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Morte de presidente polonês em acidente aéreo completa 1 ano

95 pessoas morreram em acidente que matou o então presidente polonês, Lech Kaczynski


Foto do avião acidentado/Mikhail Metzel-11.abr.2010/AP

Uma delegação oficial de familiares e soldados poloneses lembrou neste sábado (9) na cidade russa de Smolensk às 96 vítimas da catástrofe aérea na qual morreu o presidente polonês, Lech Kaczysnki, e que completa um ano neste domingo.

A mulher do atual presidente polonês, Anna Komorowska, liderou a comitiva que viajou de avião até Moscou e optou por deslocar-se de ônibus a Smolensk, que fica a menos de 400 quilômetros da capital russa.

"Esta é uma espécie de peregrinação cujo fim é homenagear as vítimas", informaram fontes diplomáticas polonesas à agência russa Interfax.

O presidente polonês, Lech Kaczynski, morto há um ano/Alik Keplicz-15mar.10/AP

Os atos começaram com uma missa oficiada por sacerdotes poloneses, após a qual foram lidos os nomes em voz alta de cada uma das vítimas do acidente do Tu-154, que comoveu os poloneses e todo o mundo.

Logo em seguida, Komorowska, o governador de Smolensk e representantes do Kremlin depositaram flores na pedra comemorativa que foi colocada no local do acidente há quase um ano.

A delegação se deslocou depois ao memorial construído em Katyn em memória aos mais de 22.000 militares poloneses assassinados entre 1940 e 1941 pelos serviços secretos soviéticos, tragédia até há pouco negada por Moscou.

Precisamente, Lech Kaczynski (1949-2010), sua esposa Maria, membros da cúpula militar polonesa e familiares viajavam para Katyn para homenagear os militares assassinados por ordem do dirigente soviético, Josef Stalin, quando sofreram o acidente.

Kaczynski foi durante seus mais de quatro anos de mandato um defensor da recuperação da memória histórica de seu país, em particular em relação aos crimes cometidos pelo regime comunista na Polônia, o que lhe valeu a inimizade de Moscou.

Segundo informou o Kremlin, os presidentes russo, Dmitri Medvedev, e polonês, Bronislaw Komorowski, também viajarão amanhã a Smolensk e a Katyn para lembrar as duas tragédias, que abalaram as relações bilaterais.

Rússia chamou nesta semana à Polônia a não politizar a investigação sobre a catástrofe, que ainda opõe os dois países, já que Moscou responsabilizou até agora pelo acidente exclusivamente à parte polonesa.

"Infelizmente, certas forças na Polônia tentam transformar a investigação das causas da tragédia em um fator da luta política", disse Vladimir Titov, vice-ministro de Exteriores russo.

Titov criticou a reação de Varsóvia diante do relatório emitido em janeiro pelo CAI (Comitê de Aviação Interestatal), e foi tachado de "brincadeira" pelo irmão gêmeo de Kaczynski, Jaroslaw.

A presidente do CAI, Tatiana Anódina, afirmou que "a causa direta do acidente foi a não adoção pelos tripulantes de uma decisão oportuna de dirigir-se a outro aeroporto diante das condições meteorológicas adversas".

Anódina ressaltou que a tripulação do avião do presidente polonês "não recebeu autorização para aterrissar".

O relatório, que a Rússia considera definitivo, aponta que o chefe da Força Aérea polonesa, Andrzej Blasik, a bordo da aeronave, "exerceu pressão psicológica na tomada da decisão de descer e de aterrissar a todo custo" e que tinha um nível de 0,6 de álcool no sangue durante o voo.

Enquanto isso, o ministro do Interior, Jerzy Miller, que preside a comissão polonesa que investiga a catástrofe, mantém que os controladores russos, em vez de permitir que o avião polonês descesse a uma altitude de 100 metros, deviam ter avisado ao piloto que a aterrissagem era impossível.

"O comandante de um voo internacional é quem toma de forma independente a decisão sobre decolagem e aterrissagem. Os controladores não tinham direito de proibir a aterrissagem", replicou Ígor Levitin, ministro de Transporte da Rússia.

Por sua vez, o irmão de Kaczynski reiterou nesta semana em declarações à televisão que não descarta que seu irmão gêmeo e presidente do país tenha sido assassinado premeditadamente pela parte russa em 10 de abril de 2010 em Smolensk.

