch manifest includes more than 40 flights, including 12 station cargo flights and the Jason-3 ocean survey satellite for NASA.

Sources: Reuters - NASA

Candidato a mundo alienígena menor que a Terra é revelado acidentalmente

Telescópio espacial usado para estudar corpos frios registrou alteração no nível de radiação infravermelha de estrela a 33 anos-luz. Dados revelam pequeno planeta de lava, com temperaturas que podem chegar a 560 graus Celsius

 Concepção artística mostra o UCF 1.01, um candidato a exoplaneta a 33 anos-luz da Terra. Astrônomos acreditam que ele é coberto por lava (Universidade da Flórida Central)

Cientistas descobriram um candidato a exoplaneta — como são chamados os mundos fora do Sistema Solar — com dois terços do tamanho da Terra. Não é o menor já encontrado, mas chegou perto do pequeno KOI-961.03, um exoplaneta quase do tamanho de Marte anunciado em janeiro. O que torna interessante a descoberta do UCF-1.01, um planetinha a 33 anos-luz da Terra, é que ele foi encontrado acidentalmente por um telescópio espacial em órbita há nove anos, mas que nunca havia sido usado para este fim.

Os pesquisadores da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, não são caçadores de planetas. Eles estavam estudando as propriedades de um sistema solar distante (a 33 anos-luz da Terra), denominado GJ 436. O estudo foi conduzido através do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa (agência espacial americana), um observatório que analisa a radiação infravermelha de corpos celestes. O telescópio não é usado para caçar planetas.

Contudo, os pesquisadores perceberam quedas periódicas no nível de radiação infravermelha emanada pela estrela-mãe do sistema GJ 436, uma gigante vermelha. Algum objeto estava bloqueando de forma regular a luz do astro brilhante. Ao analisar as quedas no nível de energia com mais cuidado, a equipe descobriu evidências fortes que indicam a presença de um planeta bem pequeno e quente próximo à estrela. A técnica avaliou o "trânsito" do planeta entre a estrela e o telescópio – por isso se chama "técnica de trânsito", utilizada pelo telescópio espacial Kepler, também da Nasa.

 Denominado UCF-1.01, o exoplaneta possui 8.400 quilômetros de diâmetro, o equivalente a dois terços da mesma medida para a Terra. Porém, o exoplaneta não se parece em nada com nosso mundo. Ele está a 2,7 milhões de quilômetros da estrela-mãe, tão próximo que completa sua órbita em apenas 1,4 dia. Os astrônomos supõem que o UCF-1.01 é extremamente quente, com a temperatura média da superfície chegando a 540 graus Celsius. A temperatura média da Terra, em comparação, é de apenas 15 graus.

UCF-1.01 permanece um 'candidato' a exoplaneta porque os pesquisadores ainda precisam medir sua massa, utilizando técnicas alternativas. Os astrônomos esperam que a descoberta seja confirmada em estudos futuros. A pesquisa foi publicada no periódico The Astrophysical Journal.



Fontes: Veja - NASA 

Brasil domina tecnologia para posicionar satélite em órbita

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu um catalizador movido a hidrazina - um derivado químico do petróleo - , que pode ajudar a movimentar os satélites no espaço


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu um subsistema de propulsão para satélite - trata-se de um catalizador movido a hidrazina (derivado químico do petróleo) necessário para mover um satélite em órbita e corrigir o posicionamento. Ao dominar o subsistema de propulsão, o Brasil se torna também independente para criar mecanismo usado na orientação dos foguetes quando ultrapassam a atmosfera.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, visitou nesta última segunda,16, a unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, para conhecer o subsistema de propulsão que será usado no satélite de observação Amazônia 1, com lançamento previsto para o próximo ano.

A criação do equipamento é considerada “um salto” tecnológico do Programa Espacial Brasileiro, avalia Heitor Patire Júnior, pesquisador do Inpe e responsável técnico do projeto. “Isso era uma caixinha-preta, precisamos descobrir na raça”, disse ele à Agência Brasil, ao lembrar que atualmente o país precisava comprar pronto o propulsor (como no caso do Brasilsat) ou contar com o desenvolvimento por paceiros (como a China, no caso dos satélites Cbers).

 Além do feito tecnológico, o desenvolvimento do propulsor é comemorado como marco industrial em tempo que o governo federal lança medidas para incentivar áreas estratégicas de transformação, como reação à diminuição da produção industrial no país, causada, entre outras razões, pela importação de componentes. “Nossa indústria ainda não produz 60% dos equipamentos que precisamos para os satélites, mas em cinco anos poderemos chegar a 100% se os investimentos permanecerem”, calcula Patire Júnior, na esperança de que as fontes de financiamento do programa espacial sejam estáveis.

