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PETIÇÃO: Julgamento da Ação de Defasagem Tarifária da VARIG

Julgamento da Ação de Defasagem Tarifária da VARIG contra o Governo Federal 




Por que isto é importante Os aposentados e ex-funcionários da VARIG aguardam uma solução para o pagamento dos valores aos quais têm direito há mais de seis anos, após a VARIG ter sido falida pelo Governo em 2006. Nesse período faleceram mais de 600 pensionistas por falta de pagamento de seus rendimentos, impondo grave penúria também a seus familiares, apesar de terem contribuido por toda a vida profissional pelo direito de receberem pensão após a aposentadoria.

Divulgue essa petição para ex-colegas, parentes e amigos fornecendo o link: http://www.avaaz.org/po/petition/Julgamento_da_Acao_de_Defasagem_Tarifaria_da_VARIG_contra_o_Governo_do_Brasil/

Justiça tenta leiloar avião pela segunda vez em Ribeirão Preto

Novo leilão acontece nesta quarta-feira (6), às 15h, no interior de SP. Na primeira tentativa, ofertas não atingiram valor mínimo de R$ 150 mil.

A Justiça Federal tenta leiloar pela segunda vez nesta quarta-feira (6) uma aeronave modelo Corisco II, fabricada pela Embraer, no Fórum de Ribeirão Preto, a 313 quilômetros de São Paulo. A primeira tentativa de venda do veículo fracassou no último dia 22 de setembro, quando as ofertas não atingiram o valor mínimo de R$ 150 mil estipulado pela Justiça.

Avião que irá a leilão no interior de São Paulo nesta quarta-feira (Foto: Divulgação/Justiça Federal)

No segundo leilão, a arrematação será feita pelo maior valor ofertado desde que ele não caracterize uma oferta abaixo do valor de mercado da aeronave – o que será decidido pelo juiz a partir das ofertas feitas.

A venda do avião, mediante leilão, foi determinada no dia 1º de setembro pelo juiz Gilson Pessotti, da 4ª Vara Federal em Ribeirão Preto, em um procedimento de alienação de bens que corre em segredo de Justiça.

A competência exclusiva da 4ª Vara é julgar crimes contra o sistema financeiro nacional e os crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direito e valores. Os interessados no produto podem visitar a aeronave no aeroporto do município, acompanhados por um delegado da Polícia Federal.

Fonte: G1

Justiça francesa reconhece homicídio culposo em acidente da Air France

Medida abre caminho para indenização antes do fim das investigações. Processo tramita paralelamente à investigação técnica.


Um tribunal francês reconheceu nesta terça-feira (28) que houve "homicídio culposo" no caso da queda do voo Air France Rio-Paris, abrindo caminho para o pagamento de uma indenização prévia à família de uma das vítimas, sem esperar o fim das investigações.

A comissão de indenização das vítimas de infrações penais do Tribunal de Alta Instância de Toulon, no sul da França, considerou que uma indenização prévia de 20 mil euros poderia ser paga à família de uma aeromoça, porque "a coexistência de falhas anteriores e da falha constatada na noite do acidente, afetando as duas sondas Pitot" são suficientes para apontar "a existência de um erro penal caracterizando o crime de homicídio culposo".

Nestas circunstâncias, não é "necessário nem oportuno esperar o resultado das ações penais empreendidas", acrescentou. O Airbus A-330 da Air France caiu no mar na madrugada do dia 1º de junho, matando as 228 pessoas a bordo.

A comissão considerou que o fundo de garantia das vítimas de terrorismo e outras infrações deve pagar 10 mil euros ao irmão e 10 mil euros ao pai da vítima. A Justiça francesa nunca até agora havia considerado que pudesse existir uma falha sinônimo de erro penal.

Cinco dias depois do acidente do Airbus A330 da Air France foi aberta em Paris uma investigação judicial por "homicídios culposos".

O processo tramita paralelamente à investigação técnica do Escritório de Investigações e Análises (BEA) --organismo francês encarregado de estudar os aspectos técnicos dos acidentes aéreos--, submetida à busca, até agora sem resultados, das caixas pretas do avião, necessárias para o esclarecimento das causas do acidente e para que sejam determinadas eventuais responsabilidades penais.

O BEA considerou que uma falha das sondas Pitot, que medem a velocidade de uma aeronave em relação à massa de ar, é um possível fator do acidente com o voo AF447.

Fontes: G1 - AFP

Justiça de SP determina que TAM aumente espaço entre poltronas

Decisão é liminar e vale para aeronaves que ainda vão entrar em operação. A TAM disse que não vai se manifestar, pois ainda não foi citada.

O Ministério Público (MP) obteve liminar determinando que a empresa aérea TAM aumente o espaço entre as poltronas dos aviões que vão entrar em operação. A decisão é do juiz da 34.ª Vara da Cível de São Paulo, Claudio Emanuel Graziotto, e foi proferida na quarta-feira (1º). A Justiça aguarda um pronunciamento da empresa para que a distância entre os assentos possa ser revista também nas aeronaves em uso.

Procurada pelo G1, a TAM informou que "não vai se manifestar, pois ainda não foi citada na referida ação".

Na ação, o MP pedia que o espaço entre as poltronas passasse de 74 para 84 centímetros. Já a largura do encosto deve ser sempre superior a 50 cm. Além disso, o MP também queria que a empresa pagasse uma multa de R$ 50 milhões por indenização ao dano moral coletivo.

O pedido para a revisão das poltronas foi feito pelo promotor de Justiça Giovane Serra Azul Guimarães. A atual disposição dos assentos, de acordo com ele, não é segura para os passageiros, principalmente no caso de pouso de emergência.

O MP chegou a propor que a TAM assinasse um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o que foi recusado pela empresa, segundo o órgão. Com as modificações propostas, a TAM ficará com 18 assentos a menos em cada jato. Em média, os aviões da empresa têm entre 138 e 168 lugares.