Se isso não bastasse, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, acusou Moscou de não revelar toda a verdade sobre o acidente aéreo.

"Os russos tentam encobrir, mas não porque exista algum terrível segredo, mas porque, em geral, não gostam de reconhecer seus erros e fragilidades", garantiu em declarações a uma emissora de rádio.

A Rússia entregou nesta semana à Polônia outros 14 volumes com o material sobre a catástrofe, incluindo declarações de testemunhas, imagens do local do acidente e informações sobre o aeroporto de Smolensk, mas não as autópsias, outra das demandas de Varsóvia.

O acidente do avião presidencial polonês ocorreu quando a aeronave tentava aterrissar no aeroporto em meio a um denso nevoeiro.


Fontes:Efe - FOLHA DE S PAULO

Piloto de avião que caiu com líder polonês foi ameaçado, diz TV

Gravação apresenta trecho macabro

O piloto do avião que caiu com o presidente polonês Lech Kaczynski disse, segundo trechos da caixa-preta, que estava sendo ameaçado de morte no ar, momentos antes da catástrofe, como informa hoje a televisão pública "TVN24".


"Se não aterrissar, me matam", foram as palavras do piloto segundo o canal polonês. A decisão dele foi anunciada pouco antes do aviso da torre de controle do aeroporto de Smolensk, na Rússia, sobre as condições adversas para pouso.

O Ministério da Justiça da Polônia confirmou apenas que foi possível decifrar parte das mensagens da caixa-preta, mas não revelou o conteúdo.

O avião que levava Kaczynski, sua mulher e altos representantes das principais instituições polonesas, caiu em 10 de abril, quando estava prestes a aterrissar em Katyn, na Rússia.

A delegação polonesa participaria de atos em memória do massacre de soldados poloneses por tropas soviéticas, na Segunda Guerra Mundial.

Nenhuma das 96 pessoas que estava a bordo sobreviveu. Pouco depois da catástrofe, surgiram especulações sobre o que poderia ter levado o piloto a manter os planos de aterrissagem apesar das advertências da torre.

Em agosto de 2008, o presidente polonês obrigou outro piloto, na Geórgia, a pousar o avião apesar das condições meteorológicas ruins.


Fontes: G1 - Efe

Rússia admite que soldados usaram cartões de morto em acidente aéreo

Quatro recrutas confessaram crime e estão sendo processados, diz Moscou. Acidente em 10 de abril matou presidente da Polônia e mais 95 pessoas.

A Justiça da Rússia admitiu nesta terça-feira (8) que quatro recrutas estão respondendo a processo por roubo dos cartões de crédito de uma das vítimas do acidente de avião em que morreu o presidente polonês Lech Kaczynski. A decisão foi aplaudida pelo porta-voz do governo de Varsóvia.


"Os quatro militares foram acusados de roubo" e admitiram a culpa, informou o comitê de investigação do Ministério Público em comunicado.

Os recrutas trabalhavam no dia 10 de abril passado no local do acidente com o avião do presidente polonês Lech Kaczynski, perto de Smolensk, no oeste da Rússia, que tinham a missão de proteger.

A Polônia havia acusado domingo policiais russos por roubo, o que, num primeiro momento, não foi aceito pelo ministério russo do Interior.

Destroços do avião presidencial polonês em foto de 13 de abril. (Foto: AP)

Na segunda-feira, a Justiça da Polônia corrigiu suas declarações, apontando, desta vez, militares russos, o que Moscou reconheceu depois.


"Alegro-me de que a parte russa tenha reconhecido que tais atos foram realmente cometidos", declarou o porta-voz do governo polonês Pawal Gras, ao mesmo tempo em que mencionou a "boa e rápida cooperação" entre ambos os países.

O comitê de investigação detalha que os quatros homens utilizaram vários cartões de crédito, gastando no total de 60.345 rublos (1.600 euros ou 1.900 dólares)..

Segundo Varsóvia, os cartões pertenceriam a Andrzej Przewoznik, chefe do Comitê Polonês encarregado de zelar pela presidência, uma das 96 vítimas do desastre aéreo.


Fontes: G1- AFP

Pessoas alheias à tripulação estavam na cabine do avião do presidente da Polônia

Estranhos na cabine

Os especialistas russos que investigam o acidente aéreo no qual morreu o presidente polonês Lech Kaczynski afirmaram que no momento da queda havia na cabine dos pilotos duas pessoas que não eram membros da tripulação, informou nesta quarta-feira o Comitê de Aviação Interestatal.


