Gavião asa-de-telha, espécie que será usada para caçar outras aves no aeroporto Val de Cans, em Belém/Adriano Vizoni-23.set.10/Folhapress
Dois gaviões asa-de-telha terão a partir desta sexta-feira a missão de caçar aves que possam atrapalhar pousos e decolagens no aeroporto Val de Cans, em Belém. Os gaviões, batizados de Osco e Naruma, farão voos ao redor do terminal para afugentar as aves que causem risco aos aviões.
A estratégia é parte do Plano de Manejo de Fauna do aeroporto. De acordo com a Infraero (estatal que administra o aeroporto), gaviões também são usados no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
A atividade de falcoaria é autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Os animais são treinados para afastar e capturar pássaros. As aves capturadas são imobilizadas, levadas para o Ibama, e devolvidas à natureza em regiões distantes do aeroporto.
De acordo com a Infraero, a utilização de gaviões tem o objetivo de diminuir a presença de aves próximas aos aeroportos. Elas podem provocar acidentes e interromper pousos e decolagens.
Fonte: FOLHA DE S PAULO
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Tecnologia tenta proteger os aviões contra os raios
Em média, cada avião é atingido por um raio uma vez por ano
Feitos de metal, os aviões escapam, mas as aeronaves mais modernas estão sendo feitas de fibra de carbono, que podem sofrer danos se atingidas por um raio.
Mas cientistas em Cardiff encontraram uma forma de manter os níveis de segurança nas novas aeronaves.
E a BBC teve acesso exclusivo a estes testes.
Fontes: O ESTADO DE S PAULO - BBC
Veja como será feito o controle do espaço aéreo durante a Rio+20
Em algumas áreas da cidade será proibido o sobrevoo de aeronaves. Objetivo é aumentar a segurança do evento e das delegações.
A Força Aérea Brasileira já está controlando o espaço aéreo do Rio de Janeiro, por causa da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que vai de 13 a 22 de junho. Haverá restrição e proibição do sobrevoo de aeronaves em algumas área, como informou o Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
Segundo o departamento, já foram emitidas as informações aeronáuticas, conhecidas como NOTAM (Notice to Airmen), sobre as medidas. O objetivo é aumentar a segurança do evento e das delegações com o menor impacto possível sobre o tráfego aéreo civil. 8 a 16 de junho
Já se encontra ativada uma área sobre o Riocentro, com altitude ilimitada e raio de 1 km, na qual estarão autorizados apenas o sobrevoo de aeronaves militares, de segurança pública e de serviços médicos, previamente coordenadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA). A área será expandida para 4km de raio a partir do dia 16. 16 a 23 de junho. Não deverá haver impacto para os aviões que se destinarem ou decolarem dos aeroportos Galeão e Santos Dumont durante todo o período da Conferência Rio + 20, mas serão proibidos voos turísticos, de instrução ou de reboque de faixas, além de planadores, asas-delta e balões.
As aeronaves que se destinem a outras localidades serão desviadas pelo controle, a fim de não sobrevoarem o Rio de Janeiro. A partir do dia 18 de junho, algumas rotas visuais de aviões e helicópteros também ficarão suspensas em toda essa área. Nesse período, o espaço aéreo permanecerá restrito em um raio de 100 km e a uma altitude de até seis mil metros em torno da cidade. Nesta área, somente serão autorizados voos regulares partindo ou chegando aos aeroportos do Rio de Janeiro e que cumpram os requisitos estabelecidos pelo COMDABRA, como, por exemplo, a prévia apresentação de um plano de voo.
Especificamente sobre o Riocentro, local de realização da Conferência Rio + 20, a área já ativada anteriormente, de 1 km de raio, terá seus limites expandidos para 4 km, onde será proibido voar a qualquer altitude, com exceção dos voos que partirem ou se destinarem ao aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.
20 a 23 de junho
A partir do dia 20 de junho, quando ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas, as regras para o espaço aéreo serão mais rígidas. Permanecem as restrições anteriores, mas nesse período somente aeronaves militares, de segurança pública e de serviços médicos poderão operar a partir do aeroporto de Jacarepaguá. Também sobre o Riocentro, haverá outra área de voo proibido de 14 km de raio e até 6.000 metros de altitude, na qual só poderá haver sobrevoo de aeronaves militares, de segurança pública e de serviços médicos, além de voos de transporte de Chefes de Estado.
Zona Sul
Local de hospedagem das delegações que participam da Rio + 20, a Zona Sul do Rio de Janeiro também terá regras específicas de controle do espaço aéreo. Da noite do dia 18 até a manhã do dia 23, a área que vai desde a Barra da Tijuca até o aeroporto Santos Dumont deverá permanecer com o espaço aéreo fechado para voos abaixo dos 6 mil metros de altitude. As únicas exceções, mais uma vez, são as aeronaves militares, de segurança pública e de serviços médicos, além dos voos de transporte de Chefes de Estado. Também estarão liberados os voos que partirem ou se destinarem aos aeroportos Santos Dumont e Galeão, desde que cumpram os requisitos estabelecidos pelos NOTAM.
Mudanças na rotina da cidade
Para receber os mais de cem chefes de estados e outras 30 mil pessoas aguardadas para a Rio+20, a rotina da cidade terá de ser alterada. Aulas vão ser suspensas em escolas públicas e privadas e o sistema de transportes vai operar com toda a frota nas ruas. As mudanças no trânsito já podem ser sentidas nesta quarta-feira (13), quando já estarão suspensas as faixas exclusivas e as interdições de vias para obras. As faixas reversíveis não vão funcionar nos dias 20, 21 e 22. A Avenida Niemeyer, em São Conrado, na Zona Sul, vai operar em mão única. Por ela, passarão as comitivas dos chefes de estado. A CET-Rio aconselha a população a utilizar o transporte público já a partir do dia 18, quando começam a chegar os chefes de estado e será necessário interromper temporariamente o trânsito para a passagem das autoridades. Desta forma, espera-se reduzir os engarrafamentos.
O tráfego será mais afetado nas principais vias de ligação entre o Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, e os hotéis, que ficam basicamente na Zona Sul e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, entre os dias 18 e 22. Por medida de segurança, no dia 20 as avenidas Salvador Allende e Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, vão ser interditadas das 17h às 18h30 para a passagem dos chefes de estado do Riocentro para um evento na Arena da Barra.
A população deve dar preferência ao transporte público para circular pela cidade. Segundo a Secretaria de Transportes, ônibus, barcas, trens e metrô vão operar com a capacidade máxima, inclusive no fim de semana. Para os eventos, serão colocados 350 ônibus para levar os participantes credenciados. Esses ônibus vão partir de pontos estratégicos, como o shopping Riosul, em Botafogo, e passar pelas estações Cardeal Arcoverde e General Osório, do metrô.
Para que os visitantes possam circular com mais tranquilidade pelo Rio, não haverá aulas nas escolas públicas e privadas – de creches a estabelecimentos de ensino superior – nos dias 20, 21 e 22. Será ponto facultativo nesses dias nas repartições públicas municipais, estaduais e federais.
Fonte: G1
País tem recorde de acidentes aéreos
Foram registrados 125 casos até sexta-feira; helicópteros, que são 10% da frota, já respondem por 18% das quedas em todo o Brasil
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 125 acidentes aéreos no País até o dia 30, volume que ultrapassou os 110 ocorridos em todo o ano de 2010. Trata-se de número recorde desde o início da série histórica, em 2001.
O recorde anterior havia sido em 2009, com 113 acidentes. E nos números atuais ainda não estão computados os dois acidentes ocorridos no primeiro fim de semana de outubro, um deles no interior de São Paulo (com quarto mortos) e o outro em Curitiba, no Paraná. Os números não levam em conta os incidentes aeronáuticos, como pousos de emergência.
Dezesseis pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte, na região do bairro de Boa Viagem, em Recife Alexandre Gondim/AE
Helicópteros
Os acidentes com helicópteros, um meio de transporte que tem sido muito usado principalmente nas grandes cidades, crescem ano a ano. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recolhidos até o fim de julho, quando haviam sido registrados 89 dos 127 acidentes ocorridos até hoje, problemas com helicópteros representaram 18% do total, ou seja, dos 89 acidentes computados, 16 haviam sido com helicópteros (que respondem por 10% da frota aérea, com 1.553 aparelhos registrados).
O ex-ministro da Aeronáutica brigadeiro Mauro Gandra, um especialista do setor, atribui ainda o aumento do número de acidentes aéreos ao longo dos anos ao "esquartejamento dos setores de comando da aviação civil". Ele se refere particularmente ao período a partir de 2005, quando foi criada a Anac, em substituição ao Departamento de Aviação Civil (DAC), que ficava na Aeronáutica. Na sua opinião, vários órgãos passaram a funcionar de forma independente, sem diálogo entre si.
O brigadeiro observa que havia um respeito maior às regras ditadas pelo Cenipa, que tinham por objetivo prevenir fatores que levaram a um determinado acidente, voltassem a se repetir em outro. "Além disso, as partes passaram a não se falar", observou ele, lembrando que é preciso que as autoridades façam um "trabalho de formiguinha de conscientização da necessidade de prevenção de acidentes aeronáuticos", sobretudo em aeroclubes e escolas de pilotagem.
Motivos
Estudo realizado pelo Cenipa, levando em consideração todos os acidentes ocorridos entre 2001 e 2010, aponta que, na lista dos fatores que mais contribuíram para a ocorrência dos desastres aéreos lidera o julgamento de pilotagem. Trata-se da inadequada avaliação, por parte do piloto, de determinados aspectos relacionados à operação da aeronave, estando qualificado para operá-la.
O Cenipa sempre alerta que um acidente acontece por uma somatória de fatores. Em segundo lugar, a responsabilidade dos acidentes é atribuída à supervisão inadequada, pela gerência de não tripulantes, e em terceiro vem o planejamento do voo - seguido dos aspectos psicológicos.
Entre os 24 itens listados como fatores contribuintes, o controle do trafego aéreo aparece em último lugar, a manutenção das aeronaves vem em 7.º lugar, a instrução dos operadores da aeronave em 10.º e as condições meteorológicas adversas, em 11.º lugar.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO
Aumenta incidência de choques entre aviões e aves
Só no ano passado foram quase mil ocorrências, 10% a mais que em 2009. Aumento do risco fez Aeronáutica criar plano de fiscalização
Vistas no ar, aves parecem inofensivas. Perto de um avião, porém, podem causar estrago: o número de colisões entre pássaros e aeronaves nos aeroportos chegou a quase mil em 2010, alta de 10% em relação ao ano anterior. O perigo fez o Centro de Investigação e Controle de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) criar no mês passado um Plano Básico de Gerenciamento do Risco Aviário para investigar os casos.
Em casos extremos, uma batida dessas pode derrubar um avião. Mas o mais comum é provocar perda total nos motores, ferimentos na tripulação e atrasos para o passageiro. "Parece bobagem, mas imagine uma aeronave a 250 km/h se chocar com um pássaro de 3 quilos, também em movimento. Pode ser fatal", explica o coordenador de Ciências Aeronáuticas da Estácio de Sá, o piloto Marcus Reis.
Avião da empresa aérea Trip se prepara para aterrissar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio: perigo para as turbinas/Fabio Motta/AE
Os chamados "birdstrikes" já mataram dois pilotos militares no Brasil e deixaram cegos pelo menos mais dois. Os números são estimados - o Cenipa acredita que as colisões reportadas representam apenas 25% do universo real dos acidentes.
Como os relatos são voluntários, muitos ficam só na suspeita e nem sempre o piloto percebe que bateu em ave. "Nos Estados Unidos, quando há acidente ou pane inexplicada, fazem teste de DNA para descobrir se tem restos de aves", explica o major Henrique Rubens, gerente do setor de Risco Aviário do Cenipa.
O país teve uma quase tragédia por "birdstrike": o pouso de emergência de um avião no Rio Hudson, em Nova York, em janeiro de 2009. Dois gansos de 5kg entraram em cada motor. "O pouso é considerado um milagre na aviação. O comandante virou herói", conta Rubens.
Prejuízos. Em colisões "cotidianas", os sinais geralmente aparecem em forma de prejuízo milionário para as companhias. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) estima perda de U$ 3 bilhões por ano para as empresas. "O custo indireto é ainda maior. O avião quebra, tem de retornar. O passageiro perde a viagem e a companhia, a credibilidade", diz o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins.
Nos lugares com mais colisões, as causas não são mistério: até 2009, o recordista era o Galeão, no Rio, que tem como vizinho o Aterro de Gramacho, considerado o maior lixão da América Latina. Ele apresentou queda, mas hoje ainda ocupa o quarto lugar.
Por outro lado, aeroportos com entorno mais urbanizado, sem nenhum foco aparente de atração, dispararam no ranking. Porto Alegre, por exemplo, subiu de 42 para 54 - uma das tentativas de acabar com as colisões foi usar falcões adestrados para afugentar as demais aves. Também aumentou a quantidade de casos nos aeroportos de Salvador, Brasília e Congonhas.