A Gol também foi convocada para assinar um TAC. O MP informou que aguarda uma resposta da empresa sobre o assunto. As duas empresas de aviação foram acionadas porque respondem por 90% do mercado de aviação nacional. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Comentário

Esta decisao do MP não vai ajudar em nada na segurança dos passageiros e só vai diminuir a já baixa lucratividade dos voos. Parece ser uma daquelas decisões pirotécnicas visando os holofotes da imprensa.

Todos sabem que em caso de acidente aéreo, sobreviventes são raros, não importa a disposição de assentos ou outras particularidades à bordo.

Fonte: G1

Controladores querem trancar ação na Justiça Militar por acidente com avião da GOL

Federação culpa governo pelas falhas de segurança aérea

A Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, Habeas Corpus em que pede, liminarmente, o trancamento de Ação Penal em curso contra quatro sargentos da Aeronáutica controladores de voo. Eles são acusados de serem responsáveis pelo acidente entre um avião Legacy e um avião Boeing 737-800 da Gol que provocou a morte de 154 passageiros e tripulantes do avião comercial, no dia 29 de setembro de 2006.

Processados na Justiça Militar (Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar) por homicídio culposo, os militares, por meio de sua entidade de classe, alegam que já respondem como acusados do mesmo crime na Justiça Federal, na Vara Única da Subseção Judiciária de Sinop (MT).

Neste HC, eles se insurgem contra decisão da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou conflito de competência suscitado pelo juiz federal de Sinop. A Turma endossou voto do ministro Paulo Gallotti, que se fundamentou no enunciado da Súmula 90/STJ, segundo a qual “compete à Justiça Militar processar e julgar o policial militar pela prática do crime militar e, à comum, pela prática do crime comum simultâneo àquele”.

A Febracta lembra que também a juíza auditora da 11ª Circunscrição da Justiça Militar, Zilah Maria Callado Fadul Petersen, inicialmente suscitou conflito de competência, porém acabou apreciando a denúncia, mas a rejeitou e declarou-se sob suspeição, afastando-se do caso.

Da mesma forma, conforme lembra a entidade, o Ministério Público Federal questionou a decisão do STJ por meio de Recurso Extraordinário no Supremo Tribunal Federal, mas o recurso não foi apreciado em seu mérito por ausência de pré-questionamento.

A Febracta alega que seria inconstitucional o julgamento de um fato civil por um tribunal de exceção, e violação ao princípio do non bis in idem (julgamento duplo pelo mesmo crime).

Ao contestar o verbete que da Súmula 90/STJ, invocado pela 3ª Seção daquela Corte para admitir o duplo julgamento, ela observa que aquele verbete se refere a crime cometido por policial militar. Ademais, contesta o enquadramento por crime militar, sustentando que se trata de “conduta praticada em serviço de controle de tráfego aéreo da aviação civil”.

“A missão de um controlador de tráfego aéreo civil é assegurar que aeronaves decolem e pousem em segurança”, observa. “A missão do militar é orientar voos para alvos, interceptações e ataques, situações bélicas excepcionais em que aeronaves e pilotos podem ser até sacrificados.”

Segundo ela, “em todos os países da Europa e da América e, nos demais continentes, em expressivas nações como Japão, Austrália, China, Índia, e mesmo em países onde se registra um volume pequeno de tráfego aéreo, a administração da atividade é conduzida por civis, sob estritas regras voltadas para a segurança dos que voam e são sobrevoados”.

“Neste campo”, assinala, “falhas são registradas e tornadas públicas, providenciando-se rápida disseminação das informações a elas relativas, como estratégia de prevenção, de modo a que não venham a se repetir”.

Em direção contrária a eles, segundo a defesa, “o Brasil alinha-se ao Togo, Gabão e Eritréia, confundindo a administração da aviação civil com a defesa do espaço aéreo, onde a lógica militar impõe sejam ocultadas falhas na atividade, porquanto representariam fragilidade bélica em face de possíveis inimigos”.

Assim é que o artigo 18 da Lei Complementar 97/1999, regulamentando o artigo 142, parágrafo 1º da Constituição Federal, que trata das atividades das Forças Armadas e de sua regulamentação, relaciona, entre as atribuições da Aeronáutica, a de “orientar, coordenar e controlar as atividades de aviação civil (inciso I do artigo 18) e a de “prover a segurança da navegação aérea”(inciso II).

Entretanto, em sentido contrário a essa disposição, o artigo 178 da CF, “que efetivamente dispõe sobre a ordenação do transporte aéreo, aquático e terrestre, está inserido no capítulo “dos Princípios Gerais da Atividade Econômica”, afirma a Febracta.

Erros não sanados

A entidade alega que, em virtude da dupla função da Aeronáutica, falhas (por exemplo de radar e de radiocomunicação), “todas conhecidas e relatadas por mais de uma década”, deixaram de ser corrigidas e já quase provocaram outros acidentes. E tais falhas são conhecidas, segundo ela, pelo menos desde 1996, quando o avião presidencial “Força Aérea 01” “envolveu-se em um incidente de quase colisão com um avião de passageiros”.

Segundo a Febracta, tais falhas “foram identificadas, registradas. Comunicadas ao Alto Comando (da Aeronáutica) e, de modo absurdo, nunca foram corrigidas”. Em função do relatório do incidente com o avião presidencial em 1996, a Febracta intentou, inclusive, uma Ação Penal de iniciativa privada subsidiária da pública, contra os comandantes da Aeronáutica.

Por outro lado, como o órgão responsável pela prevenção é também o órgão responsável pela investigação, conforme a entidade, os comandantes da Aeronáutica, aos quais ela responsabiliza, “não adotaram medida preventivas, a despeito de todas as informações relativas às falhas de que dispunham”. E questiona: “Como esperar que investiguem com isenção a si mesmos?”

Ela afirma, ainda, que também o Ministério Público Militar é omisso em relação aos crimes cometidos por oficiais da Aeronáutica. “Por tudo acima exposto, é de se entender que a tipificação das condutas dos pacientes, segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, projeta-se sob licenciosa tolerância à flagrante inconstitucionalidade de exercício de atividade econômica por Força Armada”, afirma, para concluir que “não há qualquer previsão legal para a especificidade da matéria, no Código Penal Militar”.