Em 50 anos de existência, a liberação de recursos do programa espacial foi bastante irregular sofrendo com períodos de cortes orçamentários e descontinuidade, o que não estimulou a indústria de base, por exemplo, a tornar-se produtora de liga de alumínio para uso aeronáutico, fundamental para satélites e para os aviões da Embraer. “A indústria vai sobreviver se houver encomenda”.

O desenvolvimento do subsistema de propulsão mobilizou cerca de 50 funcionários do Inpe, responsáveis pela especificação da tecnologia, e mais duas dezenas entre empregados e consultores da empresa Fibraforte, de São José dos Campos (SP), fabricante do equipamento. Além do pessoal contratado diretamente, Heitor Patire Júnior soma mais de uma centena de pessoas que trabalham para os fornecedores da Fibraforte.

A companhia faz parte de um consórcio formado por mais outras duas empresas que há cerca de uma década participam da Plataforma Multimissão (PMM), criada pelo Inpe para servir de base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes. No período, a PMM  investiu aproximadamente R$ 10 milhões no desenvolvimento de peças para os satélites.

Cerca de uma dezena de países tem programas espaciais, e o Brasil é o mais atrasado. Com o desenvolvimento do subsistema de propulsão, o país poderá melhorar a posição no cenário mundial e se aproximar de emergentes, como a China e a Índia.

Dentro do governo, há grande expectativa que a empresa Visiona, criada pela parceria público-privada entre a estatal Telebras e a privatizada Embraer, dê novo impulso ao programa espacial. O modelo foi desenhado pelo próprio ministro Raupp no ano passado, quando presidia a Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Conforme acordos internacionais, o Brasil tem até 2014 para lançar o SGB em órbita. Patire Júnior teme que a nova empresa acabe importando muitos componentes e não utilize a expertise do Inpe com o propulsor. “Não podemos ficar na janela, do lado de fora. Qual será o nosso posicionamento ainda não está claro”, salientou.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Agência Brasil

Nave russa Soyuz TMA-03M, volta à Terra

Cápsula tocou a terra na hora prevista e traz três astronautas. Tripulantes ficaram cerca de seis meses a bordo de plataforma orbital.


  
 A Soyuz aterrisa perto do Cazaquistão neste domingo (1º) (Foto: AP)

O módulo de descida da nave russa Soyuz TMA-03M, com três tripulantes a bordo, aterrissou hoje com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.

A cápsula - que trouxe de volta da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o astronauta russo Oleg Kononenko, o americano Donald Pettit e o holandês André Kuipers - tocou a  terra às 5h14 (horário de Brasília), a hora prevista.

Os tripulantes da Soyuz TMA-03M ficaram pouco mais de seis meses a bordo da plataforma orbital, na qual permanecem os russos Gennady Padalka e Sergei Revin, e o astronauta da Nasa de origem porto-riquenha Joe Acabá.

 Os astronautas Donald Pettit (esq.), Oleg Kononenko (centro) e André Kuipers na Soyuz em foto divulgada por Kuipers neste sábado (30) (Foto: André Kuipers/ESA/Nasa)

 Fontes: G1 - Agências

Nave que levou 1ª chinesa ao espaço retorna à Terra, mas capota ao pousar


A Shenzhou 9 aterrissou no norte do país. Apesar do forte impacto e sacudidas da nave, astronautas nada sofreram.

 

  Shenzhou 9 antes e pouco após a aterrissagem no norte da China. (Foto: AP Photo)

 A nave espacial chinesa Shenzhou 9, lançada ao espaço no último dia 16, retornou nesta sexta-feira (29) à Terra após completar com sucesso o primeiro acoplamento espacial manual realizado pela China. A nave aterrissou por volta das 10h locais (23h de Brasília) no condado de Siziwang, ao norte da região autônoma da Mongólia Interior (norte da China). O pouso esteve longe de ser suave, pois ao tocar o solo o módulo capotou. Pôde-se escutar um forte barulho da batida no terreno.


Apesar da violência do impacto e das sacudidas da nave, os astronautas nada sofreram e deixaram o módulo como heróis nacionais.

Após 13 dias de missão, os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, esta última a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, voltaram para casa em boas condições, segundo a equipe médica que os atendeu após a aterrissagem.

Os astronautas foram recebidos com uma breve cerimônia, após adaptarem-se à gravidade da Terra e saírem da nave, uma hora depois da aterrissagem.

 A tripulação do Shenzhou IX entrará para a história da China por completar com sucesso a quarta missão tripulada produzida pelo país asiático e conseguir realizar o primeiro acoplamento manual entre uma nave chinesa e o módulo espacial Tiangong I, embrião da futura base espacial do gigante asiático.
"Esta conquista teve um significado muito importante para a corrida espacial chinesa", destacou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.