Um projeto de lei tramita no Congresso e prevê regras para diminuir o risco de acidente. O texto prevê a criação da Área de Segurança Aérea, com 20 km de raio, onde uso e ocupação do solo estariam sujeitos a restrições para evitar que atraiam aves.
Fonte: Nataly Costa e Renato Machado - O Estado de S.Paulo
União Européia divulga lista das empresas aéreas banidas no Continente
Listas de cias aéreas banidas ajuda passageiros a evitar riscos
Os altos padrões de segurança da aviação na Europa, fez com que o Continente tenha estatísticas de segurança entre as melhores do mundo. Ainda assim, a Comunidade Européia, por meio de seus Estados membros, coopera em parceria com as autoridades de outros países de fora da Comunidade,para o incremento dos padrões de segurança mundo afora, onde ainda existem algumas cias aéreas operando em condições abaixo dos padrões mínimos de segurança exigidos.
Para melhorar a segurança de voo na Europa, a Comissão Européia, em consulta às autoridades aeronáuticas dos Estados membros, decidiu banir no espaço aéreo do Continente, as operações de cias aéreas que não atendam às exigências de segurança. As companhias aéreas estão listadas abaixo.
A primeira lista inclui os nomes de todas as cias aéreas que estão banidas de operar na Europa. A segunda lista inclui cias aéreas que sofrem restrições de operar na Europa sob condições específicas.
As listas serão atualizadas regularmente e publicadas no ´´Official Journal of the European Union´´,onde estão inclusos como anexos A e B das Normas da Comissão. Antes de tomar quaisquer decisões baseadas nas informações contidas nas listas, é aconselhável que seja checada se as listas são as mais recentes divulgadas.
Aviso de caráter legal
As autoridades de aviação civil dos Estados membros da Comunidade Européia, somente podem inspecionar aviões e cias aéreas que operam voos de e para os aeroportos da Comunidade. Em vista, da natureza aleatória de tais inspeções, não é possível checar todos os aviões que pousam em cada aeroporto da Comunidade. O fato que uma determinada cia aérea não esteja incluída nas listas , portanto, não significa que ela esteja dentro dos padrões de segurança exigidos.
Caso uma cia aérea que esteja mencionada em uma das listas, tome iniciativas no sentido de corrgir suas falhas buscando atender às exigências técnicas de segurança, prescritas por padrões internacionais de segurança aérea, ela poderá solicitar à Comissão que se inicie os procedimentos para a sua remoção das listas.
Muitos esforços têm sido desenvolvidos para verificar a identidade de todas as cias aéreas incluídas nas listas, principalmente por meio do procedimento de incluir-se: inclusão das letras código de cada cia aérea, conforme o sistema de identificação ICAO; a situação de certificação e do ceritificado de operador aéreo (ou número da licença operacional). Entretanto,uma verificação absoluta não foi possível, em todos os casos, devido a uma total falta de informação, no que se refere a algumas cias aéreas, que podem, muito bem, estar a operar quase ou fora dos padrões internacionais considerados seguros.
Portanto, não se pode afirmar que possam existir cias aéreas operando em boa fé, sob a mesma marca comercial e ao mesmo tempo com o nome incluso nas listas.
Fonte: AVIATION NEWS
Tradução e edição: AIRKRANE
Reino Unido anuncia restrições no espaço aéreo de Londres durante Olimpíada-2012
Em compensação, trens do metrô vão funcionar 24 horas, como informou porta-voz
O espaço aéreo de Londres sofrerá restrições durante os Jogos Olímpicos-2012, para garantir a segurança dos espectadores e dos atletas, segundo anunciou o governo britânico nesta segunda-feira (7).
No Leste da capital inglesa, mais precisamente no bairro de Stratford, onde fica a Vila Olímpica, a frota normal de aviões estará proibida de voar, informou a ministra Theresa Villiers, dos Transportes.
A ministra explicou que o espaço aéreo correspondente ao terreno que ocupa todo o Parque Olímpico estará restrito ao uso da frota de aviões de categorias especiais, aqueles cujas operações correspondam a um serviço comercial e os que se ocupem dos procedimentos de segurança.
Além disso, será estabelecido um perímetro de 96 quilômetros, dentro do qual todo tipo de aeronave poderá operar para proporcionar todo o material e tecnologia da frota para a monitoração do controle do tráfego aéreo.
- As medidas foram projetadas para ajudar na proteção durante os Jogos Olímpicos das potenciais ameaças por ar. É uma prática normal implementar as restrições do espaço aéreo durante eventos como as principais competições esportivas.
As medidas de segurança no espaço aéreo, ainda segundo a ministra, entrarão em vigor a partir de 13 de julho de 2012 e se manterão até 12 de setembro, cobrindo todas as provas dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos de Londres.
Por enquanto está descartado o fechamento dos aeroportos do Sudeste da Inglaterra e confirmado que os serviços aéreos cumprirão seus horários estabelecidos previamente.
A ministra britânica explicou que as opções para o controle do espaço aéreo durante os Jogos Olímpicos fora do Sudeste da Inglaterra estão ainda em análise. Assim, a decisão do governo sobre o resto do território do Reino Unido será anunciada mais adiante.
O serviço do metrô de Londres funcionará 24 horas durante os Jogos Olímpicos-2012, quando espera receber mais dois milhões de turistas por dia, como informou porta-voz da TfL (Transport for London) nesta segunda-feira (7).
- Estamos a caminho de oferecer melhoras no transporte para os Jogos e nos sentimos seguros para apoiar o evento e fazer com que a cidade siga avançando.
A entidade que controla o sistema de transporte metropolitano de Londres decidiu criar uma equipe de trabalho para planejar os turnos e o sistema que organizará o quadro de funcionários entre 27 de julho e 12 de agosto de 2012.
O evento esportivo na capital inglesa resultará em grande aumento no número de passageiros do metrô de Londres, onde em um dia comum de trabalho transitam três milhões de pessoas.
Fontes: BBC - R7
O espaço aéreo de Londres sofrerá restrições durante os Jogos Olímpicos-2012, para garantir a segurança dos espectadores e dos atletas, segundo anunciou o governo britânico nesta segunda-feira (7).
No Leste da capital inglesa, mais precisamente no bairro de Stratford, onde fica a Vila Olímpica, a frota normal de aviões estará proibida de voar, informou a ministra Theresa Villiers, dos Transportes.
A ministra explicou que o espaço aéreo correspondente ao terreno que ocupa todo o Parque Olímpico estará restrito ao uso da frota de aviões de categorias especiais, aqueles cujas operações correspondam a um serviço comercial e os que se ocupem dos procedimentos de segurança.
Além disso, será estabelecido um perímetro de 96 quilômetros, dentro do qual todo tipo de aeronave poderá operar para proporcionar todo o material e tecnologia da frota para a monitoração do controle do tráfego aéreo.
- As medidas foram projetadas para ajudar na proteção durante os Jogos Olímpicos das potenciais ameaças por ar. É uma prática normal implementar as restrições do espaço aéreo durante eventos como as principais competições esportivas.
De julho a setembro de 2012
As medidas de segurança no espaço aéreo, ainda segundo a ministra, entrarão em vigor a partir de 13 de julho de 2012 e se manterão até 12 de setembro, cobrindo todas as provas dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos de Londres.
Por enquanto está descartado o fechamento dos aeroportos do Sudeste da Inglaterra e confirmado que os serviços aéreos cumprirão seus horários estabelecidos previamente.
A ministra britânica explicou que as opções para o controle do espaço aéreo durante os Jogos Olímpicos fora do Sudeste da Inglaterra estão ainda em análise. Assim, a decisão do governo sobre o resto do território do Reino Unido será anunciada mais adiante.
Metrô 24 horas
O serviço do metrô de Londres funcionará 24 horas durante os Jogos Olímpicos-2012, quando espera receber mais dois milhões de turistas por dia, como informou porta-voz da TfL (Transport for London) nesta segunda-feira (7).
- Estamos a caminho de oferecer melhoras no transporte para os Jogos e nos sentimos seguros para apoiar o evento e fazer com que a cidade siga avançando.
A entidade que controla o sistema de transporte metropolitano de Londres decidiu criar uma equipe de trabalho para planejar os turnos e o sistema que organizará o quadro de funcionários entre 27 de julho e 12 de agosto de 2012.
O evento esportivo na capital inglesa resultará em grande aumento no número de passageiros do metrô de Londres, onde em um dia comum de trabalho transitam três milhões de pessoas.
Fontes: BBC - R7
Anac determina que aviões retirem máscaras de oxigênio dos banheiros
Prazo para adequação das aeronaves termina neste sábado, diz a Anac. Medida é para evitar que dispositivo seja usado como explosivo.
Por medo de terrorismo, Estados Unidos e Brasil removeram em sigilo, nas últimas semanas, os suprimentos e as máscaras de oxigênio do banheiro dos aviões comerciais de passageiros registrados nos dois países.
Obtida com exclusividade pela Folha, a medida foi tomada por iniciativa da FAA (agência de aviação americana) e seguida pela Anac, a equivalente brasileira. Cerca de 6.000 aviões foram submetidos a mudança nos EUA, dono do maior volume de tráfego aéreo no mundo; no Brasil, foram cerca de 400 aeronaves de todas as companhias de transporte regular de passageiros --TAM, Gol, Avianca, Azul e Webjet, entre outras. O prazo para conclusão no Brasil termina hoje.
A FAA e inteligência americana detectaram a ameaça de o dispositivo, que fica na parte de cima do banheiro, ser usado como explosivo. A partir de então, a agência orientou o Brasil, a Comunidade Europeia e outros países. A Icao (sigla em inglês da Organização Internacional de Aviação Civil) informou, na terça-feira, que não tinha conhecimento da determinação.
Sem a máscara de oxigênio, os passageiros que estiverem no banheiro ficam mais expostos em caso de despressurização. A partir de agora, comissários terão de abrir o lavatório e socorrê-los. A possibilidade de que isso ocorra é rara, segundo a FAA e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em altitudes de cruzeiro, cerca de 12 mil metros, há risco de perda de consciência e morte caso o passageiro fique sem a máscara por muito tempo.
As agências sustentam que os pilotos são instruídos, em casos assim, a reduzir a altitude da aeronave imediatamente.
Fonte: FOLHA
Por medo de terrorismo, Estados Unidos e Brasil removeram em sigilo, nas últimas semanas, os suprimentos e as máscaras de oxigênio do banheiro dos aviões comerciais de passageiros registrados nos dois países.
Obtida com exclusividade pela Folha, a medida foi tomada por iniciativa da FAA (agência de aviação americana) e seguida pela Anac, a equivalente brasileira. Cerca de 6.000 aviões foram submetidos a mudança nos EUA, dono do maior volume de tráfego aéreo no mundo; no Brasil, foram cerca de 400 aeronaves de todas as companhias de transporte regular de passageiros --TAM, Gol, Avianca, Azul e Webjet, entre outras. O prazo para conclusão no Brasil termina hoje.
A FAA e inteligência americana detectaram a ameaça de o dispositivo, que fica na parte de cima do banheiro, ser usado como explosivo. A partir de então, a agência orientou o Brasil, a Comunidade Europeia e outros países. A Icao (sigla em inglês da Organização Internacional de Aviação Civil) informou, na terça-feira, que não tinha conhecimento da determinação.
Sem a máscara de oxigênio, os passageiros que estiverem no banheiro ficam mais expostos em caso de despressurização. A partir de agora, comissários terão de abrir o lavatório e socorrê-los. A possibilidade de que isso ocorra é rara, segundo a FAA e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em altitudes de cruzeiro, cerca de 12 mil metros, há risco de perda de consciência e morte caso o passageiro fique sem a máscara por muito tempo.
As agências sustentam que os pilotos são instruídos, em casos assim, a reduzir a altitude da aeronave imediatamente.
Fonte: FOLHA
Ministro da Defesa convoca reunião para discutir segurança nos aeroportos
A equipe de reportagem do Fantástico conseguiu embarcar nos aeroportos de seis cidades que vão sediar jogos da Copa de 2014 com uma réplica de fuzil.
O ministro da Defesa convocou, nesta segunda-feira, uma reunião com as autoridades do setor aéreo para discutir a segurança nos aeroportos brasileiros. Uma reportagem do Fantástico do último domingo revelou falhas graves no controle da bagagem despachada em aeroportos de cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo.
A segurança nos voos domésticos deve ser uma preocupação para o Comitê da Copa de 2014. Foi o que mostrou, no último domingo, a equipe de reportagem do Fantástico.
Uma réplica de fuzil passou tranquilamente por oito aeroportos, dentro da bagagem que é despachada. Os aeroportos estão em seis cidades que vão sediar jogos do Mundial no Brasil e que vão receber muitos passageiros.
A réplica é uma inofensiva escultura feita em aço e reproduz um fuzil AR-15, que tem alto poder de destruição. O objeto foi dentro da mala, junto com um quilo de açúcar, simulando cocaína, e R$ 100 mil em dinheiro de mentira.