"Na cabine havia pessoas que não eram membros da tripulação. Uma das vozes foi identificada, a outra deve ser submetida a uma identificação adicional por parte da Polônia", disse a chefe do comitê, Tatiana Anodina, citada pelas agências russas.

A especialista declarou que "é preciso investigar em que medida essas pessoas influenciaram na decisão (de aterrissar), já que é de grande importância para a investigação e para determinar as causas do acidente".

Ao mesmo tempo, assinalou que "por considerações éticas e morais e pelas normas da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata)" a equipe não pode revelar dados sobre a pessoa cuja voz foi identificada.

Tatiana, além disso, afirmou que a identificação das vozes dos tripulantes foi complicada, já que a porta da cabine estava aberta.

"Para eliminar o barulho da gravação foi utilizado um equipamento único, graças ao qual puderam ser identificadas claramente as vozes", disse.

Por outra parte, reiterou que "o trabalho da comissão técnica permitiu determinar que não houve ato terrorista, nem explosão, nem incêndio, nem falha técnica" e acrescentou que "os motores funcionaram até o momento do impacto".

"O sistema de navegação também estava aceso e funcionava, e a tripulação recebeu toda a informação relativa às condições meteorológicas e sobre os aeroportos alternativos", assinalou.

No acidente do último dia 10 de abril, perto da cidade russa de Smolensk, morreram 96 pessoas, das quais mais de 80 integravam uma delegação oficial polonesa, liderada por Kaczynski, que viajava à localidade russa de Katyn para prestar homenagem aos milhares de poloneses vítimas do stalinismo.


Fonte: EFE via EPA

Analistas encontram outro equipamento com dados do avião de Kaczysnki

Investigadores encontram mais equipamentos que podem ajudar na determinação das causas do acidente.

Especialistas russos e poloneses encontraram entre os restos do Tupolev-154 acidentado no sábado um outro equipamento que guarda informações técnicas sobre o voo no qual morreu o presidente da Polônia, Lech Kaczysnki.


"A pedido das autoridades polonesas foi acertado que as análises do novo equipamento encontrado serão feitas na Polônia, com a participação de especialistas russos", assinalou Tatiana Anodina, chefe do Comitê de Aviação Interestatal, citada pelas agências russas.

Segundo a análise preliminar das duas caixas-pretas do avião foi possível determinar que o acidente não foi precedido de nenhum incêndio, nem explosão, assinalou o vice-primeiro-ministro russo, Sergei Ivanov.Além disso, também não foi identificada nenhuma falha técnica no equipamento de bordo, acrescentou.

Conforme o Comitê de Aviação Interestatal, ao longo do dia será feita a trajetória que o avião fez até cair.

"As conclusões finais só serão feitas após a conclusão de um minucioso estudo de todos os fragmentos", acrescentou.

Fontes: G1 - Efe

Metade das vítimas de acidente aéreo na Rússia já foram identificadas

Queda de Tupolev no sábado matou presidente polonês e autoridades. Corpo da primeira-dama da Polônia chegou nesta terça a Varsóvia.

Quase metade dos mortos no acidente de avião do presidente polonês, que caiu no sábado na Rússia, foram formalmente identificados por parentes em Moscou, anunciou o governo russo.

"Até o momento, 45 mortos na catástrofe aérea foram identificados", declarou a ministra russa da Saúde, Tatiana Golikova.

O corpo da esposa do presidente polonês Lech Kaczynski, Maria, chegou a Varsóvia nesta terça.

Cortejo fúnebre da primeira-dama da Polônia, Maria Kaczynska, passa por ruas de Varsóvia nesta terça-feira (13). (Foto: AP)

Os trabalhos prosseguem em Moscou para identificar os corpos levados para a capital depois do acidente, que aconteceu nas proximidades de Smolensk, oeste da Rússia.

O corpo do presidente Lech Kaczynski foi identificado no sábado em Smolensk pelo irmão gêmeo e repatriado no domingo.

Fontes: G1- Agências

Análise das caixas-pretas descarta falha técnica em queda de avião, diz Rússia

Piloto foi aconselhado a não pousar, mas insistiu, segundo investigadores. Acidente matou presidente da Polônia e outras 96 pessoas no sábado.