  Nave espacial chinesa pousa no norte do país. Módulo capotou. (Foto: AP Photo)

 A China, o terceiro país a levar astronautas ao espaço, quer demonstrar com seu programa espacial que está capacitada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no cosmos, em resposta à reserva de países como os Estados Unidos quanto à sua participação na Estação Espacial Internacional (ISS).
O país asiático espera instalar seu primeiro laboratório no espaço em 2016 e dispor de uma base permanente até o final desta década.

  Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang ao lado da nave, que ficou de cabeça para baixo após o pouso.(Foto: AP Photo)

Fontes: G1- AFP - AP

Nave chinesa se acopla com módulo no espaço

Uma nave chinesa carregando três astronautas --incluindo a primeira mulher do país a ir ao espaço-- se acoplou com um módulo em órbita nesta segunda (18).  Com o voo, a China tenta alcançar os americanos e os russos na exploração do espaço.

A cápsula Shenzhou 9, levando os taikonautas (como são chamados os astronautas chineses), completou a manobra com o módulo Tiangong 1 durante a madrugada, a 343 km da superfície terrestre. O acoplamento foi transmitido ao vivo pela TV nacional chinesa.


 Os taikonautas Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang (primeira chinesa no espaço), no módulo Tiangong 1, em órbita/France Presse

 Os taikonautas vão viver e trabalhar no módulo por alguns dias como parte dos preparativos para a ocupação de uma futura estação espacial do país. A tripulação inclui Liu Yang, 33, piloto da força aérea chinesa e primeira mulher do país a ir ao espaço.

O acoplamento foi o primeiro de um voo tripulado chinês. Em novembro de 2011, a cápsula Shenzhou 8, não tripulada, fez dois acoplamentos com o Tiangong 1 ("palácio celestial", em chinês), por controle remoto.

A manobra desta segunda-feira também foi feita por controle remoto. Um acoplamento manual, a ser realizado por um dos tripulantes, está previsto na atual missão.



Imagem mostra o módulo Tiangong 1 pela câmera da cápsula Shenzou 9 antes do acoplamento/France Presse

 Além de Liu, a tripulação é composta pelo comandante e taikonauta veterano Jing Haipeng, 45, e por Liu Wang, 43.

Três horas depois do acoplamento, os três estavam ao vivo na TV entrando no Tiangong 1, agarrando barras laterais enquanto flutuavam em seus trajes espaciais azuis.

Eles vão ficar ao menos dez dias no espaço. Lançada no último sábado do deserto de Gobi, no norte da China, esta é a quarta missão tripulada do país.

A esperança dos chineses é se juntar aos EUA e à Rússia como únicos países a ter estações espaciais independentes em órbita.

 A China já é um dos três únicos países a enviar naves tripuladas de forma independente. Outra missão tripulada até o módulo em órbita deve ocorrer ainda neste ano. Missões futuras podem incluir o envio de astronautas à Lua.

PLANOS


O Tiangong 1, lançado no ano passado, deve ser substituído pela estação espacial permanente em 2020.

A futura estação terá cerca de 60 toneladas, sendo um pouco menor do que o Skylab da Nasa, que operou nos anos 1970, e tendo um sexto do tamanho da ISS (Estação Espacial Internacional), mantida atualmente por 16 países.

A China tem uma cooperação limitada com outros países quanto à exploração do espaço e não participa da ISS, principalmente por causa de objeções feitas pelos EUA.

A primeira missão tripulada do país asiático ao espaço foi em 2003. Em 2005, os orientais enviaram uma missão com dois taikonautas e, em 2008, numa missão com três tripulantes, foi feita a primeira caminhada no espaço do país.


Fontes: FOLHA DE S PAULO - France Presse - CNN - CCTV


Nave espacial chinesa decola com primeira mulher astronauta do país

Essa é a primeira tentativa de acoplagem tripulada feita por chineses.

  
 Nave espacial chinesa Shenzhou 9 é lançada com sucesso neste sábado (16) (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)

A China enviou às 7h37 (horário de Brasília) deste sábado (16) sua primeira mulher e outros dois astronautas para o espaço. O foguete saiu do Centro de Lançamento de Satélites Jiugquan, no Deserto de Gobi, no norte do país.

Essa é a primeira tentativa de acoplagem tripulada realizada por chineses, a bordo da nave Shenzhou 9, que vai se juntar ao módulo espacial Tiangong 1, a 343 quilômetros da Terra.

Os astronautas devem trabalhar em uma estação espacial provisória por sete a dez dias. A missão pode ser fundamental para a China se tornar o terceiro país a estabelecer uma base permanente em órbita, depois dos EUA e da Rússia.