Por fim, a Febracta pede a suspensão da ação em curso na Justiça Militar e de todos os atos persecutórios em desenvolvimento naquela esfera judicial, até o julgamento do mérito do HC pelo Supremo. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

HC 105.301


Fonte: Revista Consultor Jurídico

Acidente do voo GOL 1907: Perito declara ter certeza que TCAS e Transponder do Legacy estavam desligados.

Perito prestou depoimento e declara ter certeza que equipamentos TCAS e Transponder do Legacy estavam desligados.

O perito e especialista em acidentes aéreos Roberto Peterka prestou depoimento nesta quarta-feira ao juiz federal substituto em Sinop, Fabio Henrique de Moraes Fiorenza, sobre dois laudos técnicos que demonstraram que o TCAS e Transponder (equipamentos de segurança de voo) estavam desligados, antes da decolagem dos pilotos americanos no jato Legacy que se chocou com o avião da Gol, em 2006. O acidente matou 154 pessoas no norte de Mato Grosso. O depoimento do perito levou cerca de três horas.

Segundo Peterka, no depoimento ele ressaltou ao juiz que, na caixa preta, não havia registros que o TCAS estava ligado. "Se um deles estivesse ligado (TCAS ou o Transponder) o acidente não teria ocorrido". A perícia foi entregue para a Justiça Federal em 2009, mas ela demorou 8 meses para ser concluída e possui mais de mil páginas.

"Eles (Joseph Lepore e Jan Paul Paladino) afirmaram que ligaram os equipamentos, mas eu comprovei que eles não ligaram. Essas informações foram confirmadas pelos dados da caixa preta e nos autos do processo. Eu estou convicto disso e comprovo", disse o perito.

Ao ser questionado sobre a conduta dos pilotos, Roberto Peterka, disse que não gosta de fazer juízo de valor e quem decidirá sobre a postura dos dois será a Justiça. O advogado e assistente de acusação no processo criminal, Dante D'Aquino, disse que a audiência com o juiz federal foi esclarecedora. Ele relatou que o processo está em seu curso normal e que agora é o momento da produção das provas.

O juiz irá ouvir o depoimento de mais duas testemunhas. "Depois dessa fase, será feito o interrogatório dos pilotos que podem ocorrer de três formas: carta precatória; pessoal (o que acho improvável) ou interrogatório por vídeo conferência. Havia uma tentativa por parte da defesa dos pilotos em atrasar o processo apresentando inúmeras testemunhas no exterior. Ainda bem que o juiz afastou a possibilidade desses depoimentos, pois entendeu que eles eram dispensáveis", diz Dante D'Aquino.

Na decisão do juiz federal tomada no dia 10 de agosto, ele pediu ao Comando da Aeronáutica e à Universidade de Brasília (UnB) a indicação de um profissional para prestar esclarecimentos sobre o sistema de controle de tráfego aéreo no Brasil. Além disso, será ouvido por carta precatória, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Fonte: Juliana Michaela/Terra

Justiça determina multa para Anac e companhias aéreas

Decisão é de dezembro de 2008 e deve ser cumprida imediatamente

A Justiça Federal de São Paulo mandou que as companhias aéreas cumpram, imediatamente, a decisão de 19 de dezembro de 2008 que determina que os atrasos nos voos devem ser iformados aos passageiros com duas horas de antecedência sob o risco de pagar uma multa no valor de R$ 50 mil por dia.

Em sua decisão, o juiz João Batista Gonçalves determinou ainda que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Infraero (empresa que administra os aerorportos) recebam uma multa de R$ 10 mil caso não fiscalizem as companhias aéreas "com rigor".

O pedido havia sido feito pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, que questionou a validade da liminar de dezembro de 2008.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou na última quarta-feira (4) que deve multar a companhia aérea Gol em cerca de R$ 2 milhões pelos problemas registrados nos voos da empresa em todos o país desde a sexta-feira (30). A agência ainda proibiu a companhia de fazer voos fretados até que a situação dos atrasos se normalizasse. Esta é a maior multa já aplicada pela Anac, de acordo com a presidente. A Gol chegou a ser responsável por 70% dos voos atrasados na segunda-feira (2).


Fonte: R7

Justiça condena 2 por planejar atentado contra aeroporto de Nova York

Dois cidadãos da Guiana queria explodir tanques de combustível que abastece aviões

Dois cidadãos da Guiana foram considerados culpados hoje por um júri de planejar um atentado contra a rede de tanques de combustível que abastece os aviões do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York.

Após cinco dias de deliberações e um julgamento que durou quase um mês, Rusell Defreitas, ex-funcionário do aeroporto, nascido na Guiana e com cidadania americana, e Abdul Kadir, que foi prefeito e parlamentar em seu país, podem ser condenados à prisão perpétua.

Segundo a Procuradoria, Defreitas e Kadir faziam parte de uma "célula terrorista de extremistas muçulmanos" que desde janeiro de 2006 reunia fotografias e vídeos para cometer um atentado contra o aeroporto nova-iorquino.

A expectativa é de que o juiz federal encarregado do caso dite sua sentença no final do ano. Defreitas, de 66 anos, e Kadir, de 58, agiram junto com outros três homens.

Kareem Ibrahim, cidadão de Trinidad e Tobago, está à espera de julgamento, enquanto Abdel Nour e Donald Nero já foram declarados culpados dos crimes pelos quais foram acusados.

Fontes: R7 - Agências

Juíza nega absolvição sumária de pilotos do Legacy e vê indícios de crime

No dia 11 de maio, a juíza intimou a defesa dos controladores de voo, também réus no processo, a comprovar e explicar a necessidade de produção de prova técnica.

Destroços do avião da Gol, que caiu em 2006 após bater no jato Legacy; 154 morreram

A juíza federal Vanessa Curti Perenha Gasques, que assumiu os processos criminais envolvendo os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, do jato Legacy que se chocou com o Boeing que fazia o voo 1907 da Gol, em 2006, decidiu nesta terça-feira não proceder com a absolvição sumária dos pilotos.