A análise das gravações da caixa-preta do avião que caiu no sábado na Rússia, matando o presidente da Polônia e outras 96 pessoas, descarta a hipótese de problemas técnicos, segundo o chefe da comissão de investigação da procuradoria russa.

Os investigadores ouviram as conversas entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo. "A gravação de que dispomos confirma que não houve problemas técnicos no avião", disse Alexandre Bastrykin, em reunião com o premiê Vladimir Putin, transmitida pela TV russa.

Caixão com o corpo do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, é embarcado neste domingo (11) em Smolenks, Rússia, de volta a Varsóvia. (Foto: AFP)


"O piloto foi informado das condições meteorológicas complicadas, mas apesar disso tomou a decisão de aterrissar", disse.

"As gravações da torre de controle que ouvimos ontem confirmam o que registraram as caixas-pretas", disse.

Bastrykin afirmou que especialistas poloneses estão cooperando com as investigações.

Já no sábado, as autoridades russas haviam levantado a hipótese de falha humana no acidente.


Fontes: G1 - TV Globo

Piloto do avião que caiu com 97 na Rússia ignorou ordens de não pousar, diz militar

Controle de tráfego aéreo ordenou que o pouso fosse interrompido. Presidente e outras autoridades da Polônia morreram no acidente.

O piloto do avião que caiu neste sábado (10) na Rússia, matando o presidente da Polônia, Lech Kaczynski e outras 96 pessoas, ignorou várias ordens para não pousar, dadas pelo controle russo de tráfego aéreo, segundo uma autoridade militar russa.

"A uma distâncias de 2,5 km, o centro de controle de tráfego aéreo percebeu que a tripulação tinha aumentado a velocidade de descida", disse o vice-chefe da Aeronáutica russa, Alexander Alyoshin, segundo a agência Interfax.

O comando deu então várias ordens para que a aeronave fosse colocada em posição horizontal novamente, mas a tripulação não teria obedecido.

Mais cedo, as duas caixas-pretas do avião foram encontradas no local da tragédia, segundo o Ministério de Situações de Emergência. Elas já foram mandadas à perícia.

(Incialmente, o governo russo havia informado a morte de 96 pessoas no acidente, mas depois corrigiu para 97)


Fontes: G1- Agências

Avião que caiu com presidente polonês havia tido problemas em 2008

O avião Tupolev-154 que caiu neste sábado perto da cidade russa de Smolensk, matando o presidente polonês, Lech Kaczynski, já havia apresentado problemas em 2008 e se falava em substituição da aeronave.

O avião, concebido nos anos 1960 e capaz de transportar mais de 100 passageiros, tinha mais de 20 anos de uso.

Em 2008, problemas com o "volante" do Tupolev atrasaram um voo presidencial durante uma visita à Mongólia, forçando o líder a tomar um voo charter para a capital japonesa, Tóquio.

Uma semana depois, o avião sofreu fortes turbulências durante uma viagem à capital sul-coreana, Seul.

"Qualquer voo supõe um certo risco, mas um risco muito sério está ligado às responsabilidades de um presidente, porque é necessário voar constantemente" declarou Kaczynski, à época.

O correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, disse que já se falava em substituir os aviões.

Entretanto, a aeronave havia passado por uma manutenção completa recentemente. O diretor da empresa que realizou o trabalho, Aleksey Gusey, afirmou à TV polonesa que não havia grandes problemas com a aeronave.

"No momento da manutenção, o avião tinha 5.004 horas de voo e 1.823 pousos, o que, para uma aeronave dessa categoria, não é muito", declarou. "O avião podia voar bem e não havia queixas."

Os trabalhos, concluídos em dezembro, incluíram um reparo nos três motores do avião. Uma outra manutenção completa deveria ser realizada em seis anos.

Espinha dorsal

O Tu-154 já está fora de produção. Mas a aeronave foi, por mais de 25 anos, a espinha dorsal do sistema de transporte da União Soviética e da Rússia.

Cerca de metade de todos os passageiros da empresa aérea nacional russa, a Aeroflot, embarcaram em um Tupolev ou em seus sucessores, um número que chegou a 137 mihões por ano em 1990.

As cerca de mil aeronaves construídas estão espalhadas pela Rússia e por países do antigo bloco soviético.

