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Boeing propõe ampliar projeto para vender caças ao Brasil

Vice-presidente do Programa Boeing F/A-18 diz que o mesmo tratamento foi dado pela companhia aos atuais clientes



 Caça F18 Super Hornet é um dos concorrentes em licitação do governo brasileiro/Facundo Arrizabalaga/EFE

O pacote de transferência de tecnologia dos caças F18 Super Hornet ao Brasil poderá ser "ampliado" na medida em que seja aprofundada a cooperação e a confiança entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil e entre as companhias dos dois lados envolvidas no projeto. Segundo o vice-presidente do Programa Boeing F/A-18, Mike Gibbons, o mesmo o tratamento foi dado pela companhia aos seus atuais clientes desse segmento de defesa.

"O Brasil e os EUA precisam um do outro. Os EUA precisam do Brasil para estar seguro. Por isso, se o Brasil comprar os F18 Super Hornet e tornar-se um aliado dos EUA, a parceria a confiança mútua vai se expandir, e a transferência tecnológica será estendida para um potencial adicional", afirmou Gibbons ao Estado. "A transferência tecnológica para os nossos atuais clientes está em contínua ampliação, na medida em que aumenta a parceria e a confiança dos dois lados", completou.

Desde o ano passado, a Boeing tem demonstrado seu especial interesse na ampliação de negócios com o Brasil. Abriu um escritório em São Paulo, enviou como sua representante a ex-embaixadora americana em Brasília Donna Hrinak e, recentemente, fechou acordos com a Embraer para o aperfeiçoamento do A-29 Super Tucano e para apoio nas vendas do cargueiro KC-390 aos EUA e a outros países.

A Boeing também fechou parceria com a AEL, subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems, para o fornecimento de novas telas do painel de controle (como as de um vídeo game de última linha) para os seus caças, inclusive os eventuais F18 a serem entregues ao Brasil. A companhia americana faz dessas parcerias com a Embraer e a AEL exemplos da cooperação que pretende manter com outras empresas brasileiras, seja como fornecedoras de peças e partes ou como parceiras na concepção de futuros aviões.

"O Brasil tem a opção de construir o seu próprio caça. Mas oferecemos uma melhor oportunidade para suas empresas que vierem a construir componentes, já em fase de desenho, para os novos Super Hornet e outros projetos futuros da Boeing", afirmou Gibbons. "Esse é um trabalho de alta qualidade e mais durável. Além dessa vantagem em curto prazo, queremos oferecer melhor valor agregado para o desenvolvimento de novas aeronaves."

A rigor, a promessa de transferência tecnológica americana não traz o adjetivo "irrestrito", presente na oferta da concorrente francesa, a Dassault, com seus caças Rafale. A qualificação pesou na disposição do então presidente Luis Inácio Lula da Silva de dar preferência nesse negócio à França, em 2009.

O compromisso americano está escudado sobretudo na palavra do presidente dos EUA, Barack Obama, que concorre à reeleição em novembro. Em visita ao Brasil, em abril passado, o secretário da Defesa, Leon Panetta, garantiu a ampla transferência tecnológica, inclusive nas áreas sensíveis, se o governo Dilma Rousseff optar pelos Super Hornet. Mas a palavra final sobre tal questão pertence ao Senado americano.

O Senado, na opinião de Gibbons, não teria como recuar. A Boeing, salientou ele, estaria preparada para iniciar a produção assim que fosse fechado o pacote de produção industrial. "Estamos prontos este ano, se for preciso", afirmou Gibbons, sem deixar transparecer o desapontamento da Boeing com a nova postergação, desta vez para o final de dezembro, da decisão do governo brasileiro sobre o FX2. A expectativa criada pelo próprio ministro da Defesa, Celso Amorim, era de anúncio do vencedor em junho.

No mês passado, o ex-chanceler Amorim extraiu dos três concorrentes do FX2 - a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab - a promessa de congelar suas ofertas de venda até 31 de dezembro. O anúncio deve ser feito antes dessa data.

Esse processo de compras vem se arrastando desde 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso lançou o programa FX para substituir os Mirage 3 da Força Aérea Brasileira (FAB) com 16 novos caças. A gestão de Lula continuou o processo até 2005, quando o enterrou. Dois anos depois, foi lançado em Brasília o FX2, para a compra de 36 caças.

Segundo o vice-presidente do programa F18 Super Hornet, a Boeing entende ser essa uma decisão que extrapola a aquisição de um produto de defesa. Envolve também a escolha de um país como forte aliado em matéria de segurança e de uma companhia como parceira das empresas brasileiras. "Não estamos frustrados com o novo adiamento. O Brasil será capaz de tomar uma decisão em médio prazo."

Desde 2007, a Boeing sintetiza sua oferta ao público como a de melhor custo benefício. Os caças F18 Super Hornet já foram testados inúmeras vezes em combate. O preço é um dos segredos da oferta. Mas cada unidade da mesma aeronave vendida para a Marinha americana custou US$ 60 milhões. Dependendo dos requisitos a serem agregados ou descartados pela FAB, custará mais ou menos esse mesmo valor.

