Foguete de sondagem faz voo-teste do Centro de Lançamento de Alcântara

Veículo Orion não tem capacidade de missões orbitais. Lançamento serviu como treino para equipes do centro.


Lançamento do foguete Orion em Alcântara (Foto: AEB)

Mais um foguete de sondagem subiu aos céus a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na tarde desta sexta-feira (29), segundo informou a Agência Espacial Brasileira (AEB). O último lançamento do tipo havia ocorrido dois anos atrás.

Um foguete Orion foi lançado com sucesso às 16h25, depois de dois dias de adiamento por más condições meteorológicas. Trata-se de um veículo suborbital de um estágio desenvolvido pelo DLR, agência espacial alemã, em parceria com o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), órgão ligado à Força Aérea Brasileira. Ele não tem capacidade para colocar objetos em órbita, de forma que sua trajetória é apenas uma parábola que leva o foguete ao espaço e de volta à Terra.

O lançamento ocorrido em Alcântara, batizado de Operação Maracati I, teve participação de técnicos alemães e suecos, em razão de parceria mantida com esses países para lançamentos desse tipo com o objetivo de conduzir experimentos em ambiente de microgravidade.

Na atual missão, entretanto, o objetivo era basicamente treinar as equipes responsáveis pelo lançamento -- o foguete não possuía carga útil (experimentos instalados a bordo). Segundo o IAE, o veículo atingiu uma altitude máxima de cerca de 93,7 quilômetros, para depois cair no mar, a 80,9 quilômetros da costa.

Em meio à crise com a Coreia do Norte, EUA enviam caças para o Japão

Envio de aviões foi acertado entre Obama e Taro Aso. Rússia também pede ‘séria reação’ com os norte-coreanos.

Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.

Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.


Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão

O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas.

Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.

A agência de notícias Reuters informou ainda que o envio dos aviões foram acertados após uma conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o premiê japonês Taro Aso.


F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)

Mais cedo, ainda nesse sábado, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia.

"Não ficaremos parados" enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.


Rússia engrossa lista

Após a China pedir cabeça fria nas decisões, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e o primeiro-ministro do Japão disseram neste sábado (30) que os testes nucleares da Coreia do Norte exigem "a mais séria reação".

A declaração dos dois líderes aparece na nota da assessoria de imprensa do Kremlin que resume a conversa telefônica que ambos tiveram nesse sábado por iniciativa do premiê japonês.

"As partes foram unânimes na necessidade de reagir da maneira mais séria a essas ações (norte-coreanas), que representam um desafio ao sistema de segurança internacional", diz o comunicado.

Os dois líderes também se dispuseram a "coordenar a elaboração das medidas adequadas à situação criada e orientadas à sua solução, as quais serão incorporadas à nova resolução do Conselho de Segurança" da ONU, informou o Kremlin.

Aso e Medvedev conversaram ainda sobre temas de interesse bilateral. Neste contexto, o presidente russo ressaltou a importância de ambos "se absterem de fazer declarações públicas sobre os problemas espinhosos" nas relações entre os dois países.

O premiê japonês, segundo o Kremlin, "acolheu com compreensão" esta observação de seu interlocutor.

Ponte Aérea 50 anos

Há meio século três empresas se uniam para começar uma revolução aeronáutica. Conheça a história da operação que transformou a rota Rio-São Paulo em mito



Último voo do Electra II entre RJ e SP
A 5 de janeiro de 1992 o Lockheed L-188 PP-VLX da Varig realizou o seu último voo da ponte-aérea Rio - São Paulo, deixando saudades aos seus utilizadores. neste vídeo vemos a reportagem do Jornal Nacional da Rede Globo.
Matéria interessante sobre a aeronave:


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A Ponte Aérea dos dias atuais é mais uma questão cultural do que propriamente uma estratégia de negócios. Desde 1999, o acordo que unia as empresas em torno da operação não existe mais e as companhias voltaram a oferecer voos de modo independente. Nada de balcão e grade de horários compartilhados ou equipamentos padronizados e intercâmbio de bilhetes. Mas essa volta à (quase) informalidade não tornou a ligação menos importante: a rota entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, é uma instituição. E, ao longo de suas cinco décadas, vem colecionando toda uma mitologia de histórias, personagens e glamour.

A importância dessa verdadeira conexão umbilical aérea entre as principais metrópoles brasileiras é tão essencial que o consultor de empresas e economista Stephen Kanitz considera a rota um termômetro do PIB bra-sileiro: “um dos mais antigos indicadores da atividade econômica no Brasil era o número de passageiros da ponte aérea Rio-São Paulo, normalmente executivos entabulando negócios futuros”, escreveu recentemente em seu blog O Brasil que Dá Certo.

Da mesma forma que o PIB circula pelos salões dos aeroportos paulistano e carioca, celebridades também se tornaram sinônimo de ponte aérea desde o início da operação. Foi assim nos anos 1950, quando astros dos estúdios Vera Cruz e Atlântida passeavam pelos saguões e lhes emprestavam um ar mezzo Hollywood, mezzo Cinelândia. E, a partir dos anos 1970, época em que o glamour ganhou a cara dos grandes nomes da televisão, figuras fáceis nas salas de embarque e desembarque desde então.

Após meio século, a Ponte Aérea se tornou uma das quatro linhas mais movimentadas do mundo. Transporta em média 300 mil pessoas por mês, de acordo com dados da Infraero de 2008. Para se ter uma idéia da grandeza desse número, seria como se toda a população de uma cidade paulista do porte do Guarujá ou de Taubaté resolvesse viajar entre as capitais no mesmo mês. A operação atual se restringe a quatro companhias. TAM e Gol/Varig concentram a maior parte dos pousos e decolagens, enquanto a Ocean Air, com menos horários, tenta comer pelas beiradas. As empresas oferecem mais de 120 partidas diárias com uma freqüência média de impressionantes 10 minutos.

A ligação aérea influencia até mesmo o mercado imobiliário paulistano. Bairro vizinho ao aeroporto, Moema vem se tornando nos últimos anos um verdadeiro pedaço do Rio em São Paulo. Os cariocas fecham um em cada três contratos de locação na área, segundo as maiores empresas especializadas do mercado. A explicação por essa preferência é prática, mas com uma pitada de sentimentalismo: a região fica no meio do caminho entre Congonhas e o pólo financeiro da avenida Luis Carlos Berrini. Mas também a percepção de proximidade entre as metrópoles criada pela ponte ameniza a saudade desses paulistanos biônicos. E, de quebra, os moradores têm o Parque Ibirapuera ao lado, além de acesso a shoppings, lojas e a uma das mais comentadas vidas noturnas da cidade.

A história dos voos comerciais entre Rio e São Paulo nasceu em 1936. Mas essa conexão só atingiu a maioridade com a chegada da Ponte Aérea. Essa operação inovadora espelhou com fidelidade o espírito daquele período que passou para a história como os “Anos Dourados”. E 1959 foi uma época e tanto.

O Rio de Janeiro vivia seus últimos meses como capital federal em 1959 – posteriormente perderia esse título para Brasília. Mas não se sentia nem um pouco menos central. A recém-nascida bossa-nova emergia com a sina de um movimento histórico. E a Cidade Maravilhosa era o palco principal do dinamismo febril que tomava conta de corações e mentes naquele final de década. Eram os anos JK, nos quais o país, sob comando do presidente Juscelino Kubitschek, sonhava saltar “cinqüenta anos em cinco”.

A 380 quilômetros de distância via aérea, São Paulo encontrava de vez sua vocação de megalópole. Ao longo daquela década assumiu o posto de maior cidade brasileira. E esse desenvolvimento ganhou um empurrão com a força de muitos HPs. Em 1959, a indústria automobilística nacional dava seu primeiro grande passo – ou seria rpm?: já no mês de janeiro, os primeiros fuscas made in Brasil começaram a sair da linha de montagem da VW, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista.

Como ímãs gigantes, os dois centros urbanos concentravam atenções econômicas e culturais do país. E também se atraíam mutuamente. Nesse cenário de ebulição, a aeronáutica também protagonizou sua própria mudança revolucionária. Há 50 anos, no dia 6 de julho, São Paulo e Rio de Janeiro ganhavam uma nova instituição: a Ponte Aérea.

Os anos dourados da rota Rio-São Paulo decolaram graças a uma acirrada disputa comercial. O consórcio Real Aerovias, dono de uma fatia de 35% do movimento entre as metrópoles, pressionava os rivais com ações ousadas e uma disposição competitiva que incomodava. Sozinhos, seus principais adversários, Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul, pouco podiam fazer. Mas... E se juntassem forças? E se os passageiros pudessem embarcar no primeiro vôo disponível sem se preocupar de qual empresa tinham comprado bilhete? E se os voos fossem organizados de modo a manter a frequência a mais curta e regular possível?