Liu Yang, de 34 anos, é piloto da Força Aérea chinesa e, segundo o porta-voz do programa espacial chinês, Wu Ping, a presença de uma mulher no espaço é consequência do desenvolvimento dos voos tripulados e também efeito da expectativa do público.

A mídia estatal do país tem aproveitado o fato ao máximo, relatando inclusive que a astronauta já aterrissou um avião após uma ave desativar um dos motores.

Liu Yang estará acompanhada de Liu Wang e Jing Haipeng. Dois deles vão viver e trabalhar no interior do módulo, para testar os sistemas de suporte vital. Enquanto isso, o terceiro ficará na cápsula para lidar com emergências inesperadas. Eles também vão avaliar os efeitos da gravidade sobre o corpo humano e desempenhar tarefas científicas e de engenharia.

A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.

Na volta à Terra, a nave deve pousar em campos chineses com a ajuda de paraquedas.

  Liu Yang, Liu Wang e Jing Haipeng acenam momentos antes do lançamento da nave chinesa Shenzhou 9, que levou a primeira mulher astronauta do país ao espaço (Foto: Ng Han Guan/AP)

O módulo Tiangong 1 é apenas um protótipo, e a meta é substituí-lo por uma estação espacial maior e permanente, com conclusão prevista para 2020.

A estação permanente deve pesar cerca de 60 toneladas, ligeiramente menor que a Skylab da Nasa, construída nos anos 1970, e cerca de um sexto do tamanho da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), da qual fazem parte 16 países atualmente.

A China lançou um homem ao espaço pela primeira vez em 2003. A missão foi seguida por outra com dois astronautas em 2005 e por uma viagem com três em 2008, que em que foi executada a primeira caminhada espacial do país.

Nave espacial chinesa com primeira mulher
astronauta do país decola neste sábado (16)
(Foto: Xinhua, Li Gang/AP)



 Fontes: G1  - CNN



Primeira astronauta chinesa viajará ao espaço no sábado

Expectativa é que tripulante melhore 'eficiência de trabalho', já que mulheres têm mais 'estabilidade psicológica e habilidade em lidar com solidão', disse porta-voz


 Reprodução do foguete Shenzhou 9, que será lançado no sábado, 16/ Efe

A China lançará na tarde de sábado, 16, a nave tripulada Shenzhou IX, a quarta deste tipo, com uma novidade a bordo: a primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.

A expectativa é que Liu, que irá acompanhada de dois homens, melhore a "eficiência de trabalho" da tripulação, segundo assegurou seu porta-voz, Wu Ping, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira na plataforma de lançamento, situada na província de Gansu (noroeste), segundo a agência oficial "Xinhua".

"De maneira geral, as astronautas mulheres têm mais estabilidade psicológica e maior habilidade para lidar com a solidão", afirmou Wu.

Liu se somará à lista de mais de 50 mulheres astronautas que viajaram ao espaço desde que a russa Valentina Tereshkova se tornou a primeira cosmonauta em 1963, dois anos depois da histórica viagem de Yuri Gagarin.

A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Além disso, com esta missão, a China realizará o primeiro acoplamento de uma nave tripulada ao módulo chinês Tiangong I, lançado no último mês de setembro e criado para hospedar os tripulantes e servir de base para os experimentos científicos que desenvolverão durante dez dias.

Os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang embarcarão às 7h37 de sábado (de Brasília) na Shenzhou IX, que será propulsada ao espaço por um foguete desde o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto noroeste da China.

O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.

Este será a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.

Segundo dados oficiais chineses, a China se situa no segundo posto no número de lançamentos depois da Rússia, embora os analistas considerem que o país asiático tem atualmente o nível tecnológico de Estados Unidos e União Soviética na década de 1960.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Efe

 

Voyager 1 chega à fronteira do sistema solar, diz Nasa

Sonda está a 18 bilhões de quilômetros do Sol e segue viagem até 2025


 Informações enviadas pela sonda demoram quase 17 horas para chegar na Terra/NASA

A sonda espacial Voyager 1 chegou aos limites do sistema solar, ampliando seu próprio recorde de ser o objeto feito pelo homem que viajou a maior distância no espaço. Segundo um comunicado publicado pela Nasa, o equipamento está enviando dados para a Terra que demonstram um grande aumento no número de partícular originadas fora do sistema solar.

"Os responsáveis pela missão Voyager, ao ver os dados desse rápido crescimento, estão mais perto de uma conclusão histórica e inevitável - a de que o primeiro emissário da humanidade ao espaço está nas fronteiras do nosso sistema solar", indica o texto da Agência Espacial dos Estados Unidos.

As partículas indentificadas pela Voyager 1 são provenientes de estrelas que explodiram em outros locais da galáxia. A quantidade cresce de forma estável conforme a sonda avança no espaço, mas o aumento foi particularmente maior nos últimos meses.