Fontes: O ESTADO DE S PAULO - Agências

Embraer tem menor carteira de pedidos desde a metade de 2006


 Avião ERJ-190 da Embraer/Divulgação/Embraer

A carteira de pedidos da Embraer, um indicativo da receita futura da empresa, caiu em junho ao menor nível em seis anos, atestando a fraqueza da demanda por aviões comerciais na Europa em crise e o ainda paralisado mercado norte-americano.

Terceira maior fabricante de jatos civis do mundo, a Embraer encerrou o segundo trimestre com encomendas a entregar de US$ 12,9 bilhões, ante US$ 14,7 bilhões há três meses.

É o menor valor desde a metade de 2006, quando o backlog estava em pouco mais de US$ 10 bilhões.

A Embraer não fechou nenhuma venda na aviação comercial de abril a junho deste ano, de acordo com informações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

No fim de maio, o presidente-executivo da companhia, Frederico Curado, disse que há campanhas de vendas nos Estados Unidos no radar, demonstrando confiança de que negócios a serem fechados lá compensem parcialmente o jejum no continente europeu.

A expectativa de Curado, na ocasião, era que a Embraer terminasse 2012 com backlog estável em relação ao visto no fim do ano passado, quando estava em US$ 15,4 bilhões.

A carteira de pedidos engloba aviação comercial, executiva e defesa, com a primeira respondendo por cerca de dois terços do total.

ENTREGAS EM 2012

A empresa tinha em junho 200 aviões comerciais para entregar a clientes, a maioria do modelo Embraer 190, de 100 passageiros. A quantidade representa cerca de dois anos de produção, abaixo da média histórica recente de três anos.

No segundo trimestre, a Embraer entregou 55 aviões --35 comerciais e 20 executivos.

No acumulado do primeiro semestre, as entregas totalizaram 89 aviões --56 comerciais e 33 executivos.

A meta para o ano é de 105 a 110 jatos comerciais e de 90 a 105 executivos.

APOSTA EM DEFESA

A Embraer vem buscando reduzir sua dependência da aviação comercial. A maior aposta é no segmento militar, menos suscetível aos altos e baixos da economia global e com orçamentos mais estáveis de governos.

A empresa brasileira tem se aproximado da Boeing na área de defesa e, nesta terça-feira pela manhã, disse que a gigante norte-americana fornecerá sistemas de armamento para seu Super Tucano.

O avião de treinamento e combate leve é a maior esperença da Embraer para ingressar no importante mercado norte-americano, com Washington tendo o maior orçamento de defesa do mundo.

A empresa disputa pela segunda vez uma licitação promovida pela Força Aérea dos EUA para aviões a serem usados no Afeganistão. A primeira concorrência, que tinha sido vencida pela fabricante brasileira, foi cancelada em meio a questionamentos da rival Hawker Beechcraft.

MAIOR AVIÃO DO BRASIL

Além do Super Tucano, que já foi selecionado por dez clientes em três continentes, a Embraer está desenvolvendo o cargueiro KC-390, seu projeto mais ambicioso no momento --que será o maior avião já fabricado no Brasil.

A Boeing também vai cooperar com o KC-390 por meio do compartilhamento de conhecimentos técnicos e avaliação de possível estratégia conjunta de vendas com a Embraer de aeronaves de transporte militar de médio porte.

Fontes: FOLHA DE S PAULO - EMBRAER

Embraer faz acordo com Boeing para fortalecer Super Tucano em disputa nos EUA

A Embraer firmou um acordo com a Boeing para desenvolver um sistema de integração de armamentos para o A-29 Super Tucano. 


 O Super Tucano, da Embraer, que venceu licitação nos EUA, que foi posteriormente cancelada por questões técnicas/Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

O acordo reforça a oferta da Embraer em concorrência da Força Aérea dos EUA para a compra de 20 aviões de combate leve. A companhia venceu a licitação, mas ela foi posteriormente cancelada e reiniciada.

 O novo sistema de armamentos oferecerá um maior alcance inteligente de bombas guiadas por laser e GPS, e atenderão a futuras demandas de clientes, disseram as companhias em comunicado conjunto nesta terça-feira.
Para o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, o acordo irá beneficiar a Embraer na concorrência nos EUA.

PARCERIA
 
O anúncio de hoje é um desdobramento da assinatura de um amplo acordo pela Boeing e Embraer em abril deste ano, estabelecendo uma parceria entre as companhias em diversas áreas, incluindo funcionalidades para aeronaves comerciais que aumentem sua segurança e eficiência, pesquisa e tecnologia, bem como bio-combustíveis sustentáveis para aviação

As empresas já possuem outros acordos de cooperação. Em julho de 2011, anunciaram planos para financiarem uma análise de oportunidades para a produção de combustível sustentável para a aviação, a partir da cana-de-açúcar.

Em março, a Boeing, a Embraer e a Airbus firmaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento conjunto de biocombustíveis para a aviação com custos econômicos acessíveis e desempenho equivalente aos de origem fóssil.

Fontes: FOLHA DE S PAULO - Agências

Jato da Embraer fará voo com combustível renovável durante Rio+20

Pesquisa busca produzir biocombustível com desempenho similar ao dos combustíveis fósseis



Os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) poderão assistir, no próximo dia 19, ao voo de demonstração Azul+Verde, de um jato 195 da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), pertencente à empresa Azul Linhas Aéreas, abastecido com combustível renovável, feito à base de cana-de-açúcar produzida no Brasil.