O avião entrou em serviço em 1972 e foi "modernizado" em 1986, com novos motores e equipamentos para melhorar o consumo de combustível e as operações de voo.

No entanto, um indicativo de seu design antiquado, o governo chinês decidiu em 2001 abandonar todos os Tu-154 que estavam sendo operados por suas empresas aéreas.

A Aeroflot tomou a mesma decisão recentemente, alegado que seu alto consumo de combustível tornava o avião pouco económico. A empresa agora compra a maioria de suas aeronaves da Boeing ou da Airbus.

O correspondente da BBC em Moscou, Richard Galpin, disse que as empresas aéreas russas têm pouco interesse em comprar Tupolevs mais novos, porque eles estão aquém das aeronaves ocidentais.

Desempenho satisfatório

Em 2004, o especialista em aviação russa Paul Duffy fez uma avaliação do desempenho do Tu-154 para a BBC.

De 28 que haviam sido destruídos em acidentes até aquele momento - um número normal para os padrões de quantidade, tempo de serviço e tecnologia, na sua avaliação - poucos haviam se acidentado por problemas técnicos.


"O Tu-154 opera em regiões sem tanto controle aéreo e equipamentos de navegação, e em condições meteorológicas muito difíceis", afirmou, à época.

Alguns dos acidentes tiveram pouca relação com o avião em si, como nos casos de cinco que haviam sido derrubados por inimigos ou por ataques terroristas no Líbano, Geórgia e Afeganistão, durante guerras civis nestes países.

Em 1982, uma aeronave que pousou em Omsk, na Rússia, durante uma pesada tempestade de neve, se chocou contra seis caminhões de limpeza de gelo que não foram orientados a liberar a pista para o pouso da aeronave.

Em 2001, um Tu-154 caiu no Mar negro após ser atingido por um míssil ucraniano disparado durante um exercício militar.

Outro ficou sem combustível a menos de dez quilômetros da pista do aeroporto porque a empresa que o operava, em dificuldades financeiras, havia decidido comprar menos combustível no seu país de origem, onde o preço era mais alto.

Partes do avião do presidente polonês espalhadas pela Floresta da Morte

A cauda e partes da fuselagem do avião estão mergulhadas na lama, emergindo como balizas da floresta cinzenta, tomada pela bruma perto de Smolensk, no oeste da Rússia, onde o aparelho que transportava o presidente polonês Lech Kaczynski caiu neste sábado, matando seus 96 ocupantes.

As autoridades já encontraram as duas caixas-pretas do avião, anunciou o ministro russo de Situações de Emergência, Sergueï Choïguou, citado pela agência de notícias Interfax.

"Desta forma, todos os registros e parâmetros do vôo já estão em mãos da perícia, que vai esclarecer as causas da tragédia", declarou Choïguou.

Dezenas de socorristas e autoridades caminham através dos campos pantanosos da floresta, tropeçando em fragmentos metálicos disseminados na clareira aberta pela queda do avião, a apenas algumas centenas de metros da pista de aterrissagem.

Trágica ironia do destino, a delegação polonesa morta na tragédia aérea se dirigia à "Floresta da Morte" em Katyn, perto de Smolensk, para marcar o 70º aniversário do massacre de 22.000 oficiais poloneses pela polícia de Stalin.

Mais de 170 socorristas foram mobilizados e estão no local, enquanto se aguarda a chegada de mais reforços, segundo o ministério russo para situações de emergência.

A cauda arrancada do avião, pintada de vermelho e branco, nas cores da bandeira polonesa, está muito destruída. A dezenas de metros, perto de uma grande parte da fuselagem, os bombeiros, com capacetes e extintores de incêndio nas mãos, tentam apagar o fogo das partes que ainda ardem em chamas.

Outras peças carbonizadas estão espalhadas por perto, em meio a árvores partidas pela violência do choque.

Empregados do aeroporto militar de Smolensk, que aguardavam a chegada da delegação polonesa de madrugada, informaram que o Tupolev-154 chegou a voar várias vezes em círculos sobre o local, num momento de péssima visibilidade, causada pela névoa espessa.

A aeronave fez três tentativas de pouso até cair na quarta, segundo testemunhas.

"A uma altura de cerca de 20 metros, o aparelho em que estava o presidente polonês tocou o cimo das árvores e se despedaçou", contou uma testemunha à agência Interfax.