"De janeiro de 2009 a janeiro de 2012, houve um aumento gradual de cerca de 25% no número de raios cósmicos encontrados pela Voyager", disse Ed Stone, um dos cientistas do projeto. "Mais recentemente, vimos uma escalada muitio rápida nessa parte do espectro de energia. A partir do dia 7 de maio, o impacto dos raios cresceu 7% em uma semana e 9% em um mês", exemplificou.

A sonda, junto da sua irmã, a Voyager 2, foi lançada em 1977 e está a aproximadamente 18 bilhões de quilômetros do Sol. Ela se move a 17 quilômetros por segundo e atualmente a informação que envia leva cerca de 16 horas e 38 minutos para chegar ao terminais da Nasa.

A Voyager 2, por sua vez, está a cerca de 15 bilhões de quilômetros do Sol. Juntas, as sondas exploraram todos os planetas gigantes do Sistema Solar - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, assim como 48 de suas luas.

A exata posição da fronteira do sistema solar é desconhecida, mas outro indicador de que a sonda entrou no espaço interestelar deve ser a mudança nas direções do campo magnético em volta do equipamento. Os cientistas da Nasa estão buscando dados para checar se isso de fato ocorre.

"As leis da física indicam que, algum dia, a Voyager será o primeiro objeto feito pelo homem a sair do sistema solar, mas ainda não sabemos quando esse dia vai chegar. Os últimos dados indicam que estamos claramente em uma região onde as coisas mudam mais rápido. É muito empolgante, estamos chegando aos limites do sistema solar", disse Stone.

O plutônio que abastece os motores da Voyager deve durar até 2025. Quando o combustível acabar, as sondas continuarão a vagar pelo espaço até entrar na órbita de outras estrelas da Via Láctea, mas não conseguirão mais transmitir informações para a Terra.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - NASA - REUTERS




 

China promete lançar voo espacial tripulado em junho

Foguete que levará a Shenzhou-9 está em plataforma no noroeste do país. Nave levará três astronautas ao módulo orbital Tiangong-1. 


 A China anunciou que vai lançar ainda em junho um voo espacial tripulado, o último passo no programa da potência asiática para abrigar uma estação espacial em 2020, anunciou neste sábado (9) a agência oficial "Xinhua".

Segundo o texto, que não especifica o dia da decolagem, o foguete que transporta a nave Shenzhou-9 já foi instalado em uma plataforma no noroeste do país. "O lançamento acontecerá em algum momento em meados de junho", disse um porta-voz do programa espacial, segundo a Xinhua.

 O Shenzhou-9 antes de ser transferido para a plataforma de lançamento neste sábado (9) no centro de lançamento de satélites chinês de Jiuquan, na província de Gansu (Foto: AFP) 

Será a primeira missão espacial tripulada da China desde setembro de 2008, e dela participarão três astronautas que se transferirão ao módulo orbital Tiangong-1, ao qual a aeronave se acoplará. Depois do acoplamento, os astronautas entrarão temporariamente no Tiangong-1, onde desenvolverão experimentos científicos. "As preparações finais vão bem, e os astronautas selecionados completaram seu treinamento e estão em perfeitas condições físicas e mentais", disse o porta-voz.

Em novembro passado, a nave não tripulada Shenzou VIII retornou à Terra após completar dois acoplamentos ao Tiangong-1, na primeira conquista chinesa desse tipo. A China se tornou o terceiro país, depois de Estados Unidos e Rússia, a finalizar com sucesso um lançamento tripulado em outubro de 2003, com a nave Shenzou V e o astronauta Yang Liwei.

O Tiangong-1 é o primeiro módulo espacial chinês e foi lançado em setembro passado, mas a China planeja substituí-lo por uma estação espacial própria em 2020, onde uma tripulação possa viver de forma independente durante vários meses.

Fontes: G1

Animação em 3D da Nasa dá nova visão ao asteroide Vesta

Animação mostra variedade da topografia do asteroide com imagens de alta resolução em falsa cor, captadas pela sonda Dawn,


Uma nova animação em 3D da Nasa (agência espacial americana) mostra a variedade da topografia do asteroide Vesta com imagens de alta resolução em falsa cor, captadas pela sonda Dawn, que dão uma nova visão do corpo celeste. 

A Nasa divulgou o vídeo no qual é possível observar a superfície rugosa do asteroide e permite uma visão detalhada da variação nas propriedades do material que é composto. O vídeo está disponível no site do Laboratório de Propulsão de Jato da Nasa (http://www.jpl.nasa.gov/video/index.cfm?id=1085).