As respostas a essas perguntas se revelaram um daqueles momentos de inovação pura que parecem óbvios depois de alguém colocar em prática. Para o público-passageiro foi uma espécie de nova bossa-aérea feita para revolucionar e durar até se revestir de clássica. Isso porque, antes do surgimento da operação unificada, o caos era regra.

Sete empresas transportavam passageiros entre Rio e São Paulo, mantendo uma freqüência de 40 saídas diárias. No entanto, como a filosofia era cada um por si, às vezes até três aviões decolavam juntos no mesmo horário. E alguns vazios. A consequência da sobreposição de voos eram períodos demorados nos quais os passageiros ficavam, literalmente, a ver navios - na Baía da Guanabara, pelo menos - enquanto esperavam por horas a vez de embarcar.

A pressão da Real acabou por dar o estímulo que faltava às outras três grandes operadoras da conexão Rio-São Paulo a passar por cima das diferenças. E aquelas respostas às necessidades dos passageiros começaram a tomar forma. Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul iniciaram sua parceria de modo informal. Quase clandestino.

Longe dos olhos das diretorias, representantes dos aeroportos das três companhias começaram, por conta própria, a fazer ajustes em suas grades e a colaborar entre si para viabilizar a operação. A Ponte Aérea começou sua gestação assim, meio marginal, mas com alma de grandeza, como um certo samba baiano de batida jazística. Apenas que, em lugar do violão havia aviões. E, ao invés de João, Tom e Vinícius, o trio da Ponte era composto pelos gerentes da Varig, Carlos Ivan Siqueira, da Vasp, Antônio Deléo, e da Cruzeiro do Sul, Juarez de Azevedo.

Demorou pouco para que as direções das companhias tomassem conhecimento da iniciativa de seus gerentes operacionais. E acolheram a idéia sem pestanejar. Os presidentes da Varig, Rubem Berta, da Cruzeiro do Sul, José Roberto Ribeiro Dantas, e da Vasp, brigadeiro Oswaldo Pamplona, apressaram-se em costurar um acordo formal. Desse modo, em 21 de maio de 1959, assinaram um termo de compromisso que criava a Ponte Aérea. O nome, inclusive, já constava desse ofício assinado pelos três comandantes das empresas aeronáuticas.

No dia 6 de julho, os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont abriam as portas e surpreendiam todos com a novidade. A Ponte Aérea oferecia saídas regulares a cada 30 minutos. E havia um balcão unificado para a compra das passagens. Mais surpreso ainda ficou Linneu Gomes, presidente da Real. A líder sentiu o golpe. Mas se manteve no páreo até o fim. Essa concorrência só terminou em 1961, quando, combalida por uma crise, a Real acabou sendo incorporada pela Varig. Mas essa é outra história.

Ao longo dos 50 anos seguintes, empresas fecharam ou foram incorporadas, novas companhias surgiram e o grupo - assim como as metrópoles - mudou radicalmente. Das fundadoras, hoje somente a Varig continua na rota. E, mesmo assim, apenas a marca resiste, pois toda sua estrutura faz parte da Gol Linhas Aéreas. A concorrência acirrada novamente dita a regra, mas a operação unificada deixou um legado de cooperação informal entre as corporações, com práticas como endosso de passagens, por exemplo, e uma grade de partidas e chegadas racional. A Ponte Aérea atual tem vários nomes, muitos balcões, mas continua fiel ao espírito de sua fundação: ser o veículo de ligação entre forças que dão asas ao país.

Embraer e Volvo fecham acordo

Empresa se transforma na responsável pela distribuição oficial de peças originais da fabricante brasileira de aeronaves


O EMB 120, cujas peças estão previstas no contrato

A Embraer estabeleceu um contrato de quatro anos com a Volvo Aero Services para o comércio de peças de reposição em um novo ponto de revenda da fabricante nos Estados Unidos.

Com o acordo, a Embraer coloca a Volvo como centro de distribuição oficial de peças originais para suas aeronaves (Original Equipment Manufacturer – OEM).

O contrato inclui, inicialmente, uma média de quatro mil peças para o EMB 110 Bandeirante, EMB 120 Brasilia e para a linha de jatos ERJ 145. Na prática, a Volvo Aero Services gerenciará e promoverá um estoque de materiais considerados excedentes pela Embraer, que fará a supervisão e estabelecerá metas de vendas.

“Estamos entusiasmados com as oportunidades propiciadas por esta parceria e acreditamos que ela aumentará significativamente nossa oferta de peças de reposição no mercado”, considerou Maurício Aveiro, Diretor de Suporte ao Cliente da Embraer.

Gol voa para Campina Grande

Companhia aproveita aumento na demanda durante festa junina e inclui escala na cidade paraibana em voo de Brasília a Recife

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes vai lançar um novo voo regular para atender Campina Grande, na Paraíba, aproveitando a alta demanda durante as famosas comemorações de festas juninas da cidade.

A partir de 1º de junho, o serviço ligará os mercados de Brasília (DF) e Recife (PE), fazendo escala na cidade paraibana.

De Campina Grande, a Gol já mantém uma frequência regular para o Rio de Janeiro (Aeroporto Internacional do Galeão), com escala em Recife. Nas duas localidades, os clientes têm possibilidades de conexões para grande parte dos destinos que compõem a malha da companhia.

O avião que transportava o empresário Roger Ian Wright e sua família se chocou com uma árvore, segundo a investigação

Piloto optou por fazer quase todo o trajeto de forma visual e não há indícios de problemas mecânicos

Após uma semana de investigação, a Aeronáutica já conseguiu traçar a provável dinâmica do acidente com o King Air B-350, que caiu no dia 22 em Trancoso, no sul da Bahia, matando as 14 pessoas a bordo. A degravação da caixa-preta, concluída na terça-feira, indica que aproximadamente um quilômetro antes do aeroporto privado Terravista, o avião que transportava o empresário Roger Ian Wright e sua família se chocou com uma árvore, conforme adiantou a coluna Direto da Fonte, de Sônia Racy, na sexta-feira. O bimotor ainda voou desgovernado por cerca de 800 metros, até cair a 197 metros da cabeceira da pista.

Pelo áudio do gravador de voz da cabine, não há indícios de que o avião tenha apresentado problemas mecânicos antes do choque. Inicialmente, os peritos suspeitavam que um dos motores teria falhado, uma vez que as hélices encontradas em meio aos destroços apresentavam diferentes deformidades - enquanto uma parecia estar funcionando no momento em que o King Air bateu no solo, a outra aparentava já não ter rotação. Os dois motores continuam sendo inspecionados no Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, e não há prazo para a apresentação de um parecer final.

O motivo do choque com a árvore não está completamente esclarecido. Mas tudo indica que o acidente se enquadre numa ocorrência denominada CFIT (sigla em inglês para Colisão com o Solo em Voo Controlado), a segunda mais frequente na aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). Entre 1999 e 2008, segundo dados do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), os choques com obstáculos em voo responderam por 24,4% dos acidentes com aviões de pequeno porte no País, só atrás de falha de motor em voo (28,9%).

Os casos de CFIT costumam ocorrer com tripulações experientes e acostumadas a fazer determinados trajetos. O excesso de confiança, explicam especialistas em aviação, pode causar a chamada "perda da consciência situacional" - provocada pela combinação de falhas de planejamento e de julgamento dos pilotos, associada a condições meteorológicas adversas. O quadro, ao menos por enquanto, se encaixa perfeitamente no cenário do acidente com o King Air.

A leitura da caixa-preta permitiu também aos peritos rever o papel da meteorologia no acidente. No dia seguinte à tragédia, a Aeronáutica, baseada em depoimentos de testemunhas, disse que a chuva não teria contribuído para a queda do avião. Entretanto, o gravador de voz revelou que, num dos últimos contatos com o operador de rádio do Terravista, a tripulação foi alertada sobre o aumento da chuva. Ainda assim, o piloto Jorge Lang Filho, de 56 anos, prosseguiu com a aproximação visual.

Lang Filho conhecia bem a rota entre São Paulo e Trancoso - levava a família Wright para o condomínio ao menos duas vezes por mês. Seu plano de voo estava dividido em duas "etapas" a partir de Congonhas: um trecho de 80 quilômetros sob coordenação do controle de voo e o restante de forma visual. Durante quase todo o trajeto, não se ouve nada de anormal, até o estrondo causado pelo choque com a árvore. Surpreso, o piloto pergunta em voz alta o que teria sido aquilo. Apesar das tentativas, não consegue mais estabilizar o bimotor, que caiu segundos depois. Ainda não se sabe quais as avarias causadas pela colisão, mas são três as hipóteses estudadas - danos ao motor, aos controles direcionais instalados nas asas do avião ou mesmo as duas coisas juntas.