 O sucesso dos testes foi anunciado no último dia 4 pelas empresas Azul Linhas Aéreas, Embraer, Amyris e GE, essa última fabricante do motor CF34-10E que vai equipar o jato da Embraer.

Pela primeira vez no país, um jato irá voar com um biocombustível de aviação produzido à base de cana-de-açúcar. A assessoria da Embraer informou que maiores detalhes serão fornecidos durante o voo, na Rio+20. A ideia é que o biocombustível para jatos apresente desempenho similar aos combustíveis convencionais derivados de petróleo.

Na avaliação do coordenador do Programa de Engenharia de Transportes da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Marcio D’Agosto, o projeto representa benefícios do lado ambiental, mas mostra problemas tecnológicos.

O professor lembrou que a Amyris já fabrica uma série de produtos a partir da fermentação do caldo de cana-de-açúcar. A própria Coppe vem testando um diesel de cana fabricado pela Amyris. D'Agosto disse que já existem algumas iniciativas no mundo utilizando biodiesel no setor da aviação. "O mundo todo está desenvolvendo biocombustíveis para uso aeronáutico, porque você tem que substituir o querosene de aviação". Ele lembrou ainda que, no Brasil, essa iniciativa é inovadora, embora não seja pioneira.

Marcio D’Agosto citou o professor Expedito Parente, da Universidade Federal do Ceará, como um dos precursores nesse campo, ao produzir bioquerosene na década de 1980. "No momento, no Brasil, acho que essa é uma iniciativa isolada no campo do transporte aéreo". O país já vem usando etanol para motor aeronáutico em aviões de pequeno porte que fazem pulverização no interior.

O coordenador da Coppe esclareceu que diferentemente de outros modais de transporte, principalmente o terrestre, os setores aéreo e marítimo têm muita dificuldade de substituir os atuais sistemas de propulsão. Referiu-se aos automóveis que hoje, além de usar gasolina e álcool, podem também ser movidos a eletricidade.

No avião, ao contrário, essa possibilidade é nula devido ao problema de autonomia e peso.
"A tecnologia do transporte aéreo hoje está muito amarrada ao uso de propulsor do tipo turbina, que é um motor com eficiência relativamente alta, que dá uma autonomia boa para tráfego, porque consegue ser mais eficiente". O combustível usado é o querosene de aviação, que é um derivado de petróleo. "Eu consumo energia de fonte não renovável e emito dióxido de carbono, que é o principal gás de efeito estufa, que vai agravar o problema do aquecimento global".

No caso de uma fonte renovável, como o querosene derivado da cana-de-açúcar, o professor da Coppe comentou que a queima desse combustível é contrabalançada pela absorção de gás carbônico. "Quando eu planto a fonte da energia, que é a cana-de-açúcar, consigo ter um balanço positivo, tendendo a zerar esse processo.

Um dos problemas do novo combustível renovável para aviação é o alto custo, apontou D’Agosto. Embora não tenha dados a respeito do valor do produto, ele disse que o preço do diesel de cana, que vem sendo testado pela Coppe, por exemplo, é cinco vezes superior ao do diesel de petróleo. "Porque não há escala de produção ainda, porque há um processo tecnológico que está carente de uma estruturação de escala para produção, porque você está usando uma matéria-prima que serve para produzir também açúcar, etanol, diesel de cana ou querosene". São mercados concorrentes, salientou.

Outro aspecto é que o modal aéreo é afetado de maneira significativa pela não conformidade de produto. "Se você coloca um óleo diesel que tem algum problema de produção, de especificação, em um ônibus ou caminhão, ele enguiça e para. Mas se isso acontece com um avião, ele cai". Por isso, observou que o produto tem que estar muito bem enquadrado, com um processo produtivo regular e com qualidade comprovada, para ser utilizado pelas companhias aéreas. Essas, a seu ver, são muito criteriosas quanto ao aspecto da conformidade e qualidade do combustível e do processo produtivo.

A conclusão do professor da Coppe é que ainda vai demorar algum tempo até que o combustível renovável experimental para jatos alcance uma escala de produção. Esse processo vai depender de muitos fatores, entre eles o preço do petróleo no mercado externo. "Se o petróleo amanhã ficar muito caro, automaticamente as questões de preço (do combustível de cana para aviação) são minimizadas. Se você encontrar uma rota alternativa de produção que utiliza outra matéria-prima, facilita, porque não concorre com etanol ou com açúcar". Ele lembrou que, em termos ambientais, o projeto desenvolvido pela Amyris "é muito bom".

Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que já existe pedido para a realização de um voo com biocombustível de Campinas para o Rio de Janeiro - Aeroporto Santos Dumont, com realização de voos locais no Rio e retorno para Campinas no mesmo dia. O pedido foi feito no último dia 25 de abril. O voo será autorizado pela Anac por meio da emissão de um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), "com o objetivo de pesquisa e desenvolvimento, só com convidados a bordo e cientes do propósito experimental".

A Anac informou ainda, por meio de sua assessoria, que está em contato com a Azul, a Embraer e a GE (fabricante do motor) "para estabelecer os procedimentos e limitações impostas ao avião para permitir sua operação segura".

Fonte: O ESTADO DE  S PAULO

Sindicato teme demissões na Embraer

Três anos depois de ter demitido 4.000 funcionários, a Embraer estaria planejando novos cortes, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.