O teste começou nos aeroportos internacionais. A mala saiu de Guarulhos, em São Paulo, e passou por Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília, sempre no porão dos aviões. A viagem continuou por Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio, e o fuzil passou livremente.
Em Juiz de Fora, a réplica foi na bagagem de mão. Lá, não há equipamento de raio X para o que é carregado pelo passageiro, ao contrário dos outros aeroportos. Na inspeção manual, a réplica não foi encontrada e foi parar dentro da cabine do avião.
É obrigação da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, fiscalizar a segurança a bordo das aeronaves civis, assim como a movimentação de passageiros e carga. A Anac afirma que, pela legislação, se o voo é doméstico, não há obrigação de passar as bagagens despachadas pelo Raio X. A fiscalização é por amostragem, de acordo com norma internacional e quem avalia a necessidade de aumentar essa inspeção é a Polícia Federal.
A Polícia Federal não quis dar declarações. Mas o Sindicato dos Servidores Administrativos da Polícia disse que não há pessoal para fazer a fiscalização. Hoje, o raio X na bagagem despachada só é usado em casos de suspeita ou denúncia.
No Ministério da Defesa, após assistir à reportagem do Fantástico, o ministro Nelson Jobim convocou Anac e Infraero para uma reunião de emergência. O ministro pediu estudos para mudar a fiscalização das bagagens despachadas. Jobim quer saber como é o trabalho é feito em Israel, nos Estados Unidos e no Reino Unido.
A Infraero informou que há mais de 300 equipamentos de raio X nos aeroportos e que esse número vai aumentar. Para o ministro dos Esportes, Orlando Silva, a reportagem é um alerta. “Está a olhos vistos a saturação dos aeroportos brasileiros. O crescimento da demanda é muito acentuado, ano após ano. A preocupação é de ampliar a capacidade dos aeroportos para atender a necessidade de hoje do nosso país e, claro, uma capacidade que se projete pra diante, de modo quem em 2014 tudo aconteça com sucesso”.
Fonte: Jornal Nacional (TV Globo)
Fantástico embarca com réplica de fuzil em voos pelo país
Na bagagem, havia também açúcar simulando cocaína e R$ 100 mil em notas cenográficas. Eduardo Faustini passou por seis aeroportos internacionais nas cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo.
Esta reportagem serve como um alerta importante para as autoridades: será que os aeroportos brasileiros são mesmo seguros? Será que os milhões de passageiros que circulam por nossos aeroportos podem viajar tranquilos?
Em 1996, no Fantástico, o mesmo repórter Eduardo Faustini montou uma bomba sem material explosivo, mas com um detonador eletrônico ativado e despachou a mala com essa cópia perfeita de uma bomba nos aeroportos do Rio, São Paulo, Brasíla e Belo Horizonte. Em todos eles, o repórter embarcou sem problemas.
Na época, o jornalista William Bonner entrevistou por telefone Adir da Silva, então presidente da Infraero, empresa do Governo Federal responsável pelos aeroportos mais importantes do país. “O senhor teria, para dar ao público brasileiro, que pretende viajar nos próximos meses, um prazo para que os aeroportos brasileiros tenham um sistema de segurança que o senhor considere eficiente?”, perguntou Bonner.
“Isso é uma questão de tempo, nós estamos comprando equipamentos. Qual a nossa tarefa atual? Nós estamos querendo passar todas as bagagens no raio X. Vamos fazer um tremendo investimento, estamos avançando”, afirmou Adir.
Um ano depois, em 1997, a jornalista Fátima Bernardes anunciava no Fantástico: “Decidimos refazer o teste e embarcar com uma bomba na bagagem, sem explosivo, com o único objetivo de avaliar a segurança desses aeroportos”.
Mais uma vez, e nos mesmos aeroportos, a bomba passou na bagagem do repórter sem ser detectada. O Brasil vai receber visitantes do mundo todo para a Copa do Mundo de 2014 e a também para as Olimpíadas de 2016. Será que estamos preparados?
O repórter Eduardo Faustini passou por seis aeroportos internacionais. Todos pertencem a cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo: Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Ele passou também pelo Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo.
Tudo isso entre o Natal e o Ano Novo, época de muito movimento nos aeroportos. Para o novo teste, o Fantástico encomendou a um escultor a réplica de aço de um fuzil AR-15, muito usado pelos traficantes no Rio de Janeiro e também pelas forças especiais dos Estados Unidos no Afeganistão.
O AR-15 tem alto poder de destruição. Mas a nossa réplica não atira. Tomamos o cuidado de fazer com que ela não tenha qualquer mecanismo parecido com os do AR-15 de verdade. É só uma escultura.
“É totalmente uma obra de arte, porque ela só está conservando a silhueta original, mas o resto das partes está bem claro que tem as soldas bem em evidência para mostrar que não tem nada a ver com uma arma original. Procuramos também não deixar o furo, que uma coisa que identifica muito a arma é o furo do cano. Não tem furo”, explicou o escultor Pedro Santos.
Fizemos mais ainda: botamos também na mala um quilo de açúcar num saco transparente, para simular cocaína e pusemos R$ 100 mil em dinheiro cenográfico, aquele usado em novelas.
Aeroporto Internacional de Guarulhos, estado de São Paulo. Antes de embarcar para Curitiba, o repórter coloca um lacre na mala que leva a réplica do fuzil, as notas e o açúcar.
E lá vai a mala, pronta para ser colocada no porão do avião. No aeroporto de Curitiba, nosso repórter recolhe a mala normalmente.
De Curitiba para Belo Horizonte, o repórter despacha a mala, que está pesada. A mala vai embora sem problemas.
Terceira etapa: estamos em Confins, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Do ônibus que leva o repórter Eduardo Faustini e o cinegrafista Luiz Paulo Mesquita até o avião, dá para ver as máquinas de raio X. Mas o uso delas é obrigatório apenas nos voos internacionais, como será explicado mais adiante.
Chegamos a Fortaleza e retiramos a mala tranquilamente. A réplica do fuzil continua lá dentro. Agora deixamos Fortaleza e chegamos ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Do Rio vamos a Brasília e de volta pro Rio. Esta já é a sexta viagem e o conteúdo da mala não foi detectado em nenhum aeroporto.
Do Rio voltamos a São Paulo. E do Aeroporto de Congonhas, fomos de ponte aérea para o Santos Dumont, de volta ao Rio. E lá estava ela, a nossa mala vermelha, saindo do avião e aparecendo na esteira de bagagens.
Foram oito voos. Em todos eles passamos facilmente com a réplica do fuzil e mais o açúcar simulando cocaína e as notas de dinheiro de novela. A primeira parte do nosso teste está encerrada.
“Os nossos aeroportos estão com a segurança precária. Eu acredito que até a Copa do Mundo, se não houver uma modificação, e até as Olimpíadas, nós teremos um caos em termos de segurança”, declarou Francisco Calixto, da Federação Nacional dos Policiais Federais.
Depois de tanto vai e vem sem que o conteúdo da mala tenha sido detectado, fica a pergunta: por que conseguimos passar tão facilmente por todos esses aeroportos?
“Nos voos nacionais não existe fiscalização de bagagem, de porão. O tráfico de drogas, o tráfico de armas é feito praticamente à vontade”, afirmou Calixto.
Veja o que aconteceria se aparelhos de raio X fossem usados nos aeroportos por onde passamos: botamos nossa mala na máquina de uma empresa especializada em segurança. A máquina dá o sinal: dentro da mala existe um objeto com bastante metal e ainda mostra perfeitamente a silhueta de um fuzil.
“O que é azul aqui é a parte metálica dos objetos que estão dentro da máquina. Então, tudo que é azul é metal. Então, a gente pode ver aqui bem nítido o contorno de uma arma”, destacou o engenheiro Eduardo Brito.
Além de dar ao operador a imagem completa do que há no interior da mala, a máquina tem um sistema de cores que avisa qual o tipo de material encontrado.
“Em laranja, o que aparece são objetos orgânicos. Então, quando tem uma grande concentração de laranja ou alaranjada, a gente pode considerar que é um objeto orgânico, uma densidade parecida com a de um objeto suspeito, parecido com pó, droga, alguma coisa assim; um pacote. E aqui embaixo, até pela quantidade de quadrados que a gente tem na imagem, a gente pode dizer que pode ser que tenha dinheiro, pode se considerar”, explicou o engenheiro.
Quando o material é orgânico, como a cocaína, a máquina tem mais um recurso: ela destaca o objeto para alertar o operador.
Repórter: Teria possibilidade de uma mala dessa passar por uma máquina dessa, no raio X, sem ser detectada aí dentro?
Engenheiro: Não, não.
“Hoje em dia é quase impossível uma mala com uma arma de tal tamanho passar numa inspeção de bagagem de porão não sendo percebida. Isso, nos Estados Unidos, nos países da Europa, por exemplo. E se constata que no Brasil realmente o desafio ainda está pela frente”, disse o engenheiro François Peters.
Veja como é feita a segurança nos Estados Unidos. Toda a bagagem despachada pelo passageiro é vistoriada no raio X, inclusive nos voos domésticos. É uma obrigação prevista por lei. Mas essa é uma só uma das tecnologias usadas para que os Estados Unidos não sejam atacados novamente.
O Fantástico entrou na área de segurança do Aeroporto de Newark, Nova Jersey, para acompanhar as buscas por armas, explosivos e drogas. A mala do passageiro é inspecionada sem a presença do dono, que não é autorizado a acompanhar a vistoria. De repente, acende uma luz vermelha. Isso indica a presença de um material suspeito. Pode ser um explosivo.
A bagagem é então separada e passa por uma revista manual. Os agentes federais usam também um paninho. Se essa mala carrega ou carregou explosivos, eles conseguem recolher pedaços da substância impossíveis de serem vistos a olho nu.
Em seguida, o pano é examinado por outra máquina. Sinais sonoros e visuais dão o alerta: será que a mala é de um terrorista? Ou é alarme falso?
Depois de o primeiro teste apresentar alguma suspeita de material explosivo, os funcionários do aeroporto vão limpar a máquina para ver se o problema está no equipamento ou se realmente há algum material suspeito naquela bagagem.
Eles passam o pano na mala novamente. Não é explosivo. Mesmo a alta tecnologia, às vezes, falha. Ou o problema estava na máquina, ou então, o primeiro alerta foi dado por causa de restos de cosméticos, que às vezes disparam o alarme. Enfim, sinal verde para seguir viagem, mas antes, os agentes colocam dentro da mala um aviso de que ela foi aberta.
Por causa de toda essa segurança, cada vez menos as pessoas travam as malas na hora de viajar. Hoje aproximadamente 10% dos passageiros usam cadeados. O departamento de segurança do transporte aéreo dos Estados Unidos recomenda dez tipos de cadeados. São cadeados que eles têm a chave para abrir caso for necessário. Agora, se for algum tipo de cadeado diferente ele será arrombado.
Procedimentos assim levaram os agentes federais americanos a apreenderem 32 mil itens proibidos, só no ano passado. Entre eles, havia explosivos e armas de fogo.
Depois de passar por oito dos principais aeroportos brasileiros com a réplica do fuzil na bagagem, o Fantástico resolveu fazer um teste ainda mais ousado. Seria possível viajar com o nosso fuzil dentro da cabine de um avião?
Pusemos a suposta arma num compartimento normal de uma bolsa e fomos de carro até o aeroporto da cidade mineira de Juiz de Fora. De lá, nossa intenção era voar até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, o maior do Brasil.
A réplica do fuzil estava dentro de uma bolsa e o teste final era passar pela segurança e entrar no avião sem que a réplica fosse descoberta.
O repórter tem que passar pelo detector de metal. Mas a mala fica na bancada para ser revistada manualmente, porque no aeroporto de Juiz de Fora não existe máquina de raio X para bagagem de mão. O repórter do Fantástico é então revistado. Depois, a bolsa dele também é inspecionada, mas o nosso fuzil passa pela revista.
Enquanto espera o momento de embarcar, numa área restrita, o repórter abre a bolsa e lá está o nosso fuzil. Ele embarca normalmente, sem ser incomodado por ninguém.
Em pleno voo, o repórter abre a bolsa e exibe o que poderia ser perfeitamente uma arma de verdade.
O repórter desembarca em Guarulhos. Aviões de todo o país e de várias partes do mundo estão naquela pista. Junto com os outros passageiros, o repórter pega o ônibus até a área de desembarque. Ele passa por toda a parte interna do aeroporto, com o nosso fuzil debaixo do braço.
De Guarulhos, ele segue para o Aeroporto de Congonhas. Embarca num voo para o Rio de Janeiro, agora, despachando a réplica na bagagem, que mais uma vez não é detectada.
Foram quase 12 mil quilômetros de voos e nove aeroportos. É assustador.
Procurada pelo Fantástico, a Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, que regula o setor, afirmou, em nota, que segundo as normas internacionais não existe a obrigação de passar todas as bagagens pelo raio X quando o voo é doméstico, ou seja, dentro do país.