RECONSTRUÇÃO

Na quarta-feira, após tomarem conhecimento do conteúdo da caixa-preta, militares do 2º Serviço Regional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-2), sediado em Recife, voltaram ao cenário do acidente em busca de mais destroços que os ajudasse a reconstruir a colisão. Os peritos sobrevoaram a área próxima ao aeroporto e, com a ajuda de um mateiro, refizeram a pé o provável percurso do avião. Constataram que a vegetação contra a qual o King Air se chocou fica em um morro, 60 metros acima do nível da pista. As árvores dos arredores estão dentro do "gabarito de segurança" e, portanto, não interferem nas operações.

A degravação dos dados da caixa-preta confirma as declarações de testemunhas no dia seguinte à queda, que disseram ter visto o avião "fora de lugar" quando se aproximou da pista.

FAB adia resgate no Piauí


O helicóptero da FAB só deverá partir hoje para Cocal

Um helicótero da Força Aérea Brasileira (FAB) que deveria voar de Teresina para o município de Cocal, no Piauí, na tarde desta sexta-feira, desistiu da viagem devido à falta de combustível extra para abastecimento na cidade afetada pelo desastre. A aeronave, que foi chamada para resgatar os sobreviventes do acidente na barragem Algodões I, em Cocal, vai esperar até hoje para iniciar as buscas e ajudar na distribuição de alimentos e medicamentos.

O helicóptero, com oito homens a bordo, está parado desde as 13h30 no hangar do governo ao lado do aeroporto de Teresina. O comandante do helicóptero, major Volney Osmari, comunicou o problema à Defesa Civil e a setores do governo. Depois de checar se seria possível abastecer o aparelho na cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí, a equipe resolveu embarcar só na manhã do sábado.

"A Petrobras e o governo do Estado vão disponibilizar combustíveis a partir de amanhã direto a Cocal para abastecer a aeronave", informou o comandante. Saindo de Teresina sem combustíveis a bordo, o avião da FAB seria quase inútil. O H-60L Black Hawk consome 600 l por hora. Descontando as duas horas de deslocamento entre Teresina e Cocal, a aeronave teria apenas uma hora de trabalho de resgate na cidade.

O helicóptero militar do 8º Grupo de Aviação com sede em Manaus fará o resgate de pessoas, distribuição de alimentos e água, e demais ações necessárias que estiverem ao seu alcance. Ele tem capacidade para 15 pessoas e suporta 2 t.

A Defesa Civil divulgou no final da tarde de hoje que permanece o número de cinco as vítimas fatais por causa do rompimento da barragem e que quatro pessoas estão desaparecidas.

US Airways iniciará operações no Brasil em dezembro

Companhia aérea será a quinta americana a operar voos internacionais regulares no País.

A US Airways vai fazer sua estreia no Brasil a partir do dia 2 de dezembro. A companhia aérea, que se tornará a quinta americana a operar voos internacionais regulares no País, vai oferecer um voo diário entre o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) e a cidade de Charlotte, seu principal centro de distribuição de voos domésticos nos Estados Unidos.

De acordo com Newton Vieira, diretor da South Marketing, representante da US Airways no Brasil, a aeronave utilizada será um Boeing 767-200, com capacidade para cerca de 200 passageiros. O avião vai oferecer duas classes: executiva, com em torno de 20 assentos, e a econômica, com cerca de 180 poltronas.

"É a nossa primeira investida na América do Sul. Estamos negociando com a TAM, que como nós pertence à Star Alliance, para termos mais conectividade no mercado brasileiro", afirma Vieira.

Segundo ele, de Charlotte o passageiro brasileiro poderá se conectar com Filadélfia, o principal hub de vôos internacionais da US Airways.

O projeto inicial da US Airways previa voos a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, conta Vieira. De acordo com ele, no entanto, não havia intervalos de pouso e decolagem (slots) disponíveis no terminal paulista. Mas a US Airways ainda pretende, numa segunda fase, oferecer voos a partir de São Paulo.

Os pilotos da Portugália vão fazer greve

Os pilotos da Portugália vão fazer greve durante dez dias consecutivos, a partir de 4 de Junho. À Renascença, a TAP, proprietária da companhia aérea, confirma a paralisação e mostra-se bastante surpreendida.

A TAP já recebeu o pré-aviso de greve dos pilotos da Portugália e está a preparar um plano para minimizar os efeitos deste protesto.

Uma fonte da companhia garantiu que todos os passageiros da Portugália irão ter uma solução caso o seu voo seja cancelado.

O Sindicato dos Pilotos, apesar de não querer gravar declarações, confirma que a decisão de partir para um período tão prolongado de greve, já a partir do próximo dia 4 de Junho e por dez dias, foi aprovado ontem à noite em assembleia geral. Logo depois da reunião o pré-aviso de greve foi enviado para a administração da Portugália.

Entretanto, hoje, numa carta enviada a todos os sócios do Sindicato, a direcção desta estrutura escreve que “após uma ronda de negociações sem sucesso, que incluiu três reuniões com a administração” decidiram partir para a greve.

Uma fonte da companhia confirmou os encontros e disse que “à partida estava tudo a correr bem” e que “nada apontava para este desfecho”.

Os pilotos da Portugália exigem mais períodos de descanso e que há relativamente pouco tempo efectuaram seis dias de greve.

Na altura a administração falou em prejuízos elevadíssimos e que a manterem-se poderiam levar a empresa à falência.

Embraer restaura CBA 123

Recuperação de dois protótipos da aeronave foi realizada por alunos do curso de mecânica geral do Senai


CBA123 restaurado

Como parte das atividades de comemoração dos 40 anos da Embraer, encontra-se me fase final uma cuidadosa operação de restauro de dois protótipos do avião CBA 123, cuja conclusão é prevista para o próximo mês de julho. A iniciativa começou em fevereiro do ano passado e foi realizada em parceria com o Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -, de São José dos Campos, com a participação de 36 alunos do curso de mecânica geral. Depois de restaurado, os aviões já têm um destino traçado. Ficarão exibidos permanentemente no Musal, no Rio de Janeiro, e no MAB – Memorial Aeroespacial Brasileiro, em São José dos Campos.

A restauração do primeiro protótipo, matrícula PT-ZVE, cujo vôo inaugural ocorreu em 18 de agosto de 1990, será concluída em julho. O avião será apresentado nas comemorações do 40º aniversário da Embraer, em agosto, antes de ser transferido para as dependências do MAB.

Já a restauração do segundo protótipo, matrícula PT-ZVB, foi finalizada neste mês de maio. Com interior configurado para 19 passageiros, como previsto no projeto original, o avião inicialmente ficará exposto aos empregados da Embraer na sede da Empresa em São José dos Campos até junho, sendo então transferido para o Musal, no Rio de Janeiro.

NASA testa maior paraquedas já fabricado

Objetivo é garantir que foguetes da nova geração de naves, a Constellation, possam ser reutilizados


O paraquedas de 50 metros e uma tonelada ajuda foguete a descer com suavidade

Engenheiros da Nasa e da indústria aeroespacial completaram com sucesso o primeiro teste dos três paraquedas criados especialmente para o foguete Ares I, um dos veículos que substituirão a frota de ônibus espaciais da agência a partir da próxima década.

Estes são os maiores paraquedas já criados para uso em foguetes, e servem para permitir o resgate e a reutilização de um dos estágios do veículo.

O Ares I é o primeiro foguete do chamado Programa Constellation, e foi projetado para levar ao espaço a cápsula Órion, projetada para carregar astronautas.

Os três paraquedas medem, cada um, 50 metros de diâmetro e pesam uma tonelada. Os três paraquedas abrem-se ao mesmo tempo, gerando o arrasto necessário para desacelerar a descida e permitir um pouso suave do motor do foguete no oceano.

Empresa cria dispositivo de voo pessoal

Por US$ 100.000, é possível comprar um dispositivo para quem quer sair voando por aí


"Personal avião": longe do trânsito

Imagine ter seu próprio jato, ficar livre de congestionamentos gigantescos e não esperar a permissão da torre de controle para pousar? Para quem tem US$ 100.000 disponível, é fácil adquirir o seu personal avião.

A empresa Martin Aircraft, especializada na fabricação de pequenas aeronaves, criou Jetpack – um aparelho com motores e hélices – capaz de voar por até 30 minutos com 20 litros de combustível, chegando até uma velocidade máxima de 97 km/h. É uma aeronave digna dos filmes de James Bond.

Feito em fibra de carbono, o personal avião possui uma autonomia de mais de 50 km e vem com um paraquedas para algum caso de emergência.

Confira o vídeo do Jetpack em funcionamento.

Martin Jetpack flight demonstration April 2009

Bush diz ter saudade da comida da Casa Branca e do Air Force One


O ex-presidente George W. Bush disse que tem saudades da comida da Casa Branca e de viajar no seu avião presidencial

O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (2001-2009) rompeu o silêncio dos últimos quatro meses para defender as decisões de sua Presidência e confessar que tem saudades da comida da Casa Branca e do avião presidencial americano, o Air Force One. Bush participou de um evento em Michigan, na noite desta quinta-feira (28).