"Faz três semanas que estamos ouvindo rumores nas fábricas de que a empresa estaria planejando a demissão de mais de mil trabalhadores", diz o vice-presidente do sindicato, Herbert Claros da Silva.

Ele conta que a diretoria do sindicato conversou, no dia 26 de maio, com o departamento de Recursos Humanos da fabricante de aviões, que desmentiu os rumores. Porém, ele afirma que, quando o sindicato solicitou que o desmentido fosse feito por escrito, para que os trabalhadores pudessem ser tranquilizados, não houve resposta por parte da empresa. Procurada pela Folha, a Embraer negou veementemente a possibilidade de demissões e disse que o clima interno é de tranquilidade.

Com a intensificação dos rumores, nesta terça, o sindicato enviou ofício ao prefeito de São José, Eduardo Cury, e ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

"Em 2009 eles negaram até o último minuto e depois demitiram 20% da força de trabalho. A gente não confia mais", diz. "Quero que a Embraer fale com todas as letras que não vai haver demissões. Não podemos trabalhar com boatos."

O sindicato quer que o governo obtenha da fabricante a garantia de estabilidade no emprego para todos os trabalhadores e também defende a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. Hoje a jornada na Embraer é de 43 horas semanais.

Fonte: FOLHA DE S PAULO

Embraer e Telebras assinam acordo para criar empresa de satélite

A Embraer e a Telebras assinaram nesta terça-feira um acordo para criar a Visiona Tecnologia Espacial, empresa que atuará no PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais), conforme Memorando de Entendimento anunciado em novembro de 2011.

Segundo nota da empresa de telefonia enviada à imprensa, a Telebras terá 49% do capital social da companhia, enquanto a Embraer terá 51%.

"O objetivo inicial da [nova] empresa é atuar no Satélite Geoestacionário Brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de transmissões estratégicas de defesa", informou a estatal na nota.

Assim como a própria Embraer, a Visiona terá sede em São José dos Campos (SP) e atuará em parceria com entidades de ensino e pesquisa aeroespacial do país.

Fonte: FOLHA DE S PAULO

Alitalia recebe primeiro Embraer 175

O primeiro Embraer 175 da Alitalia foi entregue hoje.

Primeiro ERJ-175 em seu voo de entrega,fotografado hoje em Recife.O aviçao fazia o voo 8920. Foto de Rafael Nunes.

First ERJ-175 for Alitalia in delivery flight. "Alitalia-8920" departing rwy 18 bound to GCLP at FL390. It was a great looking ERJ-175 with this Alitalia colours. Recife is a great place to see several Embraer's in many colors. Alitalia being just one of them.

Alitalia recebe o primeiro Embraer 190

Aeronave é o primeiro dos 20 E-Jets que a companhia aérea italiana receberá

A Embraer entregou hoje o primeiro jato EMBRAER 190 para a Alitalia, em cerimônia realizada na sede da Empresa em São José dos Campos, Brasil. A aeronave é parte da encomenda da companhia aérea italiana anunciada em março de 2011 para cinco jatos EMBRAER 190 e 15 EMBRAER 175 e será operada por meio de um acordo de leasing com a Air Lease Corporation, dos EUA. Leia mais.

Embraer lança primeira fábrica nos EUA

Flórida ganha fábrica da Embraer

A Embraer colocou para funcionar a sua primeira fábrica nos EUA, três anos após tê-la anunciado e no momento em que o presidente Barack Obama, com o país em crise, tem usado os donos de jatos corporativos como alvo de suas críticas aos disparates na economia americana.

A unidade na Flórida, que começou a operar no mês passado na cidade de Melbourne, é a primeira linha de montagem somente da empresa fora do Brasil (há uma joint venture na China).

No ano passado, a empresa anunciou a construção de uma fábrica de estruturas e componentes em materiais compósitos em Portugal.

Da nova fábrica, na qual foram investidos US$ 51 milhões (R$ 80 milhões), sairão jatos executivos Phenom 100, que hoje também são produzidos na unidade de Gavião Peixoto (SP).

A Embraer já manifestou, no passado, ambição de fazer negócios com a Defesa americana, mas não há projetos concretos anunciados.

"Por ora, é só o Phenom [que pretendemos fabricar]. Não há planos de trabalhar com outros produtos", disse à Folha, por telefone, Phil Krull, diretor administrativo da Embraer Executive Jets.

Neste ano, a fábrica na Flórida deve entregar apenas um jato, em novembro, mas para 2012 a meta é elevar a produção para 31 e, a partir do ano seguinte, 60 jatinhos ao ano, afirmou Krull.

A empresa se vangloria de que o modelo foi o jato executivo mais entregue no mundo no ano passado.

XEPA NA NASA

O executivo afirma que a cidade foi escolhida pela proximidade com a base de clientes, o espaço em seu aeroporto e a oferta de mão de obra qualificada, que aumentou com o fim do programa de ônibus espaciais da Nasa.

Localizada 280 km ao norte de Miami, a cidade está fincada na chamada costa espacial americana.

"Não é segredo que a Nasa fez cortes e que muita gente superqualificada está disponível", disse Krull.

"Temos 69 empregados, e, entre engenheiros e técnicos, 18 são ex-funcionários da Nasa", afirmou o executivo.