A Anac informou também que vai fazer uma inspeção no aeroporto de Juiz de Fora, onde o repórter Eduardo Faustini embarcou no avião levando a réplica do fuzil na bagagem de mão.
Também em nota, a Infraero, a empresa que cuida da infraestrutura dos principais aeroportos brasileiros, disse que apenas parte da bagagem despachada nos voos domésticos passa pelo raio X e acrescentou que vai comprar mais aparelhos.
A Infraero disse também que a responsabilidade sobre a inspeção das bagagens é das companhias aéreas e que estas, se encontrarem algum objeto suspeito nas malas despachadas, devem acionar a Polícia Federal.
Procurada pelo Fantástico, a Polícia Federal não quis comentar o assunto.
E o representante do sindicato das empresas aéreas declarou o seguinte: “Teríamos que colocar muito esforço para que possamos chegar em 2014 a 100% de inspeção de bagagens despachadas em todos os aeroportos brasileiros. Eu não digo todos, mas os principais terão”, afirmou Rogério Benevides, do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.
Fonte: Fantástico (TV Globo)
Esta reportagem serve como um alerta importante para as autoridades: será que os aeroportos brasileiros são mesmo seguros? Será que os milhões de passageiros que circulam por nossos aeroportos podem viajar tranquilos?
Em 1996, no Fantástico, o mesmo repórter Eduardo Faustini montou uma bomba sem material explosivo, mas com um detonador eletrônico ativado e despachou a mala com essa cópia perfeita de uma bomba nos aeroportos do Rio, São Paulo, Brasíla e Belo Horizonte. Em todos eles, o repórter embarcou sem problemas.
Na época, o jornalista William Bonner entrevistou por telefone Adir da Silva, então presidente da Infraero, empresa do Governo Federal responsável pelos aeroportos mais importantes do país. “O senhor teria, para dar ao público brasileiro, que pretende viajar nos próximos meses, um prazo para que os aeroportos brasileiros tenham um sistema de segurança que o senhor considere eficiente?”, perguntou Bonner.
“Isso é uma questão de tempo, nós estamos comprando equipamentos. Qual a nossa tarefa atual? Nós estamos querendo passar todas as bagagens no raio X. Vamos fazer um tremendo investimento, estamos avançando”, afirmou Adir.
Um ano depois, em 1997, a jornalista Fátima Bernardes anunciava no Fantástico: “Decidimos refazer o teste e embarcar com uma bomba na bagagem, sem explosivo, com o único objetivo de avaliar a segurança desses aeroportos”.
Mais uma vez, e nos mesmos aeroportos, a bomba passou na bagagem do repórter sem ser detectada. O Brasil vai receber visitantes do mundo todo para a Copa do Mundo de 2014 e a também para as Olimpíadas de 2016. Será que estamos preparados?
O repórter Eduardo Faustini passou por seis aeroportos internacionais. Todos pertencem a cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo: Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Ele passou também pelo Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo.
Tudo isso entre o Natal e o Ano Novo, época de muito movimento nos aeroportos. Para o novo teste, o Fantástico encomendou a um escultor a réplica de aço de um fuzil AR-15, muito usado pelos traficantes no Rio de Janeiro e também pelas forças especiais dos Estados Unidos no Afeganistão.
O AR-15 tem alto poder de destruição. Mas a nossa réplica não atira. Tomamos o cuidado de fazer com que ela não tenha qualquer mecanismo parecido com os do AR-15 de verdade. É só uma escultura.
“É totalmente uma obra de arte, porque ela só está conservando a silhueta original, mas o resto das partes está bem claro que tem as soldas bem em evidência para mostrar que não tem nada a ver com uma arma original. Procuramos também não deixar o furo, que uma coisa que identifica muito a arma é o furo do cano. Não tem furo”, explicou o escultor Pedro Santos.
Fizemos mais ainda: botamos também na mala um quilo de açúcar num saco transparente, para simular cocaína e pusemos R$ 100 mil em dinheiro cenográfico, aquele usado em novelas.
Aeroporto Internacional de Guarulhos, estado de São Paulo. Antes de embarcar para Curitiba, o repórter coloca um lacre na mala que leva a réplica do fuzil, as notas e o açúcar.
E lá vai a mala, pronta para ser colocada no porão do avião. No aeroporto de Curitiba, nosso repórter recolhe a mala normalmente.
De Curitiba para Belo Horizonte, o repórter despacha a mala, que está pesada. A mala vai embora sem problemas.
Terceira etapa: estamos em Confins, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Do ônibus que leva o repórter Eduardo Faustini e o cinegrafista Luiz Paulo Mesquita até o avião, dá para ver as máquinas de raio X. Mas o uso delas é obrigatório apenas nos voos internacionais, como será explicado mais adiante.
Chegamos a Fortaleza e retiramos a mala tranquilamente. A réplica do fuzil continua lá dentro. Agora deixamos Fortaleza e chegamos ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Do Rio vamos a Brasília e de volta pro Rio. Esta já é a sexta viagem e o conteúdo da mala não foi detectado em nenhum aeroporto.
Do Rio voltamos a São Paulo. E do Aeroporto de Congonhas, fomos de ponte aérea para o Santos Dumont, de volta ao Rio. E lá estava ela, a nossa mala vermelha, saindo do avião e aparecendo na esteira de bagagens.
Foram oito voos. Em todos eles passamos facilmente com a réplica do fuzil e mais o açúcar simulando cocaína e as notas de dinheiro de novela. A primeira parte do nosso teste está encerrada.
“Os nossos aeroportos estão com a segurança precária. Eu acredito que até a Copa do Mundo, se não houver uma modificação, e até as Olimpíadas, nós teremos um caos em termos de segurança”, declarou Francisco Calixto, da Federação Nacional dos Policiais Federais.
Depois de tanto vai e vem sem que o conteúdo da mala tenha sido detectado, fica a pergunta: por que conseguimos passar tão facilmente por todos esses aeroportos?
“Nos voos nacionais não existe fiscalização de bagagem, de porão. O tráfico de drogas, o tráfico de armas é feito praticamente à vontade”, afirmou Calixto.
Veja o que aconteceria se aparelhos de raio X fossem usados nos aeroportos por onde passamos: botamos nossa mala na máquina de uma empresa especializada em segurança. A máquina dá o sinal: dentro da mala existe um objeto com bastante metal e ainda mostra perfeitamente a silhueta de um fuzil.
“O que é azul aqui é a parte metálica dos objetos que estão dentro da máquina. Então, tudo que é azul é metal. Então, a gente pode ver aqui bem nítido o contorno de uma arma”, destacou o engenheiro Eduardo Brito.
Além de dar ao operador a imagem completa do que há no interior da mala, a máquina tem um sistema de cores que avisa qual o tipo de material encontrado.
“Em laranja, o que aparece são objetos orgânicos. Então, quando tem uma grande concentração de laranja ou alaranjada, a gente pode considerar que é um objeto orgânico, uma densidade parecida com a de um objeto suspeito, parecido com pó, droga, alguma coisa assim; um pacote. E aqui embaixo, até pela quantidade de quadrados que a gente tem na imagem, a gente pode dizer que pode ser que tenha dinheiro, pode se considerar”, explicou o engenheiro.
Quando o material é orgânico, como a cocaína, a máquina tem mais um recurso: ela destaca o objeto para alertar o operador.
Repórter: Teria possibilidade de uma mala dessa passar por uma máquina dessa, no raio X, sem ser detectada aí dentro?
Engenheiro: Não, não.
“Hoje em dia é quase impossível uma mala com uma arma de tal tamanho passar numa inspeção de bagagem de porão não sendo percebida. Isso, nos Estados Unidos, nos países da Europa, por exemplo. E se constata que no Brasil realmente o desafio ainda está pela frente”, disse o engenheiro François Peters.
Segurança nos aeroportos dos Estados Unidos
Veja como é feita a segurança nos Estados Unidos. Toda a bagagem despachada pelo passageiro é vistoriada no raio X, inclusive nos voos domésticos. É uma obrigação prevista por lei. Mas essa é uma só uma das tecnologias usadas para que os Estados Unidos não sejam atacados novamente.
O Fantástico entrou na área de segurança do Aeroporto de Newark, Nova Jersey, para acompanhar as buscas por armas, explosivos e drogas. A mala do passageiro é inspecionada sem a presença do dono, que não é autorizado a acompanhar a vistoria. De repente, acende uma luz vermelha. Isso indica a presença de um material suspeito. Pode ser um explosivo.
A bagagem é então separada e passa por uma revista manual. Os agentes federais usam também um paninho. Se essa mala carrega ou carregou explosivos, eles conseguem recolher pedaços da substância impossíveis de serem vistos a olho nu.
Em seguida, o pano é examinado por outra máquina. Sinais sonoros e visuais dão o alerta: será que a mala é de um terrorista? Ou é alarme falso?
Depois de o primeiro teste apresentar alguma suspeita de material explosivo, os funcionários do aeroporto vão limpar a máquina para ver se o problema está no equipamento ou se realmente há algum material suspeito naquela bagagem.
Eles passam o pano na mala novamente. Não é explosivo. Mesmo a alta tecnologia, às vezes, falha. Ou o problema estava na máquina, ou então, o primeiro alerta foi dado por causa de restos de cosméticos, que às vezes disparam o alarme. Enfim, sinal verde para seguir viagem, mas antes, os agentes colocam dentro da mala um aviso de que ela foi aberta.
Por causa de toda essa segurança, cada vez menos as pessoas travam as malas na hora de viajar. Hoje aproximadamente 10% dos passageiros usam cadeados. O departamento de segurança do transporte aéreo dos Estados Unidos recomenda dez tipos de cadeados. São cadeados que eles têm a chave para abrir caso for necessário. Agora, se for algum tipo de cadeado diferente ele será arrombado.
Procedimentos assim levaram os agentes federais americanos a apreenderem 32 mil itens proibidos, só no ano passado. Entre eles, havia explosivos e armas de fogo.
Fuzil dentro do avião
Depois de passar por oito dos principais aeroportos brasileiros com a réplica do fuzil na bagagem, o Fantástico resolveu fazer um teste ainda mais ousado. Seria possível viajar com o nosso fuzil dentro da cabine de um avião?
Pusemos a suposta arma num compartimento normal de uma bolsa e fomos de carro até o aeroporto da cidade mineira de Juiz de Fora. De lá, nossa intenção era voar até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, o maior do Brasil.
A réplica do fuzil estava dentro de uma bolsa e o teste final era passar pela segurança e entrar no avião sem que a réplica fosse descoberta.
O repórter tem que passar pelo detector de metal. Mas a mala fica na bancada para ser revistada manualmente, porque no aeroporto de Juiz de Fora não existe máquina de raio X para bagagem de mão. O repórter do Fantástico é então revistado. Depois, a bolsa dele também é inspecionada, mas o nosso fuzil passa pela revista.
Enquanto espera o momento de embarcar, numa área restrita, o repórter abre a bolsa e lá está o nosso fuzil. Ele embarca normalmente, sem ser incomodado por ninguém.
Em pleno voo, o repórter abre a bolsa e exibe o que poderia ser perfeitamente uma arma de verdade.
O repórter desembarca em Guarulhos. Aviões de todo o país e de várias partes do mundo estão naquela pista. Junto com os outros passageiros, o repórter pega o ônibus até a área de desembarque. Ele passa por toda a parte interna do aeroporto, com o nosso fuzil debaixo do braço.
De Guarulhos, ele segue para o Aeroporto de Congonhas. Embarca num voo para o Rio de Janeiro, agora, despachando a réplica na bagagem, que mais uma vez não é detectada.
Foram quase 12 mil quilômetros de voos e nove aeroportos. É assustador.
Procurada pelo Fantástico, a Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, que regula o setor, afirmou, em nota, que segundo as normas internacionais não existe a obrigação de passar todas as bagagens pelo raio X quando o voo é doméstico, ou seja, dentro do país.
A Anac informou também que vai fazer uma inspeção no aeroporto de Juiz de Fora, onde o repórter Eduardo Faustini embarcou no avião levando a réplica do fuzil na bagagem de mão.
Também em nota, a Infraero, a empresa que cuida da infraestrutura dos principais aeroportos brasileiros, disse que apenas parte da bagagem despachada nos voos domésticos passa pelo raio X e acrescentou que vai comprar mais aparelhos.
A Infraero disse também que a responsabilidade sobre a inspeção das bagagens é das companhias aéreas e que estas, se encontrarem algum objeto suspeito nas malas despachadas, devem acionar a Polícia Federal.
Procurada pelo Fantástico, a Polícia Federal não quis comentar o assunto.
E o representante do sindicato das empresas aéreas declarou o seguinte: “Teríamos que colocar muito esforço para que possamos chegar em 2014 a 100% de inspeção de bagagens despachadas em todos os aeroportos brasileiros. Eu não digo todos, mas os principais terão”, afirmou Rogério Benevides, do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.
Fonte: Fantástico (TV Globo)
Em nova revista íntima nos aeroportos dos EUA, passageira diz que "dá para ver tudinho"
Mesmo os não convocados a fazer a revista íntima podem se sentir desconcertados.