As cores foram escolhidas para realçar as diferenças na composição da superfície, que são leves demais para serem notadas à primeira vista, assim como de altura em alguns terrenos ao redor de suas crateras. A sonda Dawn fotografou com seus instrumentos a maior parte da superfície do asteroide para proporcionar este mapa em 3D.

Em comunicado, a Nasa indicou que, devido à posição geométrica na qual se encontrava a nave, não pôde cartografar com exatidão parte de uma montanha localizada no Polo Sul. O mesmo aconteceu com algumas áreas no norte do asteroide, que estavam na sombra no momento em que a câmera da sonda capturou as imagens, mas a expectativa é que a sonda melhore a cobertura do hemisfério norte do Vesta com observações adicionais.

A sonda Dawn, lançada em setembro de 2007, chegou à órbita do asteroide Vesta em 15 de julho de 2011. No final de agosto, depois de mais de um ano de estudos, ela seguirá rumo a seu segundo destino, o planeta anão Ceres.

O Vesta é o segundo maior asteroide do Sistema Solar e, graças aos dados proporcionados pela sonda, os cientistas puderam confirmar que se assemelha mais a um pequeno planeta e à Lua (da Terra) do que a outro asteroide. Além disso, pôde-se verificar que, como se imaginava, o Vesta é a fonte de parte dos meteoritos que caem na Terra, ao ser confirmado que em sua superfície há restos de piroxênio, ferro e minerais ricos em magnésio, materiais que compõem 6% dos meteoritos que chegam a nosso planeta.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Efe - NASA

China lança satélite para estudar recursos da Terra e evitar desastres

Com o 'Yaogan XV',  também foi posto em órbita o satélite 'Tiantuo I', usado para a recepção de dados do sistema de identificação automática de navios

 

 A China lançou nesta terça-feira, 29, seu satélite de detecção remota "Yaogan XV", desde seu Centro de
de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, ao norte da China, para realizar experimentos científicos, informou a agência oficial de notícias "Xinhua".

 Satélite lançado ao norte da China será utilizado para realizar experimentos científicos/Reprodução/Agência Xinhua


O satélite foi lançado às 15h31 locais (4h31 de Brasília) a bordo do transportador Gran Marcha 4B e alguns de seus objetivos são estudar os recursos da Terra, analisar o rendimento dos cultivos e reduzir os desastres naturais e prevení-los, segundo a agência.

Com o "Yaogan XV" também foi posto em órbita o satélite "Tiantuo I" para a recepção de dados do Sistema de Identificação Automática de navios, a captação de imagens ópticas e a coleta de informação sobre experimentos de exploração espacial.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Efe

NASA monitora asteroide que se aproxima da Terra

O "2005 YU55" passará a uma distância inferior à da Lua, mas, segundo a agência espacial americana, não há risco de colisão com o planeta

A NASA monitora de perto o asteroide 2005 YU55 que se aproxima da Terra e, no próximo dia 8, deve passar a uma distância inferior à da Lua, mas, segundo a agência espacial americana, não há risco de colisão com o planeta.

O asteroide tem 400 metros de diâmetro, equivalente ao comprimento de um porta-aviões. Segundo cálculos da NASA, deve passar a uma distância mínima de 324 mil quilômetros, menos que a distância da Lua, que fica a cerca de 384 mil quilômetros da Terra.

As antenas do centro de vigilância do espaço profundo da NASA situado em Goldstone (Califórnia) vigiarão a partir desta sexta-feira a trajetória do asteroide, que, segundo os especialistas, está bem definida.

O potente radar do observatório de Arecibo, situado em Porto Rico, se unirá à equipe de vigilância no próximo dia 8, quando se estima que o asteroide chegue ao ponto mais próximo da Terra.

Os cientistas já advertiram que a influência gravitacional do asteroide não terá nenhum efeito detectável na Terra, como marés ou movimentos nas placas tectônicas.

Embora este asteroide costume realizar uma trajetória que o faz se aproximar periodicamente da Terra, bem como de Vênus e Marte, o encontro deste ano será o mais próximo dos últimos 200 anos.

Durante o monitoramento, os cientistas utilizarão as antenas de Goldstone e Arecibo para rebater ondas de rádio no asteroide. Os ecos das ondas servirão para conhecer detalhes da superfície, forma, dimensões e outras propriedades do corpo celeste.

As observações que o radar de Arecibo fez do asteroide em 2010 mostram que sua forma é quase esférica e viaja lentamente, com um período de rotação de aproximadamente 18 horas.


Encontro deste ano será o mais próximo dos últimos 200 anos / NASA/File/AFP

Os astrônomos indicam que a última vez que uma rocha espacial deste tamanho se aproximou tanto da Terra foi em 1976 e que a próxima aproximação conhecida de um asteroide com tais dimensões será no ano 2028.