Devido à grande neblina na região, um outro avião foi obrigado a dar a meia-volta mais cedo durante o dia e um terceiro aparelho teve problemas para pousar, segundo as autoridades.

Socorristas abatiam árvores na floresta perto do aeroporto para permitir a passagem de seus veículos.

Sacos mortuários foram levados ao local, explicaram, acrescentando que a retirada dos cadáveres já começou a ser feita.

A floresta de Katyn, perto de Smolensk, é também conhecida como Floresta da Morte, devido ao massacre de 1940, ano em que a polícia do ditador soviético Joseph Stalin fuzilou 22.000 oficiais poloneses.

Neste sábado, o território em torno de Smolensk voltou a se tornar uma floresta da morte.

"É um lugar realmente apavorante. Atrai a morte", escreveu neste sábado em seu blog mnalex2002 um repórter fotográfico russo, dizendo ter estado em Katyn em 1995, por ocasião de uma visita do ex-presidente polonês Lech Walesa.

Segue a lista das principais personalidades polonesas mortas no acidente

- O presidente Lech Kaczynski e sua esposa, Maria Kaczynska

- O ex-presidente polonês no exílio durante o período comunista, Ryszard Kaczorowski

- O vice-presidente da Dieta (câmara baixa) e candidato da esquerda à presidência, Jerzy Szmajdzinski

- O vice-presidente da Dieta, Krzysztof Putra

- A vice-presidente do Senado, Krystyna Bochenek

- O presidente do Banco Central da Polônia, Slawomir Skrzypek

- O chefe do Estado-Maior polonês, general Franciszek Gagor

- O comandante do Exército, general Tadeusz Buk

- O comandante da Aeronáutica, general Andrzej Blasik

- O comandante da Marinha, almirante Andrzej Karweta

- O comandante das Forças Especiais, general Wlodzimierz Potasinski

- O chefe das Forças operacionais polonesas (OTAN), general Bronislaw Kwiatkowski

- O capelão católico do Exército Polonês, Tadeusz Ploski

- O capelão ortodoxo do Exército polonês, Miron Chodakowski

- O chefe do governo civil, Wladyslaw Stasiak,

- O chefe da segurança nacional da presidência, Aleksander Szczyglo

- Os secretários de Estado Mariusz Handzlik e Pawel Wypych

- O vice-ministro da Defesa, Stanislaw Jerzy Komorowski

- O vice-ministro das Relações Exteriores, Andrzej Kremer

- O vice-ministro da Cultura, Tomasz Merta

- O presidente do Instituto da Memória Nacional, que investiga os crimes contra a nação polonesa, Janusz Kurtyka

- O chefe do Conselho encarregado de zelar pela memória nacional, Andrzej Przewoznik

- O ombudsman dos direitos cívicos, Janusz Kochanowski

- O presidente da Associação das Famílias de Katyn, Andrzej Sarjusz-Skapski

- O presidente da Associação de Soldados do Exército (AK, Resistência), Czeslaw Cywinski

- A presidente da Câmara nacional dos advogados, Agata Agacka-Indecka

- A ex-heroína das greves nos canteiros navais de Gdansk em 1980, Anna Walentynowicz

Vários deputados, senadores, representantes de diferentes Igrejas e associações.


Fonte: BBC Brasil via O Globo - AFP

Caixa-preta do avião que caiu na Rússia com 96 a bordo é achada, diz agência

Presidente e autoridades da Polônia estão entre os mortos. Motivo do acidente é desconhecido, mas suspeita-se de falha humana.

Uma das caixas-pretas do avião que caiu neste sábado (10) no oeste da Rússia, matando o presidente polonês Lech Kaczynski e mais 95 pessoas, foi encontrada no local da tragédia, informou um funcionário do governo regional, citado pela agência Interfax.

O avião Tupolev-154 em que viajava Kaczynski que caiu numa floresta ao tentar um pouso perto de Smolensk, matando todos os seus ocupantes, segundo informações do Ministério russo das Situações de Emergência.

A aterrissagem ocorreu "em condições de névoa espessa", precisou o ministério russo das Relações Exteriores em comunicado.

Suspeita-se de que o acidente tenha sido causado por um erro do piloto, informou a agência RIA Novosti, citando fonte das forças de segurança russas.

Segundo a agência Interfax, as autoridades russas propuseram à tripulação polonesa o pouso em Minsk ou em Moscou, devido à névoa, mas o piloto preferiu fazê-lo perto de Smolensk.