Na decisão, a juíza afirma que "os elementos de convicção até aqui colecionados não permitem dizer que os fatos imputados [aos pilotos] não constituem crime. Pelo contrário, há indícios de autoria e materialidade".

A magistrada, substituta da 3ª Vara Federal de Mato Grosso, assumiu os processos que tramitam na Subseção da Justiça Federal de Sinop há duas semanas, com o licenciamento do juiz Murilo Mendes.

Este processo foi iniciado em 2009, após a conclusão de laudo do perito Roberto Peterka, que aponta conduta imprópria e negligência por parte dos pilotos.

A juíza determinou também a expedição de mandado de busca e apreensão dos equipamentos do Legacy, que estavam com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) de Brasília e foram entregues ao representante da empresa dos pilotos.

Processo

O outro processo contra os pilotos tramita em Sinop desde maio de 2007. Em dezembro de 2008, o juiz Murilo Mendes absolveu os dois de algumas das condutas imputadas contra eles: negligência na adoção de procedimentos de emergência e eventual falha de comunicação com o Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo).

O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e a decisão foi anulada. Em janeiro, o processo voltou a ter seguimento.

No dia 11 de maio, a juíza intimou a defesa dos controladores de voo, também réus no processo, a comprovar e explicar a necessidade de produção de prova técnica. A defesa dos pilotos também foi intimada para explicar a importância de serem ouvidas as testemunhas arroladas que estão fora do país.

O pedido do assistente de acusação, Dante D'Aquino, de que fossem identificados os militares que dialogaram com os pilotos no dia do acidente, foi negado pela juíza. "Hoje, decorridos mais de três anos do acidente, seu atendimento revela-se improvável, além de não revelar, a meu ver, utilidade para esclarecimento do caso."

Acidente

O Boeing da Gol que fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio, com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país, ele bateu no Legacy da empresa táxi aéreo americana ExcelAire.

Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).


Fonte: FOLHA/André Monteiro e Lívia Marra - Foto: Jorge Araújo/Folha Imagem

MPF abre inquérito para investigar compra de caças

Representação de cidadão contesta suposta escolha por modelo francês. Resultado da licitação de 36 aviões ainda não foi anunciado pelo governo.

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília instaurou na terça-feira da semana passada (30) inquérito civil público para investigar as negociações do governo brasileiro em torno da compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

A investigação foi pedida pelo procurador da República José Alfredo de Paula Silva com base em representação de um cidadão.

Empresas de três países disputam o contrato, que pode chegar a US$ 10 bilhões –Dassault, francesa, com os modelos Rafael, a Saab, sueca, com os Gripen, e a Boeing, norte-americana, com os modelos F/A-18 Super Hornet.

Apesar de o governo não ter anunciado oficialmente o resultado da concorrência, a portaria que instaurou o inquérito considera que a escolha pelos caças franceses já é uma decisão do governo brasileiro "por critério de política externa".

Em setembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que as negociações com os franceses estavam “muito avançadas”. Depois, em nota, o Ministério da Defesa negou que já houvesse uma decisão sobre o modelo que vai equipae a FAB.

De acordo com a portaria do MPF, o objeto da investigação é preferência do governo brasileiro em "escolher o caça francês Rafale, desprezando as concorrentes Gripen (sueco) e Super Hornet (norte-americano), cujas propostas tinham preços menores". Conforme o texto, ao decidir pelos caças franceses, o governo desprezou o "princípio da economicidade".

A compra dos caças ainda terá de ser submetida ao Conselho de Defesa Nacional, cuja reunião ainda não foi convocada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que está nesta segunda no Rio de Janeiro, terá de apresentar ao colegiado uma exposição de motivos para explicar a opção do governo brasileiro.

A apuração do MPF, porém, ainda não foi iniciada porque o procurador que pediu a investigação está em férias.

Segundo a assessoria do MPF, a investigação é um primeiro passo para o órgãoa companhar a evolução da licitação. Se o procurador entender que não há irregularidade no processo de compra dos aviões, o inquérito civil público é arquivado.

Fonte: G1 (com informações da Agência Estado)

Fazenda de Wagner Canhedo (Vasp) vai a leilão dia 12

Há dois anos a Justiça do Trabalho disputa a competência do processo com a vara de falência.
A juíza Elisa Maria Secco Andreoni, da 14ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou que o leilão da Fazenda Piratininga, do empresário Wagner Canhedo Azevedo, ex-dono da Vasp, seja feito no dia 12 de abril.

Avaliada em R$ 615 milhões com todos os seus ativos móveis, o leilão da propriedade saldaria parte da dívida trabalhista deixada pela companhia aérea.

Há dois anos a Justiça do Trabalho disputa a competência do processo com a vara de falência. Na semana passada, o ministro corregedor Carlos Alberto Reis de Paula, do Tribunal Superior do Trabalho, suspendeu liminar contrária ao leilão, expedida pelo Superior Tribunal de Justiça, e determinou que a 14ª Vara do Trabalho de São Paulo desse andamento ao processo.

Fonte: Portal Panrotas

AF447: seguradora da Air France vai recorrer de decisão da Justiça do Rio

Seguradora irá contestar decisão judicial

A seguradora da Air France, o grupo francês Axa, apelará da decisão da justiça do Rio de Janeiro, que condenou na quinta-feira, passada, a companhia aérea francesa a pagar uma indenização de 1,15 milhão de dólares à família de uma das 228 vítimas do acidente com o voo AF447, informou o grupo.

"Apelaremos da sentença, que não pode constituir um precedente", explicou a seguradora.

A Axa considerou a sentença de quinta-feira resultado de um processo aberto fora da câmara de indenização específica, integrada pelo Ministério brasileiro da Justiça, associações de familiares das vítimas e as seguradoras.

A sentença "não cumpre os critérios específicos definidos pela câmara", insistiu.