Os brasileiros também começaram a ter experiências embaraçosas com o reforço nas revistas dos aeroportos americanos em vigor desde novembro, em uma questão de segurança pública que beirou a perda de privacidade.
A agência americana de Administração de Segurança dos Transportes (AST), após sucessivas ameaças terroristas, decidiu neste mês implantar nos aeroportos do país um scanner que visualiza as pessoas sem roupas.
Quem não quiser se sujeitar ao procedimento, pode fazer uma vistoria manual por um agente com luvas que busca volumes estranhos em qualquer parte do corpo.
A advogada, Ravina Gusmão, 37, não sabe por quê, foi chamada para as duas opções, enquanto estava em Orlando, em uma viagem de sete dias. "Pedem para levantar a mão para cima como se fosse "mãos ao alto". Foi desagradável", disse ela, apalpada em torno do busto em um verificação que durou ao todo dois minutos.
"Já irrita na hora de tirar o tênis, fica quase pelada. Agora mais isso, a televisão americana diz até que [o scanner] dá câncer ", reclama a advogada, ao chegar no Brasil em Guarulhos, São Paulo.
A maioria dos viajantes brasileiros continua passando apenas pelo raio-x e não precisou utilizar as medidas mais invasivas, aplicadas por amostragem ou sob alguma suspeita.
Porém, passageiros desinformados ou com dificuldade de falar inglês acabam não respondendo aos comandos do serviço de segurança e são selecionados.
A aposentada Ivone Sartor, 55, esteve 20 dias em três cidades americanas e ao desembarcar no país, em Houston, Texas, foi solicitada a entrar na cabine do scanner por "desobediência". Ela avançou antes da hora na fila do raio-x e recebeu o tratamento diferenciado.
"Aí apalpou tudo, no bolso, la embaixo, na sola do pé, na cabeça. Tinha tanta gente olhando". Os seguranças também aplicaram uma substância nas palmas das mãos e pontas dos dedos de Ivone, no local onde estavam sua filha, genro e neto. "Acho que checavam se eu tinha drogas", disse a aposentada.
Mesmo os não convocados a fazer a revista íntima podem se sentir desconcertados. As filas de alguns aeroportos estão posicionadas de tal forma que alguns passageiros podem ver corpos nus em uma tela do tamanho de uma TV.
"Na hora que eu estava andando vi um senhor lá, na caixinha. Apareceu tudinho", disse a enfermeira, Vanessa Carvalho, 27, que esteva em Houston com a aposentada Ivone, a passeio.
Na quarta-feira (24), véspera do feriado de Ação de Graças nos EUA, para evitar os alarmes indesejados e o constrangimento de ser barrada na revista, uma passageira tirou o casaco e ficou só de biquíni para passar pelo raio-x do Aeroporto Internacional de Los Angeles.
A mulher, chamada Corinne, disse em entrevista ao "Indiana's News Center" que decidiu ir só de biquíni porque não queria passar pelo scanner, pois temia os efeitos da radiação.
No aeroporto de La Guardia, uma situação parecida aconteceu quando um homem chegou a ficar só de cuecas para poder passar pela revista.
Além da dúvida sobre os efeitos da radiação, outra reclamação dos passageiros sobre o scanner é a exposição. Em alguns aeroportos, as filas estão posicionadas de tal forma que mesmo os passageiros não selecionados para a revista no scanner podem ver corpos nus dos outros em uma tela.
Um protesto organizado na internet contra as medidas invasivas de segurança estava marcado para ontem, mas, em entrevista à Fox News, uma fonte do governo americano afirmou que poucos aderiram à manifestação e o tempo de espera nas filas nos aeroportos, apesar da nova revista, foi de menos de 10 minutos.
Fonte: Luciano Bottini Filho/FOLHA - Foto: Reprodução



Os brasileiros também começaram a ter experiências embaraçosas com o reforço nas revistas dos aeroportos americanos em vigor desde novembro, em uma questão de segurança pública que beirou a perda de privacidade.
A agência americana de Administração de Segurança dos Transportes (AST), após sucessivas ameaças terroristas, decidiu neste mês implantar nos aeroportos do país um scanner que visualiza as pessoas sem roupas.
Quem não quiser se sujeitar ao procedimento, pode fazer uma vistoria manual por um agente com luvas que busca volumes estranhos em qualquer parte do corpo.
A advogada, Ravina Gusmão, 37, não sabe por quê, foi chamada para as duas opções, enquanto estava em Orlando, em uma viagem de sete dias. "Pedem para levantar a mão para cima como se fosse "mãos ao alto". Foi desagradável", disse ela, apalpada em torno do busto em um verificação que durou ao todo dois minutos.
"Já irrita na hora de tirar o tênis, fica quase pelada. Agora mais isso, a televisão americana diz até que [o scanner] dá câncer ", reclama a advogada, ao chegar no Brasil em Guarulhos, São Paulo.
A maioria dos viajantes brasileiros continua passando apenas pelo raio-x e não precisou utilizar as medidas mais invasivas, aplicadas por amostragem ou sob alguma suspeita.
Porém, passageiros desinformados ou com dificuldade de falar inglês acabam não respondendo aos comandos do serviço de segurança e são selecionados.
A aposentada Ivone Sartor, 55, esteve 20 dias em três cidades americanas e ao desembarcar no país, em Houston, Texas, foi solicitada a entrar na cabine do scanner por "desobediência". Ela avançou antes da hora na fila do raio-x e recebeu o tratamento diferenciado.
"Aí apalpou tudo, no bolso, la embaixo, na sola do pé, na cabeça. Tinha tanta gente olhando". Os seguranças também aplicaram uma substância nas palmas das mãos e pontas dos dedos de Ivone, no local onde estavam sua filha, genro e neto. "Acho que checavam se eu tinha drogas", disse a aposentada.
Mesmo os não convocados a fazer a revista íntima podem se sentir desconcertados. As filas de alguns aeroportos estão posicionadas de tal forma que alguns passageiros podem ver corpos nus em uma tela do tamanho de uma TV.
"Na hora que eu estava andando vi um senhor lá, na caixinha. Apareceu tudinho", disse a enfermeira, Vanessa Carvalho, 27, que esteva em Houston com a aposentada Ivone, a passeio.
Mulher usa biquíni para driblar revista em aeroporto de Los Angeles
Na quarta-feira (24), véspera do feriado de Ação de Graças nos EUA, para evitar os alarmes indesejados e o constrangimento de ser barrada na revista, uma passageira tirou o casaco e ficou só de biquíni para passar pelo raio-x do Aeroporto Internacional de Los Angeles.
A mulher, chamada Corinne, disse em entrevista ao "Indiana's News Center" que decidiu ir só de biquíni porque não queria passar pelo scanner, pois temia os efeitos da radiação.
No aeroporto de La Guardia, uma situação parecida aconteceu quando um homem chegou a ficar só de cuecas para poder passar pela revista.
Além da dúvida sobre os efeitos da radiação, outra reclamação dos passageiros sobre o scanner é a exposição. Em alguns aeroportos, as filas estão posicionadas de tal forma que mesmo os passageiros não selecionados para a revista no scanner podem ver corpos nus dos outros em uma tela.
Um protesto organizado na internet contra as medidas invasivas de segurança estava marcado para ontem, mas, em entrevista à Fox News, uma fonte do governo americano afirmou que poucos aderiram à manifestação e o tempo de espera nas filas nos
Fonte: Luciano Bottini Filho/FOLHA - Foto: Reprodução
Roupas íntimas de tungstênio garante privacidade de passageiros nos aeroportos nos EUA
Muitos passageiros protestam contra as máquinas de raio-x que mostram os órgãos genitais. O inventor do produto garante a eficácia e diz que o metal não aciona o alarme nos aeroportos.
Imagem/Reprodução TV Globo
Nova moda nos Estados Unidos para não ser visto nu pelos aparelhos que escaneiam passageiros nos aeroportos: roupas íntimas de tungstênio.
Vinte e quatro milhões de americanos viajam de avião esta semana, a mais movimentada do ano, para o feriado do dia de ação de graças, quinta-feira. A segurança está a cargo de uma agência do governo federal, que ordenou atenção redobrada na revista devido à ameaça de atentados.
Muitos passageiros protestam contra as máquinas de raio-x que mostram os órgãos genitais. Outros, contra o apalpamento dos mesmos órgãos pelos agentes. Até crianças pequenas são minuciosamente revistadas.
Um protesto marcado para amanhã, intitulado "Dia de resistir à revista" ameaça paralisar os aeroportos. O governo anunciou que não vai voltar atrás. Está armada a confusão.
E tem sempre alguém tentando levar um ganho. Um inventor de Las Vegas lançou pela internet cuecas e calcinhas especiais para driblar a revista. Vem com insertes de metal em forma de mãos e de folha de parreira que não deixam passar os raios-x. O inventor garante que o metal não aciona o alarme nos aeroportos. Mas é um risco que a pessoa que usar a novidade vai enfrentar
Fontes: G1 - TV Globo
Imagem/Reprodução TV Globo
Nova moda nos Estados Unidos para não ser visto nu pelos aparelhos que escaneiam passageiros nos aeroportos: roupas íntimas de tungstênio.
Vinte e quatro milhões de americanos viajam de avião esta semana, a mais movimentada do ano, para o feriado do dia de ação de graças, quinta-feira. A segurança está a cargo de uma agência do governo federal, que ordenou atenção redobrada na revista devido à ameaça de atentados.
Muitos passageiros protestam contra as máquinas de raio-x que mostram os órgãos genitais. Outros, contra o apalpamento dos mesmos órgãos pelos agentes. Até crianças pequenas são minuciosamente revistadas.
Um protesto marcado para amanhã, intitulado "Dia de resistir à revista" ameaça paralisar os aeroportos. O governo anunciou que não vai voltar atrás. Está armada a confusão.
E tem sempre alguém tentando levar um ganho. Um inventor de Las Vegas lançou pela internet cuecas e calcinhas especiais para driblar a revista. Vem com insertes de metal em forma de mãos e de folha de parreira que não deixam passar os raios-x. O inventor garante que o metal não aciona o alarme nos aeroportos. Mas é um risco que a pessoa que usar a novidade vai enfrentar
Fontes: G1 - TV Globo
FAA faz alerta sobre transporte de baterias em aviões
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu hoje um alerta ressaltando os riscos de incêndios quando baterias de lítio são transportadas em aviões de carga.
A medida da agência, apesar de não determinar alterações nas normas de documentação, manuseio ou embalagem, mostra que o Departamento de Transporte está trabalhando em um conjunto de regras para reduzir tais riscos.
O alerta da FAA, dirigido a todas as companhias aéreas que operam nos EUA e operadores de aeronaves fretadas, enfatiza que pesquisas recentes apontam o risco das baterias de lítio superaquecerem e criarem a chamada "fuga térmica". Isso acontece quando baterias não envolvidas em um incêndio inicial se inflamam e espalham as chamas, o que segundo a FAA pode acabar "criando o risco de um evento catastrófico".
Como uma medida temporária, a agência recomenda uma melhor identificação e acompanhamento dos carregamentos de baterias de lítio, juntamente com "uma atenção especial para garantir um manuseio cuidadoso". O governo e especialistas acreditam que limitar o número de baterias no contêiner ou o número total em um avião pode reduzir os riscos significativamente.
Ao explicar a emissão do alerta, a FAA comunicou às companhias aéreas que um avião de carga da United Parcel Service Inc. que caiu em Dubai no mês passado, após um forte incêndio dentro da aeronave, estava transportando baterias de lítio. Embora a investigação formal ainda esteja em andamento e nenhuma conclusão tenha sido divulgada, a agência disse que era "prudente avisar as companhias sobre a carga".
Fonte: Agência Estado
A medida da agência, apesar de não determinar alterações nas normas de documentação, manuseio ou embalagem, mostra que o Departamento de Transporte está trabalhando em um conjunto de regras para reduzir tais riscos.
O alerta da FAA, dirigido a todas as companhias aéreas que operam nos EUA e operadores de aeronaves fretadas, enfatiza que pesquisas recentes apontam o risco das baterias de lítio superaquecerem e criarem a chamada "fuga térmica". Isso acontece quando baterias não envolvidas em um incêndio inicial se inflamam e espalham as chamas, o que segundo a FAA pode acabar "criando o risco de um evento catastrófico".
Como uma medida temporária, a agência recomenda uma melhor identificação e acompanhamento dos carregamentos de baterias de lítio, juntamente com "uma atenção especial para garantir um manuseio cuidadoso". O governo e especialistas acreditam que limitar o número de baterias no contêiner ou o número total em um avião pode reduzir os riscos significativamente.
Ao explicar a emissão do alerta, a FAA comunicou às companhias aéreas que um avião de carga da United Parcel Service Inc. que caiu em Dubai no mês passado, após um forte incêndio dentro da aeronave, estava transportando baterias de lítio. Embora a investigação formal ainda esteja em andamento e nenhuma conclusão tenha sido divulgada, a agência disse que era "prudente avisar as companhias sobre a carga".