A empresa tem hoje US$ 16 bilhões em encomendas, e emprega, no mundo, 17.253 pessoas.


Fonte: FOLHA DE S PAULO

Airbus presenteia Embraer com réplica do Airbus A380

CEO da Embraer ganha presente do CEO da Airbus.



O CEO da Airbus, Tom Enders, deu de presente ao CEO da Embraer, Fred Curado, uma réplica do Airbus A380, como sinal de boa vontade, após o incidente do domingo passado, quando um Airbus A380 atingiu com a ponta da asa, o edifício da Embraer, em Le Bourget.

O Acidente

Quando um superjumbo se aproxima demais, eis o que acontece!!!!

Veja abaixo,fotos do incidente envolvendo o Airbus A380, matrícula MSN004.

A aeronave estava sendo rebocada para a área estática do aeroporto, logo após o pouso, quando atingiu o edifício da Embraer. O avião não se movimentava por meios próprios naquele momento e na segunda-feira, dia 20,à noite, retornou á Toulouse para reparos.


Fonte: Will Horton / flightblog
Tradução e edição: AIRKRANE

Lucro da Embraer quadruplica e salta para R$ 174,3 milhões no 1º trimestre

No mesmo período de 2010, a cifra atingiu R$ 44,1 milhões; aviação comercial passa a representar 71,2% da receita

A Embraer praticamente quadruplicou seu lucro líquido atribuído aos acionistas no primeiro trimestre deste ano, ao registrar R$ 174,3 milhões. No mesmo período do ano passado a cifra alcançou R$ 44,1 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu R$ 259,8 milhões nos três primeiros meses desse ano, alta de 23,9% ante os R$ 209,6 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda cresceu de 11,8% para 14,8% na mesma comparação.

A receita líquida da companhia no primeiro trimestre foi de R$ 1,756 bilhão, inferior aos R$ 1,783 milhões do mesmo período de 2010. A contribuição de Serviços Aeronáuticos na composição da receita da empresa foi de 15,4%, superior a participação de 2010, que foi de aproximadamente de 11%.

A participação da aviação comercial na receita líquida total da Embraer passou de 61,7% no primeiro trimestre do ano passado para 71,2% no primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 1,250 bilhão. No mesmo período, a área de defesa e segurança passou de 23% da receita para 16%, somando R$ 282 milhões.

O segmento de jatos executivos representou 11% do faturamento, contra 13,2% ante os três primeiros meses de 2010, totalizando R$ 192,7 milhões. Outras fontes de respeita responderam por 1,8% do faturamento - no primeiro trimestre de 2010 eram 2,1%.

A Embraer passou a detalhar a partir do primeiro trimestre deste ano quanto do seu faturamento foi obtido com serviços aeronáuticos em cada um dos seus segmentos. A aviação comercial obteve nos três primeiros meses deste ano R$ 173,6 milhões com a prestação de serviços. Na área de defesa e segurança, foi obtida receita de R$ 67,3 milhões com serviços, enquanto o segmento de aviação executiva gerou receitas de R$ 29,9 milhões.

Normalmente, segundo a empresa, as margens de Serviços Aeronáuticos são maiores do que os outros negócios da Embraer, e especialmente neste último trimestre suas margens ultrapassaram a média face ao mix de receitas. Além disso, em função do mix de produtos e dos esforços para maximizar a eficiência operacional de seus processos, a Margem bruta alcançou 24,3% no primeiro trimestre do ano.

Fonte: Silvana Mautone / Agência Estado

Embraer revela novos parceiros em programa de cargueiro

Novos parceiros  para o desevolvimento do KC-390

A Embraer anunciou na quarta-feira (13/04) durante a 8ª edição da LAAD, o maior evento da América Latina voltado aos segmentos de defesa e segurança que teve início no dia 12 deste mês no Rio de Janeiro e estende-se até o próximo dia 15, os nomes de dois novos fornecedores para o programa KC-390.

As empresas escolhidas pela Embraer são a Aero Vodochody, da República Tcheca, e a FAdeA, da Argentina, ambos países cujos Ministérios da Defesa já haviam assinado em 2010 Declarações de Intenção com o Ministério da Defesa brasileiro tendo por objetivo sua participação no desenvolvimento da aeronave e a aquisição dos aviões para suas forças aéreas.

Segundo a Embraer, a Aero Vodochody participará da fase de definição conjunta do avião e fornecerá a seção traseira da fuselagem, portas para pára-quedistas e tripulação, porta de emergência e escotilhas, rampas de carga e bordo de ataque fixo para os protótipos e aviões de série.

Já a FAdeA fornecerá os spoilers, portas do trem de pouso do nariz, portas da rampa, carenagens dos flaps, cones de cauda e armários eletrônicos dos aviões.


Fonte: CR Online

LAAD 11: Interesse brasileiro em UAV´s motiva setor aerospacial

Setor se posiciona para atender ao mercado brasileiro de defesa.

O interesse brasileiro em sistemas aéreos não tripulados deixou de ser um objeto de desejo para o futuro e tornou-se algo que se deseja agora. Por isso, as empresas locais passaram a ofercer várias opções.

Esta mudança de atitude, forçou tanto as empresas nacionais como estrangeiras a buscar se posicionar entre os primeiros lugares na disputa pelos pedidos que virão.