O juiz brasileiro Mauro Nicolau Junior, da 48ª Câmara Cívil do Rio de Janeiro, condenou na quinta-feira a companhia aérea francesa Air France a pagar 2,04 milhões de reais (1,15 milhão de dólares) por danos morais à família de uma vítima do acidente com o AF447 que, na noite de 1º de junho de 2009, caiu no mar quando voava entre Rio e Paris.

No acidente, morreram 216 passageiros e 12 tripulantes. Muitas famílias entraram na justiça, as últimas em novembro passado, quando parentes de oito vítimas acionaram a justiça em dois estados dos Estados Unidos.

Esta é a primeira vez que a Air France é condenada por uma falha. Uma condenação por "homicídio culposo" está em andamento na França para determinar as causas do acidente com um avião A330 da companhia.
"Esta é a primeira decisão no mundo inteiro sobre este acidente e servirá de exemplo para outras demandas" judiciais de famílias, declarou Anibal Fonseca Lima Filho, advogado que lançou o processo.

Para o advogado Jean-Pierre Bellecave, defensor da associação "Entraide et solidarité" (Ajuda mútua e solidariedade), que reúne 60 famílias de vítimas, a maioria francesas, a decisão brasileira "traz à tona as falhas da Air France e abre a porta para melhores indenizações na França, que são bastante baixas".

Quarenta processos judiciais estão em andamento nos Estados Unidos e o mesmo número no Brasil, o que pode custar caro à Air France, segundo o advogado Denis Chemla, especialista no setor aéreo.

Na França, as associações de famílias das vítimas afirmam que estão se organizando com vistas a um eventual processo civil, necessário para se conseguir uma indenização nos tribunais, diferente do processo penal em andamento.

Jean-Claude Giudicelli, advogado da família de uma das vítimas, a comissária de bordo Carla Mar Amado, pediu na sexta-feira à Justiça francesa que se alinhe à brasileira.

Esta família, assim como muitas outras, não esconde a amargura "diante da lentidão das investigações". Para ela, "a verdade não está no fundo no mar, ela nos cega; está no relatório que destaca as falhas das sondas Pitot".

Em suas considerações, o juiz brasileiro estimou que o acidente "se deveu, em grande parte, à conduta negligente" da Air France, que não corrigiu "uma falha técnica, embora soubesse do problema", explicou o advogado da família de João Tancredo, fazendo alusão às sondas Pitot, que permitem medir a velocidade do avião, apontadas pelos sindicatos de pilotos como causadoras do acidente.

As famílias das vítimas criticaram em várias oportunidades a falta de transparência da Air France e do Escritório de Investigações e Análises (BEA), encarregado da parte técnica da investigação. Algumas delas processaram a Air France.

O BEA reconheceu que as sondas Pitot tinham falhas, mas destacou que elas não permitiam explicar, sozinhas, o acidente.

Fonte: AFP

Família francesa pede equiparação no caso do acidente do AF447

Franceses querem tratamento igualitário

A família francesa de uma aeromoça da Air France morta no acidente do voo AF447, que caiu no oceano Atlântico em junho de 2009 matando todos os passageiros e tripulantes, pediu à justiça francesa que se equipare com a do Brasil.

O juiz brasileiro Mauro Nicolau Junior, da 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro, condenou na quinta-feira a companhia aérea Air France a pagar 2,04 milhões de reais por danos morais à família de uma vítima do acidente, ocorrido em 1º de junho de 2009 quando o avião seguia para Paris, após decolar do Rio de Janeiro.

Na França, a família da aeromoça Carla Mar Amado, de 31 anos, anunciou, após a condenação da Air France no Brasil, que pedirá que a justiça francesa se coloque no mesmo nível da brasileira.

"Não pode haver duas justiças: uma justiça brasileira corajosa e uma justiça francesa medrosa", afirmou à AFP Jean Claude Giudicelli, advogado da família da vítima, residente no sul da França.

Segundo o advogado, a família da jovem não esconde o mal-estar frente à "lentidão das investigações" e ante "uma verdade que já é conhecida".
"A verdade não está no fundo do mar, está no relatório que questiona os sensores (de velocidade) Pitot".

O juiz brasileiro acusou a Air France de "conduta negligente".

Na quinta-feira, o Escritório de Investigações e Análises (BEA), organismo francês encarregado da investigação técnica, anunciou o adiamento da retomada das buscas das caixas pretas devido a "dificuldades administrativas e técnicas".

No acidente morreram 216 passageiros e 12 tripulantes. Muitas famílias abriram processos, as últimas em novembro passado, quando parentes de oito vítimas foram à justiça de dois estados dos Estados Unidos.

Fonte: Agências

STJ suspende leilão de fazenda de R$ 615 milhões para quitar dívidas da Vasp


Venda judicial havia sido marcada pelo TRT de SP para quarta (10). Há 5 mil ações trabalhistas contra a VASP que somam R$ 1 bilhão.

Uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedida na noite desta terça-feira (9) suspendeu a venda judicial de uma fazenda no valor de R$ 615 milhões para quitar dívidas trabalhistas da companhia aérea Vasp, que teve falência decretada em setembro de 2008, segundo informações do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que iria realizar a venda na quarta (10).

O G1 procurou a assessoria de imprensa do STJ para confirmar a informação, mas não localizou os assessores.

O pedido de suspensão foi feito pela Agropecuária Vale do Araguaia, dona da fazenda. A liminar foi concedida pelo ministro Fernando Gonçalves, segundo o TRT. Para o ministro, o processo tem "inúmeros vícios a macular a adjudicação da fazenda".

"Nesse contexto, diante da definitividade do procedimento de venda pública e da existência de argumentos carentes de apreciação, parece de bom governo suspender a realização do leilão da Fazenda Piratininga até que se definam plenamente os contornos do presente conflito de competência", diz decisão do STJ enviada pelo tribunal trabalhista.

A fazenda Piratininga, que seria vendida, pertence à Agropecuária Vale do Araguaia, de Goiás, ligada ao Grupo Canhedo, do empresário Wagner Canhedo, um dos acionistas da Vasp. Canhedo também é dono da empresa de ônibus Viplan, de Brasília.