Fonte: Agência Estado
Cem anos depois, os animais da corrida ao Pólo Sul vão finalmente aparecer no mapa
Carta aeronáutica da rota entre a Nova Zelândia e a Antártida terá nomes dos cães e pôneis que ajudaram os desbravadores Roald Amundsen e Robert Falcon Scott a conquistar o continente gelado
Com quase um século de atraso, a imortalidade cartográfica será concedida aos cães e pôneis que suportaram grande parte da carga na corrida de 1911-1912 entre o norueguês Roald Amundsen e o inglês Robert Falcon Scott para ser o primeiro a chegar ao Pólo Sul.
Os pólos, do Sul e do Norte, eram o espaço sideral daqueles tempos, um mistério e um desafio, e chegar lá primeiro incendiou as rivalidades pessoais e nacionais da mesma forma que a corrida espacial para a Lua nos anos 1960. A equipe de Amundsen chegou ao Pólo Sul cinco semanas antes, enquanto Scott e seus homens famintos congelaram até a morte na caminhada de volta. Na morte, Scott foi aclamado herói.
O mapa atual da Antártida é pontilhado com os nomes dos dois e de outros exploradores e cientistas, colocados em platôs e vales, mares e geleiras. Mesmo seus benfeitores e outros notáveis, incluindo hoje obscuros personagens da realeza europeia, foram reconhecidos. Mas em nenhum lugar há uma só menção para as contribuições dos cães e dos equinos, que historiadores e especialistas polares concordam, pelo menos no caso dos cães, terem sido indispensáveis para a descoberta.
Isso está mudando, de forma modesta, como resultado da campanha inspirada por um coronel da Força Aérea americana e da antecipação para o próximo ano das façanhas de Amundsen e Scott.
Em breve, a rota das aeronaves de transporte de suprimentos na primavera, depois do rigoroso inverno austral, nos mapas aeronáuticos da principal via de tráfego aéreo entre a Nova Zelândia e a Estação McMurdo, na Antártida, terá pontos com os nomes dos onze cães de Amundsen e dos pôneis de Scott.
Os pontos de navegação nessa estrada aérea irão homenagear, entre outros, Helge, Mylius e Uroa (cães Greenland de Amundsen) e Jimmy Pigg, Bones e Nobby (os pôneis manchurianos e siberianos de Scott).
Vários dos nomes dos animais foram modificados para estar em conformidade com o padrão de cinco letras para denominação dos pontos de navegação, onde em intervalos de poucas centenas de quilômetros os pilotos devem comunicar pelo rádio para os controladores de tráfego aéreo seu tempo de chegada, posição e condições meteorológicas.
No novo mapa, por exemplo, o nome de Helge aparece completo, mas Uroa se tornou Urroa, e Jimmy Pigg virou Jipig. Anteriormente, os nomes dos pontos de navegação eram apenas um conjunto de letras geradas por computador, que não significavam nada. Uma exceção, o último ponto perto da costa da Antártida continuará a ser designado Byrrd, de almirante Richard E. Byrd, um dos exploradores mais famosos do continente americano.
As alterações no mapa dificilmente colocarão Helge no mesmo grau de evidência como a Terra de Marie Byrd, homenagem à esposa do almirante. E somente pilotos, navegadores e controladores de voo devem botar os olhos na fina linha em curva da rota A338, do sul até Christchurch.
Para o coronel Ronald Smith, navegador da Força Aérea americana e ex-comandante da Operação Frio Profundo, o braço militar de apoio à pesquisa na Antártida, a Carta Aeronáutica do Centenário Amundsen-Scott é o ápice de uma campanha pessoal de dois anos para compensar a falta de reconhecimento público do papel dos animais na corrida para o pólo.
Como nomes de animais não são permitidos no mapa do continente, Smith, 54 anos, voltou suas atenções para as cartas que ele conhecia tão bem ao voar na rota Christchurch-McMurdo ao longo dos anos. "Todo mundo para quem eu contava dizia 'parece ótimo, vai nessa'", disse ele, em uma das várias entrevistas nos últimos tempos.
A Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, responsável por aquele setor do espaço aéreo, endossou a ideia e assegurou a aprovação pela Organização Internacional de Aviação Civil. A Fundação Nacional de Ciência americana, que gerencia a pesquisa científica naquela parte da Antártida, também aprovou. "E não houve reações contrárias dos militares", acrescentou Smith.
A partir daí, Lynne Cox, um autor americano que está escrevendo um livro sobre Amundsen, ajudou o coronel a compilar os nomes dos 52 cães que começaram a expedição de Amundsen em 19 de outubro de 1911, identificando os que chegaram ao pólo e os onze que sobreviveram no final. Enquanto esteve na Noruega, Cox trabalhou com arquivistas para determinar o destino dos que não chegaram ao pólo e para registrar as versões abreviadas dos nomes de modo a não parecerem bobos ou muito semelhantes a outros pontos internacionais de navegação aérea.
Com a aproximação do centenário, há vários planos para cerimônias na parte mais baixa do mundo, no posto avançado operado por americanos conhecido como Estação do Pólo Sul Amundsen-Scott. Cruzeiros estão preparando viagens especiais de turismo para as águas da Antártida e indivíduos de vários países buscam permissão para reencenar as caminhadas polares. A Noruega propôs uma nova corrida ao pólo, em snowmobiles.
Mas nenhum cão deve ser convidado para a ocasião. Na década de 80, descobriu-se que eles estavam espalhando cinomose, fatal para as focas locais. Assim, por um acordo internacional de 1993, os cães foram banidos do continente gelado onde uma vez eles ajudaram a fazer história.
Fonte: Veja.com - Foto: Hulton Archive/Getty Images
Com quase um século de atraso, a imortalidade cartográfica será concedida aos cães e pôneis que suportaram grande parte da carga na corrida de 1911-1912 entre o norueguês Roald Amundsen e o inglês Robert Falcon Scott para ser o primeiro a chegar ao Pólo Sul.
Cães da expedição Amundsen, em 1911-1912: dos 52 animais que iniciaram a travessia, apenas onze sobreviveram
Os pólos, do Sul e do Norte, eram o espaço sideral daqueles tempos, um mistério e um desafio, e chegar lá primeiro incendiou as rivalidades pessoais e nacionais da mesma forma que a corrida espacial para a Lua nos anos 1960. A equipe de Amundsen chegou ao Pólo Sul cinco semanas antes, enquanto Scott e seus homens famintos congelaram até a morte na caminhada de volta. Na morte, Scott foi aclamado herói.
O mapa atual da Antártida é pontilhado com os nomes dos dois e de outros exploradores e cientistas, colocados em platôs e vales, mares e geleiras. Mesmo seus benfeitores e outros notáveis, incluindo hoje obscuros personagens da realeza europeia, foram reconhecidos. Mas em nenhum lugar há uma só menção para as contribuições dos cães e dos equinos, que historiadores e especialistas polares concordam, pelo menos no caso dos cães, terem sido indispensáveis para a descoberta.
Isso está mudando, de forma modesta, como resultado da campanha inspirada por um coronel da Força Aérea americana e da antecipação para o próximo ano das façanhas de Amundsen e Scott.
Em breve, a rota das aeronaves de transporte de suprimentos na primavera, depois do rigoroso inverno austral, nos mapas aeronáuticos da principal via de tráfego aéreo entre a Nova Zelândia e a Estação McMurdo, na Antártida, terá pontos com os nomes dos onze cães de Amundsen e dos pôneis de Scott.
Os pontos de navegação nessa estrada aérea irão homenagear, entre outros, Helge, Mylius e Uroa (cães Greenland de Amundsen) e Jimmy Pigg, Bones e Nobby (os pôneis manchurianos e siberianos de Scott).
Vários dos nomes dos animais foram modificados para estar em conformidade com o padrão de cinco letras para denominação dos pontos de navegação, onde em intervalos de poucas centenas de quilômetros os pilotos devem comunicar pelo rádio para os controladores de tráfego aéreo seu tempo de chegada, posição e condições meteorológicas.
No novo mapa, por exemplo, o nome de Helge aparece completo, mas Uroa se tornou Urroa, e Jimmy Pigg virou Jipig. Anteriormente, os nomes dos pontos de navegação eram apenas um conjunto de letras geradas por computador, que não significavam nada. Uma exceção, o último ponto perto da costa da Antártida continuará a ser designado Byrrd, de almirante Richard E. Byrd, um dos exploradores mais famosos do continente americano.
As alterações no mapa dificilmente colocarão Helge no mesmo grau de evidência como a Terra de Marie Byrd, homenagem à esposa do almirante. E somente pilotos, navegadores e controladores de voo devem botar os olhos na fina linha em curva da rota A338, do sul até Christchurch.
Para o coronel Ronald Smith, navegador da Força Aérea americana e ex-comandante da Operação Frio Profundo, o braço militar de apoio à pesquisa na Antártida, a Carta Aeronáutica do Centenário Amundsen-Scott é o ápice de uma campanha pessoal de dois anos para compensar a falta de reconhecimento público do papel dos animais na corrida para o pólo.
Como nomes de animais não são permitidos no mapa do continente, Smith, 54 anos, voltou suas atenções para as cartas que ele conhecia tão bem ao voar na rota Christchurch-McMurdo ao longo dos anos. "Todo mundo para quem eu contava dizia 'parece ótimo, vai nessa'", disse ele, em uma das várias entrevistas nos últimos tempos.
A Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, responsável por aquele setor do espaço aéreo, endossou a ideia e assegurou a aprovação pela Organização Internacional de Aviação Civil. A Fundação Nacional de Ciência americana, que gerencia a pesquisa científica naquela parte da Antártida, também aprovou. "E não houve reações contrárias dos militares", acrescentou Smith.
A partir daí, Lynne Cox, um autor americano que está escrevendo um livro sobre Amundsen, ajudou o coronel a compilar os nomes dos 52 cães que começaram a expedição de Amundsen em 19 de outubro de 1911, identificando os que chegaram ao pólo e os onze que sobreviveram no final. Enquanto esteve na Noruega, Cox trabalhou com arquivistas para determinar o destino dos que não chegaram ao pólo e para registrar as versões abreviadas dos nomes de modo a não parecerem bobos ou muito semelhantes a outros pontos internacionais de navegação aérea.
Com a aproximação do centenário, há vários planos para cerimônias na parte mais baixa do mundo, no posto avançado operado por americanos conhecido como Estação do Pólo Sul Amundsen-Scott. Cruzeiros estão preparando viagens especiais de turismo para as águas da Antártida e indivíduos de vários países buscam permissão para reencenar as caminhadas polares. A Noruega propôs uma nova corrida ao pólo, em snowmobiles.
Mas nenhum cão deve ser convidado para a ocasião. Na década de 80, descobriu-se que eles estavam espalhando cinomose, fatal para as focas locais. Assim, por um acordo internacional de 1993, os cães foram banidos do continente gelado onde uma vez eles ajudaram a fazer história.
Fonte: Veja.com - Foto: Hulton Archive/Getty Images
Greve dos controladores paralisa voos na Bélgica hoje
Centenas de voos foram cancelados na Bélgica, nesta terça-feira, em função de uma repentina greve selvagem dos controladores de voo, segundo as autoridades.
O Belgocontrol, o controle de tráfego aéreo do país, informou que a greve começou após às 14 horas locais e que poderá durar 24 horas. Milhares de passageiros ficaram retidos nos aeroportos do país, por esta greve inesperada.
O Belgocontrol manteve uma reunião com os sindicatos hoje pela manhã, em uma tentativa de evitar a greve, contudo, falhou. O orgão informou que não sabe o que exatamente provocou a greve.
O Belgocontrol também informou que a busca de uma solução tornou-se inviável devido a ausência de uma lista de reivindicações dos sindicatos e que a greve causará o fechamento completo do espaço aéreo belga e terá um impacto extremamente negativo nos voos.
Alguns voos ainda sobrevoavam o espaço aéreo belga por volta das 15 horas locais, mas nenhum deles tendo algum aeroporto belga com destino.
Fontes: NY CITY AVIATION - BNO
Tradução: AIRKRANE BGA
O Belgocontrol, o controle de tráfego aéreo do país, informou que a greve começou após às 14 horas locais e que poderá durar 24 horas. Milhares de passageiros ficaram retidos nos aeroportos do país, por esta greve inesperada.
O Belgocontrol manteve uma reunião com os sindicatos hoje pela manhã, em uma tentativa de evitar a greve, contudo, falhou. O orgão informou que não sabe o que exatamente provocou a greve.
O Belgocontrol também informou que a busca de uma solução tornou-se inviável devido a ausência de uma lista de reivindicações dos sindicatos e que a greve causará o fechamento completo do espaço aéreo belga e terá um impacto extremamente negativo nos voos.
Alguns voos ainda sobrevoavam o espaço aéreo belga por volta das 15 horas locais, mas nenhum deles tendo algum aeroporto belga com destino.