A NASA detecta e rastreia habitualmente os asteroides e cometas que passam perto da Terra usando telescópios terrestres e espaciais com seu programa Observação de Objetos Próximos à Terra, apelidado de "Spaceguard", para detectar se algum pode ser potencialmente perigoso ao planeta.

Fontes: EXAME - NASA

Nave russa Progress foi lançada em direção à ISS

Lançamento ocorreu no domingo passado

A última nave de carga Progress deste ano foi lançada no domingo em direção à ISS (Estação Espacial Internacional) a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, levando 2,5 toneladas de carga, incluindo o microssatélite Chibis-M.

"O lançamento foi um sucesso", informou um porta-voz do Centro de Controle de Voos espaciais, citado pela agência russa Interfax.

A nave se separou do foguete lançador Soyuz-U nove minutos depois do início do voo em regime autônomo até a ISS, à qual se acoplará às 15h40, no horário de Moscou (9h40, no de Brasília) em 2 de novembro.


Imagem fornecida pela agência espacial russa mostra lançamento do Progress, o último deste ano/Efe


A Progress M-13M é a primeira nave de carga a chegar à ISS desde o fim de junho. O cargueiro que partiu em agosto explodiu na Sibéria pouco após o lançamento --o primeiro acidente desde 1978.

Dentro da nave há água e alimentos, equipamentos científicos, oxigênio, material médico e de higiene dos cosmonautas.

O microssatélite Chibis-M vai estudar as tempestades de raios, com a peculiaridade de que esta será a primeira vez que este fenômeno meteorológico será analisado a partir de diferentes espectros de radiação eletromagnética de maneira simultânea.

Os cargueiros Soyuz se transformaram no único elo entre a Terra e a ISS, depois do fim do programa de ônibus espaciais americanos.


Fontes: FOLHA DE S PAULO - Efe

Soyuz será lançada fora da Rússia pela primeira vez

As naves Soyuz voam desde 1966, mas esta é a primeira vez que ela será lançada de fora do território da ex-União Soviética


ESA/Divulgação

Um foguete russo Soyuz será lançado na quinta-feira, 20, da Guiana Francesa, numa nova parceria entre Ocidente e Oriente para redefinir a concorrência comercial no espaço.

As naves Soyuz voam desde 1966, e são mais antigas até mesmo que os primeiros mísseis balísticos intercontinentais da Guerra Fria. Mas esta é a primeira vez que ela será lançada de fora do território da ex-União Soviética.

A bordo da nave viajarão os dois primeiros satélites europeus da rede europeia de geolocalização Galileo.


No final da década, quando estiver plenamente operacional, esse sistema dará autonomia aos europeus em relação ao sistema GPS, que é norte-americano. A Rússia diz que concluiu no começo deste mês um sistema semelhante.

O lançamento ocorre após anos de adiamentos e problemas orçamentários envolvendo o Galileo, além de quase uma década de discussões desde que França e Rússia firmaram a cooperação nos lançamentos das naves Soyuz, em 2003.

O foguete russo foi adaptado para permitir que a empresa europeia de lançamentos Arianespace, que opera o "mamute" Ariane-5, leve para órbita uma carga considerada média, de 3,2 toneladas.

A Rússia deve receber dezenas de milhões de dólares por cada lançamento, dinheiro que ajudará a financiar suas atividades espaciais. Ao mesmo tempo, a presença dos foguetes russos na base espacial europeia de Kourou, perto do Equador, ajudará a Arianespace a reduzir custos.

Rússia não encontrou defeito nos foguetes Soyuz

Inspeções determinaram que os foguetes russos Soyuz que servem para transportar astronautas e cargas para a Estação Espacial Internacional não possuem o defeito que provocou o acidente com uma nave não tripulada em agosto, disse nesta sexta-feira o chefe da Agência Espacial da Rússia, Vladimir Popovkin. Após os Estados Unidos terem aposentado os ônibus espaciais em julho deste ano, as naves russas Soyuz viraram o único meio para transportar astronautas e cargas à Estação Espacial.

Popovkin disse aos parlamentares russos que a agência verificou os motores de 18 foguetes Soyuz e não encontrou nenhuma falha. Eles não disse quantos motores ainda precisam ser verificados. "Isso nos permite dizer que o defeito foi algo singular", afirmou. Popovkin disse que a agência teve que transportar os motores do cosmódromo de Baikonur, no Casaquistão, e da base de lançamentos francesa em Kourou, na Guiana Francesa, para fazer as inspeções.

Os próximos lançamentos das naves Soyuz foram adiados por causa da investigação. Popovkin disse que um foguete cargueiro será lançado em 30 de outubro e uma missão tripulada partirá em 14 de novembro.