Além do imóvel em si, o tribunal havia determinado a venda judicial de tudo o que há dentro da fazenda, com isso, o valor estimado foi de R$ 615,375 milhões. O lance mínimo era de R$ 370 milhões.

Entre os itens descritos estavam 47 mil vacas da raça nelore, mil bezerros, 1,6 mil touros, tratores e outros equipamentos, além de veículos, como 20 caminhões, dois ônibus e caminhonetes - confira lista completa.

Processo

A venda da fazenda Piratininga foi pedida por meio de ação civil pública pelo Ministério Público do Trabalho e Sindicato dos Aeronautas e Aeroviários, para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas após a falência. Segundo o tribunal, o empresário Wagner Canhedo havia se comprometido a quitar os débitos, mas descumpriu o acordo.

A ação civil não faz parte do processo de falência da Vasp e foi aberta para que os trabalhadores possam receber seus direitos mais rapidamente. "Como autores da ação, os sindicatos puderam adjudicar a fazenda para que se concretizasse o objetivo da ação coletiva, que é, justamente, garantir e, por que não, pagar, sem esperar o demorado processo de falência, os créditos trabalhistas, cuja natureza alimentar não pode aguardar longos anos", explicou o tribunal em nota.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia autorizado a venda judicial, mas suspendido os efeitos práticos da venda, ou seja, o repasse de dinheiro aos ex-funcionários até que se julgasse eventual recurso dos donos da fazenda.

Segundo o TRT, há cerca de 5 mil ações trabalhistas contra a Vasp em fase de execução somente no tribunal. Significa que os trabalhadores já conquistaram o direito de receber a indenização e aguardam o pagamento. Há ainda processos contra a Vasp no Rio, Recife e Brasília. A dívida trabalhista da Vasp supera R$ 1 bilhão, informou o TRT paulista.

Fonte: G1 - Foto: Monalisa Lins/Agência Estado

STJ decide no dia 25 leilão de slots em Congonhas

Ficará sob a responsabilidade de Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça a análise de um recurso contra a decisão que permitiu a Agência Nacional de Aviação realocar estacionamento de aviões no aeroporto de Congonhas. 

O recurso, ajuizado pela Pantanal Linhas Aéreas S.A., contestou a decisão da agência de dar outro uso aos slots não aproveitados pela empresa.

Em dezembro, o ministro Cesar Asfor Rocha garantiu à Anac fazer a distribuição, suspendendo decisão da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A decisão paulista permitia o leilão judicial para alienação da Unidade Produtiva Isolada da Pantanal, cujo plano de recuperação judicial prevê a integração dos slots como bens incorpóreos da empresa.

A distribuição estava programada para o último dia 1º, mas foi adiada após o presidente do STJ, em razão do recurso da empresa, um Agravo Regimental, ter determinado que a agência reguladora se abstivesse de distribuir os slots da Pantanal.

De um lado, a Anac alega lesão à ordem e à economia públicas, pois a alienação da UPI interfere na competência legal da Anac. Já para a Pantanal, é a pretensão da Anac que interfere na competência legal do juízo da recuperação judicial. Segundo a empresa, o direito dos usuários do aeroporto de Congonhas ficará mais bem preservado com a alienação à TAM, e, não, o contrário. Para ela, não há subaproveitamento dos espaços para pousos e decolagens nem risco de aumento do preço de passagens.

No agravo regimental, a Pantanal apresentou novos fatos, como a venda da integralidade das ações da Pantanal Linhas Aéreas S.A. para a TAM, afastando "de vez qualquer risco de danos à organização do aeroporto e lesão à ordem e economia públicas, além de se manterem íntegros os direitos dos usuários do transporte aéreo, até mesmo com a intenção, já oficialmente manifestada à ANAC, de que os slots sub judice — designados pela Agência Reguladora como ociosos — voltassem a ser imediatamente utilizados pela companhia aérea.

A Pantanal requereu ao STJ a reforma da decisão para que a Anac se abstivesse de distribuir única e exclusivamente os slots da Pantanal que estão albergados em seu processo de recuperação judicial, mantida a distribuição prevista dos demais slots.

O presidente do STJ atendeu ao pedido da empresa aérea. Requereu à Anac que se manifestasse acerca da questão e que, por ora, se abstenha de distribuir os slots atinentes à Pantanal Linhas Aéreas S.A. no leilão de distribuição que estava marcado para o dia 1º de fevereiro. Após a manifestação da agência reguladora, o ministro vai apreciar o recurso da Pantanal.

As informações prestadas pela agência reguladora chegaram no último dia 8. Dois dias depois a Anac também interpôs Agravo Regimental, dessa vez contestando a decisão benéfica à Pantanal. O ministro Cesar Asfor Rocha vai levar seu voto em ambos os recursos a julgamento na sessão da Corte Especial do próximo dia 25.

Na expectativa da decisão do STJ acerca do direito da Anac de incluir na redistribuição 61 slots que a Pantanal operava em Congonhas e que são de interesse direto da TAM, em processo de aquisição da companhia, a Anac remarcou para o dia 1º de março, às 14h, em Brasília, a sessão pública para distribuição dos 355 slots (horários de pouso e decolagem) que não estão sendo utilizados no Aeroporto de Congonhas. A sessão estava agendada para as 14h de 10 de fevereiro, nova data após a inicialmente marcada (1º de fevereiro).

Fonte: Consultor Jurídico (com informações da Assessoria de Imprensa do STJ) - Imagem: aeronautas.org.br - Notícia Sobre Aviação

Procurador recomenda condenação de dois franceses após tumulto em voo

Para Vicente Mandetta, eles colocaram em risco a viagem em dezembro. Ele também pede a absolvição de mais três acusados; uma é francesa.

Para procurador, não há provas contra casal de brasileiros

O procurador da República em São Paulo Vicente Solari de Moraes Rêgo Mandetta pediu a absolvição de uma francesa e dois brasileiros acusados de tumultuar um voo da TAM no dia 6 de dezembro do ano passado.