No evento, ele afirmou que a implantação das "técnicas severas de interrogatório" no seu governo --que grupos de defesa dos direitos humanos chamam de terrorismo-- foi legal e obteve informações que impediram atentados. "Tomei essa decisão para ter informações dentro da lei, e digo que cumpri com meu dever de proteger o povo dos EUA."

Aeroporto de São Luiz receberá investimento


A Infraero investirá R$ 15 milhões para retomar as obras da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís (MA). O trabalho será executado em quatro etapas, a partir de junho.

Durante a primeira etapa, de 8 de junho a 10 de setembro, a pista principal de 2.385 metros será interditada das 6h30 às 12h30 para as obras. Já na segunda etapa, de 10 de setembro a 12 de outubro, as duas pistas do aeroporto serão interditadas das 6h30 às 12h30. A Infraero, em conjunto com a ANAC e as companhias aéreas, busca um menor impacto nas operações do aeroporto com esse cronograma de obras.

Nas duas últimas etapas serão trabalhadas as cabeceiras da pista, o que deixará livre 1.653 metros para pousos e decolagens. Os trabalhos serão concluídos até o final deste ano. Iniciadas em 2008, as obras tiveram uma paralisação programada devido à época de chuvas na região.

Segundo o superintende local, Samuel Lima Sales, as obras garantirão maior segurança e ganho na capacidade operacional no aeroporto, pois as pistas poderão suportar aviões maiores. Atualmente, as aeronaves que pousam no Aeroporto de São Luís são de até 150 passageiros. Com o reforço na pista, poderão operar aviões de até 300 passageiros.

Consórcio Air France-KLM assina acordo com a Delta Arlines

Parceria entre Air France-KLM e Delta irá operar mais de 200 voos diários entre a Europa e a América do Norte.

É esta manhã criado mais um gigante mundial da aviação. A parceria que a Air France-KLM e a Delta assinam hoje em Paris irá criar uma ‘joint venture’ responsável por mais de 200 voos transatlânticos, disponibilizando cerca 50 mil lugares por dia.

As três companhias de aviação pretendem, com esta ‘joint venture’, operar em conjunto um grande número de rotas transatlânticas, partilhando receitas e custos. A operação – que representará cerca de 25% da capacidade do mercado entre os dois lados do Atlântico – permitirá receitas anuais conjuntas na ordem dos 12 mil milhões de dólares (cerca de 9,3 mil milhões de euros), considerando os resultados do ano fiscal de 2008/2009.

Esta parceria é o prolongamento de um acordo de cooperação assinado em Março de 2008 que integrou as rotas operadas pela holandesa KLM e a norte-americana Northwest Airlines, que se fundiu no ano passado com a rival Delta Airlines.

Coreia do Norte pode lançar novo míssil, dizem EUA

Satélite espião flagra movimentação na base em que suposto projétil de longo alcance foi lançado em abril

Funcionários do Pentágono informaram nesta sexta-feira, sob condição de anonimato, que os satélites do país captaram movimentação em um dos locais usados pela Coreia do Norte para lançar mísseis de longo alcance, o que pode indicar a iminência de um novo lançamento. Mais cedo, o governo do ditador Kim Jong-il já havia lançado um foguete de curto alcance, no sexto lançamento feito só nesta semana.

Informações obtidas pela agência de notícias France Presse indicam que o atual movimento de veículos norte-coreanos é semelhante ao observado nos trabalhos prévios ao lançamento de um foguete de longo alcance, no mês passado.

O governo da Coreia do Norte diz que os lançamentos recentes de mísseis configuram uma "medida de autodefesa" necessária diante das ameaças do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) de estender sanções aplicadas contra o país em repúdio ao teste atômico realizado nesta segunda-feira (25). O discurso de "autodefesa" é o mesmo usado para justificar a suspensão do armistício do fim da Guerra das Coreias (1950-1953).

Para a Coreia do Sul, a vizinha Coreia do Norte está cada vez mais agressiva e pode estar preparando ações militares. Barcos pesqueiros chineses foram vistos saindo de uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península. Especialistas especulam que Pyongyang poderia iniciar um combate nas águas disputadas com a Coreia do Norte e que são procuradas nesta época do ano por barcos que pescam caranguejos.

Nos últimos dez anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais nas águas que banham a península, em 1999 e 2002.

"Nós ainda não viemos nenhum movimento incomum de tropas que acompanhe seu discurso violento dos últimos dias", disse o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell, de Cingapura, onde acompanha o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, em um evento sobre segurança. Gates afirmou que não têm planos de ampliar o número de soldados na Coreia do Sul --hoje, são cerca de 28,5 mil que dão apoio aos 670 mil militares sul-coreanos.

Os militares americanos e sul-coreanos estão em alerta para a ameaça da Coreia do Norte, a despeito do discurso da cúpula. É o nível mais alto de alerta desde o primeiro teste nuclear do regime norte-coreano, realizado em 2006.


Soldados da Coreia do Sul transportam sistema de mísseis em exercício na fronteira com a Coreia do Norte

Conselho de Segurança

É por infringir os termos das sanções impostas em 2006 que a Coreia do Norte será alvo de uma nova resolução, por parte do Conselho de Segurança da ONU. Os membros da entidade discutem atualmente quais sanções adotar contra a Coreia do Norte de modo a não agravar o isolamento daquele país e congelar as negociações pela desnuclearização.

Pyongyang afirma que os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança --Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido-- são "hipócritas", pois realizaram "99,99% de todos os testes nucleares". "O teste conduzido por nossa nação desta vez é o número 2.054 da Terra", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Embaixadores dos cinco membros permanentes e dos dois países mais afetados, Japão e Coreia do Sul, reuniram sugestões a serem debatidas em reuniões. Um diplomata afirmou nesta quinta-feira (28) que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições para as operações financeiras e bancárias do regime comunista.

Luciano Huck comprou um jato

Jato executivo tem capacidade para quatro passageiros, além do piloto e co-piloto

O apresentador Luciano Huck acaba de comprar, por US$ 6 milhões (cerca de R$ 12 milhões), um jato executivo Premier 1, informa a revista "Veja". A aeronave, fabricada pela americana Raytheon, tem capacidade para quatro passageiros, além do piloto e do co-piloto.

Huck já tem um helicóptero, um Robinson 44, comprado há três anos.



Vendaval assusta passageiros da Gol

A chuva e o forte vento, atípicos para esta época do ano em Cuiabá, provocaram um grande susto nos passageiros do voo 1935, da Gol, que saiu de Brasília às 15h55min da tarde desta quinta-feira (28).

O piloto do Boeing 737 teve que arremeter (abortar a aterrissagem) próximo a cabeceira da pista. Depois da manobra, a aeronave ficou sobrevoando Cuiabá e Várzea Grande por cerca de 10 minutos. O piloto informou aos passageiros que abortou a aterrissagem pelo risco que ela causaria em razão da forte corrente de vento

Numa segunda tentativa, o piloto pousou mesmo assim com muita dificuldade, pois o forte vento fez com que o avião, na frenagem, deslizasse para os lados da pista. A manobra do piloto foi aplaudida pelos passageiros, quando o avião parou próximo ao terminal de desembarque.

No voo estavam mais de 100 passageiros. Entre eles os deputados federais Carlos Abicalil (PT), Homero Pereira (PR) e Valtenir Pereira (PSB). Estavam também no voo, o advogado do Grupo Amaggi, José Antonio Guilhen; o também advogado Agnaldo Carvalho, que pleiteia uma vaga de desembargador no Superior Tribunal de Justiça, uma das diretoras do Supermercado Comper e o jornalista Marcos coutinho, sócio-proprietário, do Olhar Direto.

FAB alertou sobre turbulência

Os pilotos do Airbus A-330 da empresa aérea TAM que, na noite de segunda-feira (25), foi atingido por uma forte turbulência quando se preparava para pousar no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), foram alertados sobre a presença de uma área de instabilidade meteorológica na região.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a FAB (Força Aérea Brasileira) informa que, no dia do incidente, o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) divulgou duas mensagens avisando a todo o tráfego aéreo sobre o mau tempo. A prática é comum e o Comando da Aeronáutica conta com 125 centros meteorológicos e uma equipe de 700 profissionais espalhados pelo país para fornecer informações sobre o clima para aviação.

No segundo alerta divulgado na segunda-feira, válido para o período das 19h às 23h, o Decea comunicava sobre a ocorrência de trovoadas e a presença de nuvens cujo topo atingiriam 41 mil pés (12,5 km), movendo-se a uma velocidade de 12 km por hora. A aeronave pousou em Guarulhos às 19h35, com 154 pessoas a bordo.