O acidente de agosto foi o mais recente com uma nave Soyuz e levou o parlamento russo a convocar Popovkin a dar explicações, além de levantar dúvidas sobre a qualidade da indústria espacial russa. Popovkin reconheceu que equipamentos obsoletos e uma força de trabalho envelhecida enfraqueceram a indústria espacial russa.

Mas ele afirmou que a agência espacial irá estabelecer suas inspeções de qualidade nas fábricas de foguetes para reforçar a supervisão sobre a qualidade da produção.


Fontes: Agência Estado - AP

Brasil faz parceria espacial com índia e África do Sul

Projeto vai ser reabilitado

O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.

Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra.

O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.

De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo.

A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.

Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.

A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.

No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.

O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.

A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.

Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua.

Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.

Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.

A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.

O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).


Fonte: FOLHA DE S PAULO - Agências

EUA boicotaram o programa espacial brasileiro

Programa espacial atrasou em função do boicote amaericano

Réplica do VLS (Veículo Lançador de Satélites) exposto no MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro)/Lucas Lacaz Ruiz - 22.ago.08/Folhapess

Telegramas confidenciais do Itamaraty revelam que os EUA promoveram embargo e "abortaram" a venda, por outros países, de tecnologia considerada essencial para o programa espacial brasileiro na década de 1990.

Em um dos telegramas, o Itamaraty associou a ação norte-americana a um atraso de quatro anos na produção e lançamento de satélites.

A pressão norte-americana sobre o projeto espacial já foi ressaltada por especialistas brasileiros ao longo dos anos, e um telegrama do Wikileaks divulgado em 2010 indica que ela ainda ocorria em 2009. Os documentos agora liberados permitem compreender a origem e o alcance do embargo, assim como a enérgica reação do Brasil.

Em despacho telegráfico de agosto de 1990, o Itamaraty afirmou que a ação norte-americana começara três anos antes, por meio de "embargos de venda de materiais", impostas pelos países signatários do RCTM (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) --um esforço voluntário entre países, de 1987, para coibir o uso de artefatos nucleares em mísseis.

O Itamaraty incluiu o bloqueio dos EUA como um dos motivos para o atraso na entrega do VLS (Veículo Lançador de Satélites), que deveria estar pronto em 1989. O primeiro teste de voo foi em 1997.

Além do VLS, o programa espacial previa a construção de quatro satélites, dois para coleta de dados e dois para sensoriamento remoto.

O Brasil só aderiu ao acordo em 1995. Os telegramas revelam que, um ano depois, o diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, Reginaldo dos Santos, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), informou ao Itamaraty que os EUA negaram o pedido para importar transmissores para uso em foguetes brasileiros.

O Itamaraty orientou seu embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima, a manifestar "estranheza e preocupação" ao governo dos EUA. A medida dos EUA só foi revista meses depois.

José Israel Vargas, ministro da Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1998, confirmou à Folha as gestões dos EUA para prejudicar o programa espacial brasileiro.

"Houve sim pressão americana para qualquer desenvolvimento de foguetes, contra nós e todo mundo [que o fizesse]." Segundo ele, países avançados na área, que ajudavam outros a criar seus programas espaciais, como a França fez com o Brasil, também eram pressionados.

A Embaixada dos EUA em Brasília, quando procurada em agosto pela Folha, não comentou os telegramas do Itamaraty, mas elogiou a divulgação dos documentos.

Fonte: FOLHA DE S PAULO

Descoberta camada de ozônio em Vênus

Achado permite entender a química de Vênus e além disso pode servir na busca de vida em outros planetas

A sonda espacial Venus Express da ESA/A sonda espacial Venus Express da ESA - ESA/Divulgação

Uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriu a existência de uma camada de ozônio no planeta Vênus, o que permitirá avanços nas investigações sobre a ocorrência de vida fora da Terra.

A descoberta da Venus Express aconteceu quando a sonda permitiu a observação de estrelas situadas junto ao perfil do planeta e através de sua atmosfera, segundo comunicado da ESA. O ozônio pôde ser detectado porque absorveu parte dos raios ultravioletas procedentes de algumas dessas estrelas observadas.

Um dos cientistas responsáveis pela missão declarou que o achado permite entender a química de Vênus e além disso pode servir na busca de vida em outros planetas.

O ozônio contém três átomos de oxigênio e o do planeta estudado se forma quando a luz do sol rompe as moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e permite a liberação de átomos de oxigênio. O elemento já tinha sido encontrado antes na Terra e em Marte.

Em nosso planeta, sua importância é fundamental para a vida porque absorve grande parte dos raios ultravioletas do Sol.

Os cientistas consideram que isso permitiu que a vida surgisse na Terra, onde o oxigênio começou a se formar há aproximadamente 2.400 bilhões de anos, ressaltou a ESA.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Agências

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