O acidente ocorreu quando o piloto tentava aterrissar pela quarta vez, segundo a Interfax.


Fontes: G1 - Agências

Presidente da Polônia e mais 95 pessoas morrem em queda de avião na Rússia

Havia 88 membros de comitiva polonesa a bordo, segundo as autoridades. Polônia convocará eleições presidenciais para substituir Lech Kaczynski

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, em foto de janeiro deste ano. (Foto: AP)

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, morreu na queda de um avião neste sábado (10), na região do aeroporto de Smolensk, no oeste da Rússia, informou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Polônia, Piotr Paszkowski. Havia 96 pessoas a bordo, segundo as autoridades russas, e ninguém sobreviveu.

Não há ainda informações precisas sobre as circunstâncias da queda da aeronave, um Tupolev TU-154, que decolou de Varsóvia. As autoridades locais informam que o avião caiu cerca de 1,5 km do pouso, durante manobra de aproximação ao aeroporto de Smolensk. O acidente ocorreu às 10h50 locais (3h50 de Brasília).

Um porta-voz do governo da Polônia informou que o país terá eleições presidenciais antecipadas, ainda sem data definida. Por enquanto, o governo foi assumido pelo presidente da Câmara Baixa do Parlamento, Bronislaw Komorowski.

Imagem de destroços do Tupolev TU-154 que levava o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, e comitiva à Rússia. (Foto: Reuters)


Também estavam a bordo o comandante do Exército, general Franciszek Gagor, o presidente do Banco Nacional, Slawomir Skrzypek, e o vice-chanceler Andrzej Kremer, segundo a chancelaria. A primeira-dama, Maria, também morreu.

O Ministério de Emergência da Rússia disse que, entre os 96 mortos, 88 eram da delegação polonesa. O porta-voz da chancelaria polonesa disse que a comitiva era formada de 89 pessoas, mas uma delas não embarcou.

Kaczynski se dirigia à localidade russa de Katyn, para prestar homenagem aos milhares de oficiais poloneses executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos.

Os corpos das vítimas da tragédia serão levados a Moscou para serem identificados, declarou o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, citado pelas agências russas.


Possível erro

A aterrissagem ocorreu "em condições de névoa espessa", precisou o ministério russo das Relações Exteriores em comunicado.

Suspeita-se de que o acidente tenha sido causado por um erro do piloto, informou a agência RIA Novosti, citando fonte das forças de segurança russas.

Segundo a agência Interfax, as autoridades russas propuseram à tripulação polonesa o pouso em Minsk ou em Moscou, devido à névoa, mas o piloto preferiu fazê-lo perto de Smolensk.

O acidente ocorreu quando o piloto tentava aterrissar pela quarta vez, segundo a Interfax.

Especialistas na Constituição da Polônia afirmam que a data da eleição deve ser anunciada num prazo de duas semanas, e que a votação deve ocorrer dois meses depois do anúncio.

Repercussão da morte do presidente da Polônia em acidente aéreo

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, e outras 95 pessoas morreram neste sábado (10) em um acidente de avião na Rússia. O governo anunciou que vai convocar eleições presidenciais.

Leia abaixo algumas reações à morte de Kaczynski:

"A Rússia compartilha com a Polônia a dor da perda"
Dimitri Medvedev, presidente da Rússia

"Estou profundamente consternada pelo acidente e pela morte do presidente."
Angela Merkel, chanceler da Alemanha

"Manifesto toda minha simpatia à família do presidente e a todas as famílias de vítimas deste acidente"
Nicolas Sarkozy, presidente da França

"Expresso nossa solidariedade com a população e a nação polonesa diante desta tragédia."
Miguel Angel Moratinos, ministro de Relações Exteriores da Espanha

"A Polônia é um país amigo e eu era pessoalmente amigo do presidente. É um grave luto e participamos do luto com o coração."
Silvio Berlusconi, premiê da Itália

"É com profunda dor que recebi a notícia da trágica morte do senhor presidente Lech Kaczynski, de sua mulher e das pessoas que o acompanhavam em viagem a Katyn"
Papa Bento XVI

"É uma terrível tragédia para a Polônia. Enviamos nossas sinceras condolências ao povo polonês."
Philip Crowley, porta-voz da Casa Branca

Fontes: G1- TV Globo - Agências

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