Vinte e um ocupantes do avião ficaram feridos. Oito deles tiveram que ser encaminhados a hospitais. Ainda não se sabe se o problema poderia ter sido evitado, mas desde a última terça-feira (26) a FAB está coletando informações relativas ao incidente.

Após a análise de todos os dados, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) irá divulgar as causas do incidente e apresentar novas recomendações de segurança para evitar ocorrências semelhantes.

Reforma do Santos Dumont vai demorar


O Aeroporto Santos Dumont precisará de pelo menos um ano e dois meses para ficar com sua área operacional completamente reformada. A informação foi repassada pela Infraero, que administra o terminal, ao Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A reforma das duas pistas, que precisam ter sua camada porosa de asfalto trocada, tem previsão de dois meses e segundo a Infraero começaram nesta semana. A Infraero não confirmou ao Globo as previsões.

Conforme noticiado ontem, esta camada está com o prazo de validade vencida desde dezembro de 2007 . O nível de atrito com os pneus da aeronave está abaixo do recomendado para pista molhada, segundo o sindicato dos Aeronautas.

Ele deve ser de 0,61, mas estaria em 0,48. A Infraero informa que a média da última medição foi de 0,58 e a Agência Nacional de Aviação Civil diz que em março a medição foi de 0,87.

SOL inicia operações

As rotas iniciais abrangem as cidades de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá.

Prefeitos da região oeste, deputados estaduais e federais prestigiaram na noite desta quinta-feira (28), o lançamento da mais nova empresa de transporte aéreo regional. A Sol Linhas Aéreas já está com o Centro de Operações construído no Aeroporto Municipal de Cascavel e os vôos estão previstos para iniciar em junho. As rotas iniciais abrangem as cidades de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá.

Com a chegada da nova empresa aérea na cidade, voltam às reivindicações em torno da construção de um aeroporto regional.

“O Aeroporto de Cascavel precisa urgentemente de um terminal de passageiros, que a gente chama de TPS. Desde maio do ano passado, quando nos decidimos que iríamos implantar a companhia em Cascavel, procuramos a administração para ver o que estava em vista, em relação a esse aeroporto ou que fosse no Aeroporto Regional. Pois, para pousar não é problema, mas é claro que a estrutura de passageiro precisa ser melhorada urgentemente”, declarou o presidente da empresa, Marcos Solano Vale.

A TAP Air Portugal começará a voar três vezes por semana para a ilha de São Vicente

A TAP Air Portugal começará a voar três vezes por semana para a ilha de São Vicente assim que o novo aeroporto for homologado e receber voos noturnos, disse ontem à Agência Lusa o delegado da empresa em Cabo Verde.

Luís Garcia adiantou que tal poderá acontecer já a partir de Agosto, pois estão em curso as homologações e finalizações dos aspectos técnicos no remodelado aeroporto de São Pedro, próximo do Mindelo, estando já entregue o respectivo pedido às autoridades da aviação civil de Cabo Verde.

Assim que começar a operar para a ilha de São Vicente, com a TACV como prestadora de serviços, a transportadora aérea portuguesa ficará com 13 a 14 voos semanais para Cabo Verde - voos diários para a ilha do Sal e quatro semanais para a capital, Cidade da Praia (ilha de Santiago).

"Nós podíamos começar já a voar, mas o impedimento que existe tem a ver com a homologação do aeroporto e a possibilidade de efectuar voos nocturnos, altura do dia em que temos essa disponibilidade", afirmou à Lusa Luís Garcia, sublinhando que, numa primeira fase, está prevista a utilização de um Airbus A319, de 124 lugares.

Segundo o delegado da TAP em Cabo Verde, a decisão da transportadora portuguesa foi tomada após a realização de um estudo de viabilidade, tendo-se chegado à conclusão que "há espaço e mercado" para voos directos Lisboa/Mindelo.

"Da previsão inicial de estudos que foram feitos para a época alta, avançaremos com três frequências semanais. E é nossa intenção, já manifestada às autoridades, de avançarmos em Agosto deste ano, se houver condições técnicas para isso", sublinhou.

"Na actual conjuntura, o que interessa a Cabo Verde são nichos de tráfego que não se confinam a uma ilha ou turistas que pretendem visitar, em média, três ilhas", sustentou, lembrando que a ilha de São Vicente "abre as portas" a outras duas - Santo Antão e São Nicolau, cujas belezas naturais são ideais para diferentes actividades.

Entre elas, destacou Luís Garcia, figuram a pesca desportiva, "um dos paraísos mundiais", o montanhismo, o trekking, a par do turismo rural.

Assim que o aeroporto de São Vicente for aberto ao tráfego internacional, cabo Verde passará a dispor de quatro com essas características - Sal, Santiago e Boavista.

No que diz respeito à Boavista, e por ser um mercado tradicional de voos charter, a TAP não está, para já, interessada em ligá-la por avião a Lisboa, disse Luís Garcia.

Fonte: Diário Digital

FAB se prepara para treinamento militar nos helicópteros Mi-35


Mi-35 Hind

O 2º/8° GAv “Esquadrão Poti” enviará o primeiro grupo de pilotos e mecânicos à Rússia para treinamento na aeronave Mil Mi-35M (projeto vencedor da licitação do Programa AH-X). Os cursos a serem realizados visam capacitar os futuros operadores da aeronave a empregá-la a partir da Base Aérea de Porto Velho (RO), com o objetivo de aumentar a presença estratégica da FAB na Amazônia, em sintonia com o novo Plano de Defesa Nacional.

As novas aeronaves, por sua vez, serão entregues na capital de Rondônia em quatro lotes de três unidades, totalizando 12 aeronaves. O primeiro lote está previsto para ser entregue em novembro de 2009, o segundo em julho de 2010, o terceiro em abril de 2011 e o último em fevereiro de 2012.

No dia 24 de maio, cinco pilotos do Esquadrão Poti embarcarão com destino à fria Torzhok, cidade russa localizada a 175 km a noroeste de Moscou. Nesta pequena cidade interiorana, está situado o Ground Troops Aviation Training Center, centro que promoverá curso aos tripulantes brasileiros.

No dia 26 de junho, três especialistas se deslocam para a cidade russa de Rostov-On-Don, onde realizarão o Curso de Reparos de Danos em Combate na sede da Rostvertol, empresa fabricante da aeronave. Já no dia 17 de julho, mais 10 especialistas rumam a Torzhok para o curso de mecânico na nova máquina.

Para que isso fosse possível, o preparo destes militares pioneiros foi uma preocupação constante dentro do planejamento preliminar à viagem. Aulas itinerantes de inglês foram ministradas pelo CIEAR no 2°/8° GAv com o objetivo de deixar pilotos e mecânicos “afiados” no idioma a ser utilizado durante o treinamento.

Posteriormente, um curso básico da língua russa foi realizado, visando à familiarização dos tripulantes com o alfabeto cirílico, conjunto de caracteres que farão parte das suas vidas durante os próximos cinco meses.

Munidos de todas estas ferramentas e do profissionalismo peculiar ao militar brasileiro, os Guerreiros Potis encontram-se aptos a cumprir mais esta missão.

Centro de Controle de Voo de Brasília recebe nova atualização

O Centro de Controle de Aproximação de Voo (APP), de Brasília (DF), que já opera com tecnologia nacional, acaba de passar por uma nova atualização.

O centro opera com o STVD (Sistema de Tratamento de Visualização de Dados), um software brasileiro, desenvolvido pela brasileira Atech. Em Brasília, ele é responsável por cerca de 600 voos diários.

A atualização dos sistemas foi projetada para proporcionar recursos adicionais para o controlador realizar o monitoramento das aeronaves com maior segurança. Além de permitir maior fluidez do tráfego em áreas de grande quantidade de voos, bem como dotar os postos de controle com tecnologia de última geração para a visualização de dados em tempo real.

O APP é responsável por controlar o tráfego de aeronaves nas fases de aproximação e decolagem de um aeroporto.

A solução desenvolvida pela Atech para o APP já está presente nos controles de aproximação de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Recife (PE), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belém (PA) e Pirassununga (SP).

A previsão é que, até 2010, os 22 centros principais estejam operando com sistemas revitalizados. O programa de modernização dos APP faz parte de uma iniciativa da Força Aérea Brasileira.

F22 Raptor e suas manobras espantosas

F22 Raptor

BNDES aprova R$ 199 milhões para Trip adquirir quatro aviões Embraer


Embraer 175 na cores de fábrica

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento de R$ 199,2 milhões para a Trip Linhas Aéreas adquirir quatro aeronaves ERJ-175 (86 assentos) fabricadas pela Embraer. O crédito aprovado corresponde a 85% do investimento total.