A Embraer, maior companhia brasileira do setor aeroespacial, acaba de fazer o gesto mais ousado, formando uma joint-venture com a Aeroelectronica (AEL), empresa controlada pela Elbit Systems, objetivando oferecer uma nova versão modificada do drone Hermes 450 da Elbit , para a Força Aérea Brasileira. A FAB já recebeu alguns exemplares do Hermes 450, fornecidos pela AEL, para a realização de um programa de testes.

Elbit Systems

A Embraer, também assinou um memorando de entendimento com a LAB, uma empresa sediada em São José dos Campos, dando o apoio ao programa da LAB que fornece mini UAV`s à Marinha do Brasil. Ambos movimentos se seguem à aquisição no início do ano, por parte da Embraer, de uma participação majoritária nna companhia OrbitSat, empresa que desenvolve o UAV Sarvant.

A Santos Lab, por sua vez, juntou-se à Boeing como um parceiro offset, apostando que a FAB venha a comprar o F/A-18E/F Super Hornet , dentro do âmbito do Programa FX-2. A Santos , poderia então associar-se à Insitu, cia pertencente à Boeing, para comercializar o Scan Ealge no Brasil.

A ligação da Embraer com o Hermes 450 é revelada em um momento em que a Avibrás apresentou um mock-up de um novo UAV chamado Falcão. O anúncio da nova aeronave informa que ele poderrá transportar 150 kg de equipamentos em missões de 15 horas de duração; contudo, o estágio atual de desenvolvimento do novo drone não foi divulgado.

A Avibrás formou parcerias com pequenas empresas brasileiras no ramo aeroespacial. A Flight Techonology, por exemplo, fornece os controles de voo para o Falcão.

A Flight Techonology, também revelou uma nova família de mini-UAVs, chamada Horas 100. Em julho do ano passado, a empresa forneceu três protótipos de UAS da classe Watchdog, com capacidade de transportar 100 kgs de equipamentos, e dois protótipos Horas 200, ao Exército,para avaliação.
Produção

O sinal verde para a produção dos UAV´s foi adiado porque os cortes orçamentários do governo federal, cortaram a verba da Defesa em 26.5% este ano.

Os militares brasileiros têm outras opções disponíveis no Brasil. A Polícia Federal, recebeu um UAV Heron, em 2010, fornecido pela empresa israelense Israel Aerospace Industries, contudo os voos de avaliação ainda não ocorreram devido problemas orçamentários.

E não pára por ai. A pequena empresa brasileira Gyrofly Innovations, apresentou dois novos helicópteros quadrirotores, posicionados na classe micro UAV.

A China demonstra interesse em entrar no mercado brasileiro e apresentou um modelo do UAS , o PW3, equipado com armamentos , no salão de exibições da convenção da Latin America Aerospace and Defence Convention 2011

Fonte: Stephen Trimble/Flight International
Tradução e edição: AIRKRANE

China aprova compra de aviões da Embraer

Acordos foram fechados com companhias aéreas China Southern e Hebei. Empresa firmou acordo para produzir o Legacy 600 no país asiático.

A Embraer anunciou que vendeu 20 aviões do tipo E190 para a companhia China Southern e outros 15 aviões E190 à Hebei, coincidindo com a visita oficial realizada pela presidente Dilma Rousseff à China.

Em comunicado, a construtora aeronáutica brasileira informou que a CDB Leasing Co., Ltd (CLC) e a China Southern Airlines Co. confirmaram a compra de um segundo pacote de dez aviões E190, depois do primeiro pedido de dez aeronaves anunciado do início do ano. Além disso, também foi assinada uma carta de intenções para adquirir um terceiro lote de dez aparelhos do mesmo modelo, o que, caso seja confirmado, leva à venda um total de 30 aeronaves.

O montante da operação seria de US$ 1,25 bilhão, segundo o preço de referência, de cerca de US$ 43 milhões por aeronave.

Os 30 aviões serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo, que começará a recebê-los no segundo semestre do ano, informou a Embraer.


"Estamos satisfeitos por receber este novo pedido", disse Paulo César de Souza e Silva, vice-presidente executivo da Embraer para o mercado de aviação comercial. Ele considera que se trata de "uma confirmação da "qualidade de nossa aeronave", cuja frota chegará em breve a 100 unidades na China.

A empresa brasileira também anunciou a venda de outros dez E190 para a companhia aérea Hebei e a oferta de compra de outros cinco. A primeira entrega dos 10 aviões está programada para setembro de 2012.

Hebei é uma das companhias aéreas mais novas da China, criada em junho do ano passado. Atualmente, opera seis aeronaves, incluindo dois Embraer ERJ 145.

O E190 é o terceiro dos quatro aviões da família dos E-Jets, pelos quais a companhia tem cerca de 1 mil ordens firmes de compra e mais de 700 aparelhos no mundo todo.

Com estes novos pedidos, a Embraer tem 135 aeronaves no mercado chinês, incluindo 75 E190, 46 ERJ 145 e quatro aeronaves executivas.

Fabricação de Legacy na China

A Embraer anunciou ainda que fechou um acordo com a estatal Aviation Industries of China (Avic) para produzir o Legacy 600 da Embraer no país asiático, utilizando a infraestrutura, os recursos financeiros e a mão de obra da "joint venture" Harbin Embraer Aricraft Industry Company (HEAI), criada pelas duas empresas. "Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária", informou a empresa em comunicado.