Fontes: NY CITY AVIATION - BNO
Tradução: AIRKRANE BGA
Relatório mostra o que melhorou e o que ainda preocupa na aviação do Brasil
Foram necessárias 154 vidas para que o sistema aéreo brasileiro deixasse de ser uma caixa-preta para a sociedade.
Trabalho excessivo e muito especializado para controladores de voo pouco qualificados, equipamentos reféns de zonas cegas e falhas no sistema de comunicação por voz entre pilotos e trabalhadores em terra são apenas alguns dos problemas graves escancarados com a tragédia do voo 1907 da Gol.
Quatro anos depois do acidente, que serão completados nesta semana, o funcionamento da aviação do país apresenta consideráveis mudanças. O próprio orçamento destinado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) ao programa denominado segurança de voo, por exemplo, aumentou — enquanto em 2006 o valor pago (já contando os restos a pagar) pela rubrica atingiu R$ 128 milhões, neste ano já são R$ 189 milhões, de acordo com dados levantados pela ONG Contas Abertas a pedido do Correio.
Entretanto, questões cruciais do sistema, alvo inclusive de um estudo encomendado pelo governo federal depois do desastre, continuam em aberto. A pesquisa, finalizada este ano pela consultoria McKinsey, comparou a estrutura da aviação nacional com a de países desenvolvidos e em desenvolvimento (Alemanha, Austrália, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido), constatando que só o Brasil não tem um planejamento integrado do setor — incluindo aeroportos, companhias aéreas e indústria.
Outra diferença verificada é a subordinação da área ao Ministério da Defesa e não à pasta dos Transportes. O controle de tráfego aéreo para aviação civil vinculado a órgão militar também foi apontado como ponto fraco do país, além do fato de o órgão que investiga acidentes não ter independência, por estar ligado ao Comando da Aeronáutica, também responsável pelo controle de tráfego aéreo.
Ao fim, o relatório recomenda a transição da estrutura militar para civil, com o objetivo de ter qualidade técnica e independência no setor. O Ministério da Defesa foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às perguntas encaminhadas sobre uma eventual desmilitarização.
A Aeronáutica, por meio do Decea, destacou que houve aumento no número de controladores de voo, passando de 2.113, em 2006, para 2.828. A periodicidade do concurso para contratação também mudou. Antes acontecia duas vezes ao ano. Em 2007, houve quatro seleções. O ritmo até 2011, conforme o órgão, será de três concursos anuais. Simulação real passou a ser feita na formação desses profissionais, após o acidente, bem como um programa de elevação do nível de inglês. O jato Legacy que se chocou com a aeronave da Gol, derrubando-a, era pilotado por americanos.
O Decea destacou também a modernização de radares e dos sistemas UHF e VHF, que auxiliam na navegação aérea. Para o comandante Ronaldo Jenkins, coordenador de Segurança de Voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, a maior diferença se deu na atividade de controle do tráfego aéreo. “São as mudanças mais nítidas para nós. Houve modificações em relação às áreas monitoradas de Brasília e também dos setores amazônicos”, afirma Jenkins.
Há também recomendações relacionadas à utilização correta de equipamentos cruciais no acidente, como o transponder, que não foi ligado pelo jato Legacy e poderia ter evitado a tragédia, desviando o avião menor automaticamente ao perceber a aeronave da Gol em rota de colisão.
Fonte: Renata Mariz /Correio Braziliense
Trabalho excessivo e muito especializado para controladores de voo pouco qualificados, equipamentos reféns de zonas cegas e falhas no sistema de comunicação por voz entre pilotos e trabalhadores em terra são apenas alguns dos problemas graves escancarados com a tragédia do voo 1907 da Gol.
Quatro anos depois do acidente, que serão completados nesta semana, o funcionamento da aviação do país apresenta consideráveis mudanças. O próprio orçamento destinado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) ao programa denominado segurança de voo, por exemplo, aumentou — enquanto em 2006 o valor pago (já contando os restos a pagar) pela rubrica atingiu R$ 128 milhões, neste ano já são R$ 189 milhões, de acordo com dados levantados pela ONG Contas Abertas a pedido do Correio.
Entretanto, questões cruciais do sistema, alvo inclusive de um estudo encomendado pelo governo federal depois do desastre, continuam em aberto. A pesquisa, finalizada este ano pela consultoria McKinsey, comparou a estrutura da aviação nacional com a de países desenvolvidos e em desenvolvimento (Alemanha, Austrália, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido), constatando que só o Brasil não tem um planejamento integrado do setor — incluindo aeroportos, companhias aéreas e indústria.
Outra diferença verificada é a subordinação da área ao Ministério da Defesa e não à pasta dos Transportes. O controle de tráfego aéreo para aviação civil vinculado a órgão militar também foi apontado como ponto fraco do país, além do fato de o órgão que investiga acidentes não ter independência, por estar ligado ao Comando da Aeronáutica, também responsável pelo controle de tráfego aéreo.
Ao fim, o relatório recomenda a transição da estrutura militar para civil, com o objetivo de ter qualidade técnica e independência no setor. O Ministério da Defesa foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às perguntas encaminhadas sobre uma eventual desmilitarização.
A Aeronáutica, por meio do Decea, destacou que houve aumento no número de controladores de voo, passando de 2.113, em 2006, para 2.828. A periodicidade do concurso para contratação também mudou. Antes acontecia duas vezes ao ano. Em 2007, houve quatro seleções. O ritmo até 2011, conforme o órgão, será de três concursos anuais. Simulação real passou a ser feita na formação desses profissionais, após o acidente, bem como um programa de elevação do nível de inglês. O jato Legacy que se chocou com a aeronave da Gol, derrubando-a, era pilotado por americanos.
O Decea destacou também a modernização de radares e dos sistemas UHF e VHF, que auxiliam na navegação aérea. Para o comandante Ronaldo Jenkins, coordenador de Segurança de Voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, a maior diferença se deu na atividade de controle do tráfego aéreo. “São as mudanças mais nítidas para nós. Houve modificações em relação às áreas monitoradas de Brasília e também dos setores amazônicos”, afirma Jenkins.
Há também recomendações relacionadas à utilização correta de equipamentos cruciais no acidente, como o transponder, que não foi ligado pelo jato Legacy e poderia ter evitado a tragédia, desviando o avião menor automaticamente ao perceber a aeronave da Gol em rota de colisão.
Fonte: Renata Mariz /Correio Braziliense
Companhias aéreas terão de verificar assentos de aviões por risco de segurança
A Agência Europeia de Segurança na Aviação (Easa) informou em sua diretiva que ela e a JCAB concluíram que todos os dados, tanto de design e manufatura, da Koito "têm que ser considerados como suspeitos".
Companhias aéreas ao redor do mundo estão recebendo instruções para verificar as condições de dezenas de milhares de assentos de aeronaves de passageiros produzidos pela japonesa Koito Industries, depois que dados de segurança foram questionados por autoridades dos Estados Unidos e Europa.
Em 9 de fevereiro, as ações da companhia afundaram 33% depois de ela anunciar ter recebido ordem do Ministério dos Transportes do Japão para melhorar sua administração depois da falsificação de dados relativos à estrutura e resistência contra fogo dos assentos.
Após recomendações da autoridade aérea do Japão JCAB, agências de segurança em ambos os lados do Atlântico publicaram diretivas para verificação dos assentos pelas companhias aéreas. Representantes da Koito não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
A Agência Europeia de Segurança na Aviação (Easa) informou em sua diretiva que ela e a JCAB concluíram que todos os dados, tanto de design e manufatura, da Koito "têm que ser considerados como suspeitos".
A Easa informou que sua proposta implica que os assentos da Koito instalados em aviões até certa data, que ainda vai ser determinada, têm que passar por teste de segurança dentro de dois anos ou então serem removidos.
Proposta semelhante da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) dá às companhias aéreas dois a seis anos.
Segundo a FAA, falhas ao se cumprir os critérios dos testes podem causar ferimentos a tripulações ou passageiros durante um pouso de emergência ou ajudar na disseminação de um possível incêndio em uma emergência.
A FAA afirmou que as verificações envolvem mais de 40 mil assentos em 278 aviões somente em território norte-americano. A agência estimou o custo às empresas aéreas em US$ 875 mil. A Continental Airlines é uma das empresas mais afetadas.
Entre os principais clientes da empresa estão companhias japonesas, todas as Nippon Airways, Singapore Airlines, Virgin Atlantic e Continental Airlines.
A TAM informou que não tem aeronaves que utilizem assentos da fabricante. Procurada, a Gol não informou se tem assentos da empresa.
As cadeiras da Koito não são instaladas em todos os aviões da Airbus e da Boeing uma vez que os assentos são um dos itens que as companhias aéreas encomendam diretamente de fornecedores quando compram um avião.
Em fevereiro, o Ministério dos Transportes do Japão disse que Koito entregou 150 mil assentos para cerca de 1.000 aviões no mundo.
Cadeiras de aviões normalmente custam entre US$ 2.300 na classe econômica e até US$ 150 mil na primeira classe, segundo a FAA.
Fontes: Reuters e AP via O Globo
Companhias aéreas ao redor do mundo estão recebendo instruções para verificar as condições de dezenas de milhares de assentos de aeronaves de passageiros produzidos pela japonesa Koito Industries, depois que dados de segurança foram questionados por autoridades dos Estados Unidos e Europa.
Em 9 de fevereiro, as ações da companhia afundaram 33% depois de ela anunciar ter recebido ordem do Ministério dos Transportes do Japão para melhorar sua administração depois da falsificação de dados relativos à estrutura e resistência contra fogo dos assentos.
Após recomendações da autoridade aérea do Japão JCAB, agências de segurança em ambos os lados do Atlântico publicaram diretivas para verificação dos assentos pelas companhias aéreas. Representantes da Koito não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
A Agência Europeia de Segurança na Aviação (Easa) informou em sua diretiva que ela e a JCAB concluíram que todos os dados, tanto de design e manufatura, da Koito "têm que ser considerados como suspeitos".
A Easa informou que sua proposta implica que os assentos da Koito instalados em aviões até certa data, que ainda vai ser determinada, têm que passar por teste de segurança dentro de dois anos ou então serem removidos.
Proposta semelhante da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) dá às companhias aéreas dois a seis anos.
Segundo a FAA, falhas ao se cumprir os critérios dos testes podem causar ferimentos a tripulações ou passageiros durante um pouso de emergência ou ajudar na disseminação de um possível incêndio em uma emergência.
A FAA afirmou que as verificações envolvem mais de 40 mil assentos em 278 aviões somente em território norte-americano. A agência estimou o custo às empresas aéreas em US$ 875 mil. A Continental Airlines é uma das empresas mais afetadas.
Entre os principais clientes da empresa estão companhias japonesas, todas as Nippon Airways, Singapore Airlines, Virgin Atlantic e Continental Airlines.
A TAM informou que não tem aeronaves que utilizem assentos da fabricante. Procurada, a Gol não informou se tem assentos da empresa.
As cadeiras da Koito não são instaladas em todos os aviões da Airbus e da Boeing uma vez que os assentos são um dos itens que as companhias aéreas encomendam diretamente de fornecedores quando compram um avião.
Em fevereiro, o Ministério dos Transportes do Japão disse que Koito entregou 150 mil assentos para cerca de 1.000 aviões no mundo.
Cadeiras de aviões normalmente custam entre US$ 2.300 na classe econômica e até US$ 150 mil na primeira classe, segundo a FAA.
Fontes: Reuters e AP via O Globo
Ganhos em segurança de voo podem estar perto de seu teto
Este ano pode terminar como o pior em número de acidentes aéreos no mundo nos últimos cinco anos, e isso sem contar alguns acidentes com aeronaves militares ou particulares que vitimaram políticos importantes.
Até agora, houve 13 acidentes fatais com aviões comerciais, segundo a Ascend Worlwide Ltd., uma consultoria londrina de aviação. Isso em oito meses. Ano passado foram apenas 10 acidentes fatais de voos com passageiros, e 13 no total de 2008.
"É um ano mais ou menos normal, mas o problema é que ainda faltam quatro meses para terminar", disse Paul Hayes, diretor de segurança da Ascend.
A frequência dos acidentes de avião basicamente é aleatória e às vezes eles ocorrem em série. Só em agosto a Ascend contabilizou cinco acidentes que mataram passageiros, incluindo um na Colômbia com um 737 e o do Embraer 190 em Yichun, China. Além disso, houve a queda de um avião particular no Alasca que matou o ex-senador americano Ted Stevens.
Um aumento do número de acidentes em 2010 não indica que a segurança esteja diminuindo, dizem especialistas em segurança. E os viajantes precisam se lembrar de que é um número minúsculo em relação ao total de voos realizados todos os anos.
Mas o total deste ano ressalta uma preocupação das autoridades de segurança aérea: as rápidas melhorias na segurança que as companhias aéreas desfrutaram durante várias décadas podem ter estagnado.