Segundo o banco, os aviões serão utilizados no mercado doméstico regional, sobretudo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O projeto de financiamento das quatro aeronaves permitirá aumentar o número de cidades atendidas para 81 destinos até o final de 2009, atendendo municípios sem transporte aéreo.


Avião da TRIP no terminal

Com o aumento da frota, a Trip também pretende ampliar a frequência de voos para os destinos onde opera atualmente e complementar sua frota atual de 22 turbo-hélices (de 50 a 70 lugares) para um total de 29 aeronaves até o fim do ano.

Esta é a segunda operação, com financiamento em moeda nacional, aprovada pelo BNDES para a compra de aeronaves fabricadas no país e destinadas ao mercado interno.

A primeira operação foi contratada em abril último para a empresa aérea Azul Linhas Aéreas adquirir quatro aviões da Embraer.

Nos dois casos, o banco argumentou que o financiamento beneficia toda a cadeia fornecedora das aeronaves brasileiras, informou ainda que a utilização de aeronaves de menor porte viabiliza o transporte aéreo regional regular, em função da baixa densidade de tráfego de determinados municípios brasileiros.

A Trip tem hoje cerca de 1,2 mil empregados e gera aproximadamente 250 empregos terceirizados. A empresa estima que para cada novo jato em operação comercial serão criados 40 novos empregos diretos nas áreas de manutenção, controle operacional e tripulação.

O mercado aéreo brasileiro é um dos que mais crescem no mundo, com taxa média anual de expansão de 11% entre 2003 e 2008. O Brasil é o quarto maior mercado mundial de aviação doméstica, com 47,7 milhões de pessoas transportadas em 2008.

Anac recebe relatório sobre turbulência em avião da TAM; passageiros relatam pânico

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou na tarde desta terça-feira que recebeu um relatório produzido pela TAM a respeito da turbulência ocorrida no avião da empresa e que deixou 21 feridos ontem. Duas pessoas permanecem em atendimento médico.

O relatório recebido pela Anac não tem caráter punitivo. Ele apenas segue um protocolo exigido em casos do tipo. O documento foi produzido pela segurança operacional da TAM.

Antes de a Anac receber o documento, a Aeronáutica informou que irá investigar o que houve.

O órgão informou que será realizada coleta de materiais e entrevista com pessoas envolvidas, mas destaca que a investigação tem como objetivo estabelecer recomendações para prevenir futuros acidentes ou incidentes aéreos. As investigações não têm como finalidade encontrar culpado ou estabelecer punições.

De acordo com a TAM, o voo JJ 8095 partiu de Miami às 12h11 (horário de Brasília) com 154 passageiros. Ao se aproximar do aeroporto em Guarulhos, enfrentou uma turbulência e pousou às 19h35.

Inicialmente, das 21 pessoas atendidas no posto médico do aeroporto, 13 foram liberadas e oito foram encaminhadas a hospitais. Cinco foram liberadas durante a madrugada, uma deixou o hospital enquanto aguardava transferência e duas permanecem recebendo atendimento médico.

Eles sofreram fraturas e estão no Hospital Oswaldo Cruz e no Albert Einstein, em São Paulo. Procurados pela Folha Online, os hospitais informaram que os pacientes passam bem, mas ainda não há previsão de alta.

Pânico

Os passageiros que estavam na aeronave relataram momentos de pânico. A empresária Marilda Torres, 56, ficou com o olho roxo e sofreu cortes no supercílio e no nariz. Ela contou que ia para o fundo do avião levar sua bandeja de comida na hora da turbulência.

"A menina [comissária de bordo] tinha esquecido de pegar minha bandeja. De repente, o avião "caiu" mesmo. Eu subi, mas acho que as pessoas me seguraram. Não cheguei a bater no teto do avião. Acho que uma mala caiu por cima de mim."

A empresária contou que, enquanto se arrastava para voltar para o lado do marido, as máscaras de oxigênio caíram.

"Todo mundo estava desesperado, tinha gente caída no chão, gritando. Um rapaz que estava dentro do banheiro grudou no teto. A impressão que dava era a de que o avião estava caindo mesmo."

O advogado Gelson Fabro, 29, sofreu um ferimento na testa e disse que sentia o pescoço muito machucado. Ele contou que a turbulência ocorreu logo depois que a luz para apertar o cinto se acendeu, mas não deu tempo para pôr o equipamento.

"Foi muito assustador. Todos estavam tranquilos quando, de repente, surgiu o alerta e o avião "caiu". Fui parar no banco do lado, depois caí no corredor. Deu a sensação de que o avião estava indo para baixo, tremendo. Todos bateram a cabeça no teto, aquilo que a gente vê em filme. Achei que a aeronave não ia se recuperar."

De acordo com o advogado, a maioria dos comissários de bordo se feriu. Fabro contou que houve muita confusão depois que o avião pousou. "Não havia esquema de emergência, ninguém sabia o que fazer."
Procuradoria oferece nova denúncia contra pilotos do jato Legacy. Leia a matéria aqui

TAM desvia 3 voos por causa de rádio pirata

Voos vinham do Rio, Vitória e Londrina com destino aos aeroportos de Guarulhos e Viracopos

A TAM desviou três aviões de Congonhas por causa da frequência de uma rádio pirata, na noite de quarta-feira, 27. O voo JJ 3955, que partiu do Santos Dumont, no Rio, com 92 passageiros, desceu no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, às 21h.

Com cem passageiros, o voo JJ 3135 partiu de Vitória e pousou às 21h05 em Viracopos, Campinas. O terceiro voo, JJ 3764, partiu de Londrina com 83 passageiros e aterrissou em Campinas às 21h.

Na quarta-feira, 27, Ana Maria Lima, de 73 anos, estava internada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e deve ser operada hoje. Ela sofreu fraturas no fêmur e na coluna a bordo do voo JJ 8095, da TAM, que enfrentou turbulência na segunda-feira.

RG 797: tragédia em Abidjan




Gianfranco Beting - jetsite

O ano de 1987 mal havia começado. Madrugada quente e estrelada naquele 3 de janeiro. Noite escura, de lua nova, no aeroporto internacional Felix Houphouet Boigny. O acanhado terminal recebia poucos passageiros. Aparentemente, o início do ano ainda inibia a vontade de viajar para muita gente.

Num dos 25 balcões do aeroporto, apenas 39 passageiros apresentaram-se para fazer o check-in no vôo da Varig com destino ao Rio de Janeiro. Naquela noite, o vôo RG 797 seria operado pelo Boeing 707-379 de prefixo PP-VJK. Aquele não seria um vôo qualquer para o veterano Boeing 707. Seria na verdade o último vôo do jato com as cores da Varig. Depois de pousar no Galeão, o VJK seria definitivamente retirado de serviço na Varig, depois de voar pela empresa por 19 anos. Operada pela companhia ininterruptamente desde 4/11/1968, a aeronave, naquele começo de 1987, o Boeing 707 já tinha novo dono: a FAB, Força Aérea Brasileira, que iria utilizá-lo em missões de transporte, com a matrícula FAB 2400.

Além dos 39 passageiros, o Boeing levava ainda 12 tripulantes, liderados pelo comandante Julio César Carneiro Corrêa, de 38 anos. Com 11 mil horas de vôo, Carneiro tinha 1.198 horas no comando do Boeing 707. Piloto-instrutor, naquele RG797 estava acumulando a função de ensinar ao seu co-piloto, Nélson Fontina de Figueiredo, a arte de pilotar o Boeing 707. O veterana aeronave é da primeira geração da aviação a jato. Isso significa que é um modelo que exige grande perícia e experiência para ser pilotado. Sem contar com praticamente nenhum sistema computadorizado, é um avião "das antigas", que exige mesmo que os pilotos efetivamente "voem" o avião. Se comparado aos jatos atuais, que podem ser pilotados com o simples apertar de botões, o 707 é mesmo um avião de "pé e mão", ou como preferem os profissionais de cabine: o 707 é um "avião de piloto", isto é, exige mesmo a atuação direta e precisa de quem o comanda.

A partida noturna de Abidjan transcorreu sem problemas. O vôo, estimado para durar pouco menos de 9 horas, deveria ser pura rotina. E assim foi, até aproximadamente 20 minutos depois da decolagem, quando o Boeing já estava a 200 km a oeste de Abidjan. Naquele instante, soou na cabine o alarme de fogo no motor Nº 1, o que fica na posição externa da asa esquerda, lado em que se senta o comandante.

Apesar do ensurdecedor ruído do alarme, a tripulação não foi pega de surpresa. Na véspera, no vôo de ida entre o Brasil e a Costa do Marfim, o mesmo alarme havia soado em vôo, poucas horas antes da chegada à África. O motor fora desligado por precaução e a aeronave pousou em Abidjan sem maiores problemas. Inspecionado pelos mecânicos da Air Afrique, companhia que prestava manutenção à Varig na Costa do Marfim, constatou-se que a pane estava nos sensores que registram a ocorrência de fogo nos motores: tratava-se de um alarme falso.