Sem licença para fabricar outro modelo, mais competitivo, a fábrica corria o risco de ficar ociosa e fechar as portas.

A Embraer está presente na China desde o ano de 2000 e atualmente mais de 80 aviões
produzidos pela Empresa operam na região. A HEAI foi criada em janeiro de 2003 e já produziu e entregou 39 aeronaves ERJ 145 até o momento.

Fontes: Embraer - O Globo

Jato da Jet Blue está prestes a declarar emergência

JET BLUE 136 About to Declare Emergency 04/10/2011 @ 1420 EDT. You will hear JETBLUE136 talking with their Dispatch/Maintence on 131.175 MHz. On take-off from Ft. Myers aircraft made a hard jerk to the right. At first pilot thought it was an engine failure the jerk was so hard. They are now under impression it is a landing gear strut failed. They are continuing to JFK, when in contact with Washington Center they will then Declare an emergency and land JFK. CLICK HERE for a map of were Jet Blue 136 was shortly after (about 10 minutes) the recording was made.

Voo 136 da Jet Blue poderá declarar emergência a qualquer momento. Avião segue neste momento para o JFK. Clique aqui e veja o mapa da rota.

O equipamento é um Embraer-190

Update

O voo 136 pousou em segurança no JFK.


Fonte: milaircomms

China vai anunciar encomenda de aviões da Embraer

Depois de muitas queixas do Brasil, país concordou em fazer um aceno positivo, na tentativa de mostrar disposição em abrir o seu mercado

A China vai anunciar a encomenda de aeronaves da Embraer na visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país asiático. As negociações só continuam para definir o tamanho da encomenda. Depois de muitas queixas do Brasil, a China concordou em fazer um aceno positivo, na tentativa de mostrar disposição em abrir o seu mercado. Mesmo assim, houve muitas idas e vindas nas negociações.

O que está em negociação com a China é a encomenda de 50 aviões do jato de médio porte EMB-190, da Embraer, além de mais 25 do modelo ERJ-145. Na semana passada, no entanto, os chineses indicaram que ainda estavam fazendo cálculos e poderiam reduzir o tamanho do pedido pela metade, por causa da crise. A possibilidade de corte no pedido deixou Dilma muito contrariada.

A novela dos jatos da Embraer se arrasta desde o governo Lula, já que a planta industrial brasileira foi montada na China para fabricação do EMB-145. Mais recentemente, passou a se cogitar a possibilidade de produzir outros modelos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou interceder em favor da Embraer e, no ano passado, chegou a enviar duas cartas ao governo chinês. Não obteve resposta. No Palácio do Planalto, muitos assessores de Dilma consideram que foi um erro a Embraer ter se instalado na China. Agora, a presidente quer renegociar o acordo e fará pressão nesse sentido. Seu objetivo é conseguir autorização de Pequim para ampliar a fábrica da Embraer no país, a fim de produzir o jato executivo Legacy.

Fonte: Lisandra Paraguassu, Vera Rosa e Roberto GodoY/O ESTADO DE S PAULO

Embraer pode anunciar em semanas aquisição em defesa

A Embraer negocia uma aquisição na área de defesa que pode ser anunciada "nas próximas semanas", afirmou nesta quinta-feira o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado.

Em 15 de março, a Embraer Segurança e Defesa, divisão da fabricante brasileira de aviões, anunciou a compra de 64,7% da divisão de radares da Orbisat da Amazônia por R$ 28,5 milhões.

"Existe um segundo processo em andamento que temos uma expectativa positiva para as próximas semanas", disse Curado em entrevista durante o Reuters Latin American Investment Summit.

O executivo não forneceu mais detalhes, já que a negociação ainda está em curso.

"Estamos procurando ficar um pouco mais abertos a oportunidades de aquisição. É uma forma de crescer sem ser aquele monólogo do desenvolvimento de novos produtos sempre", acrescentou.

"Na área de defesa há uma série de pequenas e médias empresas... Queremos ser vistos como uma empresa central para o Brasil na área de defesa e segurança", destacou.

Fonte: FOLHA DE S PAULO

Embraer pode desenvolver avião na Índia

Empresa busca fechar parcerias e contratos de fornecimento baseados no potencial das forças armadas do país

A Embraer pode desenvolver um avião turboélice de treinamento básico, em parceria com a Índia, com o objetivo de atender a potencial demanda das forças aéreas de ambas as nações, afirmou o vice-presidente para o Mercado de Defesa da companhia, Orlando Neto. A empresa também espera ganhar em breve um contrato com a Índia para fornecer nove aeronaves multimissão, revelou o executivo.

A companhia está entre inúmeras empresas de defesa mundiais que participam do evento Aero Índia Show na esperança de que o país do sul da Ásia comprará mais armas, aeronaves e outros equipamentos de defesa para modernizar suas forças armadas. O governo federal da Índia tem um orçamento militar de 1,47 trilhões de rúpias (US$ 32,150 bilhões) no atual ano fiscal, que se encerra em março.

Segundo Neto, a Força Aérea Brasileira tem atualmente entre 100 e 150 aeronaves turboélice de treinamento Tucano - fabricadas pela Embraer - que precisarão ser renovadas ou substituídas por um avião novo de treinamento em 2018.