Em 1959, quando começou a era dos aviões a jato no setor comercial, ocorreram 36 acidentes fatais para cada milhão de decolagens, segundo um relatório recente da Boeing Co. O total caiu rapidamente para 2,4 acidentes fatais por milhão de decolagens em 1969. Na última década o índice de acidentes fatais com companhias aéreas não passou de 0,6 para cada milhão de voos.
É possível baixar ainda mais? À medida que o setor fica mais seguro, torna-se cada vez mais difícil reduzir ainda mais o índice de acidentes. Além disso, avanços na tecnologia da cabine de comando e na confiabilidade das aeronaves podem causar complacência nos pilotos e até corroer as habilidades básicas de pilotagem, já que hoje em dia boa parte do voo nos aviões comerciais é controlada por computadores.
"Você pode considerar este o teto dos países ricos", disse Kevin Hiatt, vice-presidente executivo da Fundação de Segurança Aérea, uma ONG internacional do setor.
Para melhorar ainda mais as coisas, autoridades de segurança têm se concentrado no profissionalismo, no treinamento e na experiência dos pilotos como elementos fundamentais. Um dos maiores desafios é combater a complacência e fazer com que os pilotos entendam melhor a tecnologia que usam, para que possam reagir da melhor maneira a um acontecimento inesperado.
"A tecnologia da cabine funciona bem 99% do tempo. É no 1% que você olha para o outro cara e diz: "Por que o avião fez isso" ", disse Hiatt, que já foi piloto-chefe de rotas internacionais da Delta Air Lines.
A maioria dos desastres ocorre quando os aviões decolam e ganham altitude, ou quando se aproximam dos aeroportos e aterrissam. Ocorreram vários acidentes na aterrissagem este ano, como o do jato da Embraer na China, o do 737 na Colômbia e o do avião militar polonês de transporte na Rússia, em abril.
Um relatório anual do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA, conhecido pela sigla NTSB, sobre os dados de acidentes mostrou que desde 1997 cerca de 80% dos acidentes tiveram alguma falha humana, seja dos pilotos ou do pessoal no solo; cerca de 50% tiveram alguma contribuição do meio ambiente, como mau tempo; e em 20% dos casos houve um problema mecânico. Os relatórios de investigação normalmente citam várias causas, por isso a soma dos fatores é maior que 100%.
O índice de acidentes varia consideravelmente em cada continente. As companhias africanas têm o pior histórico, com um índice de acidentes fatais 25 vezes maior que o das americanas, segunda um estudo da Administração Federal de Aviação dos EUA sobre os dez anos encerrados em 2007. A Fundação de Segurança Aérea ressalta, entretanto, que a Nigéria tem melhorado.
O índice de acidentes das aéreas europeias foi um pouco maior que o das americanas, e as chinesas têm quase o mesmo índice dos EUA, segundo o estudo da FAA. Mas as companhias da Ásia (sem contar a China), da América Latina e do Oriente Médio têm um índice quase cinco vezes maior que o das americanas.
Hayes, da Ascend, diz que muitos acidentes ocorrem em companhias menores e obscuras. Algumas operam aviões ultrapassados e seus pilotos e mecânicos são menos treinados. Algumas usam aeronaves novas com sistemas tão avançados que os pilotos não sabem usá-los em situações adversas. "Em geral, as companhias que sofrem acidentes não são as maiores", disse Hayes.
Em termos de aviões, quanto mais novo sem dúvida é melhor em índice de acidentes. O anuário de estatísticas da Boeing mostra que as últimas versões do 737 - 600, 700, 800 e 900 - tiveram, juntas, um índice de acidentes fatais de 0,11 por milhão de decolagens. A família A320, da Airbus, também tem um índice baixo, com 0,21 acidente fatal por milhão de decolagens.
E quanto ao lugar mais seguro para estar sentado no caso de um acidente? A Rede de Segurança da Aviação, divisão da Fundação de Segurança Aérea, analisou os relatórios de acidentes para buscar menções de sobreviventes sobre suas localizações e descobriu que não faz muita diferença.
Fonte: VALOR ECONÔMICO, via NOTIMP
Aviões voltam a pousar no Salgado Filho (RS)
Aeroporto continua operando abaixo do mínimo de segurança, diz Infraero
Aeronaves da empresas aéreas Gol, Tam e Azul voltaram a pousar no aeroporto Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta-feira, contrariando a recomendação da torre de comando de seguir para outro aeroporto, segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
De acordo com a Infraero, o aeroporto está operando abaixo dos mínimos de segurança desde as 7h18, horário em que os pousos foram suspensos, por causa do forte nevoeiro que cobre a capital gaúcha. Com isso, a recomendação é que todas as aeronaves seguissem para outro aeroporto.
Por outro lado as companhias alegam que a situação climática está normalizada e não há perigo para realizar as chegadas.
Por volta das 10h40, do total de 25 chegadas que estavam programadas, cinco foram canceladas (quatro vôos da Gol e um da Tam) e nove estavam atrasadas. O aeroporto não tem previsão para a reabertura das operações. Das 36 partidas programadas no mesmo horário, cinco foram canceladas e cinco tiveram atrasos.
Fonte: IG
Aeronaves da empresas aéreas Gol, Tam e Azul voltaram a pousar no aeroporto Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta-feira, contrariando a recomendação da torre de comando de seguir para outro aeroporto, segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
De acordo com a Infraero, o aeroporto está operando abaixo dos mínimos de segurança desde as 7h18, horário em que os pousos foram suspensos, por causa do forte nevoeiro que cobre a capital gaúcha. Com isso, a recomendação é que todas as aeronaves seguissem para outro aeroporto.
Por outro lado as companhias alegam que a situação climática está normalizada e não há perigo para realizar as chegadas.
Por volta das 10h40, do total de 25 chegadas que estavam programadas, cinco foram canceladas (quatro vôos da Gol e um da Tam) e nove estavam atrasadas. O aeroporto não tem previsão para a reabertura das operações. Das 36 partidas programadas no mesmo horário, cinco foram canceladas e cinco tiveram atrasos.
Fonte: IG
Resolução da Anac determina como revistar passageiros nos aeroportos
Agentes de segurança podem solicitar revista manual da bagagem de mão. Entidade vai avaliar o nível de segurança dos aeroportos do país.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta quarta-feira (18), no Diário Oficial da União, duas resoluções que têm como objetivo regulamentar e definir procedimentos de segurança nos aeroportos do país.
A primeira estabelece diretrizes para o gerenciamento de risco à segurança da aviação civil contra ameaças em aeroportos e nos vôos. A segunda indica quais devem ser os procedimentos para a inspeção de tripulantes e passageiros que passam pelo detector de metais antes de entrar na sala de embarque.
Quem viaja de avião já passa pela revista da bagagem de mão antes do embarque. A resolução define os procedimentos para esta inspeção. Segundo o documento, “o objetivo da inspeção dos passageiros e suas bagagens de mão é prevenir que armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos, nucleares ou substâncias e materiais proibidos sejam introduzidos a bordo de aeronave”.
Ainda de acordo com a resolução, os agentes de inspeção são contratados pelo operador do aeroporto sob supervisão da Polícia Federal ou, na sua ausência, do órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.
A resolução determina que os passageiros devem acondicionar na bandeja de inspeção todos os seus pertences, inclusive telefones celulares, chaves, câmeras e porta moedas e só passar pelo detector de metais com as mãos livres. Caso o alarme do aparelho dispare, o passageiro deverá ser inspecionado com um detector manual de metais. Localizado o objeto, deve retornar e passar novamente pelo aparelho de raio-X. O agente pode pedir ainda que o passageiro tire o casaco, os sapatos e qualquer objeto presente na bagagem de mão.
Se for necessário, os passageiros devem passar por medidas adicionais de segurança, que podem incluir revista manual da bagagem de mão e a utilização de equipamentos adicionais de segurança. Se mesmo após todo este processo não for possível ao agente assegurar que um passageiro não está levando para o avião algum item proibido, o mesmo deve ter o seu acesso à aeronave negado.
Se na inspeção for encontrado algum objeto lícito que seja proibido de ser embarcado, ele deve ser retirado da bagagem de mão. No caso de um objeto ilícito, como uma arma, por exemplo, o acesso deve ser negado e a polícia deve ser acionada. Carrinhos de bebês e aparelhos que auxiliam pessoas com necessidades especiais também devem passar pelo controle de raio-X.
Passageiro que, por motivo justificado, não puder ser submetido aos equipamentos de segurança, e passageiros com material implantado no corpo, como pinos de metal, devem chegar ao local de inspeção com maior antecedência. As mulheres grávidas podem solicitar ser inspecionadas por meio de detector manual de metais ou por revista pessoal.
A resolução diz ainda que em virtude de resultado de avaliação de risco, a Anac pode determinar alterações nos procedimentos estabelecidos para manter o nível de risco da segurança da aviação civil contra os chamados atos de interferência ilícita em índices toleráveis.
A entidade vai fazer um levantamento do índice de riscos à segurança em aeroportos e aviões para definir quais medidas de segurança contra atos de interferência ilícita adotadas no transporte aéreo internacional devem ser estendidas ao transporte aéreo doméstico. Vai ainda propor à Comissão Nacional de Segurança da Aviação Civil a reavaliação das medidas de segurança e procedimentos do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra ameaças com o objetivo de prevenir ações terroristas.
Isto inclui a definição das áreas restritas de segurança nos aeródromos, a inspeção das pessoas que acessam as áreas restritas de segurança dos aeródromos e a aplicação de controle rígido de segurança para passageiros, bagagem, carga e mala postal. As medidas adicionais de segurança devem ser aprovadas pela Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária.
Fonte: G1
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta quarta-feira (18), no Diário Oficial da União, duas resoluções que têm como objetivo regulamentar e definir procedimentos de segurança nos aeroportos do país.
A primeira estabelece diretrizes para o gerenciamento de risco à segurança da aviação civil contra ameaças em aeroportos e nos vôos. A segunda indica quais devem ser os procedimentos para a inspeção de tripulantes e passageiros que passam pelo detector de metais antes de entrar na sala de embarque.
Quem viaja de avião já passa pela revista da bagagem de mão antes do embarque. A resolução define os procedimentos para esta inspeção. Segundo o documento, “o objetivo da inspeção dos passageiros e suas bagagens de mão é prevenir que armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos, nucleares ou substâncias e materiais proibidos sejam introduzidos a bordo de aeronave”.
Ainda de acordo com a resolução, os agentes de inspeção são contratados pelo operador do aeroporto sob supervisão da Polícia Federal ou, na sua ausência, do órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.
A resolução determina que os passageiros devem acondicionar na bandeja de inspeção todos os seus pertences, inclusive telefones celulares, chaves, câmeras e porta moedas e só passar pelo detector de metais com as mãos livres. Caso o alarme do aparelho dispare, o passageiro deverá ser inspecionado com um detector manual de metais. Localizado o objeto, deve retornar e passar novamente pelo aparelho de raio-X. O agente pode pedir ainda que o passageiro tire o casaco, os sapatos e qualquer objeto presente na bagagem de mão.
Se for necessário, os passageiros devem passar por medidas adicionais de segurança, que podem incluir revista manual da bagagem de mão e a utilização de equipamentos adicionais de segurança. Se mesmo após todo este processo não for possível ao agente assegurar que um passageiro não está levando para o avião algum item proibido, o mesmo deve ter o seu acesso à aeronave negado.
Se na inspeção for encontrado algum objeto lícito que seja proibido de ser embarcado, ele deve ser retirado da bagagem de mão. No caso de um objeto ilícito, como uma arma, por exemplo, o acesso deve ser negado e a polícia deve ser acionada. Carrinhos de bebês e aparelhos que auxiliam pessoas com necessidades especiais também devem passar pelo controle de raio-X.
Passageiro que, por motivo justificado, não puder ser submetido aos equipamentos de segurança, e passageiros com material implantado no corpo, como pinos de metal, devem chegar ao local de inspeção com maior antecedência. As mulheres grávidas podem solicitar ser inspecionadas por meio de detector manual de metais ou por revista pessoal.
Levantamento de risco
A resolução diz ainda que em virtude de resultado de avaliação de risco, a Anac pode determinar alterações nos procedimentos estabelecidos para manter o nível de risco da segurança da aviação civil contra os chamados atos de interferência ilícita em índices toleráveis.
A entidade vai fazer um levantamento do índice de riscos à segurança em aeroportos e aviões para definir quais medidas de segurança contra atos de interferência ilícita adotadas no transporte aéreo internacional devem ser estendidas ao transporte aéreo doméstico. Vai ainda propor à Comissão Nacional de Segurança da Aviação Civil a reavaliação das medidas de segurança e procedimentos do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra ameaças com o objetivo de prevenir ações terroristas.
Isto inclui a definição das áreas restritas de segurança nos aeródromos, a inspeção das pessoas que acessam as áreas restritas de segurança dos aeródromos e a aplicação de controle rígido de segurança para passageiros, bagagem, carga e mala postal. As medidas adicionais de segurança devem ser aprovadas pela Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária.
Fonte: G1
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