De qualquer forma, no caso do vôo de regresso, o alarme começou a soar muito cedo, logo após a decolagem. Precavido, o Cmte. Corrêa optou pelo deligamento do motor. Corrêa tinha agora que optar entre seguir com três motores sobre o vasto Oceano Atlântico Sul ou retornar à segurança da terra firme, voltando à Abidjan.

Nesse momento, levamos você para dentro da cabine de comando do 707, dois minutos depois do início do alarme de fogo. E para os trinta minutos finais do vôo 797 da Varig, quando a tripulação começa a discutir qual procedimento adotar em face ao alarme soando na cabine de comando.

ABJ Torre do aeroporto de Abidjan
Cap. Carneiro: Comandante - Júlio César Carneiro Corrêa
F/O Figueiredo: Primeiro Oficial - Nélson Figueiredo
F/E Cardoso: Engenheiro de Vôo - Eugênio Cardoso
Cmro.: Comissário de vôo - (não identificado)

Início da gravação: 30 minutos antes do impacto:

F/E Cardoso: O mecânico da Air Afrique olhou e disse que não tinha nada. Ô Carneiro, quer uma opinião?
Cap. Carneiro: Se for uma opinião para atravessar o Atlântico com isso aí tocando (o alarme de fogo) eu acho difícil.
F/E Cardoso: Os parâmetros do motor estão todos normais.

Carneiro toma a decisão e instrui o primeiro oficial Figueiredo:

Cap. Carneiro: Chame o controle de Abidjan e informe que vamos voltar.
F/O Figueiredo: Abidjan, boa noite, Varig 797. Informamos que temos problemas técnicos de indicação no motor 1. Solicitamos vetoração para imediato regresso ao aeroporto.

A torre de Abidjan aceita o pedido e imediatamente autoriza o 707 a iniciar o regresso. O Cmte. Carneiro então chama, pelo interfone, o chefe de cabine e informa que o Boeing teria que voltar para Abidjan. A seguir, ordena que o comissário dê a má notícia aos passageiros.

Cap. Carneiro: Pode fazer o speech e avisar os passageiros que vamos voltar.

A tripulação então inicia os procedimentos para pouso em Abidjan. O peso da aeronave é verificado e constata-se que, com 248.000 lb de peso (112.5 t) poderia pousar diretamente, sem necessidade de alijar combustível. Desde a decolagem de Abidjan até aquel momento, o 707 já havia consumido 10.000lb de JET A-1.

Nesse momento, o engenheiro de vôo Cardoso informa que efetivamente parece haver um problema no motor Nº 1:

F/E Cardoso: Ô Carneiro, a temperatura do combustível do motor Nº1 está muito alta.
Cap. Carneiro: Bom, então está tudo certa aí para a gente cortar esse motor? Está tudo ok aí? Então vou cortar o Nº1.
F/E Cardoso: Não vamos mesmo precisar dele. Se precisarmos, depois, na chegada, podemos religar.

Pouco depois, entra na cabine de comando um comissário, para dar um aviso à tripulação técnica:

Cmro.: Comandante, tem um passageiro lá atrás reclamando de trepidação.
Cap. Carneiro: Agora vai começar a aparecer reclamação de tudo.
F/O Figueiredo: Talvez tenha sido pela redução de potência dos motores para a descida.

Cap. Carneiro: (ao F/O Figueiredo): Chame Abidjan e peça instruções para descida. E avise a Air Afrique que vamos precisar de manutenção.

O F/O Figueiredo solicita e recebe as instruções de Abidjan. Em seguida, contata a Air Afrique em outra freqüência e avisa do retorno, solicitando a atenção de mecânicos após a chegada. Logo depois, porém, outra anomalia é detectada pelo engenheiro Cardoso:

F/E Cardoso: Estamos com um vazamento de combustível alí.
Cap. Carneiro: O quê? Vazamento de combustível? Onde?
F/E Cardoso: Tá vazando combustível pra caralho!

Nos minutos seguintes, os tripulantes tentam verificar a existência ou não do vazamento, mas minutos se passam e voltam a tocar no assunto. Analistas acreditam que esse fato pode indicar que houve um erro de leitura por parte de Cardoso ou até mesmo a falsa indicação de um instrumento. De qualquer forma, nos minutos seguintes, vários procedimentos de cheque são executados em rápida sucessão.

F/E Cardoso: Treze mil libras de peso... olha os indicadores... estão uma merda... problema...

Nesse instante, volta à cabine de comando o comissário:

Cmro.: Comandante, um passageiro na primeira classe está reclamando de um ruído sob a poltrona.

Os três profissionais da cabine de comando imediatamente reagem, irritados contra a reclamação. Entre outras frases, uma se destaca: " Vai ver que é a perna dele tremendo" , diz um dos tripulantes técnicos. Minutos depois, o co-piloto Figueiredo faz um comentário lúgubre, por profético.

F/O Figueiredo: Estamos levando um defunto ilustre. E tá podre...
Cap. Carneiro: O quê?
F/O Figueiredo: É, estamos levando um defunto ilustre e tá podre. Mas aguenta até o Rio...

Esse comentário de Figueiredo foi uma referência ao fato do PP-VJK já estar "morto" para a Varig, isto é, com sua carreira encerrada. Os pilotos sabiam que aquele era o último vôo programado para o 707 na Varig e que a aeronave já havia sido vendida à FAB. O que eles ainda não poderiam imaginar é que, de fato, aquele seria de fato o último vôo do Boeing. O comissário faz mais um comentário:

Cmro.: Um passageiro diz que viu uma labareda...
Cap. Carneiro: Mas como? Tem fogo lá?
F/E Cardoso: Não.
Cap. Carneiro: Mas o motor tá apagado, né?
F/E Cardoso: É, olha aí, tá apagadão.

O comissário volta à cabine e, nos minutos seguintes, a tripulação relaxa um pouco. Conversam sobre a mudança de planos, sobre o fato que demorarão mais a voltar ao Rio. Comentam que têm saudade de alguns restaurantes da Cidade Maravilhosa e fazem planos de sair para comer tão logo retornem ao Brasil. Minutos depois, as luzes da Cidade de Abidjan começam a ser vistas desde a aeronave.

Cap. Carneiro: Olha aí Abidjan. Está claro.

A torre do aeroporto africano oferece a pista 03 para pouso, uma aproximação mais curta para o 707 da Varig, entrando diretamente com curva à esquerda, numa proa praticamente norte. A noite escura, sem lua, embora com ótima visibilidade, faz com que Carneiro peça a aproximação pela cabeceira norte, pela direção oposta. Carneiro optou em pousar pela pista 21, pois esta possuía instrumentos de aproximação, ao passo que na cabeceira 03 a aproximação só poderia ser visual. Mais uma vez, nota-se a preocupação do Cmte. Carneiro em operar o 707 da forma mais segura possível.

Mas, para poder pousar na pista 21, o 707 teria de fazer um vôo mais longo e uma aproximação mais complicada. Primeiro teria de sobrevoar o VOR sobre o aeroporto, iniciar o afastamento e realizar uma curva de praticamente 270º para entrar na reta final. Todas essas curvas seriam feitas sobre a asa esquerda, justamente a que menor sustentação provinha ao Boeing, pois o motor Nº1, situado na posição externa dessa asa, estava desligado. Aparentemente, o Cmte. Carneiro não se preocupou com isso e prosseguiu assim mesmo para a pista 21, após ser autorizado pela torre de Abidjan.

Os tripulantes então iniciam o check pré-pouso, que foi feito levando em consideração o motor desligado. O Boeing voava a 900 m de altura e a 370 km/h e finalmente entrou na perna do vento para a pista 21, ou seja, voando no rumo norte. O Boeing não estava configurado para pouso ainda: Carneiro optou por voar sem a utilização dos flaps e sem abaixar o trem de pouso. Essa decisão deve ter sido tomada em função da assimetria de potência causada pelo desligamento do motor Nº1. Carneiro deve ter optado por configurar o 707 para pouso apenas quando estivesse alinhado com a pista 21. De qualquer maneira, a não-utilização dos flaps aumentou a velocidade mínima necessária para manter a aeronave em vôo, conhecida como velocidade de estol. O Boeing teria de manter uma velocidade maior do que o normal em suas manobras de aproximação.

Na cabine, a troca de informações entre os tripulantes foi feita sem sobressaltos. O tom das conversas foi normal, não indicando uma situação de stress. No entanto, estes seriam os últimos segundos de vida para 50 dos 51 ocupantes do Boeing. O Boeing iniciou a curva-base, última antes de entrar na reta final para o pouso. Os acontecimentos a seguir se dão em rápida sucessão: são os últimos 30 segundos de vôo para o RG 797, pilotado pelo Cmte. Carneiro.