Na mesma manifestação, ele recomenda a condenação de outros dois franceses que também estavam na aeronave. Os crimes envolvidos são: atentado contra a segurança aérea, desacato e resistência à prisão.

O parecer de Mandetta saiu na sexta-feira (5). Agora, cabe ao juiz decidir o destino dos cinco acusados. De acordo com o parecer dele, não há provas contra a turista Emilie Pires Camus, de 54 anos, e os casal de brasileiros Lucielen Clarice da Cunha, de 24 anos, e Frederico Batista Ritchie Júnior, de 31.

Já o português naturalizado francês Antonio do Nascimento, de 63 anos, segundo o procurador, deveria ser condenado por atentado contra a segurança de voo. O mesmo crime seria imputado ao também francês Michel Ilinskas, 61, único a ter ainda condenação sugerida por desacato e resistência à prisão. Ele saiu do avião algemado. A cena foi filmada e colocada no Youtube (veja abaixo).


Denúncia

Os cinco foram denunciados pelo Ministério Público Federal em janeiro. O caso ocorreu em 6 de dezembro, dentro da aeronave da TAM que faria o voo Guarulhos-Paris. Na ocasião, a empresa informou que houve um problema técnico que estava atrasando a decolagem. Em entrevista, os três estrangeiros contaram que a demora foi de quase quatro horas e, por isso, houve tumulto e irritação entre os passageiros.

Llinskas, Nascimento, Emilie e o cônsul: a turista chora ao fazer apelo para deixar o Brasil

No entanto, assim como o casal de brasileiros, que falou pela primeira vez na semana passada, os franceses negam ter agredido qualquer integrante da tripulação ou ter invadido a cabine do piloto, como consta na denúncia feita pelo MPF. Os cinco acabaram presos por alguns dias em São Paulo e os três turistas continuam na capital paulista porque estão com o passaporte retido na Polícia Federal.

Fernando Abrahão, que defende Lucielen e Ritchie Júnior, considerou nesta segunda (8) “coerente” a posição do procurador. “Acho que ele se restringiu à parte legal dos fatos. Foi bastante correto”, afirmou ao G1. O advogado dos franceses não foi localizado para comentar o caso.

Fonte e fotos: Carolina Iskandarian (G1)

MPF vê superfaturamento na obra de reforma de Congonhas e acusa 11pessoas

Ação civil atinge funcionários da Infraero e dirigentes de consórcio de empreiteiras; nenhum deles se manifestou.

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ingressa hoje com ação civil pública contra funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e dirigentes do consórcio formado pelas empreiteiras OAS/Camargo Corrêa/Galvão e da Planorcon Projetos Técnicos Ltda por supostas irregularidades nas obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, realizadas entre 2004 e 2007. Os 11 citados (cinco da Infraero, cinco do consórcio e um da Planorcon) são acusados de improbidade administrativa.

Além de direcionamento da licitação, foram detectados sobrepreço de R$ 18 milhões e superfaturamento de quase R$ 13 milhões. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou, por exemplo, que as pontes de embarque de passageiros (fingers, no jargão em inglês), cujo preço de mercado gira em torno de R$ 630 mil cada, foram adquiridas pela Infraero por R$ 2,2 milhões. Os técnicos dizem ainda ter encontrado no edital exigências que restringiam e direcionavam a concorrência. "Foram definidos critérios que, na prática, tornaram praticamente irrelevante a oferta de preços", assinala a procuradora da República Suzana Fairbanks Lima de Oliveira.

A ação resulta de inquérito civil aberto pelo MPF em 2004. Na ocasião, a procuradora ingressou com ação pedindo a paralisação das obras - àquela altura, auditores do TCU já haviam encontrado indícios de irregularidades. O processo tramitou na 25ª Vara Federal Cível de São Paulo por um ano e meio, até que o juiz determinou seu arquivamento. O MPF recorreu e, em julho de 2007, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) deliberou pela continuidade da ação.

A tragédia do voo 3054 da TAM, em julho de 2007, teve papel importante na coleta de novas provas. Embora o acidente não estivesse na mira do TCU, diz a procuradora, a comoção causada pelas 199 mortes fez com que a Corte aprofundasse suas investigações, principalmente sobre a reforma da pista principal de Congonhas, apontada como uma das culpadas pelo desastre. Por ordem do ministro Benjamin Zymler, relator do caso no TCU, todos os relatórios de auditorias foram reunidos em um só volume.

Na ação do MPF, os supostos atos de improbidade praticados por servidores e dirigentes das empresas são divididos em três núcleos: direcionamento na concorrência para reforma e ampliação do aeroporto; irregularidades em dois aditivos (somados, eles representaram acréscimo de R$ 37,5 milhões ao valor inicial da obra); contratação de emergência para a recuperação da pista principal.

As acusações atingem pessoas que integraram a cúpula da estatal na gestão de Carlos Wilson, morto em abril deste ano.

Deputado federal pelo PT de Pernambuco, ele presidiu a Infraero no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Os servidores responsabilizados são Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores (diretora de Engenharia), Rogério Mansur Barata (gerente de Empreendimentos), Armando Schneider Filho (superintendente de Empreendimentos de Engenharia), Josefina Valle de Oliveira Pinha (procuradora-chefe da Infraero) e Tércio Ivan de Barros (diretor comercial).

O MPF sustenta que eles tiveram participação decisiva nas irregularidades, que desvirtuaram a licitação e causaram prejuízo ao erário.

Só a reforma do terminal de passageiros - que incluía a instalação de pontes de embarque e ampliação do saguão interno - consumiu R$ 58,3 milhões.

Fonte: O ESTADO / Bruno Tavares

Comentário do BGN

Já passou da hora de privatizar a Infraero ou mesmo extinguí-la.