"Assim, teremos também um espaço para a substituição e, por isso, há espaço uma para codesenvolver e coproduzir um avião de treinamento básico", disse Neto. "Os dois países podem gastar provavelmente o dinheiro de maneira igual e produzir cerca de 100 a 150 aviões, cada um." O executivo afirmou que a companhia mantém "discussões contratuais" sobre uma proposta de aquisição do país de nove aviões multimissão. A Embraer ofereceu a plataforma da aeronave Legacy para o negócio.

Referindo-se à aeronave multimissão, Neto explicou que ela será de vigilância, bloqueio eletrônico e de comunicação e transporte VIP para autoridades. "Estamos na fase final das discussões", afirmou.

Segundo ele, a Embraer entregará o primeiro de três jatos Embraer 145 que a Índia encomendou no segundo semestre deste ano. As aeronaves serão utilizadas para inteligência, vigilância e missões de reconhecimento pela Força Aérea da Índia.

A Embraer fechou um contrato de US$ 250 milhões em 2008 para fornecer os três jatos à Índia. Segundo o executivo, os outros dois jatos serão entregues no início de 2012.

Neto disse que há a possibilidade de a Embraer exportar 145 aviões equipados com um radar de alerta desenvolvido pela Índia para outros países. "Nós vemos espaço para as exportações", explicou. "Esse produto vai atrair a atenção de outras nações na região (da Ásia-Pacífico) e de outros lugares."

Serviços

A indiana Air Works informou que foi escolhida pela Embraer como centro autorizado de serviços para os jatos Phenom na Índia. A Air Works foi certificada pelo Diretório Geral de Aviação Civil da Índia para fornecer manutenção, reparos e serviços gerais para todos os jatos executivos Phenom 100 no país.


Fontes: O ESTADO DE S PAULO e Dow Jones

Embraer vai revisar 43 jatos de combate AMX da FAB

A Embraer anunciou nesta segunda-feira que assinou contrato com o Comando da Aeronáutica para revisão de 43 jatos de combate AMX da Força Aérea Brasileira (FAB).



O acordo complementa contrato de 2003 para a modernização dos caças AMX. Esse acordo tinha como foco a atualização dos sistemas eletrônicos dos AMX, que começaram a ser operados pela FAB há 20 anos.

'O novo acordo anunciado hoje contempla a revisão estrutural e o reparo e substituição de outros equipamentos desatualizados', afirma a Embraer em comunicado, sem informar detalhes do valor do contrato.

O voo inaugural do protótipo monoposto modernizado está previsto para o começo de 2012 e dará início aos ensaios em vôo dos sistemas. A primeira entrega está programada para o final de 2012.

Fontes do governo brasileiro afirmaram à Reuters que a presidente Dilma Rousseff decidiu adiar a escolha do fornecedor de jatos de combate que irá substituir a frota atual da FAB. Segundo uma das fontes, a presidente decidiu reiniciar o processo de avaliação das aeronaves --oferecidas por Saab, Dassault e Boeing-- e a esta altura não tem preferência por qualquer fornecedor

Fonte: G1

Novas regras para financiamento público de aeronaves favorece Embraer

Brasil, Canadá, Estados Unidos e União Europeia, que abrigam os maiores fabricantes de aviões do mundo, fecharam na semana passada um acordo para o financiamento público para a exportação de aeronaves.

A partir de fevereiro, uma nova forma de cálculo vai reduzir o espaço para que governos ofereçam vantagens no crédito oficial. A medida vai elevar o juro dessas operações para nível próximo do cobrado no mercado.

Na Embraer, a notícia foi recebida com ressalva, pois encarece o financiamento usado por 55% dos clientes de 2010. Mas nem tudo é ruim para a companhia de São José dos Campos: a empresa passa a ter condições idênticas às gigantes Airbus e Boeing, o que, em última instância, pode facilitar eventual plano de lançamento de aviões maiores, como já fez a canadense Bombardier.

Em debate há mais de dois anos, o entendimento foi fechado em Paris com o apoio dos principais países que fabricam aviões comerciais. O acordo, que deve ser oficializado até 20 de janeiro, acaba com regra de 2007 que previa condições diferentes de crédito para aeronaves de grande porte - como as fabricados pela Airbus e Boeing - e regionais - da Bombardier e Embraer. Agora, o crédito para qualquer avião passa a ser feito da mesma forma, com condições mais rígidas para o cálculo do juro e garantias. Ou seja, menos espaço para subsídios.

O fato de termos regras iguais para todos é muito positivo. A ausência de uma regra desse tipo criava situação em que concorrentes poderiam oferecer condições cada vez mais favoráveis, em uma corrida não saudável. O acordo nos protege, diz Marcelo Della Nina, chefe da delegação do Ministério de Relações Exteriores que negociou o acordo.

De uma forma geral, o acordo não é bom para a indústria, porque o crédito, que é importantíssimo para a compra de um avião, ficará mais caro, diz o vice-presidente executivo de aviação comercial da Embraer, Paulo César de Souza e Silva. No mercado aeronáutico, porém, analistas afirmam que o crédito público era um dos entraves para que a Embraer pudesse pensar mais seriamente em lançar nova família de jatos maiores, para concorrer com a Airbus e a Boeing.

Fonte: Fernando Nakagawa / AGÊNCIA ESTADO

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