F/O Figueiredo: Vou manter stand-by nessa freqüência, viu Carneiro?

No segundo seguinte, um dos tripulantes gritou um palavrão. Três segundos depois, soou pela primeira vez o alarme de estol: o Boeing estava voando muito lentamente para a sua configuração naquele instante, sem a utilização dos flaps. Ouviu-se a seguir o som dos motores sendo acelerados, o que desligou automaticamente o alarme de estol. O vôo 797 só duraria outros 25 segundos.

Quatro segundos depois, o alarme voltou a soar na cabine, juntamente com o ruído de dois outros alarmes: um que tanto poderia indicar uma eventual discrepância entre instrumentos como de inclinação excessiva da aeronave; soou também o alerta que dispara quando os trens de pouso não estão abaixados e há insuficiente potência nos motores. Isso tudo indica o que acontecia em rápida sucessão com o Boeing: o 707 perdia sustentação durante a curva. Sem a configuração de flap necessária para aquele peso, inclinação e velocidade, o 707 não mais conseguia a sustentação necessária para permanecer em vôo. Literalmente, o 707 começou a cair do céu.

Para complicar a situação, o Cmte. Carneiro voava sem nenhuma referência externa, guiando-se exclusivamente pelos seus instrumentos. Lá fora, noite fechada, sobrevoando uma floresta pantanosa, escura e desabitada, Carneiro não contava com qualquer referência visual: uma luz, uma casa, nada. Carneiro não poderia dar uma rápida olhada para fora e obter um auxílio visual que o ajudasse a ter plena consciência da altitude e da atitude, do ângulo de inclinação que o Boeing tinha, naquele instante, em relação ao solo.

Se tivesse, certamente teria se dado conta que, em função da baixa velocidade e do fato de realizar a curva justamente sobre a asa que menor sustentação dava ao Boeing, o 707 inclinava-se perigosamente, praticamente voando de lado em relação ao solo, numa curva de quase 90º.

O Boeing não mais conseguia manter-se no ar: faltavam apenas seis segundos de vôo quando ouviu-se na gravação do CVR mais uma aceleração dos motores, ao mesmo tempo que o comandante exclamou, num tom exaltado, claramente assustado com a situação:

Cap. Carneiro: O que está acontecendo aí?

Impotente diante do rápido desenrolar dos acontecimentos, amarrado à sua cadeira postada imediatemente atrás dos dois pilotos, o engenheiro Cardoso respondeu rispidamente:

F/E Cardoso: Nada, porra!

O co-piloto Figueiredo, acompanhando a operação através da leitura dos instrumentos, num tom de pânico, ainda tentou alertar o comandante Carneiro, mas já era tarde demais para ele e para os ocupantes do PP-VJK:

F/O Figueiredo: Olha a altura! Olha a velocidade!

Nesse instante, o Boeing virou de dorso, de barriga para cima. O solo agora aproximava-se velozmente: o nariz do Boeing afundava na direção da floresta. Carneiro, ainda incrédulo com o que acontecia ao Varig 797, gritou, num misto de surpresa e pavor:

Cap. Carneiro: O meu horizonte (artificial) pifou!

Não, o horizonte artificial não havia falhado. Ele simplesmente traduzia a atitude anormal do Boeing, que já havia girado além dos 90º em relação ao solo. E a situação indicava também um fenômeno conhecido como "desorientação espacial" que ocorre quando o piloto não mais sabe em que atitude a aeronave está. Em outras palavras: Carneiro estava perdido enquanto o Boeing que pilotava entrava num mergulho, invertido, rumando direto ao solo a quase 400 km/h.

A última frase emitida por um dos tripulantes do vôo 797 foi um curto comentário do co-piloto Figueiredo, expressada num tom de voz mais para o resignado do que para o apavorado. Ele disse, simplesmente:

F/O Figueiredo: Vai bater.

No segundo seguinte, o Boeing 707 chocou-se contra as grossas árvores da floresta equatorial, desintegrando-se instantaneamente. Os tanques de combustível, ainda cheios, romperam-se imediatamente e uma grande explosão iluminou o céu estrelado da floresta. Em questão de segundos, 48 dos 51 ocupantes do Boeing estavam mortos. Milagrosamente, três ocupantes resistiram ao impacto e à explosão e incêndio que se seguiram. Dois deles faleceram durante os trabalhos de resgate. O terceiro, um professor natural da Costa do Marfim, escapou praticamente ileso, único sobrevivente do desastre com o PP-VJK.

O relatório final do acidente não chegou a nenhuma conclusão definitiva. O que se sabe é que um acidente aéreo normalmente acontece quando uma sucessão de erros, falhas e ocorrências se dão numa determinda ordem. Somados, formam a receita para o desastre. No caso do RG 797, podem ser incluídos: uma aeronave antiga, que talvez não estivesse recebendo a manutenção necessária; a relativa pouca experiência do piloto no comando do tipo; a deficiente integração (Cockpit Resource Management) dos três tripulantes técnicos. Afinal, se o Cmte. Carneiro deixou o Boeing estolar, seu co-piloto não o alertou a tempo de reverter a situação.

Pode se-citar ainda um fato extremamente grave: o não cumprimento, por parte da Varig, de uma portaria do DAC, que exigia a presença de tripulação composta (dois comandantes, dois engenheiros de vôo, um co-piloto) nos vôos de e para Abidjan. Só havia, na tripulação técnica do RG 797, três profissionais. É especulação, mas não deixa de ser verossímil que o fim do vôo RG 797 pudesse ser diferente, caso a cabine do Boeing tivesse mais dois profissionais experientes, observando e ajudando na operação de emergência.

Finalmente, os problemas de indicação de instrumentos podem ter sido o fator determinante, que provocou o acidente. Um dos altímetros encontrados em meio aos destroços marcava 1.700 pés e não 30 pés, que era a altitude correta no local do desastre. É fato que o instrumento pode ter ficado com essa indicação errônea como conseqüência do impacto. Mas isso pode também indicar que houve uma falha na entrada estática do Boeing, o que teria provocado indicações falsas nos instrumentos. Essa é uma hipótese muito remota, pois teria sido certamente percebida ainda durante a corrida de decolagem, no momento do "cross-check" de velocímetros, por exemplo.

O fato é que, em tragédias como esta que vitimou o RG 797 e 50 de seus 51 ocupantes, é muito fácil apontar causas e culpados. O difícil é, por mais técnicas e minuciosas que sejam as investigações, descobrir os verdadeiros culpados. Também é fácil criticar a atuação dos envolvidos. Tão fácil quanto injusto pois, no mais das vezes, eles não mais estão vivos e, portanto, não podem defender-se. Resta apenas a triste conclusão de que naquela trágica madrugada, quiz o destino juntar a aeronave, os passageiros e tripulantes no final fatídico do vôo 797 da Varig.

Poseidon: novo vigilante dos mares

O P8-A Poseidon, versão militar de vigilância marítima, do Boeing 737-800, realizou seu primeiro voo de teste no mês passado. Veja as fotos


P8A- Overview


El Al em São Paulo


Foto do boeing 777 da El Al em São Paulo. Eles iniciaram o serviço ligando São Paulo a Tel Aviv,nodia 3 de amiso

Nave com nova tripulação da ISS parte do Cazaquistão


Foguete Soyuz FG parte com nave no Cazaquistão; astronautas farão parte de tripulação da ISS

A nave Soyuz TMA-15 foi lançada nesta quarta-feira (27) da base de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à ISS (Estação Espacial Internacional, em inglês). O russo Roman Romanenko, o belga Frank de Winne e o canadense Robert Thirsk estão a bordo da nave e vão fazer parte da tripulação permanente da estação, que pela primeira vez será composta por seis pessoas.

O lançamento aconteceu às 14h34 de Moscou (7h34 de Brasília), com ajuda de um foguete Soyuz FG. Os novos moradores vão dividir o espaço com o russo Gennady Padalka, o americano Michael Barratt e o japonês Koichi Wakata, que atualmente ocupam a base.

Esta também será a primeira vez que todos os sócios da ISS (Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá) estarão representados simultaneamente por um astronauta no complexo.

Segundo Thirsk, a missão deve "provar que a estação pode ter seis pessoas por um longo período". "O que faremos nos próximos meses será uma preparação para a exploração espacial", afirmou De Winne.

A estação espacial foi expandida nos últimos meses para acomodar mais astronautas. Foi desenvolvido um sistema de reciclagem da urina, essencial para duplicar a capacidade de hospedagem da ISS. A máquina permite reciclar 6,8 toneladas de água potável por ano.

O porta-voz da Nasa Rob Navius disse que, no futuro, a ISS poderá ter até 13 pessoas a bordo, com a tripulação exercendo o papel de anfitrião.

Soyuz TMA-15 Launch: 2of2Full Vesion May 27, 2009

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