Leilão parcial de bens da Pantanal ainda esta semana

Rota Bauru-Congonhas é uma das mais rentáveis, segundo Anac

Parte dos bens da Pantanal Linhas Aéreas serão leiloados na quinta-feira, 10 de dezembro. Serão vendidos seus slots (espaços de pouso e decolagem) em Congonhas.

Como o BOM DIA mostrou no dia 22 de janeiro, a empresa tem dívidas avaliadas em R$ 53 milhões e passa por um processo de  recuperação judicial.

Em Bauru existe o temor de que seja encerrada a rota do aeroporto Moussa Tobias até Congonhas. Ontem a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a rota Bauru-Congonhas é a sexta mais rentável do Brasil.

Na frente estão apenas Congonhas-Santos Dumont, Congonhas-Curitiba, Guarulhos-Curitiba, Brasília-Goiânia e Galeão-Guarulhos. Esses são dados do último estudo da Anac feito em 2008.

Entidades em Bauru se mobilizam para tentar manter os voos. O secretário de desenvolvimento econômico, Antonio Mondelli Junior, afirma que vai procurar a direção da Pantanal esta semana. “São voos muito importantes para a economia de Bauru e região, milhares de pessoas seriam prejudicadas”, comenta.

Acib aguarda decisão da Justiça

Outra iniciativa foi feita pela Acib, que protocolizou ação civil pública na 3ª Vara da Justiça Federal de Bauru, visando “compelir a Anac a não romper com a continuidade na prestação de serviços de transporte aéreo nos aeroportos Moussa Tobias ou Aeroclube de Bauru”.

A advogada da Acib, Livette de Carvalho, disse que a ação foi feita há quase um ano e aguarda uma decisão favorável da Justiça.

A 3ª Vara da Justiça Federal de Bauru disse ontem que a primeira decisão foi pela extinção da ação, mas como houve apelação a Justiça vai enviar o caso para o TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª região julgar.

A Anac divulgou que não pode obrigar uma empresa manter uma rota. A Pantanal tem 17 pares de slots por dia em Congonhas, 6,8% do total (251) do aeroporto de Congonhas.

A Anac também divulgou que a Pantanal subutiliza os slots de Congonhas, por isso a própria entidade tenta tomar esses espaços da empresa. Por lei, uma empresa aérea deve usar pelo menos 80% dos slots num prazo de 90 dias. A Pantanal não cumpriria essa regra.

Fonte: Agência Bom Dia / Reinaldo Chaves - Notícias Sobre Aviação

Fracassa acerto de contas da Varig com União

Aposentados da Varig ficam sem esperança

O acordo entre a antiga Varig e o governo, que previa acerto de contas e a transferência de recursos para o pagamento dos aposentados da empresa, não tem condições jurídicas de ser fechado.

A área técnica do governo terminou levantamento de dívidas e do crédito da empresa e concluiu que há um saldo negativo de R$ 1 bilhão. A Varig tem R$ 2,7 bilhões a receber da União. A dívida que a Varig acumula em impostos e contribuições atrasadas supera R$ 3,7 bilhões.

A Folha apurou que a saída para o problema é aprovar lei que dê benefícios especiais à Varig e permita à área jurídica do governo incluir no acerto de contas créditos que ainda são considerados duvidosos, por exemplo.

A decisão já foi comunicada oficialmente aos aeronautas. No início da semana, o ministro Luís Adams (Advocacia Geral da União) se reuniu com a presidente do sindicato, Graziella Baggio, e entregou o relatório preparado pelo governo.

A desistência do acordo não foi comunicada oficialmente ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde uma ação está paralisada à espera do encontro de contas, porque os representantes dos trabalhadores da Varig pediram tempo para analisar o relatório oficial.

A solução definitiva para a Varig tem de ser encontrada até o fim do mês, quando acaba o prazo de adesão ao Refis, programa de refinanciamento de dívidas com a União. Se o prazo for perdido, a dívida será corrigida por valores originais e não haverá os descontos de multas e juros previstos no parcelamento especial.

Sem o acerto de contas, a situação dos aposentados do Aerus, fundo de pensão da Varig, fica praticamente insolúvel. O crédito da Varig contra a União é a garantia que os 10,5 mil aposentados têm de voltar a receber parte de seus benefícios.

Desde 2006, metade dos ex-funcionários da empresa ganha 8% da aposentadoria a que teria direito e o restante recebe entre 35% e 40%, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas. "Os peritos contratados pelos trabalhadores e pelo Aerus calcularam que a Varig tenha R$ 4,1 bilhões a receber do governo. Esse crédito é para o fundo de pensão, não é para pagar tributos", disse a presidente do sindicato, Graziella Baggio.

Ela argumenta que no processo de recuperação judicial da Varig todos os credores concordaram que os recursos envolvidos no acerto de contas fossem dados em garantia ao fundo de pensão e não podem ser usados somente para quitar impostos.

O crédito que a Varig tem direito a receber do governo diz respeito a uma ação judicial que a empresa ganhou em última instância no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A Varig argumentou que os congelamentos de preços nas tarifas aéreas nos anos 80 causaram um desequilíbrio econômico e precisam ser ressarcidos pela União.

Fonte: FOLHA

Aeronáutica terá que incluir candidatos baixos em concurso

A Justiça Federal acolheu o pedido do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) para impedir a exclusão no Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica de candidatos casados e com menos de 1,60m (para homem) ou 1,55m (para mulheres).

Na decisão, em caráter liminar, o juiz Emilson da Silva Nery, da 8ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, estipula prazo máximo de 30 dias para a publicação do edital com as alterações.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão Ailton Benedito de Souza esclareceu que a Constituição diz que cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.

"Face à ausência de lei formal que estipule a condição de solteiro, bem como fixe altura mínima para ingresso nas Forças Armadas, não se pode admitir que, por um simples edital estabeleça-se qualquer desses limites", argumentou.

Além de confirmar a liminar por meio de sentença, o MPF pretende ainda que a Justiça Federal declare inconstitucional e ilegal a fixação administrativa dos requisitos (solteiro e altura mínima) para a composição do quadro de sargentos da Aeronáutica.

Fonte: O